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Tema principal: invocação de Indra para vitória, proteção e para despertar a força heroica energizada pelo Soma. Subtemas: a oferenda de Soma como alimento e fortalecimento de Indra; quebra de obstáculos e abertura de cercos/encerramentos (motivos de Vṛtra/Namuci/dasyu); proteção partidária: voltar o auxílio de Indra para o patrono e afastá-lo dos rivais; destemor na batalha e êxito marcial por meio do louvor comunitário; Céu e Terra como testemunhas/aliados cósmicos no avanço de Indra; continuidade ritual com os Pitṛs (ancestrais).
AV 20.31 é um indra-stuti em metro jagatī que «atrela» os Haris (corcéis baios) de Indra para que o Vajrin venha rapidamente ao rito e à morada do adorador. Ao louvar Indra como jubiloso com o soma, forte como o ferro e vencedor do prêmio, o hino busca vitória, vitalidade do lar e passagem segura sobre todo durita (infortúnio e perigo). Seu poder é apresentado como um veículo protetor: Indra chega, supera a hostilidade e estabelece ampla força vital (vayas) e força vitoriosa (vāja).
Este indra-stotra de três versos, preservado no Atharvaveda 20 a partir da liturgia rigvédica, atrai Indra dos dois mundos para a prensagem presente do Soma e renova, pelo louvor, a sua exaltação inebriante. Ao tornar Indra «alegre» e plenamente atento a esta oferenda, o hino busca sinais visíveis de prosperidade: lar e domínio seguros, aumento do gado e um esplendor vitorioso, testemunhado pelo sol.
Este breve stotra a Indra (em dicção e métrica em grande parte rigvédicas) revigora a oferenda de soma para que Indra beba, cresça em poder e estenda seu auxílio protetor à casa do sacrificante. Ao ligar a exaltação/embriaguez de Indra (mada) a um culto ordenado, de adoradores conhecedores da verdade na morada de Manu, o hino visa prosperidade, vigor vital e descendência, e também atua como escudo contra ameaças graças ao poder vitorioso de Indra.
AV 20.34 é uma stuti a Indra derivada do Rigveda, enquadrada como hino de proteção e de conquista da vitória: proclama que o triunfo, a firmeza e o rechaço de bandos hostis dependem do auxílio de Indra. Ao rememorar os feitos arquetípicos de Indra — derrubar os inimigos, recusar concessões aos agressores e permanecer «inabalável» —, o hino é usado para fortalecer a causa de um patrono, repelir a pressão adversária e assegurar uma vitória decisiva.
Este hino em triṣṭubh é uma stotra marcial a Indra que arma o mito do abatimento de Vṛtra como força apotropaica: o vajra de Indra é instado a encontrar o «ponto vital» do inimigo e a fender a obstrução, rompendo o impedimento. Ao louvar a grandeza autossoberana de Indra e sua libertação das águas, a sukta também converte a vitória em prosperidade — restaurando o fluxo, a chuva, a riqueza e a vitalidade onde antes prevalecera o bloqueio.
AV 20.36 é uma stuti a Indra em metro triṣṭubh, preservada no Livro 20 do Atharvaveda a partir de uma fonte Ṛgveda e mobilizada no uso atharvânico como encanto de proteção em batalha e de rompimento de obstáculos. Ela louva Indra como o único destinatário verdadeiramente digno das oferendas e como o quebrador irresistível de fortalezas firmes; em seguida, insta-o a chegar depressa com auxílios exclusivos que os inimigos não podem desviar. O poder do hino é apresentado como o próprio poder de Indra: estratégia veloz como o pensamento, força inata e ímpeto audaz que fende a oposição entrincheirada e garante vitória e segurança ao patrono.
AV 20.37 é uma reprise em triṣṭubh de uma Indra-stuti do veio Ṛgvedico, invocando Indra Vajrahasta como rompedor de cercos e matador dos que obstruem (Vṛtra, Namuci, forças dasyu). Ao recapitular seus feitos exemplares —despedaçar fortalezas, subjugar clãs hostis e assegurar a niveśana (assentamento)—, o hino converte louvor e oferendas em proteção, vitória e prosperidade para a comunidade do patrono.
AV 20.38 é um louvor a Indra (Indra-stuti) extraído de material rigvédico, concebido para trazer Indra ao rito, assentá-lo sobre o barhis e assegurar o seu favor por meio de um louvor comunitário intensificado. Ao destacar a oferta de Soma, a legitimidade sacerdotal e a exaltação de muitas vozes (cantores de gāthā, «forjadores» de hinos, «Vozes»), o hino funciona como amplificador de prosperidade e vitória, alinhando os sacrificantes com o poder vitorioso de Indra.
Este breve hino a Indra concentra o poder por meio do louvor, para que o auxílio de Indra se volte exclusivamente para o lado do patrono e se afaste dos povos rivais. Ao recordar a vitória arquetípica de Indra —fazendo sair as vacas e rechaçando Vala— ele enquadra a competição presente como repetição da libertação primordial de riqueza, luz e ímpeto. O próprio stoma é retratado como uma onda impetuosa que apressa a embriaguez de Indra, fazendo com que vitória e ganho «relampejem» para o recitador.
AV 20.40 é uma breve tríade derivada do RV que atrela a destemor indraico e o fulgor ritual a um ato de fogo voltado aos Pitṛ, no qual se faz Svadhā «queimar em sequência», restaurando a continuidade por meio de imagens de re-encarnação. A força do hino está em unir uma potência ritual vitoriosa e sem falhas (makha, sustentada pelas gaṇas de Indra) com a agência transformadora de Agni e de Svadhā, de modo que o rito se torne ao mesmo tempo protetor e produtor de continuidade. Em três movimentos, ele vai da presença manifesta e da radiância partilhada, a um sacrifício que supera, e à combustão decisiva que restabelece o eficaz «Nome sacrificial».
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