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Tema principal: restaurar a vitalidade expulsando os agentes da doença e reafirmando a ordem social‑ritual. Subtemas: destruição de Kr̥mi (vermes/parasitas) em humanos e no gado; extração de Yákṣma (doença consumptiva) de partes específicas do corpo; proteção do gado e da prosperidade doméstica por Rudra‑Paśupati; reparação da culpa/falha ritual (énas/duriṣṭi) e sua conversão em uma oferenda «bem realizada» (sviṣṭi); atração e estabilização do casamento por meio do Agni doméstico. Foco prático: manejo de enfermidades (parasitas, consunção), proteção do gado e restauração da correção ritual.
AV 2.31 é um encanto bhaiṣajya voltado a destruir e expulsar os kṛmi — vermes/parasitas — concebidos tanto como infestações do corpo quanto como agentes hostis da doença. O hino enquadra repetidamente a cura como um ato de esmagar e ferir: a dṛṣad de Indra (pedra de prensar) e a vāc atharvânica (fala sagrada eficaz) são as forças operantes que pulverizam os vermes em todo locus do corpo e cortam a própria «nascença» (janima), para impedir o retorno.
AV 2.32 é um encanto terapêutico krimi-nāśana («destruição de vermes») que mobiliza Āditya: seus raios ao nascer e ao pôr do sol atuam como uma arma ardente e investigadora contra parasitas internos, especialmente os que afligem o gado. O hino combina a purificação solar com a “fala-como-medicina” atharvânica, afirmando que o brahman do mantra esmaga e expulsa toda classe de kṛmi — internos e circundantes, grandes e pequenos — restaurando a vitalidade e a produtividade.
Este hino de cura do Atharvaveda é um encanto de extração verbal, de feição «cirúrgica», contra yákṣma, concebida como um demônio‑doença consumptivo que se aloja em órgãos e tecidos específicos. Ao nomear partes do corpo num varrimento anatômico sistemático e ao declarar repetidamente «nós o arrancamos» (vi vṛh-), o mantra atua como terapia exorcística — desalojando a aflição da cabeça e dos sentidos até ao tronco e à pele. O hino culmina numa purga do corpo inteiro, fortalecida pela corrente curativa de autoridade associada a Kaśyapa e à vībarha, a força de «desenraizamento/extração».
AVŚ 2.34 é um encanto atharvânico conciso de proteção e prosperidade: garante o bem-estar do gado e das pessoas ao reconhecer Paśupati (Rudra) como o legítimo senhor de bípedes e quadrúpedes e ao oferecer-lhe a sua parte devida como «resgate» (niṣkrīti). Em seguida, amplia-se numa fórmula de êxito: pede-se aos deuses que abram para o yajamāna um «caminho» seguro (gātu/pāthaḥ), enquanto vínculos hostis e vigilância são afrouxados por Agni e resguardados por Viśvakarman, para que riqueza, aumento do rebanho e descendência permaneçam intactos.
AV 2.35 é um hino a Viśvakarman usado para remediar o erro ritual (duriṣṭi/énas) e converter uma oferenda malograda numa sviṣṭi bem-sucedida e portadora de riqueza. O sacrifício é tratado como um corpo vivo —dotado de olho, boca, fala, audição e mente—, de modo que, se alguma parte for ferida, o Artífice cósmico pode refazê-lo inteiro. Seu poder é restaurador: ele chama de volta o que estava «perdido» (naṣṭa) —partes, gotas, prosperidade e bem-estar—, reintegrando o sacrificante e sua casa à ordem correta do rito.
AV 2.36 é um encanto nupcial doméstico que atrai para uma donzela um marido adequado e estabiliza a união por meio da aceitação social, da prosperidade e da concórdia afetiva. Ao invocar Agni como mediador do lar e Bhaga como distribuidor da «porção» e da boa fortuna, o hino visa tornar a jovem agradável entre os pretendentes e garantir um casamento livre de ira e de ofensa.
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