Rig Veda - Mandala 2
GritsamadaIndraBrihaspati

Mandala 2

मण्डल 2

The Family Book of Gritsamada

O Mandala 2 do Rigveda é um Livro de família da linhagem de Gṛtsamada, apresentando um mundo ritual rigidamente organizado em que a fala inspirada (vāc) se alinha com ṛta para «abrir o caminho» aos deuses e aos patronos. Agni figura como o mediador por excelência, enquanto a força vitoriosa de Indra e o apoio tempestuoso dos Maruts asseguram, por meio do sacrifício, riqueza, proteção e a ordem correta. O mandala é especialmente notável por seus hinos a Rudra, nos quais o terrível arqueiro é abordado com reverente contenção, suplicando-se que desvie a sua ira.

Period

Early Rig Vedic

Principal rishis

Gṛtsamada (Gṛtsamada Bhārgava)

Suktas in Mandala 2

Sukta 1

Sukta 2.1

RV 2.1 invoca Agni como o fogo nascido de tudo, sempre puro, que se ergue do brilho do céu, das águas, da pedra, da madeira e das plantas, e que é aceso no lar humano e no coração. O hino louva as muitas formas relacionais de Agni — pai, irmão, filho e amigo — e pede que ele conduza os adoradores e os patronos à prosperidade, à proteção e a uma enunciação «vasta» (bṛhat) na assembleia.

16 mantras | Rishi: Gṛtsamada (Bhārgava) | Devata: Agni

Chandas: Gāyatrī (RV 2.1 is predominantly gāyatrī)

Sukta 2

Sukta 2.2

Este hino invoca Agni como Jātavedas, pedindo que ele seja aumentado pelo sacrifício (yajña) e louvado por meio da oferenda, do corpo e da fala inspirada. Agni é retratado como o Hotṛ brilhante que abre as «portas» da força e da abundância, torna favoráveis o Céu-e-a-Terra e conduz tanto os patronos quanto os cantores ao bem melhor e ao Vasto, ao Grande (bṛhat).

13 mantras | Rishi: Gṛtsamada | Devata: Agni (Jātavedas)

Chandas: Jagatī (probable for RV 2.2.1; longer pādas typical of Jagatī)

Sukta 3

Sukta 2.3

Este hino entroniza Agni como o Hotṛ aceso, estabelecido na terra, voltado para todos os mundos e que conduz os deuses ao sacrifício. Ele louva sua inteligência purificadora e luminosa e seu papel de portador das oferendas — especialmente do ghee — para que o rito seja devidamente ordenado e frutífero para o sacrificante.

11 mantras | Rishi: Gṛtsamada (Bhārgava) | Devata: Agni

Chandas: Triṣṭubh

Sukta 4

Sukta 2.4

Este hino invoca Agni Jātavedas como o radiante «hóspede dos clãs», estabelecendo-o, à semelhança de Mitra, firme, digno de confiança e apto a habitar entre os humanos como mediador divino. Louva o fulgor multicolor de Agni e o seu paradoxo de renovar a juventude, e culmina numa prece para que, por meio de Agni, os Gṛtsamadas se elevem além dos limites e alcancem força heroica, proteção e incremento vital.

9 mantras | Rishi: Gṛtsamada (traditional for RV 2.4) | Devata: Agni (Jātavedas)

Chandas: Triṣṭubh (probable; needs metrical verification)

Sukta 5

Sukta 2.5

Este hino louva Agni especificamente em seu ofício sacerdotal como Hotṛ e os poderes rituais coordenados ao seu redor, pedindo que o sacrifício seja devidamente conduzido adiante e tornado eficaz. Agni é invocado como guia consciente e paternal da linhagem ancestral e como aquele que reúne as oferendas, alinha o rito e concede «riqueza nobre» por meio da justa ordenação (yama) e da habilidade no sacrifício.

8 mantras | Rishi: Gṛtsamada (Bhārgava) | Devata: Agni (as Hotṛ/ritual fire; hymn 2.5 is Agni-focused in priestly functions)

Chandas: Gāyatrī (probable for RV 2.5.1)

Sukta 6

Sukta 2.6

Este hino em Gāyatrī de Gṛtsamada invoca Agni como a presença divina próxima e íntima, à qual se chega pelo acender do fogo, pela prece e pelo ato ordenado do sacrifício. Pede-se a Agni que ouça as palavras do vidente, aceite as oferendas e conceda a «chuva» celeste (descida de força), a energia vitoriosa (vāja) e abundante nutrição. O hino culmina convidando Agni, onisciente e consciente, a vir, cumprir o rito na sequência correta e sentar-se sobre o barhis (assento sacrificial).

8 mantras | Rishi: Gṛtsamada (Bhārgava) | Devata: Agni

Chandas: Gāyatrī

Sukta 7

Sukta 2.7

Este breve hino em métrica gāyatrī invoca Agni como o fogo próprio dos Bhārata —o mais jovem e, contudo, o primeiro—, pedindo-lhe que traga riqueza radiante, muito desejada, e bem-estar. Louva a pureza de Agni e a sua vasta presença luminosa, enfatizando que ele é fortalecido pelas oblações de ghee e atua como o antigo Hotṛ escolhido, conduzindo o rito à sua plena realização.

6 mantras | Rishi: Gṛtsamada (Bhārgava) | Devata: Agni

Chandas: Gāyatrī

Sukta 8

Sukta 2.8

Este breve hino a Agni louva seus rápidos «jugos e carros» — seus poderes de aproximação veloz e de ação eficaz no sacrifício — e celebra seu fulgor radiante, semelhante ao céu, que envolve o adorador com luz imperecível. Culmina numa prece comunitária por proteção e vitória no conflito, pela ajuda aliada de Agni juntamente com Indra, Soma e os demais deuses.

6 mantras | Rishi: Gṛtsamada (Bhārgava) (traditional attribution for RV 2.8) | Devata: Agni

Chandas: Gāyatrī (probable)

Sukta 9

Sukta 2.9

Este hino de seis versos em triṣṭubh entroniza Agni como o Hotṛ conhecedor, que toma assento no lugar sacerdotal e se estabelece no meio dos adoradores. Pede-se que ele ouça a oferenda, confirme a abundância e atue como o melhor sacrificante: conduzir o rito, proteger do dano e conceder tanto uma vitalidade radiante quanto riqueza.

6 mantras | Rishi: Gṛtsamada (Bhārgava) | Devata: Agni

Chandas: Triṣṭubh

Sukta 10

Sukta 2.10

Este breve hino em triṣṭubh a Agni o louva como a primeira presença, de feição paterna, no sacrifício, aceso no assento sagrado de Iḷā e brilhando com plenitude e discernimento. Enfatiza-se o alcance cósmico onipresente de Agni — que toma posse dos mundos — e, ao mesmo tempo, ele é apresentado como o purificador que é «esfregado até brilhar» e ungido com ghee. O poeta conclui buscando uma porção devidamente repartida da oferenda e invocando Agni como mensageiro ao modo de Manu, chamado com a concha da fala para doçura e abundância.

6 mantras | Rishi: Gṛtsamada (Bhārgava) | Devata: Agni

Chandas: Triṣṭubh

Sukta 11

Sukta 2.11

Este hino a Indra, de Gṛtsamada, conclama o deus a ouvir a súplica dos poetas, vir ao sacrifício e beber o Soma que robustece o seu poder. Exalta Indra como doador heroico e protetor, pedindo riqueza, vitória e uma parte de fortuna íntegra, «não queimada», para que os adoradores possam dizer «o Vasto» (the Vast) na assembleia, com descendência forte e aliados.

21 mantras | Rishi: Gṛtsamada (Bhārgava) | Devata: Indra

Chandas: Triṣṭubh (common for Indra hymns in Mandala 2; verse-level confirmation requires scan)

Sukta 12

Sukta 2.12

RV 2.12 é um hino de louvor vigoroso a Indra que o identifica repetidamente como o poder decisivo por trás da estabilidade da criação, da vitória no conflito e da obtenção de riqueza e força. Recorda a supremacia primordial de Indra —fazendo tremer o Céu e a Terra— e o apresenta como o deus a quem todos os lados invocam na luta, ao mesmo tempo que afirma seu auxílio constante ao prensador de Soma e ao sacrificante.

15 mantras | Rishi: Gṛtsamada (Bhārgava) | Devata: Indra

Chandas: Jagatī (RV 2.12 is classically Jagatī; verify per critical edition—many verses are Jagatī with refrain-like close)

Sukta 13

Sukta 2.13

RV 2.13 é um hino em triṣṭubh de Gṛtsamada que louva Indra como sustentáculo do ṛta (ordem cósmica): ele expande os mundos, liberta potências vivificantes e manifesta o brilho trovejante do céu. O hino liga o poder de Indra a forças geradoras, figuradas pelas águas, pela cadência das estações e por um «primeiro néctar» de feição somática, e termina com um pedido de generosidade bem ordenada, fama e vigor heróico nos ritos comunitários.

13 mantras | Rishi: Gṛtsamada (traditional attribution for RV 2.13) | Devata: Indra (traditional Anukramaṇī for RV 2.13; verse imagery also resonates with Soma/Waters as supporting powers)

Chandas: Triṣṭubh (likely; requires metrical verification)

Sukta 14

Sukta 2.14

Este hino é uma invocação do Soma a Indra, exortando os sacerdotes adhvaryu a trazer e a verter o Soma excitante de que o Touro se deleita. Ele louva as vitórias decisivas de Indra e sua proteção aos heróis aliados, e então se volta para uma súplica final por riqueza abundante, geradora de fama, e por força para os adoradores nas assembleias públicas.

12 mantras | Rishi: Gṛtsamada (Āṅgirasa) (traditional for RV 2.14) | Devata: Indra

Chandas: Triṣṭubh

Sukta 15

Sukta 2.15

Este hino proclama os «verdadeiros feitos do Verdadeiro» de Indra: após beber Soma, ele abate a serpente obstrutora (Ahi/Vṛtra) e liberta as forças da vida represadas — as águas, a luz e o movimento vitorioso. É ao mesmo tempo louvor e invocação, instando Indra a repetir esses atos que ordenam o mundo em favor dos adoradores, concedendo-lhes proteção, despojos e força heroica na assembleia.

10 mantras | Rishi: Gṛtsamada (traditionally for RV 2.15) | Devata: Indra

Chandas: Triṣṭubh (likely; common in Indra-vṛtra hymns)

Sukta 16

Sukta 2.16

RV 2.16 é um hino de sete versos em triṣṭubh, no qual Gṛtsamada oferece um louvor cuidadosamente « levado », como uma oblação ao fogo aceso, convidando Indra—antigo e, contudo, sempre jovem—a vir às prensagens do Soma. O hino exalta Indra como o Touro audaz que recebe a determinação (kratu) dos povos e o incita a beber Soma com força radiante, para que ele derrame riqueza e proteção sobre os adoradores.

7 mantras | Rishi: Gṛtsamada Bhārgava (RV 2.16) | Devata: Indra

Chandas: Triṣṭubh (probable; verify with Anukramaṇī)

Sukta 17

Sukta 2.17

Este breve hino em triṣṭubh a Indra louva seu senhorio expansivo, que cresce até abranger todos os mundos, e seu poder vitorioso, que estabelece luz e coerência no cosmos. A ação de Indra é figurada por meio do «poder ígneo» operante (Agni/Vahni), que estende os dois domínios e «costura» a escuridão rasgada; em seguida, o poeta pede vāja (força vitoriosa), proteção e uma dakṣiṇā generosa para os cantores.

4 mantras | Rishi: Gṛtsamada (Bhārgava) (traditional attribution for RV 2.17) | Devata: Indra (with Agni/Vahni as operative power in the imagery)

Chandas: Triṣṭubh (probable for RV 2.17; verse length and cadence consistent)

Sukta 18

Sukta 2.18

Este hino a Indra evoca o «carro novo» jungido à aurora, com partes ricamente simbólicas (múltiplos jugos, rédeas e remos), e pede que ele se torne veloz graças às oferendas dos poetas e ao pensamento inspirado. Indra é urgentemente convidado —em número sempre maior e com força crescente— ao beber do Soma; sua chegada assegura vitória, proteção e a parte devida (Bhaga) para os sacrificantes. O fecho volta-se para a dakṣiṇā (dádiva sacerdotal) e para a prosperidade comum: que a generosidade flua, que a fala seja «vasta» na assembleia e que o povo seja dotado de descendência heroica.

8 mantras | Rishi: Gṛtsamada (Bhārgava) (traditional for RV 2.18) | Devata: Indra (hymn context), with chariot imagery central

Chandas: Triṣṭubh (probable)

Sukta 19

Sukta 2.19

Este hino louva Indra como o senhor fortalecido pelo Soma, que estabelece o seu assento no «céu mais alto», atende ao sacrificante e traz luz, riqueza e vitória. Ele liga o louvor correto (brahman) e a prensagem do Soma aos dons tangíveis de Indra — uma iluminação semelhante ao Sol, riquezas ocultas e uma parte (bhaga) não diminuída para os cantores. A prece final pede que uma generosa Dakṣiṇā seja «ordenhada» para a comunidade sacerdotal, para que possam proferir o Vasto/o Grande (bṛhat) na assembleia, com forte descendência e poder heroico.

9 mantras | Rishi: Gṛtsamada (traditional for RV 2.19) | Devata: Indra

Chandas: Triṣṭubh (probable for RV 2.19)

Sukta 20

Sukta 2.20

RV 2.20 é um hino de louvor a Indra em triṣṭubh: o poeta oferece sua força inspirada como um carro bem jungido, buscando a proteção de Indra, a vitória e uma recompensa generosa. Recorda os feitos antigos de Indra, ligados aos Aṅgiras —abrir o caminho, romper a rocha/as fortalezas e libertar a luz— e então se volta a um pedido ritual concreto: que a abundante dakṣiṇā seja «ordenhada» para o cantor, e que a assembleia prospere com descendência heroica e uma grande voz no vidatha.

9 mantras | Rishi: Gṛtsamada (traditional for RV 2.20) | Devata: Indra

Chandas: Triṣṭubh (probable)

Sukta 21

Sukta 2.21

Este breve hino a Indra é um convite para levar o Soma ao deus que tudo conquista, vencedor em todo campo de vitória — riqueza, céu, força, gado e as águas. Louva Indra como irresistível e de vasto alcance, um poder que abre o mundo luminoso para as Auroras, e termina com uma prece concentrada pelos melhores dons: inteligência clara, prosperidade, segurança, fala doce e dias luminosos.

6 mantras | Rishi: Gṛtsamada (Bhārgava) | Devata: Indra

Chandas: Triṣṭubh (likely; hymn 2.21 is predominantly Triṣṭubh)

Sukta 22

Sukta 2.22

Este breve hino a Indra celebra o ímpeto de poder do deus após beber o soma prensado com Viṣṇu, e apresenta o Soma como uma força divina «verdadeira» que acompanha fielmente o «verdadeiro» Indra. Ele louva o crescimento do poderio de Indra, sua generosidade para com o adorador e seu feito primordial de libertar as águas e restaurar a vida e a ordem divina.

4 mantras | Rishi: Gṛtsamada (Bhārgava) | Devata: Indra (with Vishnu and Soma in close association)

Chandas: Jagatī (likely; hymn 2.22 is predominantly Jagatī with a refrain-like cadence)

Sukta 23

Sukta 2.23

Este hino invoca Bṛhaspati/Brahmaṇaspati como soberano da fala sagrada, que reúne e organiza as «hostes» interiores (gaṇāḥ) e abre caminho para a enunciação inspirada e a vitória. Pede-se que ele se assente no trono interior do adorador, proteja contra forças hostis ou de fala maldosa, e conduza o próprio hino para que o clã prospere e possa dizer o «Vasto/Grande» (bṛhat) na assembleia.

19 mantras | Rishi: Gṛtsamada (of the Bhṛgu-Aṅgiras line) | Devata: Bṛhaspati / Brahmaṇaspati (Lord of the Word; organizer of the inner hosts)

Chandas: Triṣṭubh

Sukta 24

Sukta 2.24

Este hino invoca Bṛhaspati/Brahmaṇaspati como senhor da fala sagrada, que desperta o pensamento inspirado (mati) e torna o cântico eficaz no ritual. Ele é louvado como o guia supremo no conselho e no conflito, pedindo-se que ponha em movimento a oferenda e a prece, conceda vitória e plenitude (vāja) e proteja a descendência e o bem-estar. O sukta culmina numa súplica para que a divindade «guie o hino bem proferido», a fim de que os adoradores possam dizer o Vasto/o Grande (bṛhat) na assembleia, dotados de força heroica.

16 mantras | Rishi: Gṛtsamada (Bhārgava) | Devata: Bṛhaspati

Chandas: Triṣṭubh

Sukta 25

Sukta 2.25

Este breve hino louva Brahmaṇaspati como senhor da fala sagrada e do domínio ritual, aquele que «põe ao jugo» as potências para a ação bem-sucedida, sobretudo por meio da força de Agni que acende e impele para a frente. Ele é descrito como irresistível diante da oposição tortuosa e enganosa: rompe grilhões e abre ao devoto abrigo seguro e prosperidade. O refrão repetido enfatiza sua capacidade de unir aliados e faculdades interiores num só conjunto eficaz e vitorioso.

5 mantras | Rishi: Gṛtsamada (traditional ascription) | Devata: Brahmaṇaspati (with Agni as invoked instrument)

Chandas: Jagatī (probable for RV 2.25 refrain structure; confirm by metrical count)

Sukta 26

Sukta 2.26

RV 2.26 invoca Brahmaṇaspati (Br̥haspati) como o senhor da Palavra sagrada, que torna a enunciação reta, vitoriosa e eficaz contra o impulso «ímpio» (não oferente). O hino louva a prosperidade, o amparo social e a força interior que vêm ao oferente fiel, e culmina com a orientação de Br̥haspati no caminho correto e com sua ampla proteção contra a aflição e a injúria.

4 mantras | Rishi: Gṛtsamada (Āṅgirasa) (traditional ascription for Mandala 2 hymns) | Devata: Brahmaṇaspati (Br̥haspati) as the power of the formative Word and right-discriminating will (implicit across RV 2.26)

Chandas: Triṣṭubh (probable for RV 2.26; verse-length and cadence align with triṣṭubh usage in this hymn)

Sukta 27

Sukta 2.27

RV 2.27 é um hino em triṣṭubh de Gṛtsamada que invoca os Ādityas como reis antigos que sustentam a ordem cósmica (ṛta) e protegem o humano de andar reto. Oferece louvor «como manteiga clarificada (ghee)» e pede às divindades —especialmente Mitra, Varuṇa, Aryaman, Bhaga, Dakṣa e Aṃśa— orientação, firmeza moral, prosperidade e um caminho sem culpa. O hino culmina numa prece pessoal a Varuṇa: não cair do favor divino e proferir com vigor o «Vasto/Grande» (bṛhat) na assembleia.

17 mantras | Rishi: Gṛtsamada (Āṅgirasa) (traditional for Mandala 2; hymn 2.27 addressed to Ādityas) | Devata: Ādityas (Mitra, Varuṇa, Aryaman, Bhaga, Dakṣa, Aṃśa)

Chandas: Triṣṭubh (probable for RV 2.27)

Sukta 28

Sukta 2.28

RV 2.28 é um hino em triṣṭubh de Gṛtsamada a Varuṇa, louvando-o como o Āditya soberano que sustenta ṛta, a ordem cósmica e moral. O poeta pede proteção, boa reputação e libertação do medo e da culpa, suplicando a Varuṇa que desate o pecado e o sofrimento «como um bezerro da corda», e que mantenha o adorador no caminho bem guiado da prosperidade e da verdade.

11 mantras | Rishi: Gṛtsamada (Bhārgava) | Devata: Varuṇa (Āditya)

Chandas: Triṣṭubh

Sukta 29

Sukta 2.29

Neste hino de sete versos em triṣṭubh, Gṛtsamada invoca os Ādityas — sobretudo Mitra e Varuṇa — como guardiões do ṛta (ordem cósmica e moral) para manterem bem longe a culpa oculta e o desvio interior. O poeta pede misericórdia, orientação correta no «caminho do meio» da Verdade e participação contínua na prosperidade e na fala comunitária, que é «bṛhat» (o Vasto), sustentada por uma força heroica interior.

7 mantras | Rishi: Gṛtsamada (Bhārgava) | Devata: Ādityas (especially Varuṇa and Mitra)

Chandas: Triṣṭubh

Sukta 30

Sukta 2.30

Este hino em triṣṭubh louva as Águas (Āpaḥ) como potências ordenadas e portadoras de vida, que se movem de dia e de noite em conformidade com ṛta; elas se deleitam em Savitṛ, que estabelece a ordem cósmica, e em Indra, que remove o obstáculo. O hino também se amplia em invocações protetoras —sobretudo a Indra (e a Soma) e, por fim, à hoste dos Maruts—, pedindo segurança em meio ao medo, amplitude de espaço e prosperidade rica em força heroica e em descendência.

11 mantras | Rishi: Gṛtsamada (Bhārgava) (traditional attribution for much of Maṇḍala 2; exact for this sukta should be verified against a full Anukramaṇī) | Devata: Āpaḥ (Waters), with Savitṛ and Indra invoked

Chandas: Triṣṭubh

Sukta 31

Sukta 2.31

Este hino invoca Mitra e Varuṇa como potências estabilizadoras de ṛta — a ordem e a justa relação —, pedindo-lhes, juntamente com os Ādityas, Rudras e Vasus, que sustentem o «carro» da jornada sacrificial do ofertante. Em seguida, amplia-se numa vasta convocação viśvedeva (de todos os deuses) — Tvaṣṭṛ, Iḷā, Bhaga, Dyāvā‑Rodasī, Pūṣan, Purandhi e os Aśvins — para que toda função cósmica de amparo tome assento no rito. O poeta conclui «modelando» suas palavras como um veículo de louvor recém-fabricado, buscando śravas (renome/escuta inspirada), vāja (vigor, potência) e dhīti (pensamento iluminado).

7 mantras | Rishi: Gṛtsamada (Bhārgava) | Devata: Mitra-Varuṇa (with collective invocation of Ādityas, Rudras, Vasus)

Chandas: Triṣṭubh

Sukta 32

Sukta 2.32

Este hino começa invocando Dyāvā‑Pṛthivī (Céu e Terra) como guardiões da palavra do poeta, em consonância com ṛta, e como os vastos pais que concedem amplitude, proteção e prosperidade. Em seguida, amplia‑se numa súplica por poderes femininos auspiciosos — sobretudo Rākā e deusas afins — para que concedam fertilidade, riqueza e bem‑estar, culminando num apelo inclusivo a várias divindades femininas por auxílio e svasti.

8 mantras | Rishi: Gṛtsamada (Bhārgava) | Devata: Dyāvā-Pṛthivī (Heaven and Earth)

Chandas: Triṣṭubh

Sukta 33

Sukta 2.33

Este hino é uma invocação reverente e cuidadosamente equilibrada a Rudra —ao mesmo tempo terrível e benfazejo— buscando sua graça em vez de sua ira. Gṛtsamada pede para não ser privado da «visão do Sol», roga por força florescente, descendência e proteção contra o dano, louva o poder purificador de Rudra e oferece repetidas saudações para apaziguar o deus feroz.

15 mantras | Rishi: Gṛtsamada | Devata: Rudra

Chandas: Triṣṭubh (standard for RV 2.33)

Sukta 34

Sukta 2.34

Este hino louva os Maruts como forças de tempestade ferozes e luminosas, que irrompem como seres selvagens, ardem como fogos e afastam o obstáculo para libertar os «raios/vacas» ocultos da luz. Pede-lhes que se aproximem com proteção, prosperidade e reta disposição mental, especialmente para o sacrificante que oferece a oblação. O tom passa de epítetos vívidos do seu poder a uma prece direta por seu auxílio salvador, que conduz alguém para além da aflição e da censura.

15 mantras | Rishi: Gṛtsamada (Gṛtsamada Bhārgava) (traditional attribution for RV 2.34) | Devata: Maruts (Rudriyas)

Chandas: Triṣṭubh (probable for RV 2.34; each pāda ~11 syllables)

Sukta 35

Sukta 2.35

Este hino louva Apāṃ Napāt, o misterioso «Filho das Águas», uma presença divina radiante que brilha nas águas como fogo oculto e poder criador. Gṛtsamada o invoca para que aceite as palavras do poeta, para que dê forma ao deleite e à justa conformação, e para que conceda prosperidade, vitalidade e um crescimento devidamente ordenado nos mundos. O hino culmina numa inflexão beneditória que liga o fulgor de Apāṃ Napāt à proteção auspiciosa de Agni para a comunidade e a assembleia sacrificial.

15 mantras | Rishi: Gṛtsamada | Devata: Apāṃ Napāt

Chandas: Triṣṭubh (probable for RV 2.35)

Sukta 36

Sukta 2.36

RV 2.36 enquadra um convite ao Soma-yajña, no qual Indra (e as divindades régias associadas) é instado a vir, tomar assento e beber o Soma melífluo, repartido por meio dos ofícios sacerdotais. O hino combina imagens vívidas da prensagem —vacas/raios e águas «ordenhadas» pelas pedras— com indicações rituais precisas (Hotṛ, Āgnīdhra, Praśāstṛ), apresentando o sacrifício como um canal ordenado que desperta os deuses e libera força, domínio e justo comando.

6 mantras | Rishi: Vasiṣṭha (traditional attribution for RV 2.36 within the Vasiṣṭha family corpus of Maṇḍala 2) | Devata: Indra (with Soma-offering emphasis; ritual roles Hotṛ etc. foreground the Soma-yajña frame)

Chandas: Triṣṭubh (probable for RV 2.36; requires metrical verification against pada counts)

Sukta 37

Sukta 2.37

Este breve hino invoca Draviṇodāḥ — o «Doador de riqueza/dádivas» — como o poder que bebe Soma e se compraz com a ação sacerdotal devidamente ordenada e com a oferenda feita no tempo correto (ṛtu). Ele traça o rito do Soma por meio dos oficiantes (Hotṛ, Potṛ, Neṣṭṛ, Adhvaryu) e culmina no pedido de que a divindade beba a «quarta taça», liberando assim ao sacrificante prosperidade, força e êxito ritual.

6 mantras | Rishi: Vasiṣṭha (Maṇḍala 2 context) | Devata: Draviṇodāḥ (a giving aspect/title, here addressed with Soma drinking; often linked with Indra/Soma-giving function)

Chandas: Triṣṭubh (probable; needs verification)

Sukta 38

Sukta 2.38

Este hino louva Savitṛ como o Impulsionador divino que se ergue e se põe, pondo os mundos em movimento, sustentando ṛta (a ordem cósmica) e distribuindo a parte de prosperidade devida aos deuses e aos humanos. Descreve sua presença constante e conquistadora, que remove a distorção e traz as «águas eternas» de acordo com sua ordenança divina. Por fim, o vidente pede a Savitṛ que conceda abundância desejável do céu, das águas e da terra, para a paz e o crescimento dos cantores.

11 mantras | Rishi: Gṛtsamada (traditional for Mandala 2) | Devata: Savitṛ

Chandas: Trishtubh

Sukta 39

Sukta 2.39

Este hino invoca os Aśvins como potências duais e velozes que conduzem as oferendas humanas e trazem auxílio tangível — saúde, proteção, orientação correta e prosperidade. Por meio de vívidas símiles em pares (pedras, mensageiros, olhos, mãos, pés), o poeta lhes pede que cheguem depressa, vejam com clareza, curem o corpo e conduzam o adorador ao bem melhor. Ele termina oferecendo o stoma composto como um «acréscimo» para os Aśvins e rogando por descendência forte e luminosa e por uma fala ampla e vitoriosa na assembleia.

8 mantras | Rishi: Gṛtsamada (Bhārgava) | Devata: Aśvinau (the two Aśvins)

Chandas: Triṣṭubh

Sukta 40

Sukta 2.40

Este hino de seis versos em triṣṭubh invoca as divindades duais Soma e Pūṣan como co‑geradores da abundância e como guardiões que estabelecem o «umbigo» (nābhi) da imortalidade e da prosperidade nos mundos e no próprio adorador. Pede-lhes que ampliem a fonte central do aumento — riquezas, alimento e poderes fecundos — e que, ao mesmo tempo, acelerem a percepção e concedam proteção, culminando numa bênção que inclui a presença salvaguardadora de Aditi.

6 mantras | Rishi: Gṛtsamada (and/or the Gṛtsamada lineage) | Devata: Soma-Pūṣan (dual)

Chandas: Triṣṭubh (likely for RV 2.40)

Sukta 41

Sukta 2.41

Este hino convida sobretudo Vāyu, o veloz Vento da Vida, a chegar em seus carros de mil poderes e beber o Soma, energizando e clarificando a força vital dos adoradores. À medida que o rito se desenrola, a prece se amplia para proteção e auspiciosidade — invocando também a graça de Indra e chamando a companhia mais ampla dos deuses yajñiya (dignos do sacrifício) a tomar assento e participar da oferenda.

21 mantras | Rishi: Gṛtsamada (and/or the Gṛtsamada lineage) | Devata: Vāyu

Chandas: Gāyatrī (likely; short 3-pāda structure typical of gāyatrī invites)

Sukta 42

Sukta 2.42

Este breve hino apotropaico invoca o Śakuni, a ave de presságio, para que clame de modo auspicioso e proteja a casa e o viajante contra forças hostis. O poeta pede que nenhum predador, agressor armado, ladrão ou poder funesto de voz maligna obtenha domínio, e que a comunidade profira o «Bṛhat» (a palavra vasta e elevadora) na assembleia sagrada. Assim, a sukta transforma um sinal natural (o canto da ave e sua direção) numa garantia ritual de segurança, fala correta e passagem bem-sucedida.

3 mantras | Rishi: Gṛtsamada (Bhārgava) (traditional attribution for this maṇḍala section) | Devata: Śakuni (omen-bird) / auspicious sign (a protective/apotropaic invocation)

Chandas: Jagatī (long pādas typical of Jagatī)

Sukta 43

Sukta 2.43

Este breve hino dirige-se a Śakuni/Śakunta, a ave de presságio, como a um falante veraz em consonância com ṛta; seus chamados são lidos como sinais significativos no ritual e na vida diária. O poeta louva a «voz dupla» da ave como se fosse um cantor treinado, e repetidamente lhe pede que profira, de todas as direções, uma fala auspiciosa e purificadora. Assim, a sukta sacraliza a escuta dos presságios: o som na natureza torna-se um canal de bênção, de reta compreensão (sumati) e de êxito na assembleia.

3 mantras | Rishi: Gṛtsamada (traditional attribution for RV 2.43) | Devata: Śakuni/Śakunta (bird-omen as ṛta-speaking sign)

Chandas: Triṣṭubh (probable; verify against pada-count of full text tradition)

Deities of Mandala 2

  • Agni

    Notable hymns: RV 2.1, RV 2.3 and RV 2.4

    In 16 hymns

  • Indra

    Notable hymns: RV 2.11, RV 2.12 and RV 2.13

    In 12 hymns

  • Indra-Maruts

    Notable hymns: RV 2.17, RV 2.18 and RV 2.19

    In 5 hymns

  • BrihaspatiBṛhaspati

    Notable hymns: RV 2.23 and RV 2.24

    In 2 hymns

  • VishvedevasViśve Devāḥ (All Gods)

    Notable hymns: RV 2.29 and RV 2.30

    In 2 hymns

  • Rudra

    Notable hymn: RV 2.33

    In 1 hymn

Inside Mandala 2

Principal rishis

  • Gṛtsamada (Gṛtsamada Bhārgava)Eponymous seer of Mandala 2; renowned for integrating ritual precision with powerful, ṛta-aligned speech, and for the celebrated propitiatory Rudra hymn. 43 hymns, famous hymns RV 2.33 (Rudra hymn), RV 2.1 (Agni), RV 2.12 (Indra).

What sets it apart

  • Family Book (2–7) attributed to the Gṛtsamada family tradition
  • Strong emphasis on vāc (inspired speech) harmonized with ṛta as an effective, path-opening power
  • Prominent Rudra material: restrained propitiation paired with requests for healing and protection
  • Ritual clarity: sacrifice portrayed as the primary conduit of divine ‘impulsion’ (codana) and wealth
  • Agni-centered liturgical architecture with Indra–Marut martial-royal motifs supporting patronage and victory

Language and style

  • Relatively archaic diction and compact, formulaic praise typical of the Family Books
  • High density of ritual-technical vocabulary (yajña, hotṛ, havis, iṣṭi) and fixed epithets
  • Frequent ṛta/ satya (cosmic order/truth) collocations linking speech efficacy to right order
  • Predominantly triṣṭubh and jagatī meters with brisk, hymn-invocation structure (āhvāna → stuti → dāna-prārthanā)

Frequently Asked Questions

Mandala 2 belongs to the Family Books (Mandalas 2–7), each associated with a particular seer-lineage. It is traditionally attributed to the Gṛtsamada family, with Gṛtsamada as the principal ṛṣi.

Mandala 2 repeatedly links effective sacred speech (vāc) with ṛta (cosmic order): when utterance and ritual are rightly aligned, they ‘open the path’ for divine presence, protection, and the bestowal of wealth.

The mandala contains the celebrated Rudra hymn (RV 2.33), a classic model of propitiation: Rudra’s fierce power is respectfully restrained through praise and supplication, asking him to avert harm and grant healing and well-being.

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