
Sukta 1.149
Este breve hino louva Agni como o senhor da abundância, que vem ao assento da riqueza quando o Soma é prensado, e cujo poder radiante acende e «abre» a fortaleza do ser. Agni é celebrado como veloz como um corcel, luminoso como o Sol, e como o dvijanman (duas vezes nascido) Hotṛ que distribui riquezas desejáveis e fama ao adorador generoso.
Mantra 1
महः स राय एषते पतिर्दन्निन इनस्य वसुनः पद आ । उप ध्रजन्तमद्रयो विधन्नित् ॥
Ele, o Senhor, busca a vasta plenitude das riquezas espirituais; o Forte vem ao assento do tesouro. Perto dele batem as pedras da prensagem quando ele fulge — despertando a força da oferenda.
Mantra 2
स यो वृषा नरां न रोदस्योः श्रवोभिरस्ति जीवपीतसर्गः । प्र यः सस्राणः शिश्रीत योनौ ॥
Ele é o Touro, viril nos dois mundos; subsiste por seus poderes de fama luminosa; é o doador do eflúvio da bebida de vida. Ele, que jorra para fora, assentou-se no seio-fonte.
Mantra 3
आ यः पुरं नार्मिणीमदीदेदत्यः कविर्नभन्यो नार्वा । सूरो न रुरुक्वाञ्छतात्मा ॥
Ele, que acendeu a fortaleza bem construída; o corcel, o vidente, movendo-se no espaço intermédio, sem afundar; como o Sol, em chamas, de cem almas — desperta a cidadela do ser para a luz.
Mantra 4
अभि द्विजन्मा त्री रोचनानि विश्वा रजांसि शुशुचानो अस्थात् । होता यजिष्ठो अपां सधस्थे ॥
A Chama duas-vezes-nascida, brilhando sempre mais, ergueu-se, abrangendo as três regiões de luz e todos os mundos. Como Hotar, o mais perfeito no sacrifício, está firmada no assento comum das Águas — no fundamento profundo do ser.
Mantra 5
अयं स होता यो द्विजन्मा विश्वा दधे वार्याणि श्रवस्या । मर्तो यो अस्मै सुतुको ददाश ॥
Este é aquele Hotar, o duas-vezes-nascido, que sustém e distribui todas as riquezas desejáveis e as forças que erguem a fama. O mortal que lhe dá com oferta alegre e de boa vontade, a esse ele responde com plenitude.
Agni, the Vedic Fire—invoking priest (Hotṛ) and divine messenger who carries offerings and awakens light and power.
The pressing-stones (adrayaḥ) signal the Soma-pressing rite; their sound marks the ritual moment when Agni is invited to energize and accept the offering.
It points to Agni’s repeated birth: kindled again in the ritual fire and also born in the cosmic order—symbolically, the inner flame reawakened in the practitioner.
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