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Recentração do poder sagrado: acender o Agni‑tapas, restaurar o brahman/indriya perdidos e neutralizar presságios e fala hostil. Agni figura como gerador de tapas, centro do lar e removedor de durita; realizam‑se śānti e prāyaścitta pelo contacto com ave de mau agouro e para harmonizar o ciclo diário; recupera‑se ritualmente o «Brahman extraviado» e chamam‑se de volta as faculdades (indriya, ātman, draviṇa); a purificação vegetal com Apāmārga expulsa a śamala e contraria maldições; Sarasvatī assegura a aceitação da oferenda e a prosperidade da casa.
Este breve hino atharvânico trata Agni como portador e gerador de tapas (calor, potência disciplinada), usando a “tecnologia” do fogo de aquecer para produzir força interior. Ao acender o tapas por meio de Agni, os praticantes buscam ganhos paustika — āyus (vida longa), medhā (inteligência clara) e uma posição favorável em śruti/renome —, assegurados pela escuta atenta e pelo foco ritual correto.
Este hino de um só verso instala Agni no «umbigo» (nābhi) do assentamento — a lareira, centro ritual — como satpati, «senhor do bem», e como guerreiro-purohita que põe em debandada as forças hostis. Ao invocar seu poder marcial fulgurante, forte como um touro, o mantra procura esmagar os agressores, lançar os fomentadores de batalha «sob os pés» e assegurar o centro da comunidade como uma fortaleza inviolável.
Este sukta de um único verso invoca Agni como duritanāśana — destruidor da desventura —, chamando-o com louvor solene desde o mais alto assento sagrado. Seu poder está no motivo da «travessia» (pārayaṇa): Agni, vencedor na batalha e protetor constante, é solicitado a conduzir o adorador em segurança por toda passagem árdua e a colocá-lo além da calamidade.
AV 7.64 é um breve encanto de prāyaścitta-śānti que neutraliza a inauspiciosidade e a culpa (enas) que, segundo a crença, surgem quando uma ave negra de mau presságio se aproxima, pousa ou profana pelo contato. O hino emprega um purificador duplo — as Águas (Āpaḥ) para lavar o durita e Agni Gārhapatya para queimar o enas — para que o praticante seja guardado, libertado e restaurado à pureza ritual e social.
Este breve hino a Apāmārga é um encanto conciso de contramaldição e purificação: a planta é interpelada como um poder vivo, moralmente purificador, que afugenta imprecações hostis e a «mancha» interior (śamala). Em três versos no metro anuṣṭubh, pede-se a Apāmārga que expulse as maldições externas, lave as próprias faltas e remova a contaminação adquirida pelo contato com agentes perigosos e vinculantes.
Este encanto atharvavédico de um só verso reconvoca um Brahman «desgarrado» —o poder do mantra e a eficácia ritual— que se dispersou no ambiente aberto (no espaço intermédio, no vento, nas árvores, nos matagais). Ao nomear os possíveis locais onde a potência sagrada pode alojar-se e ao ordenar o seu retorno, o hino restaura no oficiante a força protetora e operativa, garantindo que o rito volte a «pegar» e a produzir efeito.
Esta fórmula restauradora de um só verso chama de volta as faculdades perdidas ou diminuídas de uma pessoa — vigor e potência vital (indriya), o si-mesmo/alma (ātman), a riqueza (draviṇa) e a potência bramânica, o «poder do Brahman» (brāhmaṇa). Além disso, pede aos fogos dhīṣṇya que restabeleçam tudo «em seu devido lugar», tornando o hino ao mesmo tempo um encanto de reconstituição pessoal e um feitiço doméstico de reordenação ritual.
AV 7.68 é um breve hino a Sarasvatī, usado para oferecer uma oblação aceita e assegurar a continuidade da casa por meio da descendência. Ele vincula as «ordenanças» celestes de Sarasvatī à prosperidade doméstica e relaciona explicitamente a oferta aos Pitṛs como a «boca» pela qual o rito é realizado, selando-o com um pedido para permanecer sob o olhar benevolente da deusa.
Este hino śānti de um único mantra pede às potências benéficas que governam o ciclo diário —Vento, Sol, Dias, Noites e Aurora— que se alinhem para o bem-estar do recitante. Ao abençoar o sopro/respiração (vāta), o calor e a vitalidade (sūrya) e a alternância segura do tempo (ahanī/rātrī/uṣas), visa apaziguar perigos invisíveis, sobretudo os ligados à noite, e firmar a saúde e a boa fortuna.
Este breve hino abhicārika é um encanto coercitivo destinado a imobilizar e silenciar uma pessoa hostil (ou uma agência maligna) por meio do «atar» ritual de seus braços e de sua boca, e pela ruína da eficácia de seu sacrifício. Ele convoca Agni em seu aspecto ghorá (terrível, pavoroso), tendo Manyu (ira) como força operante, para atingir o havis/ājya do oponente e impedir que seu rito chegue à realização.
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