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Sukta 10.148
Indra
Este breve hino a Indra centra-se no louvor dos prensadores de soma, pedindo a Indra que traga suvita — uma «boa passagem» e o êxito correto — e o vāja revigorante que acompanha o seu vasto poder heroico. O poeta apresenta o culto como uma alegria mútua: os humanos alegram Indra com soma e oferendas nutritivas, e Indra, em troca, sustenta a sua força interior e a sua vida corporificada. O hino culmina num vívido chamamento vindo da ampla terra, com cavalos velozes levando a palavra inspirada até o assento de Indra, brilhante de ghee.
Mantra 1
सुष्वाणास इन्द्र स्तुमसि त्वा ससवांसश्च तुविनृम्ण वाजम् । आ नो भर सुवितं यस्य चाकन्त्मना तना सनुयाम त्वोताः ॥
Ó Indra, nós, que exprimimos o Soma, te louvamos; nós, que o fizemos correr, invocamos o Vāja de tua vasta força viril. Traz-nos o bom caminhar, o êxito justo, no qual, amparados por ti, possamos vencer por nosso ser interior e por nossa natureza encarnada.
Mantra 2
ऋष्वस्त्वमिन्द्र शूर जातो दासीर्विशः सूर्येण सह्याः । गुहा हितं गुह्यं गूळ्हमप्सु बिभृमसि प्रस्रवणे न सोमम् ॥
Poderoso és tu, ó Indra, o herói, nascido para subjugar as potências servidoras, ajudado pelo Sol. O segredo, posto no segredo, oculto nas águas, tu o levas—como o Soma em seu derramar: o deleite velado, guardado nas correntes da consciência.
Mantra 3
अर्यो वा गिरो अभ्यर्च विद्वानृषीणां विप्रः सुमतिं चकानः । ते स्याम ये रणयन्त सोमैरेनोत तुभ्यं रथोळ्ह भक्षैः ॥
Ó Nobre, entoa as palavras; sabendo, ṛṣi entre os ṛṣis, deleitando-te no reto pensamento. Sejamos nós os que te alegram com Soma, e também com oferendas que te nutrem, ó levado no carro: que se firme a alegria recíproca.
Mantra 4
इमा ब्रह्मेन्द्र तुभ्यं शंसि दा नृभ्यो नृणां शूर शवः । तेभिर्भव सक्रतुर्येषु चाकन्नुत त्रायस्व गृणत उत स्तीन् ॥
Estas palavras de poder, ó Indra, eu te proclamo: concede aos homens —aos heróis entre os homens—, ó herói, a tua força. Sê de uma só vontade com aqueles em quem te comprazes; e protege tanto o cantor do hino quanto os que estão próximos e dependentes.
Mantra 5
श्रुधी हवमिन्द्र शूर पृथ्या उत स्तवसे वेन्यस्यार्कैः । आ यस्ते योनिं घृतवन्तमस्वारूर्मिर्न निम्नैर्द्रवयन्त वक्वाः ॥
Ouve o chamado, ó Indra, herói, desde a vasta terra; e sê louvado com os hinos do Desejável, com os arkas. Para o teu regaço, rico em ghṛta, os cavalos velozes —como ondas impelidas pelas encostas— levam adiante as palavras inspiradas.
It asks Indra to bring suvita (a good, successful course) and vāja (victorious strength and the prize of effort), so life and action prosper under his support.
Because Indra is invoked as the deity who responds powerfully to Soma; the hymn presents Soma-pressing and praise as the means to invite his presence and help.
It suggests success on two levels—through one’s inner being (tmanā) and through embodied life and practical activity (tanā)—both upheld by Indra.
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