Rig Veda Sukta 53
Mandala 8Sukta 537 Mantras

Sukta 53

Sukta 8.53

Rishi

Kaṇva (Kāṇva tradition)

Devata

Indra

Chandas

Triṣṭubh (probable; 8.53 frequently Triṣṭubh in Indra hymns, though confirmation requires full metrical count)

Este hino a Indra, da tradição Kāṇva, invoca Indra como o poder supremo e generoso —o mais velho entre os fortes, o destruidor de fortalezas e o descobridor das «vacas» (raios/riqueza)— para obter plenitude e proteção. Pede-se que ele esmague as hostilidades, beba Soma até à saciedade e conduza o adorador através do combate da vida rumo à vitória, ao gado e à força de cavalo (força e dinamismo).

Mantras

Mantra 1

उपमं त्वा मघोनां ज्येष्ठं च वृषभाणाम् । पूर्भित्तमं मघवन्निन्द्र गोविदमीशानं राय ईमहे ॥

A ti buscamos: o mais alto entre os generosos, o mais antigo entre as forças de touro, o mais capaz de romper os recintos fortificados. Ó Indra, descobridor das «vacas» (raios), senhor da plenitude, ansiamos por possuir tua plenitude de ser.

Mantra 2

य आयुं कुत्समतिथिग्वमर्दयो वावृधानो दिवेदिवे । तं त्वा वयं हर्यश्वं शतक्रतुं वाजयन्तो हवामहे ॥

Tu, que abateste Ayu, Kutsa e Atithigva, crescendo em poder dia após dia — a ti, senhor dos corcéis fulvos, Śatakratu, «de cem feitos», nós invocamos, acendendo em nós a força vitoriosa.

Mantra 3

आ नो विश्वेषां रसं मध्वः सिञ्चन्त्वद्रयः । ये परावति सुन्विरे जनेष्वा ये अर्वावतीन्दवः ॥

Que as pedras de prensar (adri) derramem para nós o sumo, a essência de toda doçura, o mel. Quer as gotas de Soma sejam prensadas ao longe entre os povos, quer aqui no campo próximo, que venham a nós como um único fluxo de deleite e de luz.

Mantra 4

विश्वा द्वेषांसि जहि चाव चा कृधि विश्वे सन्वन्त्वा वसु । शीष्टेषु चित्ते मदिरासो अंशवो यत्रा सोमस्य तृम्पसि ॥

Mata todos os impulsos hostis e lança-os para baixo e para longe; que todas as riquezas luminosas venham a nós. Mesmo entre os restos, que sejam teus os raios inebriantes — ali onde te sacias de Soma.

Mantra 6

आजितुरं सत्पतिं विश्वचर्षणिं कृधि प्रजास्वाभगम् । प्र सू तिरा शचीभिर्ये त उक्थिनः क्रतुं पुनत आनुषक् ॥

Faz dele para nós a força conquistadora na batalha, o senhor verdadeiro, o soberano de todos os povos, o que concede a porção entre a nossa descendência. Conduze-nos adiante por teus poderes de ação eficaz — os que te celebram com hinos e purificam continuamente em nós o krátu (vontade-desígnio).

Mantra 7

यस्ते साधिष्ठोऽवसे ते स्याम भरेषु ते । वयं होत्राभिरुत देवहूतिभिः ससवांसो मनामहे ॥

Que sejamos teus por esse teu auxílio, o mais eficaz, em todas as batalhas que travas. Nós, avançando com os hotra (enunciações rituais) e com as devahūti, os chamados que trazem os deuses, a ti aspiramos e, na mente, a ti consentimos.

Mantra 8

अहं हि ते हरिवो ब्रह्म वाजयुराजिं यामि सदोतिभिः । त्वामिदेव तममे समश्वयुर्गव्युरग्रे मथीनाम् ॥

Pois eu, ó Harivaḥ, com o brahman —a palavra sagrada que busca plenitude e vigor— entro no certame, sempre com os teus auxílios. A ti só, ao deus, ao melhor, eu desejo e a ti me uno, buscando força de cavalo e luz de vaca, à frente dos que agitam, dos que batem (as pressões interiores que fazem sair o Soma).

Frequently Asked Questions

The hymn praises Indra, the Vedic power of victory and abundance, described as the fort-breaker and the finder of the “cows” (rays/wealth).

In Vedic poetry, “cows” can mean real cattle and also symbolic “rays” or hidden riches. Calling Indra govid asks him to uncover and release what is concealed—light, prosperity, and strength.

Soma is the offered sacred drink that “fills” Indra with power in the ritual imagery. The hymn links his Soma-satiety with his ability to destroy hostility and bring wealth and victory to the worshipper.

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