Mahabharata Adhyaya 50
Shalya ParvaAdhyaya 5086 Verses

Adhyaya 50

Sārasvata–Dadhīca Upākhyāna at Sarasvatī Tīrtha (Balarāma’s Pilgrimage Context)

Upa-parva: Tīrthayātrā and Sārasvata–Dadhīca Itihāsa (Pilgrimage Exemplar within Śalya-parva)

Vaiśaṃpāyana recounts that Balarāma, after bathing and giving gifts, proceeds to the tīrtha of the dharmic sage Sārasvata. Prompted by Janamejaya’s inquiry, the narrative explains how Sārasvata became instrumental during a twelve-year drought when many sages, fleeing hunger, lost continuity of Vedic recitation. The backstory begins with Ṛṣi Dadhīca, renowned for ascetic power; Indra, unable to find an adequate weapon against hostile forces, seeks Dadhīca’s bones, which the sage yields through voluntary relinquishment of life, enabling the forging of potent divine weapons. Sarasvatī, as river-personified, receives and carries the seed associated with Dadhīca after an encounter involving the apsaras Alambuṣā, bears the child, and presents him to the sage-assembly; Dadhīca blesses and praises Sarasvatī, naming the child Sārasvata and foretelling his future role as Vedic instructor during the drought. When the drought arrives, Sarasvatī sustains Sārasvata with fish, allowing him to maintain life and study; later, migrating sages rediscover him, request instruction, accept formal discipleship despite his youth, and thereby restore Vedic learning. The chapter closes by returning to Balarāma, who donates again and proceeds onward to another famed tīrtha.

Chapter Arc: Janamejaya’s sacrificial hall turns from the clangor of war to the hush of sanctity as Vaiśampāyana opens the fiftieth adhyāya with the famed glory of Āditya-tīrtha, and, to illumine that merit, begins the intertwined lives of the sages Asita Devala and Jaigīṣavya. → Asita Devala is painted in austere colors—ever-dharmic, pure, self-restrained, laying aside the rod of punishment, equal in deed, mind, and speech toward all beings; unangered, unmoved by praise or blame, steady in pleasure and pain. Yet the narrative presses a sharper question: what truly lifts a soul—ritual worlds won by sacrifice and agnihotra, or the inward path that abandons household duty for mokṣa? The story ascends through visions of many ‘lokas’ attained by solitary sacrificers and fire-offerers, setting a ladder of merit that still feels incomplete. → The pivot comes when Devala, after deep inward deliberation, renounces gārhasthya-dharma and chooses mokṣa-dharma; the tale then swells as Nārada and the gods enter the scene, and the tapas of Jaigīṣavya becomes the axis of wonder—so great that Bṛhaspati and other devas arrive to praise it, while Nārada provocatively declares that Jaigīṣavya’s ‘tapas is not tapas’ insofar as it is turned toward astonishing or eclipsing Asita’s power, forcing the assembly to confront the difference between spiritual heat and spiritual freedom. → The chapter resolves by widening the horizon: even the exalted worlds of those who perform supreme kratus—Aśvamedha and even Nara-medha—are surveyed, yet the narrative’s moral weight rests on inner renunciation, equanimity, and the purification of intent. The tīrtha’s ‘mahima’ is thus framed not merely as a place that grants rewards, but as a mirror that reveals what kind of striving is worthy. → The gods’ debate—praise on one side, Nārada’s cutting assessment on the other—hangs unresolved, inviting the next adhyāya to decide what constitutes true tapas and the highest fruit of dharma.

Shlokas

Verse 1

ऑपन--माजल छा जज पज्चाशत्तमो<्ध्याय: आदित्यतीर्थकी महिमाके प्रसंगमें असित देवल तथा जैगीषव्य मुनिका चरित्र वैशम्पायन उवाच तस्मिन्नेव तु धर्मात्मा वसति सम तपोधन: । गार्हस्थ्यं धर्ममास्थाय हासितो देवल: पुरा

Vaiśampāyana disse: Ó Janamejaya! Outrora, naquele mesmo lugar sagrado, o justo sábio Asita Devala—rico no mérito da austeridade—ali habitava, tendo abraçado o dharma do chefe de família.

Verse 2

धर्मनित्य: शुचिर्दान्तो न्यस्तदण्डो महातपा: । कर्मणा मनसा वाचा सम: सर्वेषु जन्तुषु

Disse Vaiśampāyana: Ele permanecia sempre firme no dharma—puro, senhor de si, e tendo deposto a vara do castigo. Grande asceta, mantinha igual consideração por todos os seres vivos em atos, em pensamentos e em palavras.

Verse 3

अक्रोधनो महाराज तुल्यनिन्दात्मसंस्तुति: । प्रियाप्रिये तुल्यवृत्ति्यमवत्समदर्शन:

Disse Vaiśampāyana: “Ó rei, ele estava livre da ira. Considerava censura e louvor como iguais. Ao obter o agradável e o desagradável, sua disposição mental permanecia a mesma. Como Yama, fitava a todos com um olhar equânime e imparcial.”

Verse 4

काउ्चने लोष्ठ भावे च समदर्शी महातपा: । देवानपूजयतन्नित्यमतिथींश्व द्विजैः सह

Disse Vaiśampāyana: Aquele grande asceta via com igual consideração o ouro e um torrão de terra. Sempre firme na reverência, diariamente adorava os deuses e, junto com os brâmanes, honrava e recebia os hóspedes com a devida hospitalidade.

Verse 5

ब्रह्मचर्यरतो नित्यं सदा धर्मपरायण: । ततो<भ्येत्य महाभाग योगमास्थाय भिक्षुक:

Disse Vaiśampāyana: Sempre devotado à disciplina do brahmacarya e constantemente voltado ao dharma, aquele ilustre então se aproximou; adotando um modo de vida ióguico, viveu como mendicante—com conduta marcada por contenção, dever e firmeza interior.

Verse 6

देवलस्याश्रमे राजनन्यवसत्‌ स महाद्युति:

Disse Vaiśampāyana: “Ó rei, aquele ser radiante passou a residir no āśrama de Devala.”

Verse 7

तं तत्र वसमानं तु जैगीषव्यं महामुनिम्‌,यद्यपि महामुनि जैगीषव्य उस आश्रममें ही रहते थे तथापि देवल मुनि उन्हें दिखाकर धर्मतः योग-साधना नहीं करते थे। इस तरह दोनोंको वहाँ रहते हुए बहुत समय बीत गया

Vaiśaṃpāyana disse: Embora o grande sábio Jaigīṣavya vivesse ali mesmo, naquele eremitério, o sábio Devala—apesar de apontá-lo—não empreendia a disciplina do ioga conforme o dharma. Assim, enquanto ambos ali permaneciam, passou-se um longo tempo.

Verse 8

देवलो दर्शयन्नेव नैवायुझड्जत धर्मत: । एवं तयोर्महाराज दीर्घकालो व्यतिक्रमत्‌

Vaiśaṃpāyana disse: Embora Devala continuasse a mostrar e instruir, não constrangeu nem “jungiu” (alguém) à disciplina conforme o dharma. Assim, ó grande rei, para os dois ali, passou-se um longo tempo.

Verse 9

जैगीषव्यं मुनिवरं न ददर्शाथ देवल: । आहारकाले मतिमान्‌ परिव्राड़ जनमेजय

Vaiśaṃpāyana disse: Então Devala não viu mais o eminente sábio Jaigīṣavya. Ó prudente Janamejaya, na hora da refeição, aquele asceta errante e perspicaz percebeu sua ausência.

Verse 10

स दृष्ट्वा भिक्षुरूपेण प्राप्तं॑ तत्र महामुनिम्‌

Ele viu ali o grande sábio, que chegara sob o disfarce de um mendicante.

Verse 12

ऋषिदृष्टेन विधिना समा बह्दी: समाहित: । भारत! संन्यासीके रूपमें वहाँ आये हुए महामुनि जैगीषव्यको देखकर देवल उनके प्रति अत्यन्त गौरव और महान्‌ प्रेम प्रकट करते तथा यथाशक्ति शास्त्रीय विधिसे एकाग्रचित्त हो उनका पूजन (आदर-सत्कार) किया करते थे। बहुत वर्षोतक उन्होंने ऐसा ही किया ।।

Vaiśaṃpāyana disse: Seguindo o rito tal como foi visto e prescrito pelos rishis, Devala—de mente firme—ó Bhārata, ao ver o grande sábio Jaigīṣavya, que ali chegara sob a forma de um saṃnyāsin, manifestava profunda reverência e grande afeição por ele. Conforme suas forças, com o coração concentrado e segundo o procedimento das escrituras, prestava-lhe culto e o honrava. Por muitos anos continuou exatamente assim. Então, certa vez, no caso daquele nobre Devala, ó rei…

Verse 13

चिन्ता सुमहती जाता मुनि दृष्टवा महाद्युतिम्‌ नरेश्वर! एक दिन महातेजस्वी जैगीषव्य मुनिको देखकर महात्मा देवलके मनमें बड़ी भारी चिन्ता हुई ।। समास्तु समतिक्रान्ता बह्दयः पूजयतो मम

Vaiśampāyana disse: Ó rei, ao ser visto o sábio de grande esplendor, surgiu uma ansiedade imensa. Certa vez, ao contemplar o muitíssimo radiante asceta Jaigīṣavya, o nobre Devalaka foi tomado por pesada preocupação em sua mente. Pois muitos anos haviam transcorrido enquanto eu continuava a honrá-lo e a servi-lo (a ele).

Verse 14

एवं विगणयन्नेव स जगाम महोदधिम्‌

Assim, enquanto continuava a ponderar e a calcular, seguiu para o grande oceano.

Verse 15

गच्छन्नेव स धर्मात्मा समुद्रं सरितां पतिम्‌

Vaiśampāyana disse: Enquanto seguia adiante, aquele homem de alma reta dirigiu-se ao oceano, senhor dos rios, avançando com propósito firme em conformidade com o dharma.

Verse 16

जैगीषव्यं ततो5पश्यद्‌ गतं प्रागेव भारत । भारत! नदीपति समुद्रके पास पहुँचते ही धर्मात्मा देवलने देखा कि जैगीषव्य वहाँ पहलेसे ही गये हैं ।।

Então Devala viu que Jaigīṣavya já havia ido adiante, ó Bhārata. Quando o justo Devala chegou ao oceano, senhor dos rios, encontrou Jaigīṣavya ali antes dele. Diante disso, o sábio Asita Devala, de fulgor incomensurável, foi tomado de assombro e caiu em reflexão ansiosa: “Como este mendicante chegou aqui antes de mim? Ele até completou o seu rito de banho no mar.”

Verse 17

कथं भिक्षुरयं प्राप्त: समुद्रे स्नात एव च । इत्येवं चिन्तयामास महर्षिरसितस्तदा

“Como este bhikṣu chegou aqui, e ainda por cima já se banhou no oceano?” Assim pensava então o grande sábio Asita.

Verse 18

स्‍्नात्वा समुद्रे विधिवच्छुचिर्जप्पं जजाप सः । कृतजप्याद्विक: श्रीमानाश्रमं च जगाम ह

Depois de banhar-se no oceano segundo o rito devido e tornar-se purificado, recitou o japa do mantra prescrito. Tendo concluído devidamente o japa e as observâncias que o acompanham, o ilustre então seguiu para o āśrama—sinal de um retorno da ação exterior para uma conduta disciplinada, governada pelo domínio interior.

Verse 19

ततः स प्रविशन्नेव स्वमाश्रमपदं मुनि:

Então, ao entrar o sábio em seu próprio āśrama, viu Jaigiṣavya ali sentado. Contudo, Jaigiṣavya não lhe dirigiu palavra alguma; o grande asceta permanecia na ermida observando um silêncio rígido, como de madeira. A cena ressalta a disciplina do tapas e a força ética da contenção: o silêncio aqui não é mera ausência de fala, mas um voto deliberado que prova a paciência e o autodomínio de quem se aproxima.

Verse 20

आसीनमाश्रमे तत्र जैगीषव्यमपश्यत । न व्याहरति चैवेनं जैगीषव्य: कथंचन

Disse Vaiśampāyana: Ali, sentado no āśrama, ele viu Jaigīṣavya. Contudo, Jaigīṣavya não lhe dirigiu palavra alguma—permaneceu inteiramente em silêncio. O momento ressalta a disciplina ascética da contenção da fala: o silêncio pode significar recolhimento interior, desapego ou deliberada não participação, e não descortesia.

Verse 21

त॑ दृष्टवा चाप्लुतं तोये सागरे सागरोपमम्‌,राजन! समुद्रके समान अत्यन्त प्रभावशाली मुनिको समुद्रके जलमें स्नान करके अपनेसे पहले ही आश्रममें प्रविष्ट हुआ देख बुद्धिमान्‌ असित देवलको पुनः बड़ी चिन्ता हुई

Disse Vaiśampāyana: Ó rei, ao ver que aquele sábio de poder extraordinário—profundo como o oceano—havia se banhado nas águas do mar e entrado no āśrama antes mesmo dele, o prudente Asita Devala foi novamente tomado por profunda ansiedade. O episódio mostra como a força espiritual e a ação disciplinada podem inquietar até os eruditos, levando-os ao autoexame e à preocupação com o que é correto fazer em seguida.

Verse 22

प्रविष्टमाश्रमं चापि पूर्वमेव ददर्श सः । असितो देवलो राजंश्रिन्तयामास बुद्धिमान्‌

Disse Vaiśampāyana: Ele viu que o āśrama já havia sido adentrado antes. Ó rei, o sábio Asita Devala caiu novamente em reflexão ansiosa—perturbado ao constatar que outro chegara à ermida antes dele, apesar de seu grande esforço e poder. O momento mostra como até ascetas realizados podem ser provados por um orgulho sutil, pela rivalidade e pela necessidade de autodomínio.

Verse 23

दृष्टवा प्रभावं तपसरो जैगीषव्यस्य योगजम्‌ | चिन्तयामास राजेन्द्र तदा स मुनिसत्तम:

Disse Vaiśampāyana: Tendo presenciado o poder ióguico nascido do ardor ascético de Jaigīṣavya, aquele sábio excelso caiu então em profunda reflexão, ó melhor dos reis—ponderando o sentido e o peso moral de tamanha potência espiritual.

Verse 24

एवं विगणयजन्नेव स मुनिर्मन्त्रपारग:,प्रजानाथ! ऐसा विचार करते हुए वे मन्त्रशास्त्रके पारंगत विद्वान्‌ मुनि उस आश्रमसे आकाशकी ओर उड़ चले। उस समय भिक्षु जैगीषव्यकी परीक्षा लेनेके लिये उन्होंने ऐसा किया

Disse Vaiśampāyana: Enquanto assim ponderava o assunto em sua mente, aquele sábio—plenamente versado em mantras—ergueu-se do eremitério e voou para o céu. Fê-lo então para pôr à prova o mendicante Jaigīṣavya, fazendo de sua resolução e firmeza o objeto do teste.

Verse 25

उत्पपाताश्रमात्‌ तस्मादन्तरिक्षं विशाम्पते । जिज्ञासार्थ तदा भिक्षोर्जैगीषव्यस्य देवल:

Ó senhor dos povos, ele saltou daquele eremitério para o espaço intermédio. Então Devala fez isso para averiguar e pôr à prova o mendicante Jaigīṣavya.

Verse 26

सोअन्तरिक्षचरान्‌ सिद्धान्‌ समपश्यत्‌ समाहितान्‌ । जैगीषव्यं च तै: सिद्धै: पूज्यमानमपश्यत

Disse Vaiśampāyana: Então ele viu seres perfeitos (siddhas) movendo-se pelo espaço, todos serenos e absortos; e entre eles viu Jaigīṣavya sendo honrado e venerado por aqueles mesmos siddhas.

Verse 27

ऊपर जाकर उन्होंने बहुत-से अन्तरिक्षचारी एकाग्रचित्तवाले सिद्धोंको देखा। साथ ही उन सिद्धोंके द्वारा पूजे जाते हुए जैगीषव्य मुनिका भी उन्हें दर्शन हुआ ।।

Ao subir, ele viu muitos siddhas que percorriam o espaço com a mente unificada; e viu também o muni Jaigīṣavya sendo venerado por aqueles siddhas. Então Asita Devala—resoluto no esforço e firme em seus votos—encheu-se de ira; e viu Jaigīṣavya ascender ao céu.

Verse 28

तस्मात्‌ तु पितृलोकं त॑ व्रजन्तं सो5न्वपश्यत । पितृलोकाच्च तं यान्तं याम्यं लोकमपश्यत,स्वर्गलोकसे उन्हें पितृलोकमें और पितृलोकसे यमलोकमें जाते देखा

Vaiśampāyana disse: Depois disso, ele o viu partir para o mundo dos Pais (Pitṛloka); e, do mundo dos Pais, viu-o prosseguir adiante para o reino de Yama (Yamaloka).

Verse 29

तस्मादपि समुत्पत्य सोमलोकमभिप्लुतम्‌ । व्रजन्तमन्वपश्यत्‌ स जैगीषव्यं महामुनिम्‌,वहाँसे भी ऊपर उठकर महामुनि जैगीषव्य जलमय चन्द्रलोकमें जाते दिखायी दिये

Erguendo-se ainda para além daquele reino, ele então viu o grande sábio Jaigīṣavya seguir para o mundo de Soma (Somaloka), uma região descrita como inundada ou banhada por águas celestes.

Verse 30

लोकान्‌ समुत्पतन्तं तु शुभानेकान्तयाजिनाम्‌ । ततोडग्निहोत्रिणां लोकांस्ततश्चाप्युत्पपात ह

Vaiśampāyana disse: “Ele foi visto alçando voo para os mundos auspiciosos alcançados por aqueles que realizam sacrifícios solitários, com mente unívoca. Dali, elevou-se ainda mais aos mundos dos praticantes do Agnihotra.”

Verse 31

दर्श च पौर्णमासं च ये यजन्ति तपोधना: । तेभ्य: स ददृशे धीमॉल्लोकेभ्य: पशूयाजिनाम्‌

Vaiśampāyana disse: Aqueles ascetas ricos em austeridade que realizam os ritos Darśa e Paurṇamāsa foram vistos por aquele sábio como pertencentes a mundos mais elevados; e, dali, pareciam prosseguir para os mundos dos que fazem sacrifícios de animais (Paśuyāga).

Verse 32

ब्रजन्तं लोकममलमपश्यद्‌ देवपूजितम्‌ | चातुर्मास्यिर्बहुविधैर्यजन्ते ये तपोधना:

Vaiśampāyana disse: Devala Muni viu Jaigīṣavya partir para um mundo imaculado e divino, honrado pelos deuses. Tais reinos puros são alcançados por ascetas ricos em tapas, que realizam, de muitas formas, os sacrifícios Cāturmāsya.

Verse 33

तेषां स्थान ततो यातं तथाग्निष्टोमयाजिनाम्‌ । अग्निष्ठतेन च तथा ये यजन्ति तपोधना:

Disse Vaiśampāyana: Em seguida descreve-se o reino destinado àqueles que realizaram o sacrifício Agniṣṭoma; e, do mesmo modo, o reino alcançado pelos ascetas ricos em austeridade que também veneram por meio do rito Agniṣṭha. A passagem ressalta que a ação ritual disciplinada, quando empreendida com pureza e contenção, é tida como portadora de consequência espiritual definida e de recompensa certa.

Verse 34

वाजपेयं क्रतुवरं तथा बहुसुवर्णकम्‌

Disse Vaiśampāyana: “(Ele realizou) o Vājapeya—um rito sacrificial excelente—e igualmente (outros ritos) assinalados por abundantes dádivas de ouro.”

Verse 35

आहरन्ति महाप्राज्ञास्तेषां लोकेष्वपश्यत । जो महाप्राज्ञ पुरुष बहुत-सी सुवर्णमयी दक्षिणाओंसे युक्त क्रतुश्रेष्ठ वाजपेय यज्ञका अनुष्ठान करते हैं, उनके लोकोंमें भी उन्होंने जैगीषव्यका दर्शन किया ।।

Disse Vaiśampāyana: Ele contemplou Jaigīṣavya mesmo nos mundos alcançados por homens de suprema sabedoria que realizam o excelente sacrifício Vājapeya, acompanhado de abundantes dádivas de ouro. E, do mesmo modo, entre aqueles que cultuam pelo Rājasūya e pelo rito Puṇḍarīka, também o viu ali. A passagem ressalta que a grandeza ritual e a caridade suntuosa, por si sós, não garantem distinção espiritual singular; a presença de Jaigīṣavya através de tais esferas elevadas aponta para uma realização mais alta e mais constante do que o mero mérito sacrificial.

Verse 36

अश्वमेधं क्रतुवरं नरमेधं तथैव च

Disse Vaiśampāyana: “(Ele realizou) o Aśvamedha, o mais eminente dos sacrifícios, e igualmente o Naramedha.” O verso evoca a preocupação épica com o poder régio expresso por grandes ritos, ao mesmo tempo que insinua a tensão ética em torno de ideais sacrificiais extremos e dos limites do dharma.

Verse 37

सर्वमेधं च दुष्प्रापं तथा सौत्रामणिं च ये

Disse Vaiśampāyana: “Aqueles que (realizam) o Sarvamedha—tão difícil de obter—e igualmente o sacrifício Sautrāmaṇī…”

Verse 38

तेषां लोकेष्वपश्यच्च जैगीषव्यं स देवल: । जो लोग दुर्लभ सर्वमेध तथा सौत्रामणि यज्ञ करते हैं, उनके लोकोंमें भी देवलने जैगीषव्यको देखा ।। द्वादशाहैश्व सत्रैश्न यजन्ते विविधैर्नूप

Vaiśampāyana disse: Devala contemplou Jaigīṣavya até mesmo naqueles mundos alcançados por quem realiza sacrifícios raros e árduos—como o Sarvamedha e o Sautrāmaṇī—, indicando que a estatura espiritual de Jaigīṣavya não se restringia ao mérito comum, mas era reconhecida mesmo entre as mais elevadas conquistas rituais.

Verse 39

तेषां लोकेष्वपश्यच्च जैगीषव्यं स देवल: । नरेश्वर! जो नाना प्रकारके द्वादशाह यज्ञोंका अनुष्ठान करते हैं, उनके लोकोंमें भी देवलने जैगीषव्यका दर्शन किया ।। मैत्रावरुणयोलोकानादित्यानां तथैव च

Vaiśampāyana disse: Naqueles reinos celestes, Devala contemplou Jaigīṣavya. Ó rei, mesmo nos mundos alcançados por aqueles que realizam diversos tipos de ritos sacrificiais de doze dias (dvādaśāha), Devala obteve a visão de Jaigīṣavya. Ele também viu os mundos de Mitra e Varuṇa, e do mesmo modo os dos Ādityas.

Verse 40

रुद्राणां च वसूनां च स्थानं यच्च बृहस्पते:,तानि सर्वाण्यतीतानि समपश्यत्‌ ततो$डसित: । तदनन्तर रुद्र, वसु और बृहस्पतिके जो स्थान हैं, उन सबको लाँधचकर ऊपर उठे हुए जैगीषव्यका असित देवलने दर्शन किया

Vaiśampāyana disse: Asita Devala contemplou as moradas dos Rudras, dos Vasus e de Bṛhaspati; e, tendo ultrapassado todos esses reinos, percebeu o que havia além—indicando assim a ascensão espiritual do vidente para além até mesmo de elevadas estações divinas.

Verse 41

।। आरुहा च गवां लोकं प्रयातो ब्रह्म॒सत्रिणाम्‌

E, tendo ascendido ao mundo do gado—um reino celeste auspicioso—, partiu para a esfera dos celebrantes do Brahma-satra, aqueles devotados a longos ritos védicos. A narração ressalta que a disciplina ritual constante e a conduta meritória são tidas como caminho para destinos póstumos elevados.

Verse 42

लोकानपश्यद्‌ गच्छन्तं जैगीषव्यं ततोडसित: । इसके बाद असितने गौओंके लोकमें जाकर जैगीषव्यको ब्रह्मसत्र करनेवालोंके लोकोंमें जाते देखा ।। त्रीललोकानपरान्‌ विप्रमुत्पतन्तं स्वतेजसा

Vaiśampāyana disse: Então Asita viu Jaigīṣavya seguir adiante através dos mundos. Viu aquele brâmane, pelo poder do seu próprio fulgor espiritual, alçar voo para além dos três mundos rumo a reinos mais altos—os alcançados pelos celebrantes do Brahma-satra e de outros grandes ritos védicos—, mostrando assim como o mérito ascético e a disciplina sacrificial se crê que frutificam em destinos póstumos exaltados.

Verse 43

ततो मुनिवरं भूयो जैगीषव्यमथासित:

Então, mais uma vez, o eminente sábio Jaigīṣavya sentou-se novamente—sinal de que estava pronto a retomar seu conselho e o relato que se desdobrava, com a compostura e a autoridade de um vidente.

Verse 44

सो<5चिन्तयन्महा भागो जैगीषव्यस्य देवल:

Vaiśampāyana disse: O ilustre Devala, refletindo profundamente sobre Jaigīṣavya, ponderou consigo mesmo—sua mente voltada para o que era correto fazer naquela situação e para o caminho que melhor se harmonizava com o dharma.

Verse 45

प्रभाव॑ं सुव्रतत्वं च सिद्धिं योगस्य चातुलाम्‌ । तत्पश्चात्‌ महाभाग देवलने जैगीषव्यके प्रभाव, उत्तम व्रत और अनुपम योगसिद्धिके विषयमें विचार किया ।।

Vaiśampāyana disse: Depois disso, o afortunado refletiu sobre Jaigīṣavya no bosque divino—seu poder espiritual, sua excelência nos votos sagrados e sua incomparável realização no yoga. Então Asita, firme e resoluto, com as mãos postas e atitude humilde, perguntou aos melhores Siddhas que habitavam aqueles mundos: “Desejo ouvir sobre isto, pois em mim surgiu grande curiosidade. Já não vejo o esplendoroso Jaigīṣavya—dizei-me, por favor, onde ele está.”

Verse 46

प्रयत: प्राउजलि र्भूत्वा धीरस्तान्‌ ब्रह्म॒सत्रिण: । जैगीषव्यं न पश्यामि तं शंसध्वं महौजसम्‌

Vaiśaṃpāyana disse: Sereno e com domínio de si, com as palmas unidas em reverência, o homem firme dirigiu-se aos brâmanes empenhados numa sessão sacrificial: “Não vejo Jaigīṣavya. Falai-me desse sábio poderoso e radiante.”

Verse 47

सिद्धा ऊचु शृणु देवल भूतार्थ शंसतां नो दृढव्रत

Os Siddhas disseram: “Ouve, Devala—ó firme em teus votos—declara-nos o verdadeiro sentido dos seres e da existência.”

Verse 48

जैगीषव्य: स वै लोकं शाश्षतं ब्रह्मणो गत: । सिद्धोंने कहा--दृढ़तापूर्वक उत्तम व्रतका पालन करनेवाले देवल! सुनो। हम तुम्हें वह बात बता रहे हैं

Vaiśampāyana disse: “O sábio Jaigīṣavya, de fato, alcançou o mundo eterno de Brahmā.” A afirmação ressalta o fruto da observância firme de um voto excelente: a realização espiritual não é acaso, mas consequência ética de conduta disciplinada e de fortaleza interior.

Verse 49

असितो देवलस्तूर्णमुत्पपात पपात च । ततः सिद्धास्त ऊचुर्हि देवलं पुनरेव ह

Vaiśampāyana disse: “Ó rei, ao ouvir as palavras daqueles Siddhas dedicados ao culto de Brahman, o sábio Devala—chamado Asita—saltou de súbito para o alto, mas tornou a cair. Então, aqueles Siddhas voltaram a dirigir-se a Devala.”

Verse 50

न देवलगतिस्तत्र तव गन्तुं तपोधन । ब्रहद्मण: सदने विप्र जैगीषव्यो यदाप्तवान्‌

Vaiśampāyana disse: “Ó Devala, rico em austeridades, ó o melhor dos brāhmaṇas—não há acesso para ti a fim de ires até lá. Essa é a morada de Brahmā que Jaigīṣavya alcançou.” A frase ressalta uma hierarquia moral da realização espiritual: mero desejo ou esforço não bastam para atingir o reino supremo; só entra aquele cujo mérito e cuja realização amadureceram por completo.

Verse 51

वैशम्पायन उवाच तेषां तद्‌ वचन श्रुत्वा सिद्धानां देवल: पुनः । आनुपूर्व्येण लोकांस्तान्‌ सर्वानवततार ह

Vaiśampāyana disse: “Ao ouvir essas palavras dos Siddhas, o sábio Devala desceu novamente—passando, em devida sequência, por todos aqueles mundos—até chegar abaixo.” A narrativa ressalta a reverência aos realizados e o movimento disciplinado e ordenado de quem segue um conselho superior em vez do impulso.

Verse 52

स्वमाश्रमपदं पुण्यमाजगाम पतत्त्रिवत्‌ । प्रविशन्नेव चापश्यज्जैगीषव्यं स देवल:,पक्षीकी तरह उड़ते हुए वे अपने पुण्यमय आश्रमपर आ पहुँचे। आश्रमके भीतर प्रवेश करते ही देवलने जैगीषव्य मुनिको वहाँ बैठा देखा

Vaiśampāyana disse: Devala retornou ao seu próprio āśrama sagrado, veloz como um pássaro em voo. Ao entrar, viu o sábio Jaigīṣavya sentado ali—um encontro que assinala a santidade do āśrama como lugar onde a autoridade espiritual é reconhecida e onde, após o trânsito pelo mundo, se renovam o ensinamento, a contenção e o dharma.

Verse 53

जैगीषव्यो मुनिर्धीमांस्तस्मिंस्तीर्थे समाहित: । वे मुनि सदा ब्रह्मचर्यपालनमें तत्पर रहते थे। उन्हें सब समय धर्मका ही सबसे बड़ा सहारा था। महाभाग! एक दिन बुद्धिमान्‌ जैगीषव्य मुनि जो संन्‍्यासी थे

Vaiśampāyana disse: O sábio asceta Jaigīṣavya, absorvido na concentração, permaneceu naquele vau sagrado. Então Devala, com a mente alinhada ao dharma, refletiu sobre ele—tendo presenciado o poder ióguico nascido das austeridades de Jaigīṣavya.

Verse 54

ततो<ब्रवीन्महात्मानं जैगीषव्यं स देवल: । विनयावनतो राजन्नुपसर्प्प महामुनिम्‌,राजन! इसके बाद महामुनि महात्मा जैगीषव्यके पास जाकर देवलने विनीतभावसे कहा--

Então Devala aproximou-se do grande muni, o magnânimo Jaigīṣavya, e, com humildade e reverência, disse—

Verse 55

मोक्षधर्म समास्थातुमिच्छेयं भगवन्नहम्‌ । तस्य तद्‌ वचन श्रुत्वा उपदेशं चकार सः

“Ó Bem-aventurado, desejo firmar-me no dharma que conduz à libertação (mokṣa).” Ao ouvir essas palavras, ele passou a instruí-lo e a expor a orientação do caminho.

Verse 56

विधिं च योगस्य परं कार्याकार्यस्य शास्त्रत: | संन्‍न्यासकृतबुद्धि त॑ ततो दृष्टवा महातपा:

Vaiśampāyana disse: Tendo compreendido, pela autoridade das escrituras, a disciplina suprema do yoga e a regra verdadeira para discernir o que deve e o que não deve ser feito, o grande asceta então o contemplou—vendo sua mente tornada firme pela renúncia (saṃnyāsa).

Verse 57

सर्वाश्नास्य क्रियाश्षक्रे विधिदृष्टेन कर्मणा । 'भगवन्‌! मैं मोक्षधर्मका आश्रय लेना चाहता हूँ।” उनकी वह बात सुनकर महातपस्वी जैगीषव्यने उनका संन्यास लेनेका विचार जानकर उन्हें ज्ञानका उपदेश किया। साथ ही योगकी उत्तम विधि बताकर शास्त्रके अनुसार कर्तव्य-अकर्तव्यका भी उपदेश दिया। इतना ही नहीं

Vaiśampāyana disse: Ele realizou plenamente todos os ritos necessários, executando-os segundo os procedimentos sancionados pelas escrituras. E, tendo a mente firmada na renúncia (saṃnyāsa), tornou-se alguém a quem todos os seres—juntamente com os Pitṛs, os espíritos ancestrais—reconheceram conforme essa transição sagrada.

Verse 58

देवलस्तु वच: श्रुत्वा भूतानां करुणं तथा

Disse Vaiśampāyana: Ao ouvir aquelas palavras compassivas proferidas em favor dos seres vivos, Devala também se comoveu, reconhecendo o peso moral da misericórdia em meio à aspereza dos acontecimentos.

Verse 59

ततस्तु फलमूलानि पवित्राणि च भारत

Então, ó Bhārata, houve frutos e raízes — puros e ritualmente apropriados — (trazidos ou disponíveis), indicando uma provisão simples e santificada em meio ao desenrolar dos acontecimentos.

Verse 60

पुष्पाण्योषधयश्चेव रोरूयन्ति सहस्रश: । पुनर्नो देवल: क्षूद्रो नूनं छेत्स्यति दुर्मति:

Disse Vaiśampāyana: “Flores e ervas medicinais, aos milhares, parecem clamar em lamentação. Certamente aquele mesquinho Devala —de mente perversa— voltará a nos cortar.”

Verse 61

अभयं सर्वभूतेभ्यो यो दत्त्वा नावबुध्यते । भारत! यह देख फल-मूल, पवित्री (कुश), पुष्प और ओषधियाँ--ये सहस्रों पदार्थ यह कहकर बारंबार रोने लगे कि “यह खोटी बुद्धिवाला क्षुद्र देवल निश्चय ही फिर हमारा उच्छेद करेगा। तभी तो यह सम्पूर्ण भूतोंकी अभयदान देकर भी अब अपनी प्रतिज्ञाको स्मरण नहीं करता है” ।।

Disse Vaiśampāyana: “Ó Bhārata, aquele que concede a destemor a todos os seres e, ainda assim, não compreende (ou não se recorda) do que prometeu—por causa dele, frutos e raízes, a relva kuśa purificadora, flores e ervas medicinais—incontáveis coisas da natureza—voltaram a chorar repetidas vezes, lamentando: ‘Esse mesquinho Devala, de entendimento desviado, certamente nos destruirá de novo. Por isso, mesmo após dar destemor a todas as criaturas, agora não se lembra do próprio voto.’”

Verse 62

मोक्षे गार्हस्थ्यधर्मे वा कि नु श्रेयस्करं भवेत्‌ | तब मुनिश्रेष्ठ देवल पुनः अपनी बुद्धिसे विचार करने लगे, मोक्ष और गार्हस्थ्यधर्म इनमेंसे कौन-सा मेरे लिये श्रेयस्कर होगा ।।

Disse Vaiśampāyana: “Qual, de fato, seria mais benéfico—mokṣa (libertação) ou o dharma da vida de chefe de família?” Tendo assim decidido em seu íntimo, o sábio Devala voltou a refletir, ponderando qual caminho conduz ao bem supremo.

Verse 63

त्यक्त्वा गार्हस्थ्यधर्म स मोक्षधर्ममरोचयत्‌ । नृपश्रेष्ठट देवलने मन-ही-मन इस बातपर निश्चित विचार करके गार्हस्थ्यधर्मको त्यागकर अपने लिये मोक्षधर्मको पसंद किया ।।

Disse Vaiśampāyana: Tendo ponderado profundamente em seu íntimo e tomado uma decisão firme, Devala renunciou aos deveres da vida de chefe de família e escolheu para si o dharma da libertação, o caminho do mokṣa.

Verse 64

प्राप्तवान्‌ परमां सिद्धि परं योगं च भारत । भारत! इन सब बातोंको सोच-विचारकर देवलने जो संन्यास लेनेका ही निश्चय किया, उससे उन्होंने परमसिद्धि और उत्तम योगको प्राप्त कर लिया ।।

Disse Vaiśampāyana: “Ó Bhārata, por ter ponderado tudo e decidido tomar o saṃnyāsa, Devala alcançou a perfeição suprema e a mais elevada disciplina do yoga. Então os deuses se reuniram, tendo Bṛhaspati à frente.”

Verse 65

अथाब्रवीदृषिवरो देवान्‌ वै नारदस्तथा

Então Nārada, o mais eminente entre os sábios, dirigiu-se também aos deuses.

Verse 66

योगनित्यो महाराज सिद्धि प्राप्तो महातपा: । राजन! महाराज! वे महातेजस्वी और महातपस्वी जैगीषव्य सदा योगपरायण रहकर सिद्धि प्राप्त कर चुके थे तथा देवलके ही आश्रममें रहते थे

Disse Vaiśampāyana: “Ó grande rei, Jaigīṣavya, o poderoso asceta—sempre firme no yoga—já havia alcançado a perfeição espiritual. Habitava no eremitério de Devalaka e falou assim; e os sábios seres celestes lhe responderam.”

Verse 67

नैवमित्येव शंसन्तो जैगीषव्यं महामुनिम्‌ । नात:ः परतरं किंचित्‌ तुल्यमस्ति प्रभावत:

Declarando: “Não é assim—de fato!”, falaram do grande sábio Jaigīṣavya. “Além dele nada há mais elevado; em poder e eficácia espiritual, nada se lhe iguala.”

Verse 68

तेजसस्तपसश्चास्य योगस्य च महात्मन: । ऐसा कहनेवाले ज्ञानी नारदमुनिको देवताओंने महामुनि जैगीषव्यकी प्रशंसा करते हुए इस प्रकार उत्तर दिया--'आपको ऐसी बात नहीं कहनी चाहिये; क्योंकि प्रभाव, तेज, तपस्या और योगकी दृष्टिसे इन महात्मासे बढ़कर दूसरा कोई नहीं है” || ६६-६७ $ ।।

Vaiśampāyana disse: Quando o sábio Nārada falou desse modo, os deuses—louvando o grande asceta Jaigīṣavya—responderam: “Não deves dizer isso. Em influência, fulgor, austeridade e poder ióguico, não há ninguém maior do que este magnânimo.” Assim era, de fato, Jaigīṣavya, homem justo de potência extraordinária. Aquele lugar tornou-se um excelente sítio sagrado e um lugar de peregrinação associado a essas grandes almas.

Verse 69

धर्मात्मा जैगीषव्य तथा असितमुनिका ऐसा ही प्रभाव था। उन दोनों महात्माओंका यह श्रेष्ठ स्थान ही तीर्थ है ।।

Tal era também o poder de Jaigīṣavya, homem de dharma, e do sábio Asita. O lugar excelso dessas duas grandes almas era, por si, um tīrtha. Ali também o magnânimo Balarāma, portador do arado, realizou o banho ritual e, em seguida, concedeu riquezas aos brâmanes, os “duas-vezes-nascidos”. Tendo alcançado o mérito do dharma por atos voltados ao bem supremo, seguiu para o grande e excelente vau sagrado de Soma, o deus Lua.

Verse 93

उपातिष्ठत धर्मज्ञो भैक्षकाले स देवलम्‌ । जनमेजय! तदनन्तर कुछ कालतक ऐसा हुआ कि देवल मुनिवर जैगीषव्यको हर समय नहीं देख पाते थे। धर्मके ज्ञाता बुद्धिमान्‌ संन्‍न्यासी जैगीषव्य केवल भोजन या भिक्षा लेनेके समय देवलके पास आते थे

Vaiśaṃpāyana disse: Ó Janamejaya, depois de algum tempo, Devala já não conseguia ver Jaigīṣavya a todas as horas. Jaigīṣavya, o sábio renunciante conhecedor do dharma, vinha a Devala apenas quando era tempo de tomar alimento ou receber sustento mendigado.

Verse 131

गौरवं परमं चक्रे प्रीतिं च विपुलां तथा । देवलस्तु यथाशक्ति पूजयामास भारत

Vaiśampāyana disse: Ele lhe prestou o mais alto respeito e também abundante afeição. E Devala, ó Bhārata, honrou-o conforme suas forças.

Verse 136

न चायमलसो भिक्षुरभ्य भाषत किंचन । उन्होंने सोचा, “इनकी पूजा करते हुए मुझे बहुत वर्ष बीत गये; परंतु वे आलसी भिक्षु आजतक एक बात भी नहीं बोले'

E aquele mendicante indolente não disse uma única palavra em resposta. Então surgiu o pensamento: “Muitos anos se passaram enquanto eu o honrava e servia; e, no entanto, até hoje esse asceta preguiçoso não proferiu sequer uma palavra.”

Verse 143

अन्तरिक्षचर: श्रीमान्‌ कलशं गृहा[ देवल: । यही सोचते हुए श्रीमान्‌ देवलमुनि कलश हाथमें लेकर आकाशमार्गसे समुद्रतटकी ओर चल दिये

Vaiśampāyana disse: O ilustre sábio Devala, movendo-se pelo céu, tomou um kalaśa, um vaso de água. Pensando assim, o venerável muni Devala, com o vaso na mão, partiu pelo caminho aéreo em direção à praia do mar.

Verse 186

कलशं जलपूर्ण वै गृहीत्वा जनमेजय । जनमेजय! फिर उन्होंने समुद्रमें विधिपूर्वक स्नान करके पवित्र हो जपनेयोग्य मन्त्रका जप किया। जप आदि नित्यकर्म पूर्ण करके श्रीमान्‌ देवल जलसे भरा हुआ कलश लेकर अपने आश्रमपर आये

Vaiśampāyana disse: “Ó Janamejaya, tomando um kalaśa cheio de água, ele foi e, após banhar-se no mar segundo o rito devido, purificou-se e recitou um mantra apropriado para o japa. Tendo cumprido as observâncias diárias, como o japa e outras, o ilustre Devala retornou ao seu eremitério levando o vaso cheio de água.”

Verse 203

काष्ठ भूतो55श्रमपदे वसति सम महातपा: । आश्रममें प्रवेश करते ही देवलमुनिने वहाँ बैठे हुए जैगीषव्यको देखा

Vaiśampāyana disse: O grande asceta habitava o sítio do eremitério como se tivesse virado madeira — imóvel e plenamente senhor de si. Quando Devala entrou no āśrama e viu Jaigiṣavya sentado ali, Jaigiṣavya não lhe falou de modo algum, nem mesmo então; aquele muni de severas austeridades permanecia sentado em mauna, o voto de silêncio, como um tronco.

Verse 233

मया दृष्ट: समुद्रे च आश्रमे च कथं त्वयम्‌ । राजेन्द्र! जैगीषव्यकी तपस्याका वह योगजनित प्रभाव देखकर ये मुनिश्रेष्ठ देवल फिर सोचने लगे--“मैंने इन्हें अभी-अभी समुद्रतटपर देखा है

Vaiśampāyana disse: “Eu te vi à beira-mar e, no entanto, estás aqui no eremitério — como pode ser isso, ó rei? Que poder extraordinário, nascido da austeridade e do yoga de Jaigīṣavya, realizou tal feito?” Ao ver esse prodígio ióguico, o mais eminente dos sábios, Devala, refletiu maravilhado: “Acabo de vê-lo na orla do oceano; como, então, está presente no āśrama?”

Verse 333

तत्‌ स्थानमनुसम्प्राप्तमन्वपश्यत देवल: । वहाँसे अग्निष्टोमयाजी तथा अग्निष्ट्त्‌ यज्ञके द्वारा यज्ञ करनेवाले तपोधनोंके लोकमें पहुँचे हुए जैगीषव्यको देवल मुनिने देखा

Vaiśampāyana disse: Tendo chegado àquela região, o sábio Devala viu ali Jaigiṣavya — aquele que alcançara o mundo dos ascetas por meio do sacrifício Agniṣṭoma e de outros ritos do fogo.

Verse 353

तेषां लोकेष्वपश्यच्च जैगीषव्यं स देवल: । जो राजसूय और पुण्डरीक यज्ञके द्वारा यजन करते हैं, उनके लोकोंमें भी देवलने जैगीषव्यको देखा

Vaiśampāyana disse: Nesses mesmos mundos—alcançados pelos que realizam grandes sacrifícios como o Rājasūya e o Puṇḍarīka—Devala contemplou Jaigīṣavya. A narrativa ressalta que o mérito ritual é reconhecido na ordem cósmica; porém, o ponto verdadeiramente notável é o reconhecimento de um sábio realizado através de esferas excelsas, sugerindo que a realização espiritual e a fama podem transcender até as mais altas recompensas sacrificiais.

Verse 393

सलोकतामनुप्राप्तमपश्यत ततोडसित: । तत्पश्चात्‌ असितने मित्र, वरुण और आदित्योंके लोकोंमें पहुँचे हुए जैगीषव्यको देखा

Vaiśampāyana disse: Então Asita o viu como alguém que havia alcançado aquele mundo. Depois, Asita viu Jaigīṣavya, que chegara aos reinos celestes de Mitra, Varuṇa e dos Ādityas—sinal da ascensão do vidente, por mérito e conduta disciplinada, a esferas divinas cada vez mais elevadas.

Verse 423

पतिव्रतानां लोकांक्ष व्रजन्तं सो5न्वपश्यत । तत्पश्चात्‌ देवलने देखा कि विप्रवर जैगीषव्य मुनि अपने तेजसे ऊपर-ऊपरके तीन लोकोंको लाँघकर पतिव्रताओंके लोकमें जा रहे हैं

Vaiśampāyana disse: Então ele o viu avançar rumo aos mundos das esposas fiéis ao voto. Depois, no santuário divino, Devala viu o excelente brāhmaṇa—o sábio Jaigīṣavya—que, pelo poder de sua própria radiância espiritual, ultrapassava os três mundos e seguia para o mundo reservado às esposas constantes, guardadoras de votos. A passagem ressalta a valoração ética da firmeza do dharma conjugal e o alcance extraordinário do poder ascético quando alinhado à retidão.

Verse 436

नान्वपश्यत लोकस्थमन्तर्हितमरिंदम । शत्रुओंका दमन करनेवाले नरेश! इसके बाद असितने मुनिवर जैगीषव्यको पुनः किसी लोकमें स्थित नहीं देखा। वे अदृश्य हो गये थे

Vaiśampāyana disse: “Ó rei, subjugador de inimigos! Depois disso, Asita não viu o eminente sábio Jaigīṣavya estabelecido em nenhum mundo. Ele desaparecera da vista—tornara-se invisível.”

Verse 466

एतदिच्छाम्यहं श्रोतुं परं कौतूहलं हि मे । इसके बाद धैर्यवान्‌ असितने उन लोकोंमें रहनेवाले ब्रह्मययाजी सिद्धों और साधु पुरुषोंसे हाथ जोड़कर विनीतभावसे पूछा--“महात्माओ! मैं महातेजस्वी जैगीषव्यको अब देख नहीं रहा हूँ। आप उनका पता बतावें। मैं उनके विषयमें सुनना चाहता हूँ। इसके लिये मेरे मनमें बड़ी उत्कण्ठा है”

Vaiśampāyana disse: “Desejo ouvir isto, pois minha curiosidade é profunda.” Então o firme Asita, com as mãos postas, perguntou humildemente aos Siddhas que ofereciam sacrifícios a Brahman e aos santos que habitavam aqueles mundos: “Ó grandes almas! Já não vejo o poderoso e radiante Jaigīṣavya. Dizei-me onde ele está. Anseio por ouvir a seu respeito; minha mente está cheia de ardente saudade.”

Verse 573

ततो दृष्ट्वा प्ररुरुदु: को5स्मान्‌ संविभजिष्यति । उनका संन्यास लेनेका विचार जानकर पितरोंसहित समस्त प्राणी यह कहते हुए रोने लगे “कि अब हमें कौन विभागपूर्वक अन्नदान करेगा”

Então, ao verem isso, irromperam em lamentação: “Quem, agora, nos repartirá a porção que nos é devida?” Sabendo que ele cogitava a renúncia, todos os seres—juntamente com os Pitṛs—choraram de pesar, temendo a perda da distribuição ordenada e do dom sustentador do alimento.

Verse 583

दिशो दश व्याहरतां मोक्ष त्यक्तुं मनो दधे । दसों दिशाओंमें विलाप करते हुए उन प्राणियोंका करुणायुक्त वचन सुनकर देवलने मोक्षधर्म (संन्यास)-को त्याग देनेका विचार किया

Disse Vaiśampāyana: Ao ouvir os lamentos compassivos que se erguiam das dez direções, Devala decidiu em seu íntimo abandonar o caminho do mokṣa-dharma—a renúncia—movido pelo sofrimento dos seres vivos e pelo apelo moral de responder à sua aflição.

Verse 643

जैगीषव्ये तपश्चास्य प्रशंसन्ति तपस्विन: । तब बृहस्पति आदि सब देवता और तपस्वी वहाँ आकर जैगीषव्य मुनिके तपकी प्रशंसा करने लगे

Vaiśaṃpāyana disse: Os ascetas ali louvaram as austeridades de Jaigīṣavya; e Bṛhaspati e os demais deuses, juntamente com os sábios, vieram àquele lugar e exaltaram o tapas do muni—afirmando que a disciplina espiritual, quando firme e pura, torna-se digna de reverência até mesmo para o divino.

Verse 653

जैगीषव्ये तपो नास्ति विस्मापयति यो5सितम्‌ । तदनन्तर मुनिश्रेष्ठ नारदने देवताओंसे कहा--'जैगीषव्यमें तपस्या नहीं है; क्योंकि ये असित मुनिको अपना प्रभाव दिखाकर आश्चर्यमें डाल रहे हैं

Vaiśaṃpāyana disse: “Em Jaigīṣavya não há austeridade verdadeira, pois ele apenas espanta o sábio Asita exibindo o próprio poder.” Depois disso, o mais eminente dos sábios, Nārada, dirigiu-se aos deuses, dizendo: “A prática de Jaigīṣavya não é tapas genuíno; ele só usa sua influência para deslumbrar Asita e lançá-lo ao assombro.” A passagem contrasta a disciplina ascética autêntica—enraizada em contenção e humildade—com o espetáculo de poderes sobrenaturais destinado a impressionar os outros.

Verse 3636

आहरन्ति नरश्रेष्ठास्तेषां लोकेष्वपश्यत । जो नरश्रेष्ठ क्रतुओंमें उत्तम अश्वमेध तथा नरमेधका अनुष्ठान करते हैं, उनके लोकोंमें भी उनका दर्शन किया

Vaiśampāyana disse: Ele contemplou aqueles homens eminentes que, ao realizar os mais altos ritos sacrificiais—especialmente o Aśvamedha e também o Naramedha—alcançam mundos exaltados. Mesmo nesses reinos celestes, sua presença e sua visão se manifestavam, indicando a lógica moral da epopeia: a ação ritual, quando empreendida com plena resolução e segundo a ordem prescrita, é retratada como produzindo destinos correspondentes e reconhecimento na vida após a morte.

Frequently Asked Questions

The chapter tests how dharma operates when survival pressures threaten learning: whether sages should disperse for sustenance or sustain disciplined study and transmission, and whether extraordinary sacrifice (Dadhīca’s relinquishment) is justified for collective protection.

Knowledge and ethical procedure outrank age and social position: instruction must follow dharmic method (formal discipleship), and the continuity of sacred learning is portrayed as a civilizational duty even in prolonged crisis.

No explicit phalaśruti formula is stated here; the chapter’s meta-function is exemplum-based, using tīrtha and lineage narration to authorize Sarasvatī’s sanctity and to frame Vedic preservation as a meritorious, society-sustaining act.

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