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Sukta 5.48
Unclear in isolation; verse imagery suggests a cosmic formative power spreading waters in the cloud (often linked in RV diction to Parjanya/Indra’s rain-action or to a goddess-like māyā-power).
Este breve hino contempla um poder formativo, « māyinī/māyin », que reúne as águas na nuvem e estende o vasto domínio, ao mesmo tempo que evoca a força portadora do raio que ordena o dia e a noite. Ele culmina ao nomear Varuṇa como o poder belamente trajado e de quatro faces, cuja vastidão não pode ser medida; dele, as divindades distributivas e impulsionadoras (Bhaga e Savitṛ) concedem a riqueza desejável.
Mantra 1
कदु प्रियाय धाम्ने मनामहे स्वक्षत्राय स्वयशसे महे वयम् । आमेन्यस्य रजसो यदभ्र आँ अपो वृणाना वितनोति मायिनी ॥
Quando, enfim, voltaremos o pensamento para a morada querida (dhāman) do Grande, que tem por si mesmo soberania e esplendor? Quando a poderosa Tecelã, tomando as águas na nuvem, por sua māyā (māyā) estende o vasto domínio.
Mantra 2
ता अत्नत वयुनं वीरवक्षणं समान्या वृतया विश्वमा रजः । अपो अपाचीरपरा अपेजते प्र पूर्वाभिस्तिरते देवयुर्जनः ॥
Eles estendem a ordenação do saber-agir (vayuna) que sustenta a força heroica; por uma lei comum alargam todo o espaço intermédio (rajas). As águas — umas correndo para a frente, outras para trás — movem-se e ondulam; e o povo que busca os deuses (devayú) avança para além dos limites de outrora.
Mantra 3
आ ग्रावभिरहन्येभिरक्तुभिर्वरिष्ठं वज्रमा जिघर्ति मायिनि । शतं वा यस्य प्रचरन्त्स्वे दमे संवर्तयन्तो वि च वर्तयन्नहा ॥
Com as pedras de prensar — por dias e por noites — o Modelador ergue o mais poderoso Vajra, o raio, ó Māyin. Em cuja própria casa as forças percorrem seus cursos, reunindo os dias e tornando a separá-los.
Mantra 4
तामस्य रीतिं परशोरिव प्रत्यनीकमख्यं भुजे अस्य वर्पसः । सचा यदि पितुमन्तमिव क्षयं रत्नं दधाति भरहूतये विशे ॥
Seu curso eu contemplo — como o golpe de um machado — face a face: sua frente, de forma luminosa. E quando ele deposita o tesouro numa morada rica em sustento, então, para o clã que clama por amparo, ele estabelece a dádiva.
Mantra 5
स जिह्वया चतुरनीक ऋञ्जते चारु वसानो वरुणो यतन्नरिम् । न तस्य विद्म पुरुषत्वता वयं यतो भगः सविता दाति वार्यम् ॥
Ele, com a língua, o de quatro faces, põe-se em movimento; Varuṇa, belamente vestido, empenha-se contra o divisor hostil. Não medimos sua plena virilidade nem sua vastidão; pois dele Bhaga, Savitṛ, concede as riquezas desejáveis.
The hymn’s final verse explicitly names Varuṇa, so Varuṇa is the clearest devatā. Earlier verses use ‘māyinī/māyin’ and rain-thunder imagery that can overlap with Indra/Parjanya language, but the culmination points to Varuṇa’s sovereignty and order.
In this context māyinī is a ‘shaper’ or ‘formative power’—the capacity that skillfully arranges and manifests, pictured as gathering the waters in the cloud and spreading out the wide realm.
Bhaga represents the apportioning of shares and good fortune, and Savitṛ represents the impelling power that sets things in motion. The verse presents their gift-giving as operating from, or grounded in, Varuṇa’s larger sovereignty and order.
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