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सोपान-प्रवेश (Staircase-Threshold): नाम-कीर्ति-स्तुति के द्वारा चित्त-शुद्धि और श्रद्धा का जन्म। बालकाण्ड यहाँ ‘कथा आरंभ’ मात्र नहीं, बल्कि साधक के भीतर ‘राम-नाम’ को आधार (आलंबन) बनाकर कलि-मल-नाश और सत्संग-प्रवृत्ति की प्रथम सीढ़ी है—जहाँ प्राकृत/लोकभाषा भी वेद-सार बनकर उद्धार-मार्ग हो जाती है।
Esta passagem é uma "essência alquímica" concentrada da invocação auspiciosa (maṅgalācaraṇa) no prólogo de Bālakāṇḍa. O rasa principal é Śānta, contudo não uma paz inerte: é um vívāgya luminoso nascido da lembrança do Nāma e fortalecido pela humildade. Tulsīdās declara que até a fala "rústica" da língua comum se torna sagrada pelo contato com o louvor de Rāma, assim como, pela associação com o sândalo (malaya), até a madeira comum se torna fragrante. Ao colocar diante de nós sua própria pequenez (māti-thora) e sua crítica à devoção hipócrita do Kali-yuga, o poeta direciona o ouvinte para o discernimento e o satsanga. Filosoficamente, esta seção faz do Nome uma ponte para Brahman: o mesmo Senhor onipresente da morada suprema, Nirguṇa (sem desejos, sem forma, sem nome), assume uma forma Saguṇa para o bem-estar dos devotos. Assim, o primeiro passo de Bālakāṇḍa concede ao buscador refúgio no Nāma e confere elegibilidade interior (adhikāra) para o līlā-kathā que virá.
Verse 21 (चौपाई)
एहि महँ रघुपति नाम उदारा। अति पावन पुरान श्रुति सारा।। मंगल भवन अमंगल हारी। उमा सहित जेहि जपत पुरारी।। भनिति बिचित्र सुकबि कृत जोऊ। राम नाम बिनु सोह न सोऊ।। बिधुबदनी सब भाँति सँवारी। सोन न बसन बिना बर नारी।। सब गुन रहित कुकबि कृत बानी। राम नाम जस अंकित जानी।। सादर कहहिं सुनहिं बुध ताही। मधुकर सरिस संत गुनग्राही।। जदपि कबित रस एकउ नाही। राम प्रताप प्रकट एहि माहीं।। सोइ भरोस मोरें मन आवा। केहिं न सुसंग बडप्पनु पावा।। धूमउ तजइ सहज करुआई। अगरु प्रसंग सुगंध बसाई।। भनिति भदेस बस्तु भलि बरनी। राम कथा जग मंगल करनी।।
ehi mahã̃ raghupati nāma udārā | ati pāvana purāna śruti sārā || maṅgala bhavana amaṅgala hārī | umā sahita jehi japata purārī || bhaniti bicitra sukabi kṛta joū | rāma nāma binu soha na soū || bidhu-badanī saba bhā̃ti saṁvārī | sona na basana binā bara nārī || saba guna rahita kukabi kṛta bānī | rāma nāma jasa aṅkita jānī || sādara kahahiṁ sunahiṁ budha tāhī | madhukara sarisa santa guna-grāhī || jadapi kabita rasa ekau nāhī | rāma pratāpa prakaṭa ehi māhī || soi bharosa moreṁ mana āvā | kehiṁ na susaṅga baḍappanu pāvā || dhūmau tajai sahaja karuāī | agaru prasaṅga sugandha basāī || bhaniti bhadesa bastu bhali baranī | rāma kathā jaga maṅgala karanī ||
Nesta obra reside o nobre Nome do Senhor de Raghu, o mais purificador, a própria essência dos Purāṇas e dos Vedas. É a morada da auspiciosidade, o removedor do infortúnio; até mesmo Purāri (Śiva), com Umā ao seu lado, o repete incessantemente. Diz Bicitra: ainda que um bom poeta componha, sem o Nome de Rāma nada verdadeiramente resplandece. Assim como uma beleza de rosto lunar, adornada em todos os aspectos, mas sem ouro e vestes, não é considerada uma dama esplêndida, do mesmo modo, a fala composta por um po pobre, embora desprovida de méritos, é conhecida como agraciada quando a fama do Nome de Rāma está inscrita nela. Os sábios a recitam e ouvem com reverência; os santos, como abelhas, são coletores de néctar, reunidores de virtude. Embora não haja nem uma gota de sabor poético, ainda assim a majestade de Rāma se revela aqui. Esta confiança entrou em meu coração: quem não alcançou grandeza através da nobre companhia? A fumaça abandona sua amargura natural; na companhia da madeira de aloés, adquire fragrância. Assim fala o rústico: a matéria foi bem exposta, a história de Rāma é a causadora da auspiciosidade no mundo.
Verse 22 (छंद)
मंगल करनि कलि मल हरनि तुलसी कथा रघुनाथ की।। गति कूर कबिता सरित की ज्यों सरित पावन पाथ की।। प्रभु सुजस संगति भनिति भलि होइहि सुजन मन भावनी।। भव अंग भूति मसान की सुमिरत सुहावनि पावनी।।
maṅgala karani kali mala harani tulasī kathā raghunātha kī || gati kūra kabitā sarita kī jyoṃ sarita pāvana pātha kī || prabhu sujasa saṅgati bhaniti bhali hoihi sujana mana bhāvanī || bhava aṅga bhūti masāna kī sumirata suhāvani pāvanī ||
Abençoada é esta história do Senhor de Raghu, cantada por Tulsidas, uma fazadora de bem auspicioso, uma purificadora da imundície da era de Kali. Embora a corrente do rio do poeta possa correr tortuosa e difícil, é como um rio sagrado cujas águas ainda assim são purificadoras. Na companhia da fama do Senhor, até minha humilde fala se tornará digna, agradando os corações dos bons. E quanto à cinza do crematório, um emblema da decadência do mundo? Lembrada, ela também pode parecer bela, pois tem o poder de purificar.
Verse 23 (दोहा/सोरठा)
प्रिय लागिहि अति सबहि मम भनिति राम जस संग। दारु बिचारु कि करइ कोउ बंदिअ मलय प्रसंग।।10(क)।।
priya lāgihi ati sabahi mama bhaṇiti rāma jasa saṅga | dāru bicāru ki karai kou bandia malaya prasaṅga ||10(ka)||
Minha fala será sumamente querida por todos, pois está unida à glória de Śrī Rāma. Que valor tem a simples madeira para reivindicar distinção, uma vez que entrou na companhia do sândalo de Malaya? O leite escuro e fragrante, muito puro, todos bebem com deleite. Mesmo a fala aldeã, unida à glória de Rāma, os sábios cantam e ouvem.
Verse 24 (चौपाई)
मनि मानिक मुकुता छबि जैसी। अहि गिरि गज सिर सोह न तैसी।। नृप किरीट तरुनी तनु पाई। लहहिं सकल सोभा अधिकाई।। तैसेहिं सुकबि कबित बुध कहहीं। उपजहिं अनत अनत छबि लहहीं।। भगति हेतु बिधि भवन बिहाई। सुमिरत सारद आवति धाई।। राम चरित सर बिनु अन्हवाएँ। सो श्रम जाइ न कोटि उपाएँ।। कबि कोबिद अस हृदयँ बिचारी। गावहिं हरि जस कलि मल हारी।। कीन्हें प्राकृत जन गुन गाना। सिर धुनि गिरा लगत पछिताना।। हृदय सिंधु मति सीप समाना। स्वाति सारदा कहहिं सुजाना।। जौं बरषइ बर बारि बिचारू। होहिं कबित मुकुतामनि चारू।।
mani mānika mukutā chabi jaisī | ahi giri gaja sira soha na taisī || nṛpa kirīṭa tarunī tanu pāī | lahahiṃ sakala sobhā adhikāī || taisehiṃ su-kabi kabita budha kahaḥīṃ | upajahiṃ anata-anata chabi lahahīṃ || bhagati hetu bidhi bhavana bihāī | sumirata sāradā āvati dhāī || rāma carita sara binu anhavāeṃ | so śrama jāi na koṭi upāeṃ || kabi kobida asa hṛdayã bicārī | gāvahiṃ hari jasa kali mala hārī || kīnhēṃ prākṛta jana guna gānā | sira dhuni girā lagata pachitānā || hṛdaya sindhu mati sīpa samānā | svāti sāradā kahahiṃ sujānā || jauṃ baraṣai bara bāri bicārū | hohiṃ kabita mukutāmani cārū ||
Joias, rubis e pérolas têm um brilho próprio; contudo, tal esplendor não convém à cabeça da serpente encapuzada, nem à do elefante. Mas colocadas sobre a coroa de um rei, ou sobre a forma de uma jovem donzela, elas são vistas em sua plena beleza. Assim também, os sábios declaram, nos versos de um verdadeiro poeta: uma beleza sempre nova, sempre mais nova, nasce e é percebida. Por amor à devoção, deixando até mesmo a morada de Brahmā, Sarasvatī vem rapidamente quando lembrada. Sem banhar a mente no lago dos feitos de Rāma, o esforço de alguém é desperdiçado, não importa quantos milhões de artifícios sejam tentados. Portanto, poetas discernidores, ponderando assim em seus corações, cantam o louvor de Hari, o purificador da impureza de Kali. Quando pessoas comuns começam a cantar as virtudes do Senhor, até os meramente eloquentes balançam suas cabeças, sua fala caindo em arrependimento. O coração é um oceano, o intelecto uma concha; os eruditos dizem que Sarasvatī é a chuva de Svātī: se essa nobre água cai com reflexão, então a poesia se torna uma bela joia de pérola.
Verse 25 (दोहा/सोरठा)
जुगुति बेधि पुनि पोहिअहिं रामचरित बर ताग। पहिरहिं सज्जन बिमल उर सोभा अति अनुराग।।11।।
juguti bedhi puni pohiahiṁ rāmacarita bara tāga | pahirahiṁ sajjana bimala ura sobhā ati anurāga ||11||
Perfuradas com habilidade, elas são enfiadas no nobre fio dos feitos de Rāma; e os virtuosos as usam sobre um coração imaculado, um ornamento de beleza e amor incomparáveis.
Verse 26 (चौपाई)
जे जनमे कलिकाल कराला। करतब बायस बेष मराला।। चलत कुपंथ बेद मग छाँड़े। कपट कलेवर कलि मल भाँड़ें।। बंचक भगत कहाइ राम के। किंकर कंचन कोह काम के।। तिन्ह महँ प्रथम रेख जग मोरी। धींग धरमध्वज धंधक धोरी।। जौं अपने अवगुन सब कहऊँ। बाढ़इ कथा पार नहिं लहऊँ।। ताते मैं अति अलप बखाने। थोरे महुँ जानिहहिं सयाने।। समुझि बिबिधि बिधि बिनती मोरी। कोउ न कथा सुनि देइहि खोरी।। एतेहु पर करिहहिं जे असंका। मोहि ते अधिक ते जड़ मति रंका।। कबि न होउँ नहिं चतुर कहावउँ। मति अनुरूप राम गुन गावउँ।। कहँ रघुपति के चरित अपारा। कहँ मति मोरि निरत संसारा।। जेहिं मारुत गिरि मेरु उड़ाहीं। कहहु तूल केहि लेखे माहीं।। समुझत अमित राम प्रभुताई। करत कथा मन अति कदराई।।
je janame kalikāla karālā | karataba bāyasa beṣa marālā || calata kupantha beda maga chāṃṛe | kapaṭa kalevara kali mala bhāṃṛe || baṃcaka bhagata kahāi rāma ke | kiṃkara kaṃcana koha kāma ke || tinha maham̐ prathama rekha jaga morī | dhīṃga dharamadhvaja dhaṃdhaka dhorī || jauṃ apane avaguna saba kahauṃ | bāṛhai kathā pāra nahiṃ lahauṃ || tāte maiṃ ati alapa bakhāne | thore mahuṃ jānihahiṃ sayāne || samujhi bibidhi bidhi binatī morī | kou na kathā suni deihi khorī || etehu para karihahiṃ je asaṃkā | mohi te adhika te jaṛa mati raṃkā || kabi na houṃ nahiṃ catura kahāvaũ | mati anurūpa rāma guna gāvaũ || kaham̐ raghupati ke carita apārā | kaham̐ mati mori nirata saṃsārā || jehiṃ māruta giri meru uṛāhīṃ | kahahu tūla kehi lekhe māhīṃ || samujhata amita rāma prabhutāī | karata kathā mana ati kadarāī ||
Aqueles que nascem nesta era terrível de Kali realizam suas ações sob a aparência de um corvo: tortuosos e duros. Caminham pelo caminho errado, abandonando a senda dos Vedas; seus próprios corpos são hipocrisia, vasos transbordantes da imundície de Kali. Enganadores chamam a si mesmos devotos de Rama, mas são servos do ouro, da ira e da luxúria. Entre tais, a marca principal que o mundo me mostra é o portador insolente do estandarte da religião: como o tecido de um lavandeiro enegrecido pela fumaça. Se eu narrasse todos os seus defeitos, a história apenas cresceria e nunca alcançaria sua margem distante. Portanto, falo deles apenas um pouco; mesmo em pouco, os sábios compreenderão. Sabendo disso, suplico de muitas maneiras: que ninguém, ao ouvir a narrativa, se dedique a encontrar falhas. Mesmo assim, aqueles que persistem na suspeita são mais tolos e mesquinhos do que eu. Não sou poeta, nem afirmo ser esperto; apenas conforme meu entendimento permite, canto as virtudes de Rama. Onde estão os feitos ilimitados do Senhor de Raghu, e onde está minha mente, enredada no mundo? O vento que pode erguer o Monte Meru: diga-me, que peso tem o algodão ao lado dele? Quando compreendo a soberania imensurável de Rama, meu coração se encolhe em reverência enquanto tento esta narrativa.
Verse 27 (दोहा/सोरठा)
सारद सेस महेस बिधि आगम निगम पुरान। नेति नेति कहि जासु गुन करहिं निरंतर गान।।12।।
sārada sesa mahesa bidhi āgama nigama purāna | neti neti kahi jāsu guna karahiṁ nirantara gāna ||12||
Sarasvatī, Śeṣa, Maheśa e Brahmā, junto com os Āgamas, os Nigamas (Vedas) e os Purāṇas, cantam ininterruptamente Suas excelências; contudo, proferindo 'neti, neti' ('não isto, não isto'), confessam que Ele está sempre além de completa expressão.
Verse 28 (चौपाई)
सब जानत प्रभु प्रभुता सोई। तदपि कहें बिनु रहा न कोई।। तहाँ बेद अस कारन राखा। भजन प्रभाउ भाँति बहु भाषा।। एक अनीह अरूप अनामा। अज सच्चिदानंद पर धामा।। ब्यापक बिस्वरूप भगवाना। तेहिं धरि देह चरित कृत नाना।। सो केवल भगतन हित लागी। परम कृपाल प्रनत अनुरागी।। जेहि जन पर ममता अति छोहू। जेहिं करुना करि कीन्ह न कोहू।। गई बहोर गरीब नेवाजू। सरल सबल साहिब रघुराजू।। बुध बरनहिं हरि जस अस जानी। करहि पुनीत सुफल निज बानी।। तेहिं बल मैं रघुपति गुन गाथा। कहिहउँ नाइ राम पद माथा।। मुनिन्ह प्रथम हरि कीरति गाई। तेहिं मग चलत सुगम मोहि भाई।।
sab jānat prabhu prabhutā soī | tadapi kahẽ binu rahā na koī || tahā̃ beda asa kārana rākhā | bhajana prabhāu bhā̃ti bahu bhāṣā || eka anīha arūpa anāmā | aja saccidānanda para dhāmā || byāpaka bisvarūpa bhagavānā | tehã dhari deha carita kṛta nānā || so kevala bhagatan hita lāgī | parama kṛpāla pranata anurāgī || jehi jana para mamatā ati choū | jehiṁ karunā kari kīnha na kohū || gaī bahora garība nevājū | sarala sabala sāhiba raghurājū || budha baranahiṁ hari jasa asa jānī | karahiṁ punīta suphala nija bānī || tehiṁ bala maiṁ raghupati guna gāthā | kahihauṁ nāi rāma pada māthā || muninha prathama hari kīrati gāī | tehiṁ maga calata sugama mohi bhāī ||
Todos conhecem a soberania do Senhor; ainda assim, ninguém pode permanecer sem falar dEle. Portanto, o Veda foi estabelecido por esta mesma causa: para que o poder da devoção seja cantado de muitos modos e línguas. Ele é Uno: sem desejos, sem forma, além do nome; não-nascido, a suprema morada da Existência-Consciência-Bem-aventurança. Onipresente, tendo o universo como Sua forma, Ele assumiu um corpo e realizou múltiplos feitos. Isso foi unicamente para o bem-estar de Seus devotos: supremamente compassivo, amando aqueles que se curvam em rendição. Sobre quem Ele deposita Sua terna afeição: ninguém mostrou tal misericórdia como Ele. Repetidamente Ele é o patrono dos pobres: simples mas poderoso, o Senhor soberano, rei de Raghu. Os sábios, sabendo isto, descrevem a glória de Hari, e assim tornam sua palavra santa e frutífera. Por essa força eu também cantarei as virtudes de Raghupati, curvando minha cabeça aos pés de Rama. Os sábios primeiro cantaram a fama de Hari; caminhar sobre essa senda é fácil e querido para mim.
Verse 29 (दोहा/सोरठा)
अति अपार जे सरित बर जौं नृप सेतु कराहिं। चढि पिपीलिकउ परम लघु बिनु श्रम पारहि जाहिं।।13।।
ati apāra je sarita bara jaũ nr̥pa setu karāhĩ | caṛhi pipīlikaũ parama laghu binu śrama pārahi jāhĩ ||13||
Rios, embora vastos e poderosos, quando um rei manda construir uma ponte sobre eles, até a menor formiga, subindo nela, atravessa sem esforço.
Verse 30 (चौपाई)
एहि प्रकार बल मनहि देखाई। करिहउँ रघुपति कथा सुहाई।। ब्यास आदि कबि पुंगव नाना। जिन्ह सादर हरि सुजस बखाना।। चरन कमल बंदउँ तिन्ह केरे। पुरवहुँ सकल मनोरथ मेरे।। कलि के कबिन्ह करउँ परनामा। जिन्ह बरने रघुपति गुन ग्रामा।। जे प्राकृत कबि परम सयाने। भाषाँ जिन्ह हरि चरित बखाने।। भए जे अहहिं जे होइहहिं आगें। प्रनवउँ सबहिं कपट सब त्यागें।। होहु प्रसन्न देहु बरदानू। साधु समाज भनिति सनमानू।। जो प्रबंध बुध नहिं आदरहीं। सो श्रम बादि बाल कबि करहीं।। कीरति भनिति भूति भलि सोई। सुरसरि सम सब कहँ हित होई।। राम सुकीरति भनिति भदेसा। असमंजस अस मोहि अँदेसा।। तुम्हरी कृपा सुलभ सोउ मोरे। सिअनि सुहावनि टाट पटोरे।।
ehi prakāra bala manahi dekhāī | karihaũ raghupati kathā suhāī || byāsa ādi kabi puṅgava nānā | jinha sādhara hari sujasa bakhānā || carana-kamala bandaũ tinh kere | puravahũ sakala manoratha mere || kali ke kabinha karaũ paranāmā | jinha barane raghupati guna-grāmā || je prākṛta kabi parama sayāne | bhāṣā̃ jinha hari carita bakhāne || bhae je ahahĩ je hoihahĩ āgẽ | pranavaũ sabahĩ kapaṭa saba tyāgẽ || hohu prasanna dehu baradānū | sādhu samāja bhaṇiti sanamānū || jo prabandha budha nahĩ ādarahī̃ | so śrama bādi bāla kabi karahī̃ || kīrati bhaṇiti bhūti bhali soī | surasari sama saba kahã hita hoī || rāma su-kīrati bhaṇiti bhadesā | asamañjasa asa mohi aṁdesā || tumharī kṛpā sulabha soũ more | sīa-ni suhāvani ṭāṭa paṭore ||
Assim fortalecendo meu coração, apresentarei a bela narrativa de Raghupati. Curvo-me a Vyasa e aos muitos chefes dos poetas que, com reverência, cantaram a nobre fama de Hari. Adoro seus pés de lótus: que eles realizem todos os meus anseios queridos. Saúdo os poetas desta era de Kali que descreveram as virtudes reunidas de Raghupati. E aqueles poetas vernaculares supremamente sábios que narraram os feitos do Senhor na língua comum, aqueles que foram, que são e que serão no futuro: a todos me curvo, lançando fora todo traço de fraude. Sede bondosos; concedei-me vossa bênção; e honrai esta expressão na assembleia dos santos. Se os eruditos não estimam esta composição, então é apenas o esforço de um poeta infantil, desperdiçado. Contudo, a boa fama e a palavra santa: isto só é verdadeiro ganho; como o Ganges, beneficia a todos igualmente. Ainda assim, falar da glória pura de Rama em linguagem rústica: tal é minha apreensão e dúvida. Mas por vossa graça torna-se fácil para mim: até um tecido grosseiro remendado pode parecer belo quando umedecido e amolecido.
Verse 31 (चौपाई)
पुनि बंदउँ सारद सुरसरिता। जुगल पुनीत मनोहर चरिता।। मज्जन पान पाप हर एका। कहत सुनत एक हर अबिबेका।। गुर पितु मातु महेस भवानी। प्रनवउँ दीनबंधु दिन दानी।। सेवक स्वामि सखा सिय पी के। हित निरुपधि सब बिधि तुलसीके।। कलि बिलोकि जग हित हर गिरिजा। साबर मंत्र जाल जिन्ह सिरिजा।। अनमिल आखर अरथ न जापू। प्रगट प्रभाउ महेस प्रतापू।। सो उमेस मोहि पर अनुकूला। करिहिं कथा मुद मंगल मूला।। सुमिरि सिवा सिव पाइ पसाऊ। बरनउँ रामचरित चित चाऊ।। भनिति मोरि सिव कृपाँ बिभाती। ससि समाज मिलि मनहुँ सुराती।। जे एहि कथहि सनेह समेता। कहिहहिं सुनिहहिं समुझि सचेता।। होइहहिं राम चरन अनुरागी। कलि मल रहित सुमंगल भागी।।
puni bandaũ sārada sura-saritā | jugala punīta manohara caritā || majjana pāna pāpa-hara ekā | kahata sunata eka-hara abibekā || gur pitu mātu mahesa bhavānī | pranavaũ dīna-bandhu dina-dānī || sevaka svāmi sakhā siya-pī ke | hita nirupadhi saba bidhi tulasīke || kali biloki jaga-hita-hara girijā | sābara mantra-jāla jinha sirijā || anamil ākhar aratha na jāpū | pragaṭa prabhāu mahesa pratāpū || so umesa mohi para anukūlā | karihiṃ kathā muda maṅgala-mūlā || sumiri sivā siva pāi pasāū | barnaũ rāmacarita cita-cāū || bhaniti mori siva-kripā̃ bibhātī | sasi samāja mili manahũ surātī || je ehi kathahi saneha sametā | kahihahiṃ sunihahiṃ samujhi sacetā || hoihahiṃ rāma carana anurāgī | kali-mala rahita sumaṅgala-bhāgī ||
Novamente me curvo a Śāradā e ao rio divino, o Gaṅgā: duas correntes sagradas e encantadoras de história sagrada. Banhar-se nela e beber suas águas apagam o pecado; e até falar ou ouvir dela dissipa as trevas da ignorância. Curvo-me ao meu guru, ao pai e à mãe, e a Maheśa com Bhavānī: ajudantes dos desamparados, doadores aos pobres. De todo modo, para Tulsī eles são servo, senhor e amigo; e acima de tudo, o amado de Sītā é seu bem-feitor incondicional. Vendo a era de Kali, Śiva e Girijā, que teceram a rede dos mantras Śābar para o bem do mundo, manifestaram seu poder: embora as sílabas estejam desencontradas e o sentido não seja compreendido, o efeito aparece pelo poder de Maheśa. Que o Senhor de Umā seja gracioso comigo, e faça esta narrativa a raiz da alegria e da auspiciosidade. Lembrando de Śivā e recebendo a graça de Śiva, canto os feitos de Rāma com um coração transbordante. Pela compaixão de Śiva, minha aurora rompe: como uma noite tornada bela pela lua em meio a sua hoste de estrelas. Quemquer que, com amor, contar e ouvir esta narrativa, compreendendo-a com mente desperta, se tornará um amante dos pés de Rāma: liberto da mancha de Kali e herdeiro da boa ventura abençoada.
Verse 32 (दोहा/सोरठा)
सपनेहुँ साचेहुँ मोहि पर जौं हर गौरि पसाउ। तौ फुर होउ जो कहेउँ सब भाषा भनिति प्रभाउ।।15।।
sapanehũ sacehũ mohi para jaũ hara gauri pasāu | tau phura hou jo kaheũ saba bhāṣā bhaṇiti prabhāu ||15||
Se, seja em sonho ou em vigília, ó Hara e Gaurī, vossa graça pousar sobre mim, então naquele mesmo momento tudo o que falei se cumprirá: minha palavra inteira e humilde expressão certamente darão fruto.
Verse 33 (चौपाई)
बंदउँ अवध पुरी अति पावनि। सरजू सरि कलि कलुष नसावनि।। प्रनवउँ पुर नर नारि बहोरी। ममता जिन्ह पर प्रभुहि न थोरी।। सिय निंदक अघ ओघ नसाए। लोक बिसोक बनाइ बसाए।। बंदउँ कौसल्या दिसि प्राची। कीरति जासु सकल जग माची।। प्रगटेउ जहँ रघुपति ससि चारू। बिस्व सुखद खल कमल तुसारू।। दसरथ राउ सहित सब रानी। सुकृत सुमंगल मूरति मानी।। करउँ प्रनाम करम मन बानी। करहु कृपा सुत सेवक जानी।। जिन्हहि बिरचि बड़ भयउ बिधाता। महिमा अवधि राम पितु माता।।
bandaũ avadha purī ati pāvani | sarajū sari kali kaluṣa nasāvani || pranavaũ pura nara nāri bahorī | mamatā jinha para prabhuhi na thorī || siya nindaka agha ogha nasāe | loka bisoka banāi basāe || bandaũ kausalayā disi prācī | kīrati jāsu sakala jaga mācī || pragaṭeu jahã raghupati sasi cārū | bisva sukhada khala kamala tusārū || dasaratha rāu sahita saba rānī | sukṛta sumaṅgala mūrati mānī || karaũ pranāma karama mana bānī | karahu kṛpā suta sevaka jānī || jinhahi biraci baṛa bhayau bidhātā | mahimā avadhi rāma pitu mātā ||
Curvo-me à cidade supremamente sagrada de Ayodhya, e ao rio Sarayu, que lava a impureza da era de Kali. Novamente faço reverência aos homens e mulheres dessa cidade, nos quais não se encontra o menor traço de apego possessivo pelo Senhor. Eles destruíram o pecado acumulado daqueles que difamam Sita, e fundaram e estabeleceram um mundo livre de pesar. Curvo-me à rainha Kaushalya, o próprio quadrante oriental, de quem a glória se espalhou por todo o mundo. Ali, onde o Senhor de Raghu apareceu: belo como a lua, doador de alegria ao universo, e geada para o leito de lótus dos ímpios. Com o rei Dasharatha e todas as suas rainhas, reverenciados como emanações de mérito e auspiciosidade, ofereço saudações por ação, por mente e por palavra; mostrai compaixão, sabendo-me servo querido como um filho. Aqueles que até o Criador se tornou grande ao moldar: tal é a majestade de Ayodhya e dos pais de Rama.
Verse 34 (दोहा/सोरठा)
बंदउँ अवध भुआल सत्य प्रेम जेहि राम पद। बिछुरत दीनदयाल प्रिय तनु तृन इव परिहरेउ।।16।।
bandauṁ avadha bhuāla satya prema jehi rāma pada | bichurata dīnadayāla priya tanu tṛna iva parihareu ||16||
Curvo-me a Rāma, o Rei de Avadh, cujos pés de lótus são a própria morada da Verdade e do Amor. Separado de Seu amado, aquele Oceano de Compaixão parecia lançar fora o corpo como alguém lançaria uma folha de grama.
Verse 35 (चौपाई)
प्रनवउँ परिजन सहित बिदेहू। जाहि राम पद गूढ़ सनेहू।। जोग भोग महँ राखेउ गोई। राम बिलोकत प्रगटेउ सोई।। प्रनवउँ प्रथम भरत के चरना। जासु नेम ब्रत जाइ न बरना।। राम चरन पंकज मन जासू। लुबुध मधुप इव तजइ न पासू।। बंदउँ लछिमन पद जलजाता। सीतल सुभग भगत सुख दाता।। रघुपति कीरति बिमल पताका। दंड समान भयउ जस जाका।। सेष सहस्त्रसीस जग कारन। जो अवतरेउ भूमि भय टारन।। सदा सो सानुकूल रह मो पर। कृपासिंधु सौमित्रि गुनाकर।। रिपुसूदन पद कमल नमामी। सूर सुसील भरत अनुगामी।। महावीर बिनवउँ हनुमाना। राम जासु जस आप बखाना।।
pranavaũ parijana sahita bidehū | jāhi rāma pada gūṛha sanehū || yoga bhoga maṁ rākhēu goī | rāma bilokata pragaṭēu soī || pranavaũ prathama bharata kē caranā | jāsu nema vrata jāi na baranā || rāma carana paṅkaja mana jāsū | lubudha madhupa iva tajai na pāsū || bandauṁ lachimana pada jalajātā | sītala subhaga bhagata sukha dātā || raghupati kīrati bimala patākā | daṇḍa samāna bhayau jasa jākā || sēṣa sahastra-sīsa jaga kārana | jō avatarēu bhūmi bhaya ṭārana || sadā sō sānukūla raha mō para | kṛpāsiṁdhu saumitri guṇākara || ripu-sūdana pada kamala namāmī | sūra susīla bharata anugāmī || mahāvīra binavaũ hanumānā | rāma jāsu jasa āpa bakhānā ||
Curvo-me a Videha (rei Janaka) com toda sua casa, em cujo coração jaz um amor profundo e oculto pelos pés de Rama. No meio do yoga e do gozo real ele o manteve velado; mas à simples visão de Rama ele brilhou revelado. Primeiro saúdo os pés de Bharata, cuja regra firme e disciplina votada não podem ser plenamente descritas; cuja mente se apega aos pés de lótus de Rama como uma abelha ávida que não deixará o lado da lótus. Adoro os pés de lótus de Lakshmana: frescos, auspiciosos, doadores da alegria do devoto, cuja fama permanece como o estandarte imaculado de Raghu, reto como um cajado. Ele é Shesha de mil cabeças, pela causa do mundo, que desceu para remover o temor da terra. Que esse oceano de misericórdia, Saumitri, a mina de virtudes, permaneça sempre benignamente inclinado para mim. Curvo-me aos pés de lótus do destruidor de inimigos, valente e gentil, seguidor fiel de Bharata. E faço minha súplica a Hanuman, o herói poderoso, cuja glória o próprio Rama proclamou.
Verse 36 (दोहा/सोरठा)
प्रनवउँ पवनकुमार खल बन पावक ग्यानधन। जासु हृदय आगार बसहिं राम सर चाप धर।।17।।
pranavauṁ pavanakumāra khala bana pāvaka gyānadhana | jāsu hṛdaya āgāra basahiṁ rāma sara cāpa dhara ||17||
Eu me curvo diante de Hanumān, filho do Vento, fogo para a floresta dos ímpios e tesouro da verdadeira sabedoria; em cujo palácio do coração habita Śrī Rāma, o Portador do arco e das flechas.
Verse 37 (चौपाई)
कपिपति रीछ निसाचर राजा। अंगदादि जे कीस समाजा।। बंदउँ सब के चरन सुहाए। अधम सरीर राम जिन्ह पाए।। रघुपति चरन उपासक जेते। खग मृग सुर नर असुर समेते।। बंदउँ पद सरोज सब केरे। जे बिनु काम राम के चेरे।। सुक सनकादि भगत मुनि नारद। जे मुनिबर बिग्यान बिसारद।। प्रनवउँ सबहिं धरनि धरि सीसा। करहु कृपा जन जानि मुनीसा।। जनकसुता जग जननि जानकी। अतिसय प्रिय करुना निधान की।। ताके जुग पद कमल मनावउँ। जासु कृपाँ निरमल मति पावउँ।। पुनि मन बचन कर्म रघुनायक। चरन कमल बंदउँ सब लायक।। राजिवनयन धरें धनु सायक। भगत बिपति भंजन सुख दायक।।
kapipati rīcha nisācara rājā | aṅgadādi je kīsa samājā || bandauṁ saba ke carana suhāe | adhama sarīra rāma jinha pāe || raghupati carana upāsaka jete | khaga mṛga sura nara asura samete || bandauṁ pada saroja saba kere | je binu kāma rāma ke cere || suka sanakādi bhagata muni nārada | je munibara bigyāna bisārada || pranavauṁ sabahiṁ dharani dhari sīsā | karahu kṛpā jana jāni munīsā || janakasutā jaga janani jānakī | atisaya priya karunā nidhāna kī || tāke juga pada kamala manāvauṁ | jāsu kṛpā̃ niramala mati pāvauṁ || puni mana bacana karma raghunāyaka | carana kamala bandauṁ saba lāyaka || rājivanayana dhareṁ dhanu sāyaka | bhagata bipati bhañjana sukha dāyaka ||
Eu me curvo diante dos senhores dos macacos, dos ursos e dos reis entre os que vagueiam pela noite; diante de Angada e de todas as hostes reunidas dos Vanaras. Adoro os pés formosos de todos aqueles em cujos corpos humildes o Senhor Rāma fez Sua morada. Todos aqueles que adoram os pés do Senhor de Raghu, pássaros e feras, deuses e homens, e até as hostes de demônios, eu os saúdo a todos. Eu me curvo diante dos pés de lótus de todos aqueles que, livres de desejo egoísta, são servos de Rāma. Śuka, Sanaka e os demais, os devotos, e o sábio Nārada, aqueles eminentes videntes, versados no verdadeiro conhecimento, a todos eu me prostro, colocando minha cabeça sobre a terra: 'Tende misericórdia, ó sábios, reconhecendo-me como vosso.' E Jānakī, filha de Janaka, Mãe do mundo, excessivamente querida Àquele que é um tesouro de compaixão, seus pés de lótus eu propício; por cuja graça se alcança um entendimento imaculado. Então, com mente, palavra e ação, eu me curvo diante dos pés de lótus do Senhor de Raghu, digno de toda reverência, o de olhos de lótus, que porta o arco e as flechas, o destruidor da angústia de Seus devotos, o doador de bem-aventurança.
Verse 38 (दोहा/सोरठा)
गिरा अरथ जल बीचि सम कहिअत भिन्न न भिन्न। बदउँ सीता राम पद जिन्हहि परम प्रिय खिन्न।।18।।
girā aratha jala bīci sama kahiyata bhinna na bhinna | badauṁ sītā rāma pada jinhahi parama priya khinna ||18||
A fala e seu significado são ditos como a água e sua onda, parecendo distintos, mas nunca verdadeiramente separados. Eu me curvo aos pés de Sītā e Rāma, supremamente queridos àqueles que estão aflitos e cansados do mundo.
Verse 39 (चौपाई)
बंदउँ नाम राम रघुवर को। हेतु कृसानु भानु हिमकर को।। बिधि हरि हरमय बेद प्रान सो। अगुन अनूपम गुन निधान सो।। महामंत्र जोइ जपत महेसू। कासीं मुकुति हेतु उपदेसू।। महिमा जासु जान गनराउ। प्रथम पूजिअत नाम प्रभाऊ।। जान आदिकबि नाम प्रतापू। भयउ सुद्ध करि उलटा जापू।। सहस नाम सम सुनि सिव बानी। जपि जेई पिय संग भवानी।। हरषे हेतु हेरि हर ही को। किय भूषन तिय भूषन ती को।। नाम प्रभाउ जान सिव नीको। कालकूट फलु दीन्ह अमी को।।
bandaū̃ nāma rāma raghuvara ko | hetu kṛsānu bhānu himakara ko || bidhi hari haramaya beda prāna so | aguna anūpama guna nidhāna so || mahāmantra joi japata mahesū | kāsī̃ mukuti hetu upadesū || mahimā jāsu jāna gaṇarāu | prathama pūjiata nāma prabhāū || jāna ādikabi nāma pratāpū | bhayau suddha kari ulaṭā jāpū || sahasa nāma sama suni siva bānī | japi jeī piya saṅga bhavānī || haraṣe hetu heri hara hī ko | kiya bhūṣana tiya bhūṣana tī ko || nāma prabhāu jāna siva nīko | kālakūṭa phalu dīnha amī ko ||
Eu me curvo diante do Nome de Rama, o melhor da linhagem de Raghu, essa causa que é fogo, sol e lua igualmente. É a própria respiração dos Vedas, permeado por Brahma, Vishnu e Shiva; sem forma além das qualidades, mas um tesouro incomparável de virtudes. É o grande mantra que Mahesha repete, e que ele ensina em Kashi como meio para a libertação. Conhecendo sua majestade, Ganaraja é adorado em primeiro lugar, pois o poder do Nome o torna preeminente. Conhecendo o poder do Nome, o poeta primordial foi purificado pelo japa 'inverso'. Ouvindo dos próprios lábios de Shiva que o Nome equivale a mil nomes, Bhavani também o repete com seu amado. Em deleite, contemplando a própria causa de Shiva, tornou-se seu ornamento e o ornamento de sua consorte também. Shiva conhece bem a potência do Nome: transformou o fruto do mortal kalakuta em néctar.
Verse 40 (दोहा/सोरठा)
बरषा रितु रघुपति भगति तुलसी सालि सुदास॥ राम नाम बर बरन जुग सावन भादव मास॥19॥
baraṣā ritu raghupati bhagati tulasī sāli sudāsa. rāma nāma bara barana juga sāvana bhādava māsa..19..
A estação chuvosa é a devoção ao Senhor de Raghu, Tulsīdās diz que é a colheita de arroz para o nobre servo. A abençoada pronúncia do Nome de Rāma é, em toda era, os meses de Sāvan e Bhādon, derramando a chuva plena da graça.
Verse 41 (चौपाई)
आखर मधुर मनोहर दोऊ। बरन बिलोचन जन जिय जोऊ।। सुमिरत सुलभ सुखद सब काहू। लोक लाहु परलोक निबाहू।। कहत सुनत सुमिरत सुठि नीके। राम लखन सम प्रिय तुलसी के।। बरनत बरन प्रीति बिलगाती। ब्रह्म जीव सम सहज सँघाती।। नर नारायन सरिस सुभ्राता। जग पालक बिसेषि जन त्राता।। भगति सुतिय कल करन बिभूषन। जग हित हेतु बिमल बिधु पूषन । स्वाद तोष सम सुगति सुधा के। कमठ सेष सम धर बसुधा के।। जन मन मंजु कंज मधुकर से। जीह जसोमति हरि हलधर से।।
ākhar madhura manohara doū | barana bilocana jana jiya joū || sumirata sulabha sukhada saba kāhū | loka lāhu paraloka nibāhū || kahata sunata sumirata suṭhi nīke | rāma lakhana sama priya tulasī ke || baranata barana prīti bilagātī | brahma jīva sama sahaja saṁghātī || nara nārāyana sarisa subhrātā | jaga pālaka biseṣi jana trātā || bhagati sutiya kala karana bibhūṣana | jaga hita hetu bimala bidhu pūṣana || svāda toṣa sama sugati sudhā ke | kamaṭha seṣa sama dhara basudhā ke || jana mana mañju kañja madhukara se | jīha jasomati hari haladhara se ||
Doces e encantadoras são aquelas duas sílabas; são como olhos para as letras, queridas ao coração do devoto. Lembradas, são facilmente alcançadas e trazem felicidade a todos; lucram neste mundo e sustentam no próximo. Falá-las, ouvi-las, mantê-las na mente, isso é supremamente bom; para Tulsidas são tão queridas quanto Rama e Lakshman. Quando se as descreve, parecem duas, mas no amor não estão separadas, como Brahman e a alma vivente, naturalmente unidos. Como Nar e Narayan, os nobres irmãos: guardiões do mundo, e de modo especial salvadores dos seus. Bhakti é sua filha, ações auspiciosas seu ornamento; para o bem-estar do mundo são a lua imaculada que nutre. São sabor e contentamento, como o néctar da bem-aventurada libertação; sustêm a terra como Kurma e Shesha. Para a mente do devoto são como a abelha para um lótus formoso; para a língua, como Yashoda, sempre afeiçoada a Hari, e como Haladhar, sempre O proferindo.
परंपरागत मान्यता अनुसार यह मंगलाचरण-प्रस्तावना ‘कलि-मल-हरण’ और ‘बिमल मति’ की प्राप्ति में सहायक है: राम-नाम/राम-जस के श्रवण-कीर्तन से पाप-क्षय, सत्संग-रुचि, और कथा-श्रवण की अधिकारिता (श्रद्धा, विनय) बढ़ती है—‘कहत सुनत एक हर अबिबेका’ के भाव से।
सामान्यतः मंगलाचरण में ‘श्रीराम जय राम जय जय राम’ या ‘राम राम’ नाम-जप को संपुट-रूप में जोड़ा जाता है; कुछ परंपराओं में ‘मंगल भवन अमंगल हारी’ पंक्ति को भी आवृत्ति/संपुट की तरह लिया जाता है, विशेषकर पाठ-आरंभ और आरती/कीर्तन संदर्भ में।
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