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Sukta 1.147
Agni
Este breve hino a Agni pergunta como os adoradores, purificados e cheios de vigor, devem oferecer corretamente no fogo para que ressoe o canto dos deuses de ṛta (a ordem cósmica). Recorda a proteção de Agni aos auxiliares «Māmateya» em meio a uma escuridão ofuscante e pede salvaguarda contra o mal, a intenção hostil e a enganosa duplicidade entre os mortais. No conjunto, é uma invocação protetora e instauradora da ordem, alinhando o sacrifício, a continuidade da família e a conduta correta com a guarda de Agni.
Mantra 1
कथा ते अग्ने शुचयन्त आयोर्ददाशुर्वाजेभिराशुषाणाः । उभे यत्तोके तनये दधाना ऋतस्य सामन्रणयन्त देवाः ॥
Como, purificando-se, eles te oferecem, ó Agni, e avançam com plenitudes de força? Quando estabelecem tanto a criança quanto a descendência, os deuses fazem ressoar o canto do ṛta.
Mantra 2
बोधा मे अस्य वचसो यविष्ठ मंहिष्ठस्य प्रभृतस्य स्वधावः । पीयति त्वो अनु त्वो गृणाति वन्दारुस्ते तन्वं वन्दे अग्ने ॥
Desperta para esta minha palavra, ó o mais jovem, ó tu que ages por tua própria potência (svadhā́), trazida da maior abundância. O devoto te bebe, te segue, te canta em resposta; eu me prostro diante do teu próprio corpo, ó Agni.
Mantra 3
ये पायवो मामतेयं ते अग्ने पश्यन्तो अन्धं दुरितादरक्षन् । ररक्ष तान्त्सुकृतो विश्ववेदा दिप्सन्त इद्रिपवो नाह देभुः ॥
Esses protetores, teus Māmateya, ó Agni, vendo a treva cega, guardaram-no do mal. Protege-os, ó onisciente: são fazedores do bem; ainda que os inimigos o desejem, não causam dano algum.
Mantra 4
यो नो अग्ने अररिवाँ अघायुररातीवा मर्चयति द्वयेन । मन्त्रो गुरुः पुनरस्तु सो अस्मा अनु मृक्षीष्ट तन्वं दुरुक्तैः ॥
Ó Agni, quem dentre nós, hostil, ávido de mal, mal-intencionado, investe de modo duplo —por ato e por palavra—, que o pesado encantamento recaia de volta sobre ele. E tu purifica o nosso ser corporificado da mancha das palavras perversas.
Mantra 5
उत वा यः सहस्य प्रविद्वान्मर्तो मर्तं मर्चयति द्वयेन । अतः पाहि स्तवमान स्तुवन्तमग्ने माकिर्नो दुरिताय धायीः ॥
E também aquele que, vangloriando-se de saber e de força, sendo mortal investe contra um mortal por duplo meio: disso guarda-nos, ó Agni, quando afirmamos e louvamos. Que ninguém nos coloque na vereda da desventura e do mau caminho.
It teaches that purified, sincere offering to Agni strengthens ṛta (right order) and asks Agni to protect the household from darkness, harm, and misfortune.
It symbolizes danger, confusion, and evil influences; the hymn remembers Agni as the light that sees through and guards devotees from such threats.
It can be recited when lighting a lamp or performing a fire offering, as a prayer for inner purification, clear judgment, and protection from negative forces and deceit.
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