Ayodhya KandaPrakarana 220 Verses

Prakarana 2

यह सोपान ‘धर्म-राज्य’ से ‘धर्म-त्याग’ की ओर अंतर्मुख यात्रा है: समाज-उत्सव (राजतिलक) के बीच ईश्वर-लीला का उलटाव (वनगमन) दिखाकर तुलसी ‘अनुकूल-प्रतिकूल’ दोनों में राम-शरणागति का अभ्यास कराते हैं। यहाँ साधक के लिए मुख्य द्वार है—‘इच्छित सिद्धि’ के क्षण में भी वैराग्य, संयम, और भगवत्-प्रसाद-बुद्धि।

O centro de rasa do Ayodhyā Kāṇḍa é a corrente gêmea de Karuṇā (compaixão nascida da separação) e Vairāgya-Śānta (paz desapaixonada). Contudo, abre-se com uma poderosa onda de Śṛṅgāra/utsava: festividades de coroação, música e o regozijo da cidade, para que a psicologia do apego possa primeiro vir à superfície. Nesta passagem (Dohā 10, 19), Tulasīdāsa primeiro revela a crise interior de dharma de Rāma: a lembrança dos irmãos nascidos e criados com Ele, a ternura do parentesco e o sentimento de que "a unção do mais velho" seria inapropriada em espírito. Então vem a política "torta" dos deuses: o próprio exílio florestal de Rāma é obra dos devas, tornando inconfundível o propósito divino da līlā. Após isso, Mantharā entra como veneno verbal: ela transforma a alegria auspiciosa da cidade em queimação no coração, desperta o ego adormecido e o medo dentro de Kaikeyī, e tece a intriga da rivalidade entre co-esposas. O esplendor externo de um reino de dharma torna-se, para o sādhaka, um campo de provação: a mente pode reconhecer o engano escondido dentro de doce discurso? O ensinamento nesta etapa é viveka (discernimento), vairāgya (desapego) e firmeza no prasāda de Rāma (aceitação graciosa de Sua vontade).

In this prakarana

People

  • RamaRāma
  • VashishthaVaśiṣṭha
  • DasharathaDaśaratha
  • LakshmanaLakṣmaṇa (Bharata / Śatrughna)
  • MantharaMantharā
  • KaikeyiKaikeyī
  • KausalyaKausalyā (Sumitrā)
  • SarasvatiSarasvatī
  • Bharata
  • TulsidasSpeaksTulsīdās

Verses

Chaupai 10.1-4

बरनि राम गुन सीलु सुभाऊ।बोले प्रेम पुलकि मुनिराऊ।।

भूप सजेउ अभिषेक समाजू।चाहत देन तुम्हहि जुबराजू।।

राम करहु सब संजम आजू।जौं बिधि कुसल निबाहै काजू।।

गुरु सिख देइ राय पहिं गयउ।राम हृदयँ अस बिसमउ भयऊ।।

जनमे एक संग सब भाई।भोजन सयन केलि लरिकाई।।

करनबेध उपबीत बिआहा।संग संग सब भए उछाहा।।

बिमल बंस यहु अनुचित एकू।बंधु बिहाइ बड़ेहि अभिषेकू।।

प्रभु सप्रेम पछितानि सुहाई।हरउ भगत मन कै कुटिलाई।।

barani rāma guna sīlu subhāū |bole prema pulaki munirāū ||

bhūpa sajeu abhiṣeka samājū |cāhata dena tumhahi jubarājū ||

rāma karahu saba saṁjama ājū |jauṁ bidhi kusala nibāhai kājū ||

guru sikha dei rāya pahiṁ gayau |rāma hṛdayã asa bisamau bhayaū ||

janame eka saṁga saba bhāī |bhojana sayana keli larikāī ||

karanabedha upabīta biāhā |saṁga saṁga saba bhae uchāhā ||

bimala baṁsa yahu anucita ekū |baṁdhu bihāi baṛehi abhiṣekū ||

prabhu saprema pachitāni suhāī |harau bhagata mana kai kuṭilāī ||

Tendo descrito as virtudes de Rama, sua natureza gentil e seu temperamento, o chefe dos sábios falou, emocionado de amor. "O rei preparou a assembleia para a unção, e deseja conceder-te o cargo de príncipe herdeiro." "Rama, observa hoje toda disciplina de autodomínio, para que a Providência leve a obra a bom termo." Tendo dado esta instrução, o guru retornou ao rei. No coração de Rama surgiu tal assombro: "Todos nós, os irmãos, nascemos juntos; nossa comida, nosso sono e nossas brincadeiras na infância foram juntos." "A perfuração de nossas orelhas, a investidura com o fio sagrado e os casamentos, todas estas festividades ocorreram juntas." "Nesta linhagem imaculada há apenas uma impropriedade: que o mais velho é ungido, deixando seus irmãos de lado." O arrependimento amoroso do Senhor foi muito belo; que ele remova a perversidade das mentes de seus devotos.

Doha 10

तेहि अवसर आए लखन मगन प्रेम आनंद।सनमाने प्रिय बचन कहि रघुकुल कैरव चंद।।⁠10।।

tehi avasara āe lakhana magana prema ānaṁda |sanamāne priya bacana kahi raghukula kairava caṁda ||⁠10||

Naquele momento chegou Lakshmana, absorto em amor e alegria, e Rama, lua da linhagem dos Raghu, o honrou com palavras afetuosas.

Chaupai 11.1-4

बाजहिं बाजने बिबिध बिधाना।पुर प्रमोदु नहिं जाइ बखाना।।

भरत आगमनु सकल मनावहिं।आवहुँ बेगि नयन फलु पावहिं।।

हाट बाट घर गलीं अथाई।कहहिं परसपर लोग लोगाई।।

कालि लगन भलि केतिक बारा।पूजिहि बिधि अभिलाषु हमारा।।

कनक सिंघासन सीय समेता।बैठहिं रामु होइ चित चेता।।

सकल कहहिं कब होइहि काली।बिघन मनावहिं देव कुचाली।।

तिन्हहि सोहाइ न अवध बधावा।चोरहि चंदिनि राति न भावा।।

सारद बोलि बिनय सुर करहीं।बारहिं बार पाय लै परहीं।।

bājahiṁ bājane bibidha bidhānā |pura pramodu nahiṁ jāi bakhānā ||

bharata āgamanu sakala manāvahiṁ |āvahũ begi nayana phalu pāvahiṁ ||

hāṭa bāṭa ghara galīṁ athāī |kahahiṁ parasapara loga logāī ||

kāli lagana bhali ketika bārā |pūjihi bidhi abhilāṣu hamārā ||

kanaka siṁghāsana sīya sametā |baiṭhahiṁ rāmu hoi cita cetā ||

sakala kahahiṁ kaba hoihi kālī |bighana manāvahiṁ deva kucālī ||

tinhahi sohāi na avadha badhāvā |corahi caṁdini rāti na bhāvā ||

sārada boli binaya sura karahīṁ |bārahiṁ bāra pāya lai parahīṁ ||

Instrumentos de toda espécie soavam de diversos modos, e a alegria da cidade não podia ser descrita. Todos oravam pela chegada de Bharata: 'Que ele venha logo, e que seus olhos também obtenham sua recompensa.' Nos mercados, nas estradas, nas casas, nas ruelas e nas encruzilhadas, homens e mulheres diziam uns aos outros: 'Amanhã é a hora auspiciosa. Quanto tempo passará antes que Brahma cumpra nosso desejo?' 'Rama se sentará no trono de ouro junto com Sita, e nossos corações ficarão em paz.' Todos diziam: 'Quando chegará amanhã?' Mas os deuses, de más intenções, oravam para que surgissem obstáculos. O regozijo de Ayodhya não lhes agradava, assim como uma noite de luar não agrada a um ladrão. Os deuses convocaram Sarasvati e fizeram-lhe uma humilde súplica, e repetidas vezes caíram a seus pés.

Doha 11

बिपति हमारि बिलोकि बड़ि मातु करिअ सोइ आजु।रामु जाहिं बन राजु तजि होइ सकल सुरकाजु।।⁠11।।

bipati hamāri biloki baṛi mātu karia soi āju |rāmu jāhiṁ bana rāju taji hoi sakala surakāju ||⁠11||

Vendo nosso grande perigo, ó mãe, fazei hoje o que é necessário: que Rama vá à floresta, renunciando ao trono, e assim realize toda a obra dos deuses.

Chaupai 12.1-4

सुनि सुर बिनय ठाढ़ि पछिताती।भइउँ सरोज बिपिन हिमराती।।

देखि देव पुनि कहहिं निहोरी।मातु तोहि नहिं थोरिउ खोरी।।

बिसमय हरष रहित रघुराऊ।तुम्ह जानहु सब राम प्रभाऊ।।

जीव करम बस सुख दुख भागी।जाइअ अवध देव हित लागी।।

बार बार गहि चरन सँकोचौ।चली बिचारि बिबुध मति पोची।।

ऊँच निवासु नीचि करतूती।देखि न सकहिं पराइ बिभूती।।

आगिल काजु बिचारि बहोरी।करहहिं चाह कुसल कबि मोरी।।

हरषि हृदयँ दसरथ पुर आई।जनु ग्रह दसा दुसह दुखदाई।।

suni sura binaya ṭhāṛhi pachitātī |bhaiũ saroja bipina himarātī ||

dekhi deva puni kahahiṁ nihorī |mātu tohi nahiṁ thoriu khorī ||

bisamaya haraṣa rahita raghurāū |tumha jānahu saba rāma prabhāū ||

jīva karama basa sukha dukha bhāgī |jāia avadha deva hita lāgī ||

bāra bāra gahi carana sãkocau |calī bicāri bibudha mati pocī ||

ū̃ca nivāsu nīci karatūtī |dekhi na sakahiṁ parāi bibhūtī ||

āgila kāju bicāri bahorī |karahahiṁ cāha kusala kabi morī ||

haraṣi hṛdayã dasaratha pura āī |janu graha dasā dusaha dukhadāī ||

Ao ouvir a oração dos deuses, Sarasvati deteve-se arrependida, pensando: «Tornei-me como a noite de inverno para um leito de lotos». Vendo-a hesitar, os deuses lhe suplicaram novamente: «Mãe, não sofrerás a menor culpa. O rei dos Raghus está livre de tristeza e de alegria, e conheces todo o poder de Rama. Todo ser vivo está sujeito aos seus atos e participa do prazer e da dor. Vai a Ayodhya pelo bem dos deuses». Repetidas vezes lhe seguraram os pés e a pressionaram com suas súplicas, e ela partiu, refletindo que os deuses são vis de mente. «Sua morada é elevada, mas suas ações são baixas; não podem suportar ver a prosperidade alheia. Então, refletindo sobre a tarefa que a aguardava, ela pensou que os poetas hábeis desejariam cumprir seu mandato». Com o coração alegre chegou à cidade de Dasharatha, como uma conjunção planetária, insuportável e causadora de dor.

Doha 12

नामु मंथरा मंदमति चेरी कैकेइ केरि।अजस पेटारी ताहि करि गई गिरा मति फेरि।।⁠12।।

nāmu maṁtharā maṁdamati cerī kaikei keri |ajasa peṭārī tāhi kari gaī girā mati pheri ||⁠12||

Seu nome era Manthara, uma criada de mente obtusa de Kaikeyi. Sarasvati, a deusa da fala, lhe mudou a mente, fez dela um cofre de má reputação e seguiu seu caminho.

Chaupai 13.1-4

दीख मंथरा नगरु बनावा।मंजुल मंगल बाज बधावा।।

पूछेसि लोगन्ह काह उछाहू।राम तिलकु सुनि भा उर दाहू।।

करइ बिचारु कुबुद्धि कुजाती।होइ अकाजु कवनि बिधि राती।।

देखि लागि मधु कुटिल किराती।जिमि गवँ तकइ लेउँ केहि भाँती।।

भरत मातु पहिं गइ बिलखानी।का अनमनि हसि कह हँसि रानी।।

ऊतरु देइ न लेइ उसासू।नारि चरित करि ढारइ आँसू।।

हँसि कह रानि गालु बड़ तोरें।दीन्ह लखन सिख अस मन मोरें।।

तबहुँ न बोल चेरि बड़ि पापिनि।छाड़इ स्वास कारि जनु साँपिनि।।

dīkha maṁtharā nagaru banāvā |maṁjula maṁgala bāja badhāvā ||

pūchesi loganha kāha uchāhū |rāma tilaku suni bhā ura dāhū ||

karai bicāru kubuddhi kujātī |hoi akāju kavani bidhi rātī ||

dekhi lāgi madhu kuṭila kirātī |jimi gavã takai leũ kehi bhā̃tī ||

bharata mātu pahiṁ gai bilakhānī |kā anamani hasi kaha hãsi rānī ||

ūtaru dei na lei usāsū |nāri carita kari ḍhārai ā̃sū ||

hãsi kaha rāni gālu baṛa toreṁ |dīnha lakhana sikha asa mana moreṁ ||

tabahũ na bola ceri baṛi pāpini |chāṛai svāsa kāri janu sā̃pini ||

Manthara viu a cidade adornada, com bela e auspiciosa música e cantos de regozijo ressoando por toda parte. Ela perguntou às pessoas do que era a celebração, e ao ouvir que Rama seria ungido, seu coração ardeu dentro dela. Aquela mulher de mente perversa e baixa linhagem começou a maquinar como, antes que a noite acabasse, tudo pudesse ser arruinado. Ela era como uma astuta mulher kirata que avistou um favo de mel pendurado numa árvore, e procura a ocasião, pensando de que maneira apoderar-se dele. Ela foi, lamentando-se, até a mãe de Bharata. A rainha sorriu e disse: Por que estás tão aflita? Manthara não respondeu, mas apenas soltava longos suspiros, e com as artes de uma mulher deixou cair suas lágrimas. A rainha disse, rindo: Tens uma língua muito afiada. Creio que Lakshmana te deu uma lição. Mesmo então a perversa criada não disse nada, mas exalava suspiros como uma serpente fêmea negra.

Doha 13

सभय रानि कह कहसि किन कुसल रामु महिपालु।लखनु भरतु रिपुदमनु सुनि भा कुबरी उर सालु।।⁠13।।

sabhaya rāni kaha kahasi kina kusala rāmu mahipālu |lakhanu bharatu ripudamanu suni bhā kubarī ura sālu ||⁠13||

A rainha, temerosa, disse: «Por que não me dizes: Rama e o rei estão bem? E Lakshmana, Bharata e Shatrughna?» Ao ouvir isso, uma dor perfurou o coração da corcunda.

Chaupai 14.1-4

कत सिख देइ हमहि कोउ माई।गालु करब केहि कर बलु पाई।।

रामहि छाड़ि कुसल केहि आजू।जेहि जनेसु देइ जुबराजू।।

भयउ कौसिलहि बिधि अति दाहिन।देखत गरब रहत उर नाहिन।।

देखेहु कस न जाइ सब सोभा।जो अवलोकि मोर मनु छोभा।।

पूतु बिदेस न सोचु तुम्हारें।जानति हहु बस नाहु हमारें।।

नीद बहुत प्रिय सेज तुराई।लखहु न भूप कपट चतुराई।।

सुनि प्रिय बचन मलिन मनु जानी।झुकी रानि अब रहु अरगानी।।

पुनि अस कबहुँ कहसि घरफोरी।तब धरि जीभ कढ़ावउँ तोरी।।

kata sikha dei hamahi kou māī |gālu karaba kehi kara balu pāī ||

rāmahi chāṛi kusala kehi ājū |jehi janesu dei jubarājū ||

bhayau kausilahi bidhi ati dāhina |dekhata garaba rahata ura nāhina ||

dekhehu kasa na jāi saba sobhā |jo avaloki mora manu chobhā ||

pūtu bidesa na socu tumhāreṁ |jānati hahu basa nāhu hamāreṁ ||

nīda bahuta priya seja turāī |lakhahu na bhūpa kapaṭa caturāī ||

suni priya bacana malina manu jānī |jhukī rāni aba rahu aragānī ||

puni asa kabahũ kahasi gharaphorī |taba dhari jībha kaṛhāvaũ torī ||

Por que alguém me daria conselhos, mãe? Apoiando-me na força de quem eu provocaria uma briga? Quem está bem hoje, exceto Rama, a quem o rei faz príncipe herdeiro? O destino se tornou muito favorável a Kausalya; ao vê-la, não resta orgulho no coração de ninguém. Por que não vais ver todo o esplendor, cuja vista perturba minha mente? Teu filho está em terras estrangeiras e não sentes ansiedade; pensas que teu esposo está sob teu domínio. Amas muito o sono, teu leito e tua coberta; não vês o engano e a astúcia do rei. Ouvindo estas palavras, que pareciam gentis, mas sabendo que sua mente era perversa, a rainha se inclinou e a repreendeu: «Cala-te agora, tagarela.» «Se alguma voltares a falar assim, destruidora de lares, farei que te agarrem e te arranquem a língua.»

Doha 14

काने खोरे कूबरे कुटिल कुचाली जानि।तिय बिसेषि पुनि चेरि कहि भरतमातु मुसुकानि।।⁠14।।

kāne khore kūbare kuṭila kucālī jāni |tiya biseṣi puni ceri kahi bharatamātu musukāni ||⁠14||

Sabendo que o caolho, o coxo e o corcunda são perversos e de mau comportamento, e mais ainda uma mulher, e ainda mais uma criada, a mãe de Bharata sorriu e falou.

Chaupai 15.1-4

प्रियबादिनि सिख दीन्हिउँ तोही।सपनेहुँ तो पर कोपु न मोही।।

सुदिनु सुमंगल दायकु सोई।तोर कहा फुर जेहि दिन होई।।

जेठ स्वामि सेवक लघु भाई।यह दिनकर कुल रीति सुहाई।।

राम तिलकु जौं साँचेहुँ काली।देउँ मागु मन भावत आली।।

कौसल्या सम सब महतारी।रामहि सहज सुभायँ पिआरी।।

मो पर करहिं सनेहु बिसेषी।मैं करि प्रीति परीछा देखी।।

जौं बिधि जनमु देइ करि छोहू।होहुँ राम सिय पूत पुतोहू।।

प्रान तें अधिक रामु प्रिय मोरें।तिन्ह कें तिलक छोभु कस तोरें।।

priyabādini sikha dīnhiũ tohī |sapanehũ to para kopu na mohī ||

sudinu sumaṁgala dāyaku soī |tora kahā phura jehi dina hoī ||

jeṭha svāmi sevaka laghu bhāī |yaha dinakara kula rīti suhāī ||

rāma tilaku jauṁ sā̃cehũ kālī |deũ māgu mana bhāvata ālī ||

kausalyā sama saba mahatārī |rāmahi sahaja subhāyã piārī ||

mo para karahiṁ sanehu biseṣī |maiṁ kari prīti parīchā dekhī ||

jauṁ bidhi janamu dei kari chohū |hohũ rāma siya pūta putohū ||

prāna teṁ adhika rāmu priya moreṁ |tinha keṁ tilaka chobhu kasa toreṁ ||

Tu que falas tão docemente, eu te dei este conselho; nem mesmo em sonhos sinto raiva de ti. Esse é o melhor e mais auspicioso dos dias, o dia em que se cumpre o que dizes. Que o primogênito seja o senhor e os irmãos mais novos servos é a bela tradição da dinastia do Sol. Se a unção de Rama é realmente amanhã, pede-me, amiga, o que teu coração desejar, e eu te darei. Todas as mães são iguais para Rama, como Kausalya, e ele as ama a todas com um afeto natural e espontâneo. Para comigo ele mostra um carinho especial; eu pus à prova e vi seu amor. Se o Criador me concede outro nascimento, que Rama e Sita sejam meu filho e minha nora. Rama me é mais querido que minha vida; por que então a unção dele te causa tal aflição?

Doha 15

भरत सपथ तोहि सत्य कहु परिहरि कपट दुराउ।हरष समय बिसमउ करसि कारन मोहि सुनाउ।।⁠15।।

bharata sapatha tohi satya kahu parihari kapaṭa durāu |haraṣa samaya bisamau karasi kārana mohi sunāu ||⁠15||

Juro-te por Bharata: dize-me a verdade, abandonando todo engano e ocultamento. Em momento de alegria, te afliges; dize-me a razão.

Chaupai 16.1-4

एकहिं बार आस सब पूजी।अब कछु कहब जीभ करि दूजी।।

फोरै जोगु कपारु अभागा।भलेउ कहत दुख रउरेहि लागा।।

कहहिं झूठि फुरि बात बनाई।ते प्रिय तुम्हहि करुइ मैं माई।।

हमहुँ कहबि अब ठकुरसोहाती।नाहिं त मौन रहब दिनु राती।।

करि कुरूप बिधि परबस कीन्हा।बवा सो लुनिअ लहिअ जो दीन्हा।।

कोउ नृप होउ हमहि का हानी।चेरि छाड़ि अब होब कि रानी।।

जारै जोगु सुभाउ हमारा।अनभल देखि न जाइ तुम्हारा।।

तातें कछुक बात अनुसारी।छमिअ देबि बड़ि चूक हमारी।।

ekahiṁ bāra āsa saba pūjī |aba kachu kahaba jībha kari dūjī ||

phorai jogu kapāru abhāgā |bhaleu kahata dukha raurehi lāgā ||

kahahiṁ jhūṭhi phuri bāta banāī |te priya tumhahi karui maiṁ māī ||

hamahũ kahabi aba ṭhakurasohātī |nāhiṁ ta mauna rahaba dinu rātī ||

kari kurūpa bidhi parabasa kīnhā |bavā so lunia lahia jo dīnhā ||

kou nṛpa hou hamahi kā hānī |ceri chāṛi aba hoba ki rānī ||

jārai jogu subhāu hamārā |anabhala dekhi na jāi tumhārā ||

tāteṁ kachuka bāta anusārī |chamia debi baṛi cūka hamārī ||

Todas as minhas esperanças foram cumpridas de uma só vez. Agora, se eu falar de novo, será com uma segunda língua. Minha cabeça desafortunada merece ser esmagada, pois mesmo quando digo o que é bom, és tu que te ofendes. Aqueles que inventam mentiras e as apresentam como verdade te são queridos, mãe, e eu te sou amarga. De agora em diante eu também falarei apenas adulação para agradar ao senhor, ou então guardarei silêncio dia e noite. O destino me fez disforme e me deixou dependente dos outros; colhe-se apenas o que se plantou, o que se recebeu. Que qualquer um seja rei, que perda é para mim? Acaso me tornarei rainha deixando de ser criada? Minha natureza merece ser queimada. Não posso suportar ver nenhum mal vir a ti. Por isso falei um pouco do que era apropriado. Perdoa-me, senhora; minha falta é grande.

Doha 16

गूढ़ कपट प्रिय बचन सुनि तीय अधरबुधि रानि।सुरमाया बस बैरिनिहि सुह्द जानि पतिआनि।।⁠16।।

gūṛha kapaṭa priya bacana suni tīya adharabudhi rāni |suramāyā basa bairinihi suhda jāni patiāni ||⁠16||

Ao ouvir aquelas palavras afetuosas, tão profundas em sua astúcia oculta, a rainha, mulher de mente fraca e superficial, caiu sob o feitiço da ilusão divina, tomou sua inimiga por uma verdadeira amiga e confiou nela.

Chaupai 17.1-4

सादर पुनि पुनि पूँछति ओही।सबरी गान मृगी जनु मोही।।

तसि मति फिरी अहइ जसि भाबी।रहसी चेरि घात जनु फाबी।।

तुम्ह पूँछहु मैं कहत डेराऊँ।धरेउ मोर घरफोरी नाऊँ।।

सजि प्रतीति बहुबिधि गढ़ि छोली।अवध साढ़साती तब बोली।।

प्रिय सिय रामु कहा तुम्ह रानी।रामहि तुम्ह प्रिय सो फुरि बानी।।

रहा प्रथम अब ते दिन बीते।समउ फिरें रिपु होहिं पिंरीते।।

भानु कमल कुल पोषनिहारा।बिनु जल जारि करइ सोइ छारा।।

जरि तुम्हारि चह सवति उखारी।रूँधहु करि उपाउ बर बारी।।

sādara puni puni pū̃chati ohī |sabarī gāna mṛgī janu mohī ||

tasi mati phirī ahai jasi bhābī |rahasī ceri ghāta janu phābī ||

tumha pū̃chahu maiṁ kahata ḍerāū̃ |dhareu mora gharaphorī nāū̃ ||

saji pratīti bahubidhi gaṛhi cholī |avadha sāṛhasātī taba bolī ||

priya siya rāmu kahā tumha rānī |rāmahi tumha priya so phuri bānī ||

rahā prathama aba te dina bīte |samau phireṁ ripu hohiṁ piṁrīte ||

bhānu kamala kula poṣanihārā |binu jala jāri karai soi chārā ||

jari tumhāri caha savati ukhārī |rū̃dhahu kari upāu bara bārī ||

Perguntava-lhe repetidas vezes com respeito, como uma corça enfeitiçada pelo canto de uma caçadora. Sua mente havia mudado como o destino queria, e a criada se regozijava, como se seu golpe tivesse acertado o alvo. «Tu perguntas, mas tenho medo de falar, pois já me foi dado o nome de destruidora de lares.» Tendo preparado suas garantias e moldado e polido suas palavras de muitos modos, o infortunado Saturno de Ayodhya falou. «Ó rainha, disseste que Sita e Rama te são queridos, e é verdade que Rama te é querido.» «Assim foi no princípio; esses dias já passaram. Quando os tempos mudam, até os entes queridos se tornam inimigos.» «O sol é o nutridor da família do lótus, mas se não há água, esse mesmo sol a reduz a cinzas.» «Tua esposa rival deseja arrancar-te pela raiz e queimar-te. Toma alguma medida e cerca teu belo jardim.»

Doha 17

तुम्हहि न सोचु सोहाग बल निज बस जानहु राउ।मन मलीन मुह मीठ नृप राउर सरल सुभाउ।।⁠17।।

tumhahi na socu sohāga bala nija basa jānahu rāu |mana malīna muha mīṭha nṛpa rāura sarala subhāu ||⁠17||

Não te preocupas, confiando na força do amor de teu esposo e crendo o rei inteiramente sob teu domínio. Mas o rei tem a mente corrompida e é doce apenas de boca, enquanto a tua própria natureza é simples e sem artifício.

Chaupai 18.1-4

चतुर गँभीर राम महतारी।बीचु पाइ निज बात सँवारी।।

पठए भरतु भूप ननिअउरें।राम मातु मत जानव रउरें।।

सेवहिं सकल सवति मोहि नीकें।गरबित भरत मातु बल पी कें।।

सालु तुम्हार कौसिलहि माई।कपट चतुर नहिं होइ जनाई।।

राजहि तुम्ह पर प्रेमु बिसेषी।सवति सुभाउ सकइ नहिं देखी।।

रची प्रंपचु भूपहि अपनाई।राम तिलक हित लगन धराई।।

यह कुल उचित राम कहुँ टीका।सबहि सोहाइ मोहि सुठि नीका।।

आगिलि बात समुझि डरु मोही।देउ दैउ फिरि सो फलु ओही।।

catura gãbhīra rāma mahatārī |bīcu pāi nija bāta sãvārī ||

paṭhae bharatu bhūpa naniaureṁ |rāma mātu mata jānava raureṁ ||

sevahiṁ sakala savati mohi nīkeṁ |garabita bharata mātu bala pī keṁ ||

sālu tumhāra kausilahi māī |kapaṭa catura nahiṁ hoi janāī ||

rājahi tumha para premu biseṣī |savati subhāu sakai nahiṁ dekhī ||

racī praṁpacu bhūpahi apanāī |rāma tilaka hita lagana dharāī ||

yaha kula ucita rāma kahũ ṭīkā |sabahi sohāi mohi suṭhi nīkā ||

āgili bāta samujhi ḍaru mohī |deu daiu phiri so phalu ohī ||

A mãe de Rama é astuta e profunda. Encontrando sua oportunidade, ela pôs seus próprios assuntos em ordem. O rei enviou Bharata para a casa de seu avô materno; sabei que isso foi por conselho da mãe de Rama. "Todas as co-esposas me servem bem", disse ela; "apenas a mãe de Bharata é orgulhosa, apoiando-se na força de seu marido." Tu, mãe, és um espinho para Kausalya. Mas ela é hábil em engano, e por isso não o deixa transparecer. O rei tem um amor especial por ti, e pela natureza de esposa rival ela não consegue suportar vê-lo. Ela tramou um plano, ganhou o rei para o seu lado, e fez marcar um dia para a unção de Rama. Esta unção de Rama é adequada para a nossa casa; agrada a todos, e a mim parece muito boa. Mas quando penso no que vem a seguir, tenho medo. Que Deus faça recair o fruto disso sobre a sua própria cabeça.

Doha 18

रचि पचि कोटिक कुटिलपन कीन्हेसि कपट प्रबोधु।कहिसि कथा सत सवति कै जेहि बिधि बाढ़ बिरोधु।।⁠18।।

raci paci koṭika kuṭilapana kīnhesi kapaṭa prabodhu |kahisi kathā sata savati kai jehi bidhi bāṛha birodhu ||⁠18||

Maquinando e tramando com milhões de artimanhas tortuosas, deu a Kaikeyi seu conselho enganoso, e contou centenas de histórias sobre as coesposas, de tal modo que a hostilidade de Kaikeyi crescesse.

Chaupai 19.1-4

भावी बस प्रतीति उर आई।पूँछ रानि पुनि सपथ देवाई।।

का पूछहुँ तुम्ह अबहुँ न जाना।निज हित अनहित पसु पहिचाना।।

भयउ पाखु दिन सजत समाजू।तुम्ह पाई सुधि मोहि सन आजू।।

खाइअ पहिरिअ राज तुम्हारें।सत्य कहें नहिं दोषु हमारें।।

जौं असत्य कछु कहब बनाई।तौ बिधि देइहि हमहि सजाई।।

रामहि तिलक कालि जौं भयऊ।तुम्ह कहुँ बिपति बीजु बिधि बयऊ।।

रेख खँचाइ कहउँ बलु भाषी।भामिनि भइहु दूध कइ माखी।।

जौं सुत सहित करहु सेवकाई।तौ घर रहहु न आन उपाई।।

bhāvī basa pratīti ura āī |pū̃cha rāni puni sapatha devāī ||

kā pūchahũ tumha abahũ na jānā |nija hita anahita pasu pahicānā ||

bhayau pākhu dina sajata samājū |tumha pāī sudhi mohi sana ājū ||

khāia pahiria rāja tumhāreṁ |satya kaheṁ nahiṁ doṣu hamāreṁ ||

jauṁ asatya kachu kahaba banāī |tau bidhi deihi hamahi sajāī ||

rāmahi tilaka kāli jauṁ bhayaū |tumha kahũ bipati bīju bidhi bayaū ||

rekha khãcāi kahaũ balu bhāṣī |bhāmini bhaihu dūdha kai mākhī ||

jauṁ suta sahita karahu sevakāī |tau ghara rahahu na āna upāī ||

Vencida pelo destino, a rainha passou a acreditar nela em seu coração, e a fez jurar um juramento, e lhe pediu de novo que contasse tudo. «Que mais me perguntas? Mesmo agora não compreendeste. Até os animais conhecem o que é bom para eles e o que lhes é contrário. Há uma quinzena os preparativos estão em curso, e só hoje tiveste a notícia de mim. Como e me visto segundo tua regra; não há falta em mim se falo a verdade. Se eu inventar e disser alguma mentira, então que Deus me dê o castigo por isso. Se Rama for ungido amanhã, sabe que o Destino semeou a semente da calamidade para ti. Tracejo uma linha no chão e o digo com toda a força: senhora, serás como uma mosca no leite. Se tu e teu filho aceitardes viver como servos, então podeis ficar nesta casa; não há outro caminho.»

Doha 19

कद्रूँ बिनतहि दीन्ह दुखु तुम्हहि कौसिलाँ देब।भरतु बंदिगृह सेइहहिं लखनु राम के नेब।।⁠19।।

kadrū̃ binatahi dīnha dukhu tumhahi kausilā̃ deba |bharatu baṁdigṛha seihahiṁ lakhanu rāma ke neba ||⁠19||

Como Kadru deu dor a Vinata, assim Kausalya te dará dor. Bharata servirá na prisão, e Lakshmana será o servo de Rama.

Inside Prakarana 2

The dialogue

  • Listenerरसिक-साधक/‘मन’ (मानस-श्रोता समुदाय)

Frequently Asked Questions

परंपरागत मान्यता में अयोध्या काण्ड के इन प्रसंगों का पाठ ‘विवेक-जागरण’ कराता है: मंथरा-कपट और देव-प्रपंच के बीच भी राम-धर्म की स्मृति दृढ़ होती है, गृहस्थ-जीवन में ईर्ष्या/भय से बचने की बुद्धि मिलती है, और ‘प्रसाद-बुद्धि’ (जो हो, राम-इच्छा) का संस्कार बढ़ता है।

सामान्य सत्संग-परंपरा में ‘श्रीराम जय राम जय जय राम’ या ‘राम राम’ नाम-स्मरण को संपुट रूप में रखा जाता है; कुछ परंपराएँ संकट-निवारण हेतु ‘रामचरितमानस’ के प्रसंग-पाठ के साथ ‘हनुमान चालीसा’/‘राम रक्षा स्तोत्र’ जोड़ती हैं, पर यह स्थानीय आचार पर निर्भर है।

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