
द्रौपदी-वरण-प्रत्ययः — Intelligence Reports and the Kaurava Court’s Response
Upa-parva: Svayaṃvara–Hāstināpura Pratyāvṛtti (Draupadī-vivāha-prasaṅga)
Vaiśaṃpāyana narrates how royal agents report that Draupadī has been won by Arjuna and joined to the Pāṇḍavas. The kings, astonished, reassess earlier assumptions that Kuntī and her sons perished in the lac-house fire, and some openly censure Bhīṣma and Dhṛtarāṣṭra in connection with Purocana’s cruel stratagem. After the svayaṃvara concludes, the rulers depart. Duryodhana returns to Hāstināpura with his brothers, Aśvatthāman, Karṇa, and Kṛpa, subdued by the outcome; Duḥśāsana attributes the event to fate and notes that Arjuna’s identity was not recognized. Vidura informs the court that the Pāṇḍavas are safe, honored by Drupada, and supported by strong relations. Dhṛtarāṣṭra responds with outward satisfaction and orders abundant ornaments for Draupadī, while also revealing a preference for his own son based on misapprehension. Duryodhana and Karṇa then request a private audience (excluding Vidura) and argue that strengthening rivals is not true growth; they propose continuous efforts to diminish the Pāṇḍavas’ power so they do not ‘overwhelm’ the Kauravas with their allies.
Chapter Arc: धृष्टद्युम्न द्रौपदी-स्वयंवर के अद्भुत विजेता का रूप-वर्णन करता है—वह युवा, व्यायत, रक्तनेत्र, कृष्णाजिनधारी, देवतुल्य, जिसने कठिन धनुष पर प्रत्यंचा चढ़ाकर लक्ष्य को भूमि पर गिरा दिया। → राजाओं की सभा में असह्य क्रोध उठता है; द्रौपदी विजेता के पीछे प्रसन्न होकर चलती है, पर पराजित नरेशों का अपमान-बोध उन्हें आक्रमण को उकसाता है। उधर पाण्डव ब्राह्मण-वेष में कुटिया लौटते हैं; द्रौपदी भिक्षा-रूप अन्न स्वीकार कर वृद्धा (कुन्ती) को पहले परोसती है और फिर उन ‘नरप्रवीरों’ की सेवा करती है—गोपनीयता और मर्यादा का तनाव भीतर ही भीतर बढ़ता है। → द्रुपद के मन में पाण्डु के प्रति पुराना स्नेह जागता है और वह निश्चय करता है—‘यह मेरी पुत्री पाण्डु-पुत्रों की स्नुषा बने’; इसी लक्ष्य से वह पुरोहित को पाण्डवों के पास भेजता है। पुरोहित और युधिष्ठिर का संवाद आरम्भ होकर विवाह-नियति को औपचारिक दिशा देता है। → पुरोहित के आगमन से द्रुपद की मंशा स्पष्ट होती है: वह विजेता की पहचान, पाण्डवों की कुशल-क्षेम और द्रौपदी के भविष्य को धर्मसम्मत रीति से बाँधना चाहता है; युधिष्ठिर पक्ष भी संवाद के माध्यम से स्थिति को संयमित और विधिसंगत बनाने की ओर बढ़ता है। → द्रुपद का ‘मनोरथ’ पूर्ण होने की आशा व्यक्त होती है—पर यह मनोरथ किस रूप में सिद्ध होगा (द्रौपदी का विवाह किस प्रकार/किससे), इसका निर्णय अगले प्रसंग पर टिका रह जाता है।
Verse 1
अ-णक्राछ (वैवाहिकपर्व) द्विनवत्यधिकशततमो< ध्याय: धृष्टय्युम्नके द्वारा द्रोपदी तथा पाण्डवोंका हाल सुनकर राजा द्रपदका उनके पास पुरोहितको भेजना तथा पुरोहित और युधिष्ठिरकी बातचीत वैशम्पायन उवाच ततस्तथोक्तः परिद्ृष्टरूप: पित्रे शशंसाथ स राजपुत्र: । धृष्टद्युम्न: सोमकानां प्रबहों वृत्तं यथा येन हृता च कृष्णा
Disse Vaiśampāyana: Então aquele príncipe, assim interpelado e tendo compreendido claramente o assunto, relatou-o a seu pai. Dhṛṣṭadyumna, senhor dos Somakas, narrou por inteiro o que ali ocorrera e por quem Kṛṣṇā (Draupadī) fora levada—preparando o cenário para que Drupada respondesse de acordo com o dever régio e o dharma.
Verse 2
धृष्टह्ुम्न उवाच योडसौ युवा व्यायतलोहिताक्ष: कृष्णाजिनी देवसमानरूप: । यः कार्मुकाग्रयं कृतवानधिज्यं लक्ष्यंच यः पातितवान् पृथिव्याम्
Dhṛṣṭadyumna disse: “Ó grande rei! Aquele jovem herói—de porte largo, olhos avermelhados, trajando pele de antílope negro e belo como um deus—foi quem encordoou o excelente arco e, ao atingir o alvo, fê-lo cair ao chão. Avançou velozmente, sozinho, sem se juntar a ninguém. Então muitos brāhmaṇas eminentes o cercaram, louvando-o repetidas vezes. E assim como Indra, o portador do vajra, servido por deuses e rishis, move-se sem temor no meio dos filhos de Diti (os Daityas), assim aquele jovem guerreiro atravessou o meio dos reis, totalmente destemido.”
Verse 3
असज्जमानकश्षु ततस्तरस्वी वृतो द्विजाग्रयैरभिपूज्यमान: । चक्राम वज्रीव दिते: सुतेषु सर्वेश्व देवे ऋषिभिश्न जुष्ट:
Dhṛṣṭadyumna disse: “Então aquele jovem, rápido e poderoso, sem se prender a partido algum e cercado pelos mais eminentes brāhmaṇas que o honravam e louvavam, avançou. E assim como Vajrī (Indra), servido por deuses e rishis, se move sem temor entre os filhos de Diti (os Daityas), assim o jovem herói atravessou sem hesitação o meio dos reis reunidos—sereno, confiante e inabalável em seu propósito.”
Verse 4
कृष्णा प्रगृह्माजिनमन्वयात् त॑ नागं॑ यथा नागवधू: प्रहृष्टा | अमृष्यमाणेषु नराधिपेषु क्रुद्धेषु वै तत्र समापतत्सु
Draupadī, jubilosa, segurou a pele de veado e o seguiu de perto—como uma elefanta alegre seguindo o seu senhor. Ao verem isso, os reis reunidos não o suportaram; tomados de ira, investiram de todos os lados para atacá-lo.
Verse 5
ततो<5पर: पार्थिवसड्घमध्ये प्रवृद्धमारुज्य महीप्ररोहम् । प्रकालयन्नेव स पार्थिवौघान् क्रुद्धोइन्तक: प्राणभृतो यथैव
Então outro guerreiro, arrancando da terra uma grande árvore, saltou para o meio da assembleia dos reis. Com fúria violenta, começou a derrubar a hoste de soberanos, enviando-os à morte—como o próprio Antaka (a Morte), irado, destrói os seres vivos.
Verse 6
तौ पार्थिवानां मिषतां नरेन्द्र कृष्णामुपादाय गतौ नराग्रयौ । विभ्राजमानाविव चन्द्रसूर्योी बाह्ां पुराद् भार्गवकर्मशालाम्
Ó rei, enquanto os monarcas reunidos observavam, aqueles dois homens eminentes tomaram Kṛṣṇā (Draupadī) consigo e partiram. Resplandecentes como a lua e o sol, saíram da cidade rumo à oficina do Bhārgava—à casa do oleiro—afastando-a do olhar público e dos reis contendores.
Verse 7
तत्रोपविष्टार्चिरिवानलस्य तेषां जनित्रीति मम प्रतर्क: । तथाविधैरेव नरप्रवीरै- रुपोपविष्टैस्त्रिभिरग्निकल्पै:
Ali vi uma mulher sentada, radiante como a chama do fogo. Deduzo que ela devia ser a mãe daqueles heróis. Ao redor dela, estavam sentados também três guerreiros eminentes, da mesma têmpera, ardendo com esplendor de fogo.
Verse 8
तस्यास्ततस्तावभिवाद्य पादौ उक्ता च कृष्णा त्वभिवादयेति । स्थितां च तत्रैव निवेद्य कृष्णां भिक्षाप्रचाराय गता नराग्रया:
Então aqueles dois heróis inclinaram-se aos pés de sua mãe e disseram a Kṛṣṇā (Draupadī) que também prestasse reverência. Depois que ela saudou e permaneceu ali de pé, confiaram Kṛṣṇā aos cuidados da mãe, e os mais ilustres dos homens saíram a buscar esmolas.
Verse 9
तेषां तु भैक्ष॑ं प्रतिगृह्म कृष्णा दत्त्वा बलिं ब्राह्मणसाच्च कृत्वा । तां चैव वृद्धां परिवेष्य तांश्व नरप्रवीरान् स्वयमप्यभुड्धक्त
Quando eles voltaram, Kṛṣṇā (Draupadī) recebeu o alimento de esmola que haviam trazido e, conforme o dever doméstico, primeiro ofereceu uma porção como oblação (bali) às potências divinas e depois deu as partes devidas aos brāhmaṇas. Em seguida serviu a anciã e aqueles homens eminentes, e só então comeu ela mesma o que restou.
Verse 10
सुप्तास्तु ते पार्थिव सर्व एव कृष्णा च तेषां चरणोपधाने । आसीत् पृथिव्यां शयनं च तेषां दर्भाजिनाग्रास्तरणोपपन्नम्
Ó rei, depois da refeição, todos adormeceram. Kṛṣṇā dormiu junto aos pés deles. O leito estava estendido sobre a própria terra: por baixo, esteiras de relva darbha; por cima, peles de animal.
Verse 11
सोते समय वे वर्षाकालके मेघके समान गम्भीर गर्जना करते हुए आपसमें बड़ी विचित्र बातें करने लगे। वे पाँचों वीर जो बातें कह रहे थे, वे वैश्यों, शूद्रों तथा ब्राह्मणों-जैसी नहीं थीं
Enquanto jaziam adormecidos, aqueles cinco heróis começaram a falar entre si de modo estranhamente notável, com vozes profundas e ruidosas como nuvens de trovão na estação das chuvas. As palavras que proferiam não se pareciam com a fala comum dos vaiśyas, dos śūdras, nem mesmo dos brāhmaṇas — antes revelavam um discurso de força e ethos heroico além dos padrões habituais.
Verse 12
निःसंशयं क्षत्रियपुड्रवास्ते यथा हि युद्ध कथयन्ति राजन् । आशा हि नो व्यक्तमियं समृद्धा मुक्तान् हि पार्थाज्छूणुमो डग्निदाहात्
Dhṛṣṭadyumna disse: “Não há dúvida, ó Rei: pelo modo como falam de batalha, são certamente os mais eminentes entre os kṣatriyas. De fato, nossa esperança agora parece claramente cumprida, pois ouvimos que os filhos de Pṛthā (Kuntī) — os Pāṇḍavas — escaparam ao incêndio da casa de laca. Assim, o desejo em nossos corações de firmar um vínculo com os Pāṇḍavas parece destinado a triunfar.”
Verse 13
ते नर्दमाना इव कालमेघा: कथा विचित्रा: कथयाम्बभूवु: | न वैश्यशूद्रौोपयिकी: कथास्ता न च द्विजानां कथयन्ति वीरा:
“Rugindo como nuvens de trovão, começaram a trocar entre si uma fala maravilhosa e multiforme. Sua linguagem não era a dos vaiśyas nem a dos śūdras, e tampouco aqueles heróis falavam como brâmanes comuns. Pelo modo como o arco foi armado à força, pelo modo como o alvo difícil foi derrubado, e pelo modo como conversam entre si, é certo: os filhos de Kuntī — os Pārthas — andam por aqui disfarçados.”
Verse 14
ततः स राजा द्रुपद: प्रहृष्ट: पुरोहितं प्रेषयामास तेषाम् । विद्याम युष्मानिति भाषमाणो महात्मान: पाण्डुसुतास्तु कच्चित्
Então o rei Drupada, tomado de alegria, enviou a eles o seu sacerdote da família. Dizendo: “Desejo saber quem sois”, perguntou: “Ó Janamejaya, sois porventura os nobres filhos de Pāṇḍu?”
Verse 15
गृहीतवाक्यो नृपते: पुरोधा गत्वा प्रशंभामभिधाय तेषाम् । वाक्यं समग्र नृपतेर्यथाव- दुवाच चानुक्रमविक्रमेण
Tendo recebido a mensagem do rei, o sacerdote real foi até eles e, após proferir palavras de louvor, transmitiu por inteiro a declaração do rei Drupada — com exatidão e na devida ordem — relatando-a passo a passo tal como fora dita.
Verse 16
विज्ञातुमिच्छत्यवनी श्वरो वः पाज्चालराजो वरदो वरार्हा: । लक्ष्यस्य वेद्धारमिमं हि दृष्टवा हर्षस्य नान्तं प्रतिपद्यते सः
Dṛṣṭadyumna disse: “O rei da terra, Drupada de Pāñcāla—digno do melhor e capaz de conceder dádivas—deseja saber quem sois. Ao ver este herói atingir o alvo, ele é tomado por uma alegria sem medida e não encontra o seu limite.”
Verse 17
आखूयात च ज्ञातिकुलानुपूर्वी पदं शिरस्सु द्विषतां कुरुध्वम् प्रह्नादयध्वं हृदयं ममेद॑ पाञ्चालराजस्य च सानुगस्य
“Declarai, em ordem, vossa origem e linhagem; ponde o pé sobre a fronte dos inimigos; e dai alegria ao meu coração e ao do rei de Pāñcāla, com todos os seus acompanhantes.”
Verse 18
पाण्डुहिं राजा द्रुपदस्य राज्ञ: प्रियः सखा चात्मसमो बभूव । तस्यैष कामो दुहिता ममेयं स््नुषां प्रदास्यामि हि कौरवाय
Dṛṣṭadyumna disse: “O rei Pāṇḍu foi o amigo amado do rei Drupada, querido por ele e tido como igual a si mesmo. Por isso Drupada acalentou este desejo: ‘Darei esta minha filha em casamento, como nora, à linhagem dos Kaurava (isto é, ao filho de Pāṇḍu).’”
Verse 19
अयं हि कामो द्रुपदस्य राज्ञो हृदि स्थितो नित्यमनिन्दिताड़ा: । यदर्जुनो वै पृथुदीर्घबाहु- र्धर्मेण विन्देत सुतां ममैताम्
Dṛṣṭadyumna disse: “Este desejo habita sempre no coração do rei Drupada: que Arjuna—de braços largos e longos—conquiste, segundo o dharma, esta minha filha e a tome legitimamente.”
Verse 20
अशथोक्तवाक्यं हि पुरोहितं स्थितं ततो विनीतं समुदीक्ष्य राजा
Depois que o sacerdote—de pé diante dele—proferiu suas palavras respeitosas e sem falsidade, o rei (Yudhiṣṭhira), ao notar sua humildade, voltou-se para Bhīmasena, sentado ali perto, e ordenou: “Oferece-lhe a água para lavar os pés e o arghya. Ele é o sacerdote honrado do rei Drupada; portanto devemos recebê-lo com especial reverência e hospitalidade.”
Verse 21
समीपतो भीममिदं शशास प्रदीयतां पाद्यमर्घ्य तथास्मै । मान्य: पुरोधा द्रुपदस्य राज्ञ- स्तस्मै प्रयोज्याभ्यधिका हि पूजा
Disse Dṛṣṭadyumna: Vendo Bhīma por perto, ordenou-lhe: “Oferece-lhe a água para lavar os pés (pādya) e também a oferenda de arghya. Ele é o venerável sacerdote familiar do rei Drupada; por isso, merece de nós uma recepção especial e mais elevada.”
Verse 22
भीमस्ततस्तत् कृतवान् नरेन्द्र तां चैव पूजां प्रतिगृहा हर्षात् सुखोपविष्टं तु पुरोहितं तदा युधिष्ठिरो ब्राह्मणमित्युवाच
Disse Dṛṣṭadyumna: Então Bhīma, ó rei, realizou aqueles ritos e prestou-lhe a devida honra segundo a regra. O sacerdote recebeu com alegria aquela veneração; e, quando se sentou confortavelmente no assento, Yudhiṣṭhira dirigiu-se àquele brâmane—reverenciado como viva encarnação da autoridade sagrada—deste modo, ó Janamejaya.
Verse 23
पाज्चालराजेन सुता निसृष्टा स्वधर्मदृष्टेन यथा न कामात् । प्रदिष्टशुल्का द्रुपदेन राज्ञा सा तेन वीरेण तथानुवृत्ता
Disse Dṛṣṭadyumna: “Ó brâmane! Esta filha não foi concedida pelo rei dos Pāñcālas por desejo pessoal. Com o olhar fixo no dharma, o rei Drupada decidiu dar sua filha apenas sob a condição da prova prescrita (o desafio de acertar o alvo). Aquele herói cumpriu exatamente essa condição; por isso, obteve-a legitimamente, e ela o aceitou em conformidade.”
Verse 24
न तत्र वर्णेषु कृता विवक्षा न चापि शीले न कुले न गोत्रे ।।
Disse Dṛṣṭadyumna: “Naquela proclamação não se declarou preferência alguma quanto à varṇa, ao caráter, à linhagem familiar ou ao clã. A condição era apenas esta: quem encordoasse o arco e atingisse o alvo, receberia a donzela. Portanto, este herói de grande alma, conforme ao próprio anúncio, venceu a princesa Kṛṣṇā no meio da assembleia de reis. Sendo assim, o rei Drupada, da linhagem Somaka, não deve entregar-se a um pesar que só destrói a sua própria felicidade.”
Verse 25
सेयं तथानेन महात्मनेह कृष्णा जिता पार्थिवसड्घमध्ये । नैवंगते सौमकिरद्य राजा संतापमर्हत्यसुखाय कर्तुम्
Disse Dṛṣṭadyumna: “Assim, aqui mesmo, no meio da assembleia de reis, a princesa Kṛṣṇā foi conquistada por este herói de grande alma desse modo. Portanto, agora que as coisas se deram assim, o rei Somaka não deve ceder a um pesar que só gera infelicidade; que aceite o desfecho conforme a condição anunciada e se abstenha de atormentar a si mesmo.”
Verse 26
कामश्न यो5सौ द्रुपदस्य राज्ञ: स चापि सम्पत्स्यति पार्थिवस्य । सम्प्राप्यरूपां हि नरेन्द्रकन्या- मिमामहं ब्राह्मण साधु मन्ये
Dhṛṣṭadyumna disse: “Ó brâmane, o desejo há muito acalentado do rei Drupada certamente se cumprirá, e o intento do soberano será realizado. Tendo obtido esta princesa de linhagem régia, célebre por sua beleza e mérito, julgo esta união inteiramente apropriada e auspiciosa.”
Verse 27
न तद् धनुर्मन्दबलेन शक्यं मौर्व्या समायोजयितुं तथा हि । न चाकृतास्त्रेण न हीनजेन लक्ष्यं तथा पातयितुं हि शक्यम्
Dhṛṣṭadyumna disse: “Aquele grande arco não pode ser encordoado por um homem de força débil—assim é de fato. Nem o alvo pode ser derrubado desse modo por quem não foi plenamente instruído na ciência das armas, nem por um homem de baixa linhagem. Para eles, tal feito é impossível.”
Verse 28
तस्मान्न तापं दुहितुर्निमित्तं पाञज्चालराजो<हति कर्तुमद्य । न चापि तत्पातनमन्यथेह कर्तु हि शक््यं भुवि मानवेन
Dhṛṣṭadyumna disse: “Portanto, o rei dos Pāñcālas não deve hoje sentir pesar por causa de sua filha. E nesta terra, fora daquele herói, não há homem algum capaz de perfurar e derrubar aquele alvo.”
Verse 29
एवं ब्रुवत्येव युधिष्ठिरे तु पाञज्चालराजस्य समीपतोडन्य: । तत्राजगामाशु नरो द्वितीयो निवेदयिष्यन्निह सिद्धमन्नम्
Enquanto Yudhiṣṭhira ainda falava, outro homem veio depressa das proximidades do rei dos Pāñcālas. Chegou para anunciar que “a refeição estava preparada”, sinal de que o palácio se dispunha a oferecer hospitalidade e a devida recepção aos hóspedes.
Verse 192
इति श्रीमहाभारते आदिपर्वणि वैवाहिकपर्वणि पुरोहितयुधिष्ठिरसंवादे द्विनवत्यधिकशततमो< ध्याय:,इस प्रकार श्रीमहाभारत आदिपर्वके अन्तर्गत वैवाहिकपर्वनें पुरोहितयुधिष्ठिरविषयक एक सौ बानबेवाँ अध्याय पूरा हुआ
Assim termina o capítulo cento e noventa e dois do Ādi Parva do Śrī Mahābhārata, na seção Vaivāhika, no diálogo entre o sacerdote da família e Yudhiṣṭhira.
Verse 193
कृतं हि तत् स्यात् सुकृतं ममेद॑ यशभश्न पुण्यं च हितं तदेतत् । “उनका यह कहना है कि यदि मेरा यह मनोरथ पूर्ण हो जाय
Se esse meu desejo se cumprir, eu o considerarei a verdadeira fruição de minhas boas ações. Para mim, só isso se tornará fama, mérito e benefício genuíno — um desfecho em harmonia com o dharma e com o auspicioso.
The court confronts the ethical tension between acknowledging the Pāṇḍavas’ legitimate success and alliance (a dharmic recognition) versus pursuing rival-containment through ongoing power-reduction strategies, raising questions about just governance and kinship duty.
The text juxtaposes daiva (contingency/fate) with pauruṣa (agency), showing how actors interpret outcomes to justify policy; it also implies that concealed wrongdoing (e.g., the lac-house plot) persists as reputational and political liability.
No explicit phalaśruti appears here; the chapter functions as narrative-ethical linkage, clarifying how information, public posture, and private counsel shape the epic’s later escalation.
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