Rig Veda Sukta 47
Mandala 5Sukta 477 Mantras

Sukta 47

Sukta 5.47

Rishi

Atri (Ātreya tradition) (book 5)

Devata

Ambiguous/poetic: a feminine power (often read as Uṣas or a maternal cosmic principle) and the Pitṛs; hymn moves into ancestral/cosmic imagery

Chandas

Triṣṭubh (probable; confirm in critical edition)

Este breve hino de Atri invoca um misterioso poder cósmico feminino —muitas vezes lido pela imagem de Uṣas (a Aurora) ou de um grande princípio materno— que «desperta» e chama os Pitṛs (Pais/ancestrais) ao seu assento no rito. Em seguida, o hino passa a enigmas cosmológicos concisos (números e «vacas de luz») que descrevem a gestação ordenada do mundo, e encerra com uma prece por bem-estar, firmeza de apoio e passagem segura sob Mitra–Varuṇa, Agni e o vasto Céu.

Mantras

Mantra 1

प्रयुञ्जती दिव एति ब्रुवाणा मही माता दुहितुर्बोधयन्ती । आविवासन्ती युवतिर्मनीषा पितृभ्य आ सदने जोहुवाना ॥

Ela se atrela e avança desde o céu de luz, proferindo a palavra; a grande Mãe desperta sua filha. A jovem donzela do pensamento inspirado, prestando reverência, chama os Pais ao seu assento — convoca as potências ancestrais para firmar em nós o rito.

Mantra 2

अजिरासस्तदप ईयमाना आतस्थिवांसो अमृतस्य नाभिम् । अनन्तास उरवो विश्वतः सीं परि द्यावापृथिवी यन्ति पन्थाः ॥

Céleres, eles vão rumo a esse alvo; firmaram-se no umbigo da imortalidade. Infinitos e amplos, os caminhos movem-se por toda parte, envolvendo Céu e Terra — canais por onde a alma percorre a vasta ordem.

Mantra 3

उक्षा समुद्रो अरुषः सुपर्णः पूर्वस्य योनिं पितुरा विवेश । मध्ये दिवो निहितः पृश्निरश्मा वि चक्रमे रजसस्पात्यन्तौ ॥

O Touro — o oceano, o rubro fulgente, de belas asas — entra no antigo seio do Pai. No meio do céu está posta a pedra salpicada; ela gira e se move, guardando as duas extremidades do espaço do mundo, sustentando os limites para que permaneça a Ordem-verdade (ṛta).

Mantra 4

चत्वार ईं बिभ्रति क्षेमयन्तो दश गर्भं चरसे धापयन्ते । त्रिधातवः परमा अस्य गावो दिवश्चरन्ति परि सद्यो अन्तान् ॥

Quatro o sustentam, trazendo segurança; dez nutrem o embrião para sua vida em movimento. Tríplices são suas vacas supremas de luz; elas percorrem o céu, envolvendo velozes os limites.

Mantra 5

इदं वपुर्निवचनं जनासश्चरन्ति यन्नद्यस्तस्थुरापः । द्वे यदीं बिभृतो मातुरन्ये इहेह जाते यम्या सबन्धू ॥

Esta forma, esta enunciação secreta: nela se movem os homens; os rios ficaram como águas. Quando dois o carregam desde a Mãe, os outros nascem aqui e aqui, como parentes gêmeos. Assim o Uno se mostra dividido no movimento, mas ligado por um parentesco interior de origem.

Mantra 6

वि तन्वते धियो अस्मा अपांसि वस्त्रा पुत्राय मातरो वयन्ति । उपप्रक्षे वृषणो मोदमाना दिवस्पथा वध्वो यन्त्यच्छ ॥

Para ele se estendem os pensamentos e se tecem as obras: as Mães tecem vestes para o filho. Junto ao Touro vigoroso elas se alegram; pelo caminho do céu as noivas avançam até ele.

Mantra 7

तदस्तु मित्रावरुणा तदग्ने शं योरस्मभ्यमिदमस्तु शस्तम् । अशीमहि गाधमुत प्रतिष्ठां नमो दिवे बृहते सादनाय ॥

Que isso se cumpra, ó Mitra e Varuṇa; que isso se cumpra, ó Agni: que isto seja para nós paz e júbilo benfazejo, verdadeiramente digno de louvor. Buscamos base firme e travessia segura; reverência ao Céu vasto e grande, ao grande assento (sādana) da Verdade.

Frequently Asked Questions

The hymn is intentionally poetic: it centers on a feminine awakening power (often interpreted as Uṣas/Dawn or a great Mother principle) and explicitly invokes the Pitṛs (ancestors). It ends by addressing Mitra–Varuṇa and Agni, with homage to the Vast Heaven.

Calling the Pitṛs to the “sadana” means inviting ancestral support and continuity into the ritual space—linking the living sacrificer to lineage, protection, and inherited order (ṛta).

They are symbolic cosmology. The verse compresses creation into measured powers: supporters and nurturers of an ‘embryo’ of becoming, and luminous ‘cows’ (rays/knowledges) moving through heaven to complete and protect the world’s formation.

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