Mahabharata Adhyaya 299
Vana ParvaAdhyaya 29983 Verses

Adhyaya 299

Ajñātavāsa-saṅkalpaḥ — Yudhiṣṭhira’s Resolve and Dhaumya’s Exempla on Concealment

Upa-parva: Ajñātavāsa-prastāna (Preparation for the Thirteenth-Year Concealment)

Vaiśaṃpāyana reports that the Pandavas, having been permitted (abhyanujñāta) in accordance with dharma, sit together with firm vows to announce their intent to undertake the thirteenth year in concealment. They address the forest-dwelling brāhmaṇas and ascetics who are devoted to them, explaining the background of dispossession by the Dhārtarāṣṭras and the necessity of remaining hidden lest hostile rivals (Suyodhana, Karṇa, Śakuni) exploit knowledge of their whereabouts. Yudhiṣṭhira, overwhelmed by grief, briefly loses composure; the brāhmaṇas and brothers console him. Dhaumya then delivers a stabilizing instruction: even great beings have faced adversity and acted in concealment to restrain adversaries, citing exemplary precedents (e.g., Indra’s hidden residence; Viṣṇu’s concealed strategies including Vāmana; other mythic instances of covert action). The counsel reframes concealment as dharmically compatible when used for protection and lawful completion of vows. Bhīma follows by affirming disciplined obedience and readiness, noting the restraint previously exercised despite capability. The brāhmaṇas offer blessings and depart; the Pandavas, with Dhaumya and Draupadī, set out and begin technical deliberation—seated separately as experts in śāstra and counsel, attentive to timing of alliance and conflict (saṃdhi-vigraha-kāla).

Chapter Arc: वन के श्रम में सत्यवान के शरीर पर अचानक विपत्ति उतरती है—लकड़ी चीरते-चीरते पसीना, थकान और सिर में तीव्र वेदना; सावित्री के लिए यह वही घड़ी है जिसकी छाया वह पहले से पहचानती है। → सत्यवान की पीड़ा बढ़ती है; सावित्री दौड़कर आती है, पति का सिर अपनी गोद में रखकर धरती पर बैठ जाती है। जीवन की डोर ढीली पड़ती दिखती है और वन का सन्नाटा मृत्यु की आहट बन जाता है। यमराज प्रकट होकर सावित्री को लौट जाने और और्ध्वदेहिक कर्म करने का आदेश देते हैं—पर सावित्री का धैर्य और वाक्-शक्ति पीछे नहीं हटती। → यम के दिए वरदानों की शर्तों को सावित्री अपने सत्य-वचन और बुद्धि से जीवन-दान में बदल देती है—‘आपने मुझे शतपुत्रता का वर दिया है; पति के बिना वह असंभव है; अतः सत्यवान जीवित हों।’ यम का वचन सत्य सिद्ध होता है और मृत्यु का निर्णय पलट जाता है। → यम संतुष्ट होकर सत्यवान को जीवन लौटाते हैं और सावित्री को अनेक वरदान देकर विदा करते हैं। रात्रि गहराती है; सावित्री सत्यवान से कहती है कि प्रातः सब यथावृत्त बताएगी। सत्यवान का सिर-दर्द उतरता है, वह माता-पिता से मिलने की इच्छा प्रकट करता है और समय से पहले घर लौटने की चिंता करता है। → रात भर वन में ठहरने और भोर में लौटने का संकेत—सत्यवान के माता-पिता को क्या ज्ञात होगा, और सावित्री कल किस प्रकार समस्त घटना सुनाएगी—यह अगले प्रसंग पर टिका रहता है।

Shlokas

Verse 1

#:73:.8 #::3:.7 (0) हि २ 7 सप्तनवर्त्याधिकद्विशततमो< ध्याय: सावित्री और यमका संवाद

Disse Mārkaṇḍeya: Então Satyavān, forte e resoluto, com a esposa como companheira, colheu frutos e encheu um cesto robusto. Depois disso, pôs-se a rachar lenha. A cena, em sua quietude, destaca o dever doméstico e a companhia mútua — atos comuns pelos quais se vive a firmeza e o dharma, pouco antes de se desdobrar a grande prova moral do episódio Sāvitrī–Yama.

Verse 2

तस्य पाटयत: काष्ठ स्वेदो वै समजायत । व्यायामेन च तेनास्य जज्ञे शिरसि वेदना

Enquanto continuava a rachar a lenha, o suor de fato lhe irrompeu; e, por aquele esforço, surgiu-lhe uma dor na cabeça. A narração ressalta como o labor implacável e a tensão naturalmente geram sofrimento no corpo, insinuando a necessidade ética de um esforço com medida e de uma resistência atenta.

Verse 3

सत्यवानुवाच व्यायामेन ममानेन जाता शिरसि वेदना

Disse Satyavān: “Do esforço de hoje ao cortar lenha, nasceu-me uma dor na cabeça. Todo o meu corpo dói, e o meu coração parece arder. Ó amada de fala suave, vejo-me enfermo. É como se alguém me perfurasse a cabeça com agudas pontas. Ó auspiciosa, agora desejo dormir; já não tenho forças para permanecer de pé.”

Verse 4

अड्जनि चैव सावित्रि हृदयं दूयतीव च । अस्वस्थमिव चात्मानं॑ लक्षये मितभाषिणि

Mārkaṇḍeya disse: “Hoje, ó Sāvitrī, meu coração parece arder, e percebo-me enfermo, ó tu de fala suave.” (No contexto da narrativa, Satyavān então diz a Sāvitrī que, pelo labor de cortar lenha, sua cabeça dói, seus membros padecem, seu coração se sente como que chamuscado, e ele deseja deitar-se, sem forças para ficar de pé — prenúncio da crise que porá à prova o dharma e a devoção inabalável de Sāvitrī.)

Verse 5

शूलैरिव शिरो विद्धमिदं संलक्षयाम्यहम्‌ । तत्‌ स्वप्तुमिच्छे कल्याणि न स्थातु शक्तिरस्ति मे

“Sinto como se a minha cabeça tivesse sido perfurada por agudas pontas. Vendo-me assim, ó auspiciosa, desejo deitar-me e dormir; já não tenho forças para permanecer de pé.”

Verse 6

सा समासाद्य सावित्री भर्तारमुपगम्य च । उत्सड्रेडस्य शिर: कृत्वा निषसाद महीतले,यह सुनकर सावित्री शीघ्र अपने पतिके पास आयी और उनका सिर गोदीमें लेकर पृथ्वीपर बैठ गयी

Ao ouvir isso, Sāvitrī apressou-se e alcançou o marido. Aproximou-se, colocou-lhe a cabeça sobre o seu regaço e sentou-se no chão — um gesto de cuidado firme e de devoção de esposa diante da perda iminente.

Verse 7

ततः सा नारदवचो विमृशन्ती तपस्विनी । त॑ मुहूर्त क्षणं वेलां दिवसं च युयोज ह,फिर वह तपस्विनी राजकन्या नारदजीकी बात याद करके उस मुहूर्त, क्षण, समय और दिनका योग मिलाने लगी

Então aquela donzela asceta, refletindo nas palavras de Nārada, começou a calcular e a alinhar o momento auspicioso—medindo o muhūrta, o instante, o tempo apropriado e o dia—para que seu próximo ato estivesse de acordo com o tempo correto e com uma determinação disciplinada.

Verse 8

मुहूतदिव चापश्यत्‌ पुरुष॑ रक्तवाससम्‌ । बद्धमौलिं वपुष्मन्तमादित्यसमतेजसम्‌

Disse Mārkaṇḍeya: “Após o que pareceu ser apenas um instante, ela viu surgir um homem divino—vestido de vermelho, com a cabeça cingida como por um diadema, de porte vigoroso e fulgurando com um brilho igual ao do sol.”

Verse 9

श्यामावदातं रक्ताक्ष॑ं पाशहस्तं भयावहम्‌ । स्थितं सत्यवत: पारश्व निरीक्षन्तं तमेव च

Mārkaṇḍeya disse: “Ela viu uma figura divina e terrível de pé ao lado de Satyavān—de corpo escuro e, ainda assim, radiante; de olhos vermelhos; com um laço na mão—fitando Satyavān repetidas vezes.”

Verse 10

त॑ दृष्टवा सहसोत्थाय भर्तुन्यस्य शनै: शिर: । कृताञ्जलिर्वाचार्ता हृदयेन प्रवेपती

Ao vê-lo, Sāvitrī ergueu-se de imediato. Com delicadeza, pousou a cabeça do marido e, com as mãos postas em reverência, falou com a voz sufocada pela aflição, o coração a tremer.

Verse 11

सावित्रयुवाच दैवतं त्वाभिजानामि वपुरेतद्धयमानुषम्‌ | कामया ब्रूहि देवेश कस्त्वं कि चिकीर्षसि

Sāvitrī disse: “Reconheço que és uma divindade, pois este corpo não é como o dos homens. Ó Senhor dos deuses, se assim desejares, dize-me: quem és tu e o que pretendes fazer?”

Verse 12

यम उवाच पतिव्रतासि सावित्रि तथैव च तपो<न्विता । अतस्त्वामभिभाषामि विद्धि मां त्वं शुभे यमम्‌

Yama disse: “Sāvitrī, és firme na fidelidade conjugal e igualmente dotada de poder ascético. Por isso posso falar contigo. Ó auspiciosa, sabe que eu sou Yama, o Senhor da Morte.”

Verse 13

अयं ते सत्यवान्‌ भर्ता क्षीणायु: पार्थिवात्मज: । नेष्यामि तमहं बद्ध्वा विद्धयेतन्मे चिकीर्षितम्‌

“Este Satyavān —teu esposo, filho do rei— chegou ao fim do tempo de vida que lhe foi destinado. Eu o amarrarei e o levarei. Sabe que é isso o que pretendo fazer.”

Verse 14

सावित्रयुवाच श्रूयते भगवन्‌ दूतास्तवागच्छन्ति मानवान्‌ । नेतुं किल भवान्‌ कस्मादागतो<सि स्वयं प्रभो

Sāvitrī disse: “Ó Senhor bendito, ouve-se que são os teus mensageiros que vêm levar os seres humanos. Por que, então, vieste tu mesmo aqui, ó Soberano?”

Verse 15

मार्कण्डेय उवाच इत्युक्त: पितृराजस्तां भगवान्‌ स्वचिकीर्षितम्‌ | यथावत्‌ सर्वमाख्यातुं तत्प्रियार्थ प्रचक्रमे

Markandeya disse: “Assim interpelado, o bem-aventurado Yama, rei dos que partiram, começou a explicar—com verdade e por inteiro—toda a sua intenção, a fim de conceder-lhe aquilo que lhe era querido.”

Verse 16

अयं च धर्मसंयुक्तो रूपवान्‌ गुणसागर: । नाहों मत्पुरुषैनेतुमतो5स्मि स्वयमागत:

“Este homem é dotado de dharma—belo e um oceano de virtudes. Não é próprio que seja levado pelos meus servidores; por isso vim eu mesmo.”

Verse 17

ततः सत्यवत: कायात्‌ पाशबद्ध॑ वशं गतम्‌ । अड्गुष्ठमात्रं पुरुषं निश्चकर्ष यमो बलात्‌,तदनन्तर यमराजने सत्यवानके शरीरसे पाशमें बँधे हुए अंगुष्ठमात्र परिमाणवाले विवश हुए जीवको बलपूर्वक खींचकर निकाला

Então Yama, pela força, arrancou do corpo de Satyavān a Pessoa do tamanho de um polegar — o princípio vital, atado e impotente, preso no seu laço. A cena evidencia o poder nu da Morte sobre a vida encarnada, ao mesmo tempo que prepara o contraponto moral: a retidão firme e a resolução devotada que desafiarão essa aparente inevitabilidade.

Verse 18

ततः: समुद्धृतप्राणं गतश्वासं हतप्रभम्‌ । निर्विचेष्ट शरीरं तद्‌ बभूवाप्रियदर्शनम्‌,फिर तो प्राण निकल जानेसे उसकी साँस बंद हो गयी--अंगकान्ति फीकी पड़ गयी और शरीर निश्रेष्ट होकर अपरूप दिखायी देने लगा

Então, ao ser-lhe arrancada a vida, cessou-lhe a respiração; extinguiu-se-lhe o brilho. Aquele corpo, agora imóvel e despojado de vitalidade, tornou-se uma visão dolorosa — imagem de quão depressa o esplendor do corpo desaba quando a força vital se retira.

Verse 19

यमस्तु त॑ं ततो बद्ध्वा प्रयातो दक्षिणामुख: । सावित्री चैव दुःखार्ता यममेवान्वगच्छत । नियमव्रतसंसिद्धा महाभागा पतिव्रता

Disse Mārkaṇḍeya: Yama, tendo amarrado aquela alma, partiu voltado para o sul, levando-a consigo. Sāvitrī, tomada pela dor, seguiu o próprio Yama passo a passo. Aquela princesa supremamente afortunada —firme na fidelidade conjugal (pativratā)— havia-se aperfeiçoado por meio de disciplinas, observâncias e votos; por isso podia avançar sem impedimento aonde quer que escolhesse.

Verse 20

यम उवाच निवर्त गच्छ सावित्रि कुरुष्वास्यौर्ध्वदेहिकम्‌ कृतं भर्तुस्त्वया5<नृण्यं यावद्‌ गम्यं गतं त्वया

Yama disse: “Volta, Sāvitrī. Realiza por ele os ritos devidos após a morte (antyeṣṭi). Já quitaste a dívida que devias ao teu esposo; acompanhaste-o até onde uma esposa está obrigada a ir.”

Verse 21

सावित्रयुवाच यत्र मे नीयते भर्ता स्वयं वा यत्र गच्छति । मया च तत्र गन्तव्यमेष धर्म: सनातन:

Sāvitrī disse: “Para onde quer que meu esposo seja levado, ou para onde ele vá por sua própria vontade, para lá também devo ir. Esta é a lei eterna do dharma.”

Verse 22

तपसा गुरुभवत्या च भर्तुः स्नेहाद्‌ ब्रतेन च । तव चैव प्रसादेन न मे प्रतिहता गति:,तपस्या, गुरुभक्ति, पतिप्रेम, व्रतपालन तथा आपकी कृपासे मेरी गति कहीं भी रुक नहीं सकती

Yama disse: “Pela tua austeridade, pelo teu serviço reverente aos mais velhos, pelo teu amor ao teu esposo e pela tua fiel observância dos votos—e também pela tua graça—meu curso não pode ser impedido em lugar algum.”

Verse 23

प्राहु: साप्तपदं मैत्रं बुधास्तत्त्वार्थदर्शिन: । मित्रतां च पुरस्कृत्य किज्चिद्‌ वक्ष्यामि तच्छुणु

Os sábios que veem a verdade dizem: “Basta caminhar juntos sete passos para que se estabeleça a amizade.” Tendo essa amizade em vista, direi algo a ti; escuta.

Verse 24

नानात्मवन्तस्तु वने चरन्ति धर्म च वासं च परिश्रमं च । विज्ञानतो धर्ममुदाहरन्ति तस्मात्‌ सन्‍्तो धर्ममाहु: प्रधानम्‌

Yama disse: “Aqueles cujo eu interior está disperso—que não dominaram mente e sentidos—não conseguem sustentar de fato a vida na floresta: nem a conduta justa, nem a morada disciplinada (como na casa do mestre), nem a austeridade de suportar a fadiga. Só os que têm autocontrole são capazes disso. Os sábios, por discernimento, declaram o que é o dharma; por isso os bons e nobres têm o dharma como princípio supremo.”

Verse 25

एकस्य धर्मेण सता मतेन सर्वे सम त॑ मार्गमनुप्रपन्ना: । मा वै द्वितीयं मा तृतीयं च वाउ्छे तस्मात्‌ सन्‍्तो धर्ममाहु: प्रधानम्‌

Yama disse: “Ao aderir ao único dharma, aprovado pelos bons e tido por correto, todos alcançam o mesmo caminho—o caminho do verdadeiro entendimento, objetivo comum. Portanto, não se deve cobiçar um ‘segundo’ ou ‘terceiro’ estado. Por isso os virtuosos declaram o dharma como supremo.”

Verse 26

सो$भिगम्य प्रियां भार्यामुवाच श्रमपीडित: । लकड़ी चीरते समय परिश्रमके कारण उनके शरीरसे पसीना निकल आया और उसी परिश्रमसे उनके सिरमें दर्द होने लगा। तब वे श्रमसे पीड़ित हो अपनी प्यारी पत्नीके पास जाकर बोले--

Exausto pelo esforço, ele foi até sua amada esposa e falou. Então Yama disse: “Volta, ó irrepreensível. Estou grandemente satisfeito com tua fala—bem formada em vogais, sílabas, consoantes e em sólido raciocínio. Pede-me aqui um dom; exceto a vida de Satyavān, conceder-te-ei tudo, ó mulher sem mácula.”

Verse 27

सावित्रयुवाच च्युत: स्वराज्याद्‌ वनवासमाश्रितो विनष्टचक्षु: श्वशुरो ममाश्रमे । स लब्धचक्षुर्बलवान्‌ भवेन्नूप- स्तव प्रसादाज्ज्वलनार्कसंनिभ:

Sāvitrī disse: “Ó Senhor bem-aventurado, meu sogro, tendo caído do seu próprio reino, refugiou-se na vida da floresta e vive no meu eremitério. Sua visão foi destruída. Pela tua graça, que esse rei recupere a vista e se torne forte, radiante como o fogo e o sol.”

Verse 28

यम उवाच ददानि ते5हं तमनिन्दिते वरं यथा त्वयोक्तंभविता च तत्‌ तथा । तवाध्वना ग्लानिमिवोपलक्षये निवर्त गच्छस्व न ते श्रमो भवेत्‌

Yama disse: “Ó irrepreensível, concedo-te esse dom. Exatamente como disseste, assim acontecerá. Posso ver, por assim dizer, o cansaço trazido pela tua jornada. Volta e vai—para que nenhum esforço maior te acometa.”

Verse 29

सावित्रयुवाच श्रम: कुतो भर्त्‌समीपतो हि मे यतो हि भर्ता मम सा गतिर्धुवा । यतः पतिं नेष्यसि तत्र मे गति: सुरेश भूयश्व वचो निबोध मे

Sāvitrī disse: “Como poderia haver cansaço para mim, estando eu perto do meu esposo? Onde estiver meu marido, esse é o meu rumo certo e o meu destino. Para qualquer lugar a que conduzas o meu senhor, para esse mesmo lugar é inevitável que eu vá também. Ó Senhor dos deuses, ouve mais uma vez as minhas palavras.”

Verse 30

सतां सकृत्संगतमीप्सितं परं ततः परं मित्रमिति प्रचक्षते । न चाफल सत्पुरुषेण सड़तं ततः सतां सन्निवसेत्‌ समागमे

Yama disse: “Mesmo um único encontro com os virtuosos é sumamente desejável; e maior ainda, dizem, é conquistar o virtuoso como amigo. A convivência com uma pessoa boa nunca é infrutífera; por isso, deve-se morar perto dos virtuosos e permanecer em sua companhia.”

Verse 31

यम उवाच मनो<नुकूलं बुधबुद्धिवर्धनं त्वया यदुक्तं वचन हिताश्रयम्‌ । विना पुन: सत्यवतो<स्य जीवितं वरं द्वितीयं वरयस्व भामिनि

Yama disse: “As palavras que proferiste agradam ao meu coração, assentam no bem de todos e ainda aprofundam o entendimento dos sábios. Portanto, ó nobre senhora, escolhe um segundo dom—mas escolhe-o sem pedir a vida deste Satyavān.”

Verse 32

सावित्रयुवाच ह्वतं पुरा मे श्वशुरस्य धीमतः स्वमेव राज्यं लभतां स पार्थिव: । जह्यात्‌ स्वधर्म न च मे गुरुर्यथा द्वितीयमेतद्‌ वरयामि ते वरम्‌

Sāvitrī disse: “Que meu sábio sogro, a quem há muito foi tomado o seu próprio reino, recupere exatamente essa soberania. E que meu venerável ancião—meu guru, o rei Dyumatsena—jamais abandone o seu dharma. Esta é a segunda dádiva que escolho de ti.”

Verse 33

यम उवाच स्वमेव राज्यं प्रतिपत्स्यते5चिरा- न्नच स्वधर्मात्‌ परिहास्यते नृपः । कृतेन कामेन मया नृपात्मजे निवर्त गच्छस्व न ते श्रमो भवेत्‌

Yama disse: “Depois de muito tempo, o rei certamente retomará o seu próprio reino, e jamais se desviará do seu dever justo, o dharma. Princesa, por mim teu desejo já foi cumprido. Volta e segue teu caminho, para que nenhum cansaço te sobrevenha.”

Verse 34

सावित्रयुवाच प्रजास्त्वयैता नियमेन संयता नियम्य चैता नयसे निकामया । ततो यमत्वं तव देव विश्रुतं निबोध चेमां गिरमीरितां मया

Sāvitrī disse: “Ó deus, tu manténs estes seres contidos pela lei e pela disciplina; tendo-os regulado, conduzes cada um, segundo a tua vontade, aos seus respectivos reinos. Por isso tua condição de ‘Yama’—o Regulador—tornou-se célebre em toda parte. Agora ouve as palavras que eu digo.”

Verse 35

अद्रोह: सर्वभूतेषु कर्मणा मनसा गिरा । अनुग्रहश्न दानं च सतां धर्म: सनातन:,मन, वाणी और क्रियाद्वारा किसी भी प्राणीसे द्रोह न करना, सबपर दयाभाव बनाये रखना और दान देना यह साधु पुरुषोंका सनातन धर्म है

Yama declara: “O dharma atemporal dos virtuosos é este: não guardar malícia contra nenhum ser vivo—nem por atos, nem por pensamentos, nem por palavras—e manter um espírito de compaixão e benevolência, expresso sobretudo pela generosidade e pela dádiva.”

Verse 36

एवंप्रायश्न॒ लोको<यं मनुष्या: शक्तिपेशला: । सन्तस्त्वेवाप्यमित्रेषु दयां प्राप्तेषु कुर्वते

“Assim é, na maior parte, este mundo: os seres humanos têm vida breve, e sua fragilidade é bem conhecida. Contudo, os verdadeiramente bons—mesmo para com inimigos—mostram compaixão por aqueles que vêm buscar refúgio. Como, então, não haveríamos de ter compaixão de gente humilde como eu?”

Verse 37

यम उवाच पिपासितस्येव भवेद्‌ यथा पय- स्तथा त्वया वाक्यमिदं समीरितम्‌ | विना पुन: सत्यवतो<स्य जीवितं वरं वृणीष्वेह शुभे यदिच्छसि

Yama disse: “Ó senhora auspiciosa, assim como a água traz deleite a quem está ressequido de sede, do mesmo modo tuas palavras, aqui proferidas, deram-me profunda satisfação. Portanto, à parte a vida de Satyavān, escolhe aqui qualquer outro dom—o que desejares.”

Verse 38

सावित्रयुवाच ममानपत्य: पृथिवीपति: पिता भवेत्‌ पितु: पुत्रशतं तथौरसम्‌ | कुलस्य सन्‍्तानकरं च यद्‌ भवेत्‌ तृतीयमेतद्‌ वरयामि ते वरम्‌

Savitri disse: “Senhor, meu pai, rei da terra, não tem filhos. Concede-lhe cem filhos varões—herdeiros legítimos—para que nossa linhagem prossiga. Este é o terceiro dom que escolho de ti.”

Verse 39

यम उवाच कुलस्य सन्तानकरं सुवर्चसं शतं सुतानां पितुरस्तु ते शुभे । कृतेन कामेन नराधिपात्मजे निवर्त दूरं हि पथस्त्वमागता

Yama disse: “Ó princesa auspiciosa, que teu pai tenha cem filhos radiantes que levem adiante a linhagem. Teu desejo foi cumprido, ó filha de rei. Agora volta—pois, de fato, vieste muito longe do caminho.”

Verse 40

सावित्रयुवाच न दूरमेतन्मम भर्तूसंनिधौ मनो हि मे दूरतरं प्रधावति । अथ व्रजन्नेव गिरं समुद्यतां मयोच्यमानां शृणु भूय एव च

Savitri disse: “Senhor, isto não é longe para mim, pois estou junto de meu esposo. Na verdade, minha mente corre ainda mais longe. Portanto, mesmo enquanto segues teu caminho, ouve mais uma vez as palavras que estou prestes a dizer.”

Verse 41

विवस्वतस्त्वं तनय: प्रतापवां- स्ततो हि वैवस्वत उच्यसे बुध: । समेन धर्मेण चरन्ति ता: प्रजा- स्ततस्तवेहेश्वर धर्मराजता

Yama disse: “Tu és o poderoso filho de Vivasvān (o Sol); por isso os sábios te chamam ‘Vaivasvata’. E porque te moves entre todos os seres com dharma imparcial—tratando e julgando os súditos sem favorecimento, segundo a retidão—por isso, ó Senhor, és conhecido aqui como Dharmarāja, rei e juiz do dharma.”

Verse 42

आत्मन्यपि न विश्वासस्तथा भवति सत्सु यः । तस्मात्‌ सत्सु विशेषेण सर्व: प्रणयमिच्छति

Nem mesmo em si próprio surge uma confiança como a que se deposita nos verdadeiramente bons e santos. Por isso, todos buscam especialmente o afeto e o vínculo amoroso com os virtuosos, pois a sua integridade torna-se refúgio para os demais.

Verse 43

सौद्दात्‌ सर्वभूतानां विश्वासो नाम जायते । तस्मात्‌ सत्सु विशेषेण विश्वासं कुरुते जन:

Da boa vontade e da cordialidade nasce aquilo a que se chama confiança entre todos os seres vivos. Por isso as pessoas depositam a sua confiança—de modo especial e mais firme—nos virtuosos, pois neles se encontram a harmonia e a benevolência.

Verse 44

यम उवाच उदादह्वतं ते वचन यदड्ने शुभे न तादृक्‌ त्वदते श्रुतं मया । अनेन तुष्टो5स्मि विनास्य जीवितं वरं चतुर्थ वरयस्व गच्छ च

Yama disse: “Ó senhora auspiciosa, as palavras que hoje proferiste são tais que nunca as ouvi de ninguém senão de ti. Estou grandemente satisfeito. Escolhe um quarto dom—qualquer coisa exceto a vida de Satyavān—e então parte daqui.”

Verse 45

सावित्रयुवाच ममात्मजं सत्यवतस्तथौरसं भवेदुभाभ्यामिह यत्‌ कुलोद्वहम्‌ । शतं सुतानां बलवीर्यशालिना- मिदं चतुर्थ वरयामि ते वरम्‌

Sāvitrī disse: “Que eu e Satyavān geremos aqui um filho legítimo—na verdade, cem filhos—que sustentem e façam prosperar a nossa linhagem, dotados de força e vigor heroico. Este é o quarto dom que escolho de ti.”

Verse 46

यम उवाच शतं सुतानां बलवीर्यशालिनां भविष्यति प्रीतिकरं तवाबले । परिश्रमस्ते न भवन्नपात्मजे निवर्त दूरं हि पथस्त्वमागता

Yama disse: “Ó meiga, terás cem filhos, dotados de força e bravura heroica—filhos que serão para ti fonte de alegria. Ó princesa, volta agora, para que não te fatigues; afastaste-te muito do caminho devido.”

Verse 47

सावित्रयुवाच सतां सदा शाश्चवतधर्मवृत्ति: सन्‍्तो न सीदन्ति न च व्यथन्ति । सतां सद्भि्नाफल: सड़मो<स्ति सद्धभयो भयं नानुवर्तन्ति सन्त:

Savitri disse: “A conduta dos verdadeiramente bons está sempre, sem vacilar, enraizada no dharma. Tais nobres não afundam no desalento nem são abalados pela aflição. Para os virtuosos, a convivência com os virtuosos nunca é estéril; e os bons não seguem o medo quando estão na presença dos bons.”

Verse 48

सन्‍्तो हि सत्येन नयन्ति सूर्य सन्‍्तो भूमिं तपसा धारयन्ति | सन्‍्तो गतिर्भूतभव्यस्य राजन्‌ सतां मध्ये नावसीदन्ति सन्त:

Yama disse: “Pois são os bons e santos que, pela verdade, guiam o curso do sol; são os bons que, pela austeridade, sustentam a terra. Ó rei, os justos são refúgio e caminho orientador do que foi e do que ainda há de ser. Vivendo entre os virtuosos, os próprios virtuosos não afundam na tristeza.”

Verse 49

आर्यजुष्टमिदं वृत्तमिति विज्ञाय शाश्वतम्‌ | सन्त: परार्थ कुर्वाणा नावेक्षन्ति परस्परम्‌

Yama disse: “Sabendo que esta é a conduta eterna, aprovada e praticada pelos nobres, os bons agem em favor dos outros; não se olham uns aos outros com interesse próprio, nem medem seus tratos pelo ganho pessoal.”

Verse 50

न च प्रसाद: सत्पुरुषेषु मोघो न चाप्यर्थो नश्यति नापि मान: । यस्मादेतन्नियतं सत्सु नित्यं तस्मात्‌ सन्‍्तो रक्षितारों भवन्ति

Yama disse: “Entre os verdadeiramente bons, nenhum favor gracioso é desperdiçado; nem o ganho legítimo perece, nem a honra é diminuída. Como estas três coisas—graça, benefício e honra—permanecem infalivelmente entre os virtuosos, os bons tornam-se protetores do mundo inteiro.”

Verse 51

यम उवाच यथा यथा भाषसि धर्मसंहितं मनोअ<नुकूलं सुपद॑ महार्थवत्‌ | तथा तथा मे त्वयि भक्तिरुत्तमा वरं वृणीष्वाप्रतिमं पतिव्रते

Yama disse: “Ó esposa fiel, devotada ao teu marido! Quanto mais me falas palavras em harmonia com o dharma—agradáveis à mente, ornadas de expressões bem escolhidas e ricas em sentido profundo—tanto mais cresce em mim a mais alta benevolência e devoção por ti. Portanto, escolhe de mim uma dádiva incomparável.”

Verse 52

सावित्रयुवाच न ते5पवर्ग: सुकृताद्‌ विनाकृत- स्तथा यथान्येषु वरेषु मानद । वरं वृणे जीवतु सत्यवानयं यथा मृता होवमहं पतिं विना

Sāvitrī disse: “Ó doador de honra, a dádiva que me concedeste — a descendência — não pode frutificar sem o vínculo meritório de um matrimônio justo. Este último dom não é como os outros. Por isso escolho novamente este dom: que Satyavān viva. Pois, sem meu senhor, sou como morta.”

Verse 53

न कामये भर्तृविनाकृता सुखं न कामये भर्त॒विनाकृता दिवम्‌ । न कामये भर्तविनाकृता श्रियं न भर्तहीना व्यवसामि जीवितुम्‌

Ela disse: “Não desejo felicidade se ela for obtida sem meu esposo. Não desejo nem mesmo o céu se for alcançado sem meu esposo. Não desejo prosperidade se for desfrutada sem meu esposo. De fato, sem meu esposo eu nem sequer me resolvo a continuar vivendo.”

Verse 54

वरातिसर्ग: शतपुत्रता मम त्वयैव दत्तो ह्वियते च मे पति: । वरं वृणे जीवतु सत्यवानयं तवैव सत्यं वचनं भविष्यति

“Tu mesmo me concedeste o dom de ter cem filhos, e tu mesmo estás levando meu esposo para outro lugar. Por isso peço este dom: que Satyavān viva; assim a tua própria palavra será verdadeira.”

Verse 55

मार्कण्डेय उदाच तथेत्युक्त्वा तु तं पाश मुक्त्वा वैवस्वतो यम: । धर्मराज: प्रह्ृष्टात्मा सावित्रीमिदमब्रवीत्‌

Mārkaṇḍeya disse: “Tendo dito ‘Assim seja’, Vaivasvata Yama o libertou do laço. Então Dharmarāja Yama, com o coração cheio de alegria, dirigiu estas palavras a Sāvitrī.”

Verse 56

मार्कण्डेयजी कहते हैं--युधिष्ठिर! तदनन्तर “तथास्तु” कहकर सूर्यपुत्र धर्मराज यमने सत्यवानका बन्धन खोल दिया और प्रसन्नचित्त होकर सावित्रीसे इस प्रकार कहा-- एष भटद्रे मया मुक्तो भर्ता ते कुलनन्दिनि । (तोषितो<हं त्वया साध्थवि वाक्यैर्थर्मार्थसंहितै: ।) अरोगस्तव नेयश्न सिद्धार्थ: स भविष्यति

Mārkaṇḍeya disse: “Yudhiṣṭhira, então, dizendo ‘Tathāstu — assim seja’, Yama — filho do Sol e senhor do Dharma — desfez os laços de Satyavān. Com o coração satisfeito, falou a Sāvitrī: ‘Nobre senhora, por mim foi libertado teu esposo. Ó alegria de tua linhagem, fiquei plenamente satisfeito com tuas palavras, unidas ao dharma e ao reto propósito. Ó virtuosa, Satyavān estará livre de enfermidade, terá seus intentos cumpridos e será digno de que o conduzas de volta.’”

Verse 57

चतुर्वर्षशतायुश्च त्वया सार्धमवाप्स्यति । इष्ट्वा यज्जैश्व धर्मेण ख्यातिं लोके गमिष्यति

Yama disse: “Vivendo em tua companhia, ele alcançará uma vida de quatrocentos anos. Tendo adorado o Senhor por meio de sacrifícios e pela prática firme do dharma, ele seguirá adiante como alguém célebre em todo o mundo.”

Verse 58

त्वयि पुत्रशतं चैव सत्यवान्‌ जनयिष्यति । ते चापि सर्वे राजान: क्षत्रिया: पुत्रपौत्रिण:,'सत्यवान्‌ तेरे गर्भसे सौ पुत्र उत्पन्न करेगा और वे सभी राजकुमार राजा होनेके साथ ही पुत्र-पौत्रोंसे सम्पन्न होंगे

Yama disse: “Por teu intermédio, Satyavān gerará cem filhos. Todos eles serão kṣatriyas e reis, e cada um será abençoado com filhos e netos.”

Verse 59

ख्यातास्त्वन्नामधेयाश्व॒ भविष्यन्तीह शाश्वृता: । पितुश्न ते पुत्रशतं भविता तव मातरि

Yama disse: “Aqui neste mundo, aqueles (filhos) que trouxerem o teu nome tornar-se-ão famosos para sempre. Além disso, de teu pai nascerão cem filhos no ventre de tua mãe.”

Verse 60

मालव्यां मालवा नाम शाश्रचताः पुत्रपौत्रिण: । भ्रातरस्ते भविष्यन्ति क्षत्रियास्त्रिदशोपमा:

Yama disse: “Por terem nascido de tua mãe, Mālavī, serão para sempre conhecidos pelo nome de ‘Mālava’. Teus irmãos serão kṣatriyas, plenos de filhos e netos, e resplandecerão com um brilho semelhante ao dos deuses.”

Verse 61

एवं तस्यै वरं दत्त्वा धर्मराज: प्रतापवान्‌ । निवर्तयित्वा सावित्रीं सस्‍्वमेव भवनं ययौ,सावित्रीको इस प्रकार वरदान दे प्रतापी धर्मराज उसे लौटाकर अपने लोकको चले गये

Assim, depois de conceder a Savitrī o dom, o poderoso Dharmarāja (Yama) fez com que ela voltasse, e então partiu para a sua própria morada.

Verse 62

सावित्र्यपि यमे याते भर्तारें प्रतिलभ्य च । जगाम तत्र यत्रास्या भर्तु: शावं कलेवरम्‌,यमराजके चले जानेपर सावित्री अपने पतिको पाकर उसी स्थानपर गयी; जहाँ पतिका मृत शरीर पड़ा था

Quando Yama já havia partido, Sāvitrī, tendo recuperado o esposo, voltou ao mesmo lugar onde jazia o corpo inerte de seu marido.

Verse 63

सा भूमौ प्रेक्ष्य भर्तारमुपसुत्योपगृह च । उत्सड़े शिर आरोप्य भूमावुपविवेश ह,वह पृथ्वीपर अपने पतिको पड़ा देख उनके पास गयी और पृथ्वीपर बैठ गयी, फिर पतिको उठाकर उसने उनके मस्तकको गोदीमें रख लिया

Ao ver o esposo estendido no chão, correu até ele e o abraçou. Depois, colocando-lhe a cabeça sobre o colo, sentou-se na terra.

Verse 64

संज्ञां चस पुनर्लब्ध्वा सावित्रीम भ्यभाषत । प्रोष्यागत इव प्रेम्णा पुन: पुनरुदीक्ष्य वै

Tendo recobrado a consciência, ele se dirigiu a Sāvitrī. Como um homem que retorna após longa ausência, fitou-a repetidas vezes com amor afetuoso e então falou.

Verse 65

सत्यवानुवाच सुचिरं बत सुप्तो5स्मि किमर्थ नावबोधित: । क्व चासौ पुरुष: श्यामो यो5सौ मां संचकर्ष ह

Satyavān disse: “Ai, amada, dormi por muito tempo. Por que não fui despertado? E onde está aquele homem de tez escura, o que me arrastou?”

Verse 66

सावित्रयुवाच सुचिरं त्वं प्रसुप्तोडसि ममाड्के पुरुषर्षभ । गत: स भगवान्‌ देव: प्रजासंयमनो यम:

Sāvitrī disse: “Ó melhor dos homens, dormiste por muito tempo sobre o meu colo. Aquele homem de tez escura era Yama, o Senhor divino que refreia e regula os seres; e agora ele partiu.”

Verse 67

विश्रान्तोडसि महाभाग विनिद्रश्न नृपात्मज । यदि शकक्‍्यं समुन्तिष्ठ विगाढां पश्य शर्वरीम्‌

Yama disse: “Ó príncipe afortunado, já repousaste, e o teu sono também passou. Se és capaz, ergue-te agora e olha— a noite tornou-se profunda e densamente escura.”

Verse 68

मार्कण्डेय उदाच उपलभ्य तत: संज्ञां सुखसुप्त इवोत्थित: । दिश: सर्वा वनान्तांश्व निरीक्ष्योवाच सत्यवान्‌

Mārkaṇḍeya disse: “Então, recobrando a consciência, Satyavān ergueu-se como se tivesse dormido em paz. Olhando ao redor—para todas as direções e para as bordas da floresta—ele falou…”

Verse 69

फलाहारो<स्मि निष्क्रान्तस्त्वया सह सुमध्यमे । ततः पाटयत: काष्ठं शिरसो मे रुजाभवत्‌

“Ó mulher de cintura esbelta, saí de casa contigo para colher frutos. Depois, enquanto rachava lenha, surgiu-me uma dor intensa na cabeça.”

Verse 70

शिरोऊ5भितापसंतप्त: स्थातुं चिरमशवनुवन्‌ । तवोत्सज्ले प्रसुप्तो5स्मि इति सर्व स्मरे शुभे

“Ó senhora auspiciosa, atormentado pela dor ardente na cabeça, não pude ficar de pé por muito tempo. ‘Adormeci com a cabeça repousada no teu colo’—tudo isso agora recordo com clareza, passo a passo.”

Verse 71

त्वयोपगूढस्य च मे निद्रयापहतं मन: । ततो<पश्यं तमो घोर पुरुषं च महौजसम्‌

“Quando me abraçaste, minha mente foi vencida pelo sono. Então contemplei uma escuridão terrível e, além disso, uma Pessoa poderosa e radiante.”

Verse 72

तद्‌ यदि त्वं विजानासि किं तद्‌ ब्रूहि सुमध्यमे । स्वप्लो मे यदि वा दृष्टो यदि वा सत्यमेव तत्‌

Yama disse: “Se tu realmente o compreendes, ó dama de cintura esbelta, então dize-me—o que foi aquilo? O que vi foi apenas um sonho, ou era de fato a própria verdade?”

Verse 73

तमुवाचाथ सावित्री रजनी व्यवगाहते । श्वस्ते सर्व यथावृत्तमाख्यास्यामि नृपात्मज,तब सावित्री उनसे बोली--राजकुमार! रात बढ़ती जा रही है। कल सबेरे मैं आपसे सब बातें ठीक-ठीक बताऊँगी

Então Sāvitrī lhe disse: “Ó príncipe, a noite vai passando. Amanhã de manhã eu te contarei, exatamente como aconteceu, tudo por inteiro.”

Verse 74

उत्तिष्ठोत्तिष्ठ भद्रं ते पितरौ पश्य सुव्रत । विगाढा रजनी चेयं निवृत्तश्न दिवाकर:,'सुत्रत! उठिये, उठिये, आपका कल्याण हो। आप चलकर माता-पिताका दर्शन तो कीजिये। सूर्य डूब गये तथा रात घनी हो गयी है

Yama disse: “Ergue-te, ergue-te — que o bem te acompanhe, ó firme em teu voto. Vai e contempla teus pais. O sol já se recolheu, e a noite se adensou.”

Verse 75

नक्तंचराश्नरन्त्येते हृष्ट: क्रराभिभाषिण: । श्रूयन्ते पर्णशब्दाश्व॒ मृगाणां चरतां वने

Yama disse: “Esses seres que vagueiam à noite movem-se aqui em grande ânimo, falando com aspereza. E nesta floresta ouve-se o farfalhar das folhas, revolvidas pelos passos dos cervos que erram.”

Verse 76

एता घोरं शिवा नादान्‌ दिशं दक्षिणपश्चिमाम्‌ । आस्थाय विरुवन्त्युग्रा: कम्पयन्त्यो मनो मम,“दक्षिण और पश्चिमके कोणकी दिशामें जाकर ये उग्र सियारिनें भयंकर शब्द कर रही हैं, जिससे मेरा हृदय काँप उठता है

“Essas ferozes chacais fêmeas, postadas no quadrante sudoeste, soltam gritos terríveis; seu uivo de mau agouro faz tremer a minha mente.”

Verse 77

सत्यवानुवाच वन॑ प्रतिभयाकारं घनेन तमसा55वृतम्‌ । न विज्ञास्यसि पन्थानं गन्तुं चैव न शक्ष्यसि

Satyavān disse: “Amada, esta floresta parece deveras aterradora, envolta numa escuridão densa. Em tal momento não conseguirás distinguir o caminho, nem poderás prosseguir.”

Verse 78

सावित्रयुवाच अस्मिन्नद्य वने दग्धे शुष्कवृक्ष: स्थितो ज्वलन्‌ । वायुना धम्यमानोजअत्र दृश्यतेडग्नि: क्वचित्‌ क्वचित्‌

Sāvitrī disse: “Hoje esta floresta foi queimada pelo fogo. Aqui está uma árvore seca, ainda ardendo; atiçado pelo vento, o fogo pode ser visto tremeluzindo nela aqui e ali.”

Verse 79

ततो<ग्निमानयित्वेह ज्वालयिष्यामि सर्वतः । काष्ठानीमानि सन्तीह जहि सन्‍्तापमात्मन:,वहींसे आग ले आकर मैं सब ओर लकड़ियाँ जलाऊँगी। यहाँ बहुत-से काठ-कबाड़ पड़े हैं। आप मनसे चिन्ता निकाल दीजिये

“Então trarei o fogo para aqui e o acenderei por todos os lados. Há muita lenha espalhada neste lugar; lança fora do teu coração a ansiedade ardente.”

Verse 80

यदि नोत्सहसे गन्तुं सरुज॑ त्वां हि लक्षये । न च ज्ञास्यसि पन्थानं तमसा संवृते वने

Yama disse: “Se não tens ânimo para seguir —pois vejo que estás em dor— e se, nesta floresta coberta de trevas, não consegues sequer discernir o caminho, então, com o teu consentimento, partamos ambos para casa amanhã ao romper da aurora, quando cada coisa no bosque se tornar nítida. Ó irrepreensível, se te aprouver, fiquemos aqui por uma só noite.”

Verse 81

श्वः प्रभाते वने दृश्ये यास्थावो 5नुमते तव। वसावेह क्षपामेकां रुचितं यदि तेडनघ

Yama disse: “Amanhã ao romper da aurora, quando a floresta estiver claramente visível, iremos —se tu o permitires. Ó irrepreensível, se te aprouver, fiquemos aqui por uma só noite.”

Verse 82

सत्यवानुवाच शिरोरुजा निवृत्ता मे स्वस्थान्यज्राननि लक्षये | मातापितृभ्यामिच्छामि संगम त्वत्प्रसादजम्‌

Satyavān disse: “Ó amada! A dor na minha cabeça cessou. Vejo que todos os meus membros voltaram ao seu estado natural. Agora, pela graça do teu favor, desejo encontrar-me com minha mãe e meu pai.”

Verse 83

न कदाचिद्‌ विकालं हि गतपूर्वो मया55श्रम: । अनागतायां सन्ध्यायां माता मे प्ररुणद्धि माम्‌

Yama disse: “Nunca antes eu havia ido ao eremitério em hora imprópria. E, no entanto, agora, antes mesmo de chegar o crepúsculo, minha mãe me detém.”

Frequently Asked Questions

Whether concealment can remain consistent with dharma: the Pandavas must balance truthfulness and openness against the lawful requirement of secrecy to complete the exile terms and prevent adversarial exploitation.

Adversity does not negate righteous identity; disciplined secrecy, when oath-bound and oriented to protection rather than harm, can be an ethically valid means to preserve dharma and enable future restoration.

Rather than a formal phalaśruti, the chapter supplies a justificatory frame: exempla from divine and exemplary figures function as interpretive guidance, positioning ajñātavāsa as a sanctioned method within the epic’s broader dharma discourse.

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