Ayodhya KandaPrakarana 1121 Verses

Prakarana 11

त्याग-दीक्षा का सोपान: राजधर्म, गृहधर्म और व्यक्तिगत आसक्ति का परित्याग करके ‘वन-मार्ग’ को ‘अंतर-मार्ग’ बनाना। इस काण्ड में राम का निष्कासन केवल कथा-घटना नहीं, साधक-चित्त का संस्कार है—जहाँ विरह, करुणा, और शरणागति मिलकर ‘भवसागर-तरन’ की तैयारी कराते हैं।

Esta seção do Ayodhyā Kāṇḍa (em torno dos Dohas 100, 109) transforma viraha-karuṇā (a dor da separação) em bhakti-ānanda (bem-aventurança devocional). A dor do exílio torna-se instrução em peregrinação e śaraṇāgati: a vinda de Rāma à margem do Gaṅgā é o buscador deixando a margem do ego. No episódio de Kevat, sob a esperteza da fala popular jaz um princípio profundo: o medo da "pó dos pés" é na verdade a cautela do amor, e a recusa do "pagamento" é o ideal do dāsya sem desejos. Na descrição de Prayāga, a grandeza externa do tīrtha volta-se para dentro através do Rāma-darśana: o fruto do Senhor dos tīrthas é "encontrar Rāma". No āśrama de Bharadvāja, o valor do tapas, japa e tyāga é comprovado pela obtenção do darśana: este passo do kāṇḍa retira o buscador da dependência na ação ritual e concede firmeza na dependência do Nāma e na bhakti exclusiva.

Verses

Chaupai 100.1-4

जासु बियोग बिकल पसु ऐसे।प्रजा मातु पितु जिइहहिं कैसें।।

बरबस राम सुमंत्रु पठाए।सुरसरि तीर आपु तब आए।।

मागी नाव न केवटु आना।कहइ तुम्हार मरमु मैं जाना।।

चरन कमल रज कहुँ सबु कहई।मानुष करनि मूरि कछु अहई।।

छुअत सिला भइ नारि सुहाई।पाहन तें न काठ कठिनाई।।

तरनिउ मुनि घरिनि होइ जाई।बाट परइ मोरि नाव उड़ाई।।

एहिं प्रतिपालउँ सबु परिवारू।नहिं जानउँ कछु अउर कबारू।।

जौ प्रभु पार अवसि गा चहहू।मोहि पद पदुम पखारन कहहू।।

jāsu biyoga bikala pasu aise |prajā mātu pitu jiihahiṁ kaiseṁ ||

barabasa rāma sumaṁtru paṭhāe |surasari tīra āpu taba āe ||

māgī nāva na kevaṭu ānā |kahai tumhāra maramu maiṁ jānā ||

carana kamala raja kahũ sabu kahaī |mānuṣa karani mūri kachu ahaī ||

chuata silā bhai nāri suhāī |pāhana teṁ na kāṭha kaṭhināī ||

taraniu muni gharini hoi jāī |bāṭa parai mori nāva uṛāī ||

ehiṁ pratipālaũ sabu parivārū |nahiṁ jānaũ kachu aura kabārū ||

jau prabhu pāra avasi gā cahahū |mohi pada paduma pakhārana kahahū ||

"Se os animais ficam tão perturbados ao se separarem dele, como sobreviverão seus súditos, e sua mãe e seu pai?" Rama enviou Sumantra de volta, embora contra a sua vontade, e então chegou por si mesmo à margem do rio celestial. Pediu um barco, mas o barqueiro não quis trazê-lo. Ele disse: "Eu sei o teu segredo. Todos dizem que a poeira dos teus pés de lótus é uma raiz que atua sobre os homens, uma espécie de feitiço. Ao seu toque, uma pedra tornou-se uma mulher encantadora. A madeira não é mais dura que a pedra. O meu barco também se transformará na esposa de um sábio, e sairá voando, e eu ficarei abandonado no caminho. Com este barco sustento toda a minha família; não conheço outro ofício nem negócio. Se, meu senhor, estás decidido a atravessar, então diz-me para lavar os teus pés de lótus."

Chhand 100

पद कमल धोइ चढ़ाइ नाव न नाथ उतराई चहौं।मोहि राम राउरि आन दसरथ सपथ सब साची कहौं।।

बरु तीर मारहुँ लखनु पै जब लगि न पाय पखारिहौं।तब लगि न तुलसीदास नाथ कृपाल पारु उतारिहौं।।

pada kamala dhoi caṛhāi nāva na nātha utarāī cahauṁ |mohi rāma rāuri āna dasaratha sapatha saba sācī kahauṁ ||

baru tīra mārahũ lakhanu pai jaba lagi na pāya pakhārihauṁ |taba lagi na tulasīdāsa nātha kṛpāla pāru utārihauṁ ||

Tendo lavado seus pés de lótus, o levarei a bordo do barco, e não peço pagamento pela travessia, meu Senhor. Ó Rama, juro por vós e por Dasharatha, e vos digo toda a verdade. Que Lakshmana me dispare com suas flechas se assim quiser, mas até que eu tenha lavado seus pés, ó Senhor misericordioso, não vos levarei à outra margem. Assim diz Tulsidas.

Soratha 100

सुनि केबट के बैन प्रेम लपेटे अटपटे।बिहसे करुनाऐन चितइ जानकी लखन तन।।⁠100।।

suni kebaṭa ke baina prema lapeṭe aṭapaṭe |bihase karunāaina citai jānakī lakhana tana ||⁠100||

Ao ouvir as palavras do barqueiro, ingênuas e emaranhadas, mas envoltas em amor, a Morada da Compaixão sorriu, e olhou para Janaki e Lakshmana.

Chaupai 101.1-4

कृपासिंधु बोले मुसुकाई।सोइ करु जेंहि तव नाव न जाई।।

वेगि आनु जल पाय पखारू।होत बिलंबु उतारहि पारू।।

जासु नाम सुमरत एक बारा।उतरहिं नर भवसिंधु अपारा।।

सोइ कृपालु केवटहि निहोरा।जेहिं जगु किय तिहु पगहु ते थोरा।।

पद नख निरखि देवसरि हरषी।सुनि प्रभु बचन मोहँ मति करषी।।

केवट राम रजायसु पावा।पानि कठवता भरि लेइ आवा।।

अति आनंद उमगि अनुरागा।चरन सरोज पखारन लागा।।

बरषि सुमन सुर सकल सिहाहीं।एहि सम पुन्यपुंज कोउ नाहीं।।

kṛpāsiṁdhu bole musukāī |soi karu jeṁhi tava nāva na jāī ||

vegi ānu jala pāya pakhārū |hota bilaṁbu utārahi pārū ||

jāsu nāma sumarata eka bārā |utarahiṁ nara bhavasiṁdhu apārā ||

soi kṛpālu kevaṭahi nihorā |jehiṁ jagu kiya tihu pagahu te thorā ||

pada nakha nirakhi devasari haraṣī |suni prabhu bacana mohã mati karaṣī ||

kevaṭa rāma rajāyasu pāvā |pāni kaṭhavatā bhari lei āvā ||

ati ānaṁda umagi anurāgā |carana saroja pakhārana lāgā ||

baraṣi sumana sura sakala sihāhīṁ |ehi sama punyapuṁja kou nāhīṁ ||

O Oceano de Compaixão falou sorrindo: «Faze aquilo com que tua barca não se afunde.» «Traz água depressa e lava-me os pés. Estamos perdendo tempo; leva-me para a outra margem.» Aquele cujo nome, lembrado uma só vez, faz os homens cruzarem o oceano ilimitado da existência mundana, esse mesmo misericordioso estava agora suplicando ao barqueiro, aquele por quem o mundo foi feito menor que seus três passos. Ao ver as unhas de seus pés, o rio divino Ganga se regozijou; e ao ouvir as palavras do Senhor, sua mente ficou enlevada. O barqueiro recebeu a ordem de Rama e voltou trazendo uma bacia de madeira cheia de água. Transbordando de grande alegria e amor, começou a lavar os pés de lótus do Senhor. Todos os deuses choveram flores e contemplaram com anseio; não há ninguém igual a ele no acúmulo de méritos.

Doha 101

पद पखारि जलु पान करि आपु सहित परिवार।पितर पारु करि प्रभुहि पुनि मुदित गयउ लेइ पार।।⁠101।।

pada pakhāri jalu pāna kari āpu sahita parivāra |pitara pāru kari prabhuhi puni mudita gayau lei pāra ||⁠101||

Tendo lavado os pés do Senhor e bebido a água, ele com toda a sua família, e tendo assim levado seus ancestrais para além do oceano da existência, o barqueiro então com alegria levou o Senhor para a outra margem do rio.

Chaupai 102.1-4

उतरि ठाड़ भए सुरसरि रेता।सीयराम गुह लखन समेता।।

केवट उतरि दंडवत कीन्हा।प्रभुहि सकुच एहि नहिं कछु दीन्हा।।

पिय हिय की सिय जाननिहारी।मनि मुदरी मन मुदित उतारी।।

कहेउ कृपाल लेहि उतराई।केवट चरन गहे अकुलाई।।

नाथ आजु मैं काह न पावा।मिटे दोष दुख दारिद दावा।।

बहुत काल मैं कीन्हि मजूरी।आजु दीन्ह बिधि बनि भलि भूरी।।

अब कछु नाथ न चाहिअ मोरें।दीनदयाल अनुग्रह तोरें।।

फिरती बार मोहि जे देबा।सो प्रसादु मैं सिर धरि लेबा।।

utari ṭhāṛa bhae surasari retā |sīyarāma guha lakhana sametā ||

kevaṭa utari daṁḍavata kīnhā |prabhuhi sakuca ehi nahiṁ kachu dīnhā ||

piya hiya kī siya jānanihārī |mani mudarī mana mudita utārī ||

kaheu kṛpāla lehi utarāī |kevaṭa carana gahe akulāī ||

nātha āju maiṁ kāha na pāvā |miṭe doṣa dukha dārida dāvā ||

bahuta kāla maiṁ kīnhi majūrī |āju dīnha bidhi bani bhali bhūrī ||

aba kachu nātha na cāhia moreṁ |dīnadayāla anugraha toreṁ ||

phiratī bāra mohi je debā |so prasādu maiṁ sira dhari lebā ||

Tendo desembarcado, detiveram-se nas areias do Ganges, Sita e Rama junto com Guha e Lakshmana. O barqueiro também desceu e prostrou-se diante do Senhor. O Senhor sentiu vergonha por não lhe ter dado nada. Sita, que sabia ler o coração de seu amado, com alegria tirou seu anel cravejado de joias. O Misericordioso disse: «Recebe teu pagamento pela travessia.» O barqueiro, angustiado, agarrou-lhe os pés. «Senhor, que é que eu não recebi hoje? O fogo de minhas faltas, tristezas e pobreza foi extinto.» «Por muito tempo trabalhei como assalariado. Hoje a Providência me deu um belo e abundante salário.» «Agora, Senhor, nada mais preciso. Ó Amigo dos humildes, tenho tua graça.» «Quando voltares, o que me deres, isso aceitarei como prasad, curvando minha cabeça.»

Doha 102

बहुत कीन्ह प्रभु लखन सियँ नहिं कछु केवटु लेइ।बिदा कीन्ह करुनायतन भगति बिमल बरु देइ।।⁠102।।

bahuta kīnha prabhu lakhana siyã nahiṁ kachu kevaṭu lei |bidā kīnha karunāyatana bhagati bimala baru dei ||⁠102||

O Senhor, Lakshmana e Sita insistiram muito, mas o barqueiro não quis aceitar nada. Então o Morada da Compaixão o despediu, concedendo-lhe o dom da devoção pura.

Chaupai 103.1-4

तब मज्जनु करि रघुकुलनाथा।पूजि पारथिव नायउ माथा।।

सियँ सुरसरिहि कहेउ कर जोरी।मातु मनोरथ पुरउबि मोरी।।

पति देवर संग कुसल बहोरी।आइ करौं जेहिं पूजा तोरी।।

सुनि सिय बिनय प्रेम रस सानी।भइ तब बिमल बारि बर बानी।।

सुनु रघुबीर प्रिया बैदेही।तव प्रभाउ जग बिदित न केही।।

लोकप होहिं बिलोकत तोरें।तोहि सेवहिं सब सिधि कर जोरें।।

तुम्ह जो हमहि बड़ि बिनय सुनाई।कृपा कीन्हि मोहि दीन्हि बड़ाई।।

तदपि देबि मैं देबि असीसा।सफल होपन हित निज बागीसा।।

taba majjanu kari raghukulanāthā |pūji pārathiva nāyau māthā ||

siyã surasarihi kaheu kara jorī |mātu manoratha puraubi morī ||

pati devara saṁga kusala bahorī |āi karauṁ jehiṁ pūjā torī ||

suni siya binaya prema rasa sānī |bhai taba bimala bāri bara bānī ||

sunu raghubīra priyā baidehī |tava prabhāu jaga bidita na kehī ||

lokapa hohiṁ bilokata toreṁ |tohi sevahiṁ saba sidhi kara joreṁ ||

tumha jo hamahi baṛi binaya sunāī |kṛpā kīnhi mohi dīnhi baṛāī ||

tadapi debi maiṁ debi asīsā |saphala hopana hita nija bāgīsā ||

Então o Senhor da linhagem de Raghu banhou-se, adorou o linga de Shiva de barro e curvou a cabeça. Sita juntou as mãos e disse ao rio celestial: "Ó Mãe, realiza meu desejo. Que eu regresse a salvo com meu esposo e seu irmão, e te ofereça adoração novamente." Ao ouvir a prece de Sita, imbuída da doçura do amor, então uma voz pura ergueu-se das águas do rio. "Escuta, Sita, amada de Rama, o herói dos Raghus: a quem no mundo é desconhecido o teu poder? Pelo teu olhar, as pessoas tornam-se guardiãs dos mundos, e todos os poderes mágicos te servem com as mãos juntas. Ao me dirigir esta humilde súplica, tu me mostraste graça e me deste honra. Ainda assim, ó deusa, eu te dou minha bênção, para que minhas próprias palavras se cumpram."

Doha 103

प्राननाथ देवर सहित कुसल कोसला आइ।पूजहि सब मनकामना सुजसु रहिहि जग छाइ।।⁠103।।

prānanātha devara sahita kusala kosalā āi |pūjahi saba manakāmanā sujasu rahihi jaga chāi ||⁠103||

Retornando a salvo para Kosala com teu senhor, o senhor de tua vida, e seu irmão, verás todos os desejos de teu coração cumpridos, e tua boa fama permanecerá espalhada pelo mundo.

Chaupai 104.1-4

गंग बचन सुनि मंगल मूला।मुदित सीय सुरसरि अनुकुला।।

तब प्रभु गुहहि कहेउ घर जाहू।सुनत सूख मुखु भा उर दाहू।।

दीन बचन गुह कह कर जोरी।बिनय सुनहु रघुकुलमनि मोरी।।

नाथ साथ रहि पंथु देखाई।करि दिन चारि चरन सेवकाई।।

जेहिं बन जाइ रहब रघुराई।परनकुटी मैं करबि सुहाई।।

तब मोहि कहँ जसि देब रजाई।सोइ करिहउँ रघुबीर दोहाई।।

सहज सनेह राम लखि तासु।संग लीन्ह गुह हृदय हुलासू।।

पुनि गुहँ ग्याति बोलि सब लीन्हे।करि परितोषु बिदा तब कीन्हे।।

gaṁga bacana suni maṁgala mūlā |mudita sīya surasari anukulā ||

taba prabhu guhahi kaheu ghara jāhū |sunata sūkha mukhu bhā ura dāhū ||

dīna bacana guha kaha kara jorī |binaya sunahu raghukulamani morī ||

nātha sātha rahi paṁthu dekhāī |kari dina cāri carana sevakāī ||

jehiṁ bana jāi rahaba raghurāī |paranakuṭī maiṁ karabi suhāī ||

taba mohi kahã jasi deba rajāī |soi karihaũ raghubīra dohāī ||

sahaja saneha rāma lakhi tāsu |saṁga līnha guha hṛdaya hulāsū ||

puni guhã gyāti boli saba līnhe |kari paritoṣu bidā taba kīnhe ||

Ouvindo as palavras de Ganga, raiz de toda bênção, Sita alegrou-se de que o rio celestial fosse tão favorável. Então o Senhor disse a Guha: «Vai para casa.» Ao ouvir isso, o rosto de Guha ressecou-se e seu coração ardeu. Com as mãos juntas, Guha falou em palavras humildes: «Ouça minha súplica, jóia da dinastia Raghu.» «Senhor, deixa-me ficar contigo e mostrar-te o caminho, e servir teus pés por uns quatro dias.» «Na floresta que for que vás habitar, ó Senhor dos Raghus, far-te-ei uma bela cabana de folhas.» «Depois disso, a ordem que me deres, isso farei, juro por Raghubir.» Vendo o amor natural e sincero de Guha, Rama o levou consigo, e o coração de Guha encheu-se de alegria. Então Guha convocou todos os seus parentes e, tendo-os satisfeito com palavras gentis, despediu-se deles.

Doha 104

तब गनपति सिव सुमिरि प्रभु नाइ सुरसरिहि माथ।सखा अनुज सिया सहित बन गवनु कीन्ह रधुनाथ।।⁠104।।

taba ganapati siva sumiri prabhu nāi surasarihi mātha |sakhā anuja siyā sahita bana gavanu kīnha radhunātha ||⁠104||

Então o Senhor dos Raghus, lembrando-se de Ganapati e de Shiva, curvou a cabeça diante do Ganges, e partiu para a floresta com seu amigo, seu irmão mais novo e Sita.

Chaupai 105.1-4

तेहि दिन भयउ बिटप तर बासू।लखन सखाँ सब कीन्ह सुपासू।।

प्रात प्रातकृत करि रधुसाई।तीरथराजु दीख प्रभु जाई।।

सचिव सत्य श्रद्धा प्रिय नारी।माधव सरिस मीतु हितकारी।।

चारि पदारथ भरा भँडारु।पुन्य प्रदेस देस अति चारु।।

छेत्र अगम गढ़ु गाढ़ सुहावा।सपनेहुँ नहिं प्रतिपच्छिन्ह पावा।।

सेन सकल तीरथ बर बीरा।कलुष अनीक दलन रनधीरा।।

संगमु सिंहासनु सुठि सोहा।छत्रु अखयबटु मुनि मनु मोहा।।

चवँर जमुन अरु गंग तरंगा।देखि होहिं दुख दारिद भंगा।।

tehi dina bhayau biṭapa tara bāsū |lakhana sakhā̃ saba kīnha supāsū ||

prāta prātakṛta kari radhusāī |tīratharāju dīkha prabhu jāī ||

saciva satya śraddhā priya nārī |mādhava sarisa mītu hitakārī ||

cāri padāratha bharā bhãḍāru |punya pradesa desa ati cāru ||

chetra agama gaṛhu gāṛha suhāvā |sapanehũ nahiṁ pratipacchinha pāvā ||

sena sakala tīratha bara bīrā |kaluṣa anīka dalana ranadhīrā ||

saṁgamu siṁhāsanu suṭhi sohā |chatru akhayabaṭu muni manu mohā ||

cavãra jamuna aru gaṁga taraṁgā |dekhi hohiṁ dukha dārida bhaṁgā ||

Naquele dia ele ficou sob uma árvore, e Lakshmana e seu amigo fizeram todos os arranjos confortáveis. Ao amanhecer, tendo realizado seus ritos matinais, o Senhor dos Raghus foi e viu Prayaga, o rei de todos os lugares sagrados. A Verdade é seu ministro e a Fé sua rainha amada, e Madhava, igual a si mesmo, é seu amigo e benfeitor. Seu tesouro está cheio com os quatro grandes prêmios da vida, e seu reino é uma região sagrada, uma terra muito bela. Seu solo sagrado é inacessível, uma fortaleza forte e bela, que seus inimigos nunca alcançaram nem mesmo em sonho. Todos os lugares sagrados são seu exército, guerreiros excelentes, firmes na batalha, que esmagam a hoste dos pecados. A confluência dos rios é seu trono, esplêndido, e a figueira imortal é seu dossel, que encanta as mentes dos sábios. As ondas do Yamuna e do Ganga são seus leques, e ao vê-los a dor e a pobreza são destruídas.

Doha 105

सेवहिं सुकृति साधु सुचि पावहिं सब मनकाम।बंदी बेद पुरान गन कहहिं बिमल गुन ग्राम।।⁠105।।

sevahiṁ sukṛti sādhu suci pāvahiṁ saba manakāma |baṁdī beda purāna gana kahahiṁ bimala guna grāma ||⁠105||

Os santos virtuosos e puros de coração o servem, e obtêm todos os desejos de seus corações. Os Vedas e os Puranas, como bardos, proclamam a multidão de suas virtudes imaculadas.

Chaupai 106.1-4

को कहि सकइ प्रयाग प्रभाऊ।कलुष पुंज कुंजर मृगराऊ।।

अस तीरथपति देखि सुहावा।सुख सागर रघुबर सुखु पावा।।

कहि सिय लखनहि सखहि सुनाई।श्रीमुख तीरथराज बड़ाई।।

करि प्रनामु देखत बन बागा।कहत महातम अति अनुरागा।।

एहि बिधि आइ बिलोकी बेनी।सुमिरत सकल सुमंगल देनी।।

मुदित नहाइ कीन्हि सिव सेवा।पुजि जथाबिधि तीरथ देवा।।

तब प्रभु भरद्वाज पहिं आए।करत दंडवत मुनि उर लाए।।

मुनि मन मोद न कछु कहि जाइ।ब्रह्मानंद रासि जनु पाई।।

ko kahi sakai prayāga prabhāū |kaluṣa puṁja kuṁjara mṛgarāū ||

asa tīrathapati dekhi suhāvā |sukha sāgara raghubara sukhu pāvā ||

kahi siya lakhanahi sakhahi sunāī |śrīmukha tīratharāja baṛāī ||

kari pranāmu dekhata bana bāgā |kahata mahātama ati anurāgā ||

ehi bidhi āi bilokī benī |sumirata sakala sumaṁgala denī ||

mudita nahāi kīnhi siva sevā |puji jathābidhi tīratha devā ||

taba prabhu bharadvāja pahiṁ āe |karata daṁḍavata muni ura lāe ||

muni mana moda na kachu kahi jāi |brahmānaṁda rāsi janu pāī ||

Quem pode descrever a glória de Prayaga, que é um leão para o elefante da multidão de pecados? Contemplando tal encantador Senhor dos Tirthas, o Senhor dos Raghus, que é um oceano de bem-aventurança, obteve alegria. Ele falou a Sita e Lakshmana, relatando a seus companheiros a grandeza do Rei dos Tirthas conforme contado pelo próprio Senhor. Fazendo reverência e contemplando os belos jardins da floresta, ele falou de sua grandeza com profundo amor. Dessa maneira ele veio e contemplou a confluência, a doadora de toda auspiciosidade para aqueles que a lembram. Alegremente ele banhou-se e realizou a adoração de Shiva, adorando a divindade do tirtha segundo os ritos prescritos. Então o Senhor veio a Bharadvaja; fazendo reverência com seu corpo prostrado, o sábio o abraçou contra seu coração. A alegria no coração do sábio não pode ser expressa em palavras; foi como se ele tivesse obtido a própria morada de Brahmananda.

Doha 106

दीन्हि असीस मुनीस उर अति अनंदु अस जानि।लोचन गोचर सुकृत फल मनहुँ किए बिधि आनि।।⁠106।।

dīnhi asīsa munīsa ura ati anaṁdu asa jāni |locana gocara sukṛta phala manahũ kie bidhi āni ||⁠106||

O senhor dos sábios deu sua bênção, seu coração cheio de alegria excessiva, sabendo que o fruto de seu mérito havia sido trazido diante de seus olhos, como se pelo próprio Brahma.

Chaupai 107.1-4

कुसल प्रस्न करि आसन दीन्हे।पूजि प्रेम परिपूरन कीन्हे।।

कंद मूल फल अंकुर नीके।दिए आनि मुनि मनहुँ अमी के।।

सीय लखन जन सहित सुहाए।अति रुचि राम मूल फल खाए।।

भए बिगतश्रम रामु सुखारे।भरव्दाज मृदु बचन उचारे।।

आजु सुफल तपु तीरथ त्यागू।आजु सुफल जप जोग बिरागू।।

सफल सकल सुभ साधन साजू।राम तुम्हहि अवलोकत आजू।।

लाभ अवधि सुख अवधि न दूजी।तुम्हारें दरस आस सब पूजी।।

अब करि कृपा देहु बर एहू।निज पद सरसिज सहज सनेहू।।

kusala prasna kari āsana dīnhe |pūji prema paripūrana kīnhe ||

kaṁda mūla phala aṁkura nīke |die āni muni manahũ amī ke ||

sīya lakhana jana sahita suhāe |ati ruci rāma mūla phala khāe ||

bhae bigataśrama rāmu sukhāre |bharavdāja mṛdu bacana ucāre ||

āju suphala tapu tīratha tyāgū |āju suphala japa joga birāgū ||

saphala sakala subha sādhana sājū |rāma tumhahi avalokata ājū ||

lābha avadhi sukha avadhi na dūjī |tumhāreṁ darasa āsa saba pūjī ||

aba kari kṛpā dehu bara ehū |nija pada sarasija sahaja sanehū ||

O sábio perguntou pelo seu bem-estar e lhes deu assentos; honrou-os com adoração e os preencheu com seu amor. Trouxe e ofereceu bulbos, raízes, frutos e brotos tenros da melhor qualidade, que pareciam néctar. Rama, junto com Sita, Lakshmana e seu servo, resplandecia de beleza, e comeu as raízes e frutos com grande deleite. Rama ficou feliz e livre de fadiga; então Bharadvaja pronunciou palavras suaves. Hoje minha austeridade, minhas peregrinações e minha renúncia deram fruto; hoje minha oração, meu yoga e meu desapego deram fruto. Todo o meu acervo de práticas sagradas deu fruto, ó Rama, ao contemplar-te hoje. Este é o limite de todo ganho, e não há outro limite de felicidade além; com teu darshan, todas as minhas esperanças se cumpriram. Agora, por tua misericórdia, concede-me esta graça: um amor natural e espontâneo por teus pés de lótus.

Doha 107

करम बचन मन छाड़ि छलु जब लगि जनु न तुम्हार।तब लगि सुखु सपनेहुँ नहीं किएँ कोटि उपचार।।⁠107।।

karama bacana mana chāṛi chalu jaba lagi janu na tumhāra |taba lagi sukhu sapanehũ nahīṁ kiẽ koṭi upacāra ||⁠107||

Enquanto alguém, em ação, palavra e pensamento, não abandona todo engano e se torna teu servo, até então não conhece felicidade nem mesmo em sonhos, ainda que tente milhões de remédios.

Chaupai 108.1-4

सुनि मुनि बचन रामु सकुचाने।भाव भगति आनंद अघाने।।

तब रघुबर मुनि सुजसु सुहावा।कोटि भाँति कहि सबहि सुनावा।।

सो बड सो सब गुन गन गेहू।जेहि मुनीस तुम्ह आदर देहू।।

मुनि रघुबीर परसपर नवहीं।बचन अगोचर सुखु अनुभवहीं।।

यह सुधि पाइ प्रयाग निवासी।बटु तापस मुनि सिद्ध उदासी।।

भरद्वाज आश्रम सब आए।देखन दसरथ सुअन सुहाए।।

राम प्रनाम कीन्ह सब काहू।मुदित भए लहि लोयन लाहू।।

देहिं असीस परम सुखु पाई।फिरे सराहत सुंदरताई।।

suni muni bacana rāmu sakucāne |bhāva bhagati ānaṁda aghāne ||

taba raghubara muni sujasu suhāvā |koṭi bhā̃ti kahi sabahi sunāvā ||

so baḍa so saba guna gana gehū |jehi munīsa tumha ādara dehū ||

muni raghubīra parasapara navahīṁ |bacana agocara sukhu anubhavahīṁ ||

yaha sudhi pāi prayāga nivāsī |baṭu tāpasa muni siddha udāsī ||

bharadvāja āśrama saba āe |dekhana dasaratha suana suhāe ||

rāma pranāma kīnha saba kāhū |mudita bhae lahi loyana lāhū ||

dehiṁ asīsa parama sukhu pāī |phire sarāhata suṁdaratāī ||

Ao ouvir as palavras do sábio, Rama ficou envergonhado, e se preencheu plenamente de emoção, devoção e deleite. Então Rama, o melhor dos Raghus, narrou a todos a bela fama do sábio, louvando-a de um milhão de maneiras. Disse: «Grande é ele, morada de todas as virtudes, a quem tu, ó senhor dos sábios, honras.» O sábio e Rama se curvaram um diante do outro, e experimentaram uma alegria inalcançável pelas palavras. Ao saberem desta notícia, os habitantes de Prayaga, os estudantes, ascetas, sábios, siddhas e renunciantes, todos vieram ao eremitério de Bharadvaja, para ver os belos filhos de Dasharatha. Rama se prostrou diante de todos eles, e eles se alegraram, tendo obtido a plena recompensa de seus olhos. Eles deram suas bênçãos, tendo encontrado a alegria suprema, e voltaram louvando sua beleza.

Doha 108

राम कीन्ह बिश्राम निसि प्रात प्रयाग नहाइ।चले सहित सिय लखन जन मुददित मुनिहि सिरु नाइ।।⁠108।।

rāma kīnha biśrāma nisi prāta prayāga nahāi |cale sahita siya lakhana jana mudadita munihi siru nāi ||⁠108||

Rama descansou durante a noite, e ao amanhecer, após banhar-se em Prayaga, curvou a cabeça diante do sábio e partiu com alegria junto com Sita, Lakshmana e seu servo.

Chaupai 109.1-4

राम सप्रेम कहेउ मुनि पाहीं।नाथ कहिअ हम केहि मग जाहीं।।

मुनि मन बिहसि राम सन कहहीं।सुगम सकल मग तुम्ह कहुँ अहहीं।।

साथ लागि मुनि सिष्य बोलाए।सुनि मन मुदित पचासक आए।।

सबन्हि राम पर प्रेम अपारा।सकल कहहि मगु दीख हमारा।।

मुनि बटु चारि संग तब दीन्हे।जिन्ह बहु जनम सुकृत सब कीन्हे।।

करि प्रनामु रिषि आयसु पाई।प्रमुदित हृदयँ चले रघुराई।।

ग्राम निकट जब निकसहि जाई।देखहि दरसु नारि नर धाई।।

होहि सनाथ जनम फलु पाई।फिरहि दुखित मनु संग पठाई।।

rāma saprema kaheu muni pāhīṁ |nātha kahia hama kehi maga jāhīṁ ||

muni mana bihasi rāma sana kahahīṁ |sugama sakala maga tumha kahũ ahahīṁ ||

sātha lāgi muni siṣya bolāe |suni mana mudita pacāsaka āe ||

sabanhi rāma para prema apārā |sakala kahahi magu dīkha hamārā ||

muni baṭu cāri saṁga taba dīnhe |jinha bahu janama sukṛta saba kīnhe ||

kari pranāmu riṣi āyasu pāī |pramudita hṛdayã cale raghurāī ||

grāma nikaṭa jaba nikasahi jāī |dekhahi darasu nāri nara dhāī ||

hohi sanātha janama phalu pāī |phirahi dukhita manu saṁga paṭhāī ||

Rama disse com amor ao sábio: «Senhor, dize-nos por qual caminho devemos ir.» O sábio sorriu em seu coração e disse a Rama: «Todos os caminhos são fáceis para ti.» O sábio chamou seus discípulos para os acompanhar; ouvindo seu chamado, vieram com alegria, uns cinquenta. Todos sentiam um amor sem limites por Rama, e cada um dizia: «Conhecemos o caminho; nós o vimos.» Então o sábio lhes deu quatro jovens estudantes para os acompanhar, que em muitas vidas haviam realizado toda sorte de boas ações. Tendo-se curvado diante do sábio e recebido sua permissão, o Senhor dos Raghus partiu com o coração jubiloso. Quando Rama e seu grupo passavam perto de uma aldeia, os homens e as mulheres corriam para contemplar a visão dele. Sentiram-se abençoados com um protetor, tendo obtido o fruto de seu nascimento; depois voltaram aflitos, enviando seus corações com ele.

Doha 109

बिदा किए बटु बिनय करि फिरे पाइ मन काम।उतरि नहाए जमुन जल जो सरीर सम स्याम।।⁠109।।

bidā kie baṭu binaya kari phire pāi mana kāma |utari nahāe jamuna jala jo sarīra sama syāma ||⁠109||

Rama despediu os jovens discípulos com palavras corteses, e eles regressaram com o desejo do coração cumprido. Depois desceu e banhou-se nas águas do Yamuna, que eram escuras como seu próprio corpo.

Frequently Asked Questions

परम्परा में केवट-प्रसंग का पाठ ‘दास्य-भाव’ दृढ़ करता है और ‘भवसागर-तरण’ का स्मरण कराता है—विशेषतः नाम-स्मरण के साथ पढ़ने से शरणागति, निष्काम सेवा, और तीर्थ-भाव (अन्तःकरण-शुद्धि) की वृद्धि मानी जाती है।

सामान्य वैष्णव-परम्परा में ‘श्रीराम जय राम जय जय राम’ नाम-सम्पुट, अथवा ‘राम’ नाम का जप-सम्पुट (प्रत्येक दोहा/चौपाई के पूर्व/पश्चात) प्रचलित है; कुछ पाठ-परम्पराएँ ‘सियाराममय सब जग जानी’ भाव-स्मरण को भी सम्पुट-रूप में रखती हैं।

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