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Tema principal: Prosperidade paustika assegurada pelo impulso divino, pela autoridade social, pela fertilidade e pela chuva — estabilizando o lar e o êxito público. Subtemas: Sarasvatī como doadora de alimento e de tesouros escolhidos; o satyasava de Savitar («impulso verdadeiro») que orienta a intenção e atrai bens; sucesso na assembleia e no conselho (sabhā–samiti) por meio de fala persuasiva e protegida; varcas (brilho) e superioridade competitiva sobre rivais; estabilização do lar pelos «colocadores/ordenadores» cósmicos (Dhātṛ, Prajāpati etc.).
Este hino paustika de um só verso invoca Sarasvatī como o seio inesgotável e nutridor do qual crescem e prosperam os «tesouros escolhidos» (vāryāṇi). Ao louvá-la como doadora de deleite, buscadora de favor, fácil de chamar e generosa, o mantra visa assegurar aumento constante de bens, prosperidade e bem-estar por meio de sua abundância fluente.
O Atharvaveda 7.12 é um encanto de êxito social para entrar na sabhā (assembleia) e na samiti (conselho) com proteção, aceitação e fala persuasiva. Ele apresenta Sabhā e Samiti como “filhas” concordes de Prajāpati; invoca Indra para obter uma parte reconhecida na fortuna do conselho; e utiliza uma fórmula de “virar a mente” para atrair a atenção e o consentimento do público para o orador.
Este breve hino atharvânico de destruição do inimigo opera por uma analogia solar: assim como Sūrya, ao amanhecer, ofusca e «toma» as luzes das estrelas, do mesmo modo o praticante se apropria ritualmente do varcas — esplendor, eficácia e prestígio — de rivais hostis. É um encanto de dois mantras destinado a revelar sapátna-s (competidores/inimigos) que se aproximam e a torná-los impotentes, deixando-os «adormecidos», enquanto o recitador permanece em radiação vitoriosa.
Este hino a Savitar, em quatro mantras, mobiliza o «impulso verdadeiro» (satyasava) da Divindade para colocar a intenção (mati) do adorador numa direção auspiciosa e atrair bens desejáveis (vāryāṇi), sobretudo gado e prosperidade duradoura. Ao recordar o ato primordial de Savitar, que concedeu elevação e amplo espaço ao «primeiro pai», o hino apresenta a prosperidade atual como continuação legítima da ordem cósmica (dharma) e do bem-estar ancestral.
Este hino paustika de um só mantra pede a Savitar um favor «verdadeiramente impulsionador» (satyasavā), belo, discernente e universalmente benéfico. A prosperidade é apresentada como algo que pode ser «ordenhado» em abundância, de mil correntes, para que Bhaga a distribua como a parte devida, trazendo bem-estar e uma boa fortuna digna de escolha.
Este hino paustika de um único mantra suplica a Savitar e a Bṛhaspati que ampliem a vitalidade, a clareza e a « boa fortuna » de brilho social (saubhāgya) do beneficiário. Pede que a pessoa fique plenamente « voltada ao sucesso », capaz de transpor obstáculos, e que seja acolhida pelo assentimento e pelo favor de todos os deuses como assembleia divina confirmadora.
Este breve hino paustika suplica aos divinos «instaladores» da ordem e do aumento —Dhātṛ, Savitṛ, Prajāpati, Agni, Tvaṣṭṛ e Viṣṇu— que aceitem a oferenda e estabilizem a fortuna doméstica do sacrificante. Seu poder está em assegurar uma morada que sustenta a vida, os bens mais escolhidos dentro do lar e o objetivo culminante da prole, apresentados como o assentimento unificado de muitos deuses. O sukta sela a prosperidade como algo «colocado/instalado» (dhā-) na vida do yajamāna: habitação, riqueza (draviṇa) e linhagem em conjunto.
AV 7.18 é um hino conciso de compulsão da chuva: a nuvem é tratada como um recipiente selado e recebe a ordem de se fender para que as águas celestes se derramem sobre a comunidade. A Terra é convocada como corpo-campo receptivo, e Dhātṛ como regulador cósmico que «abre o odre das águas», garantindo uma chuva nutritiva e não destrutiva. O segundo verso amplia o objetivo da simples precipitação para um tempo equilibrado — livre de seca abrasadora e de geada mortífera —, para que o bem-estar e a fertilidade prevaleçam onde Soma (vitalidade auspiciosa/ordem ritual) habita.
Este hino paustika de um só verso concentra as forças geradoras e estabilizadoras de Prajāpati e Dhātṛ para assegurar uma descendência firmemente «assentada no seu lugar» e bem-disposta. Além disso, busca a coesão do lar — parentes «em concórdia, de uma só mente, de um mesmo ventre/origem» — e culmina no dom de Puṣṭipati: um aumento próspero e contínuo, centrado no patrono.
Este hino de seis versos suplica a Anumati —o Consentimento divino e a Providência que aprova— que «pense bem» do sacrificante e ratifique a oferenda entre os deuses. Ao assegurar o seu assentimento, pretende tornar o yajña desimpedido e frutífero: bem-estar, bons campos, filhos fortes e descendência bem gerada. Seu poder está em transformar a performance ritual em eficácia aceita e protegida: a aprovação torna-se a porta para a prosperidade e a continuidade doméstica.
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