Upanishads - Avadhuta
samnyasaAtharva36 Verses

Avadhuta

samnyasaAtharva

O Avadhūta Upaniṣad (associado ao Atharvaveda) é um texto breve, porém denso, entre os Upaniṣads de sannyāsa. Ele apresenta o ideal do “avadhūta”: o renunciante que “sacudiu” a identidade social, o apego ao ritualismo e a dependência de sinais externos de santidade, permanecendo estabelecido no conhecimento do Si. Sua tese central é que a renúncia verdadeira não é apenas externa, mas a dissolução do ego como agente e possuidor, e a firmeza no conhecimento da unidade entre Ātman e Brahman. O texto enfatiza a transcendência dos pares de opostos (honra/desonra, pureza/impureza, ganho/perda, prazer/dor) como fruto natural da visão não-dual. Corpo, sentidos e mente são compreendidos como “o observado”, enquanto a consciência-testemunha permanece não apegada. A ação pode ocorrer, mas sem a pretensão “eu faço”. Embora o avadhūta possa parecer fora das normas sociais, interiormente está assentado numa consciência auto-luminosa, sem medo e sem apego. Assim, o Upaniṣad funciona como uma síntese vedântica da renúncia interior e da libertação em vida (jīvanmukti) por meio da realização direta do Si.

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Key Teachings

- Avadhūta ideal: the renouncer who has cast off ego

social identity

and ritualistic self-concern

- Jñāna over karma: liberating knowledge of Ātman-Brahman as the core of sannyāsa

- Non-duality (advaita): the Self is one

self-luminous consciousness; multiplicity is superimposition

- Transcendence of dualities: beyond honor/dishonor

purity/impurity

gain/loss

pleasure/pain

- Disidentification: body–mind–sense complex is witnessed; the seer is unattached awareness

- Jīvanmukti: freedom while living

expressed as fearlessness

non-possessiveness

and spontaneity

- Inner renunciation: external marks are secondary; true tyāga is the dropping of doership and ownership

- Natural compassion and simplicity: action may occur

but without egoic claim or binding attachment

Verses of the Avadhuta

36 verses with Sanskrit text, transliteration, and translation.

Verse 1

अथ ह सांकृतिः भगवन्तम् अवधूतं दत्तात्रेयं परिसमेत्य पप्रच्छ—भगवन्, कोऽवधूतस्य? का स्थितिः? किं लक्ष्म? किं संसरणम्? इति। तं होवाच भगवो दत्तात्रेयः परमकारुणिकः॥१॥

Então, de fato, Sāṅkṛti, aproximando-se do Bem‑aventurado Dattātreya, o Avadhūta, perguntou: “Ó Senhor, quem é chamado Avadhūta? Qual é o seu estado? Qual é o seu sinal distintivo? Qual é o seu modo de viver e peregrinar?” A ele respondeu o Bem‑aventurado Dattātreya, supremamente compassivo.

Avadhūta-lakṣaṇa (marks of the liberated sage) and jīvanmukti

Verse 2

अक्षरत्वाद्वरेण्यत्वाद्धृतसंसारबन्धनात् । तत्त्वमस्यादिलक्ष्यत्वादवधूत इतीर्यते॥२॥

Por ter realizado o Imperecível, por ser digno da escolha suprema, por ter lançado fora o vínculo do saṃsāra, e por ser o referente de sentenças como “Tu és Isso” — por isso é chamado Avadhūta.

Akṣara/Brahman-realization and mokṣa (freedom from saṃsāra-bandha)

Verse 3

यो विलङ्घ्याश्रमान्वर्णानात्मन्येव स्थितः सदा । अतिवर्णाश्रमी योगी अवधूतः स कथ्यते॥३॥

Aquele que, tendo transcendido os āśramas e as varṇas, permanece sempre estabelecido somente no Si‑mesmo — tal yogin, além de varṇa e āśrama, é chamado Avadhūta.

Ātma-niṣṭhā (abidance in the Self) and transcendence of varṇāśrama through jñāna

Verse 4

तस्य प्रियं शिरः कृत्वा मोदो दक्षिणपक्षकः । प्रमोद उत्तरः पक्ष आनन्दो गोष्पदायते॥४॥

Fazendo de “Priya” a sua cabeça, de “Moda” a asa direita e de “Pramoda” a asa esquerda, “Ānanda” torna‑se para ele como a pegada de uma vaca, isto é, algo diminuto.

Ānanda-taratamya (gradation of bliss) and transcendence even of experiential bliss in Brahman-knowledge

Verse 5

गोपालसदृशां शीर्षे नापि मध्ये न चाप्यधः । ब्रह्मपुच्छं प्रतिष्ठेति पुच्छाकारेण कारयेत्॥५॥

Nem no alto, nem no meio, nem embaixo; deve-se contemplar a “cauda de Brahman” como fundamento, e moldar essa contemplação na forma de uma cauda.

Brahman as pratiṣṭhā (ultimate ground/support) and the pañca-kośa/ānandamaya imagery of ‘brahma-puccha’

Verse 6

एवं चतुष्पथं कृत्वा ते यान्ति परमां गतिम् । न कर्मणा न प्रजया धनेन त्यागेनैके अमृतत्वमानशुः ॥६॥

Assim, tendo trilhado o caminho quádruplo, eles alcançam o estado supremo. Não por ação ritual, nem por descendência, nem por riqueza; somente pela renúncia alguns atingiram a imortalidade.

Moksha through tyāga (renunciation) rather than karma/artha/kāma

Verse 7

स्वैरं स्वैरविहरणं तत्संसरणम् । सांबरा वा दिगंबरा वा । न तेषां धर्माधर्मौ न मेध्यामेधौ । सदा सांग्रहण्येष्ट्यश्वमेधान्तयागं यजते । स महामखो महायोगः ॥७॥

Seu vagar é livre; seu movimento é um peregrinar espontâneo. Vestidos ou nus como o céu. Para eles não há dharma nem adharma, nem puro e impuro. Sempre ele realiza o sacrifício que culmina no Aśvamedha e na oblação final; ele é o grande sacrificante, o grande yogin.

Jīvanmukti; transcendence of dualities (dvandva) and ritual purity/impurity

Verse 8

कृत्स्नमेतच्चित्रं कर्म । स्वैरं न विगायेत् तन्महाव्रतम् । न स मूढवल्लिप्यते ॥८॥

Toda esta ação é um espetáculo multicolorido. Não se deve cantá-la nem proclamá-la ao bel‑prazer; isso é o grande voto. Ele não se mancha como o insensato.

Non-doership (akartṛtva) and non-attachment to karma; māyā as display

Verse 9

यथा रविः सर्वरसान् प्रभुङ्क्ते हुताशनश्चापि हि सर्वभक्षः । तथैव योगी विषयान् प्रभुङ्क्ते न लिप्यते पुण्यपापैश्च शुद्धः ॥९॥

Assim como o sol absorve todas as essências, e como o fogo é de fato devorador de tudo, assim também o yogin frui os objetos; sendo puro, não é manchado por mérito e demérito, por bem e mal.

Non-attachment amid experience; purity of Self; karma non-binding for the knower

Verse 10

आपूर्यमाणम् अचलप्रतिष्ठं समुद्रमापः प्रविशन्ति यद्वत् । तद्वत्कामा यं प्रविशन्ति सर्वे स शान्तिमाप्नोति न कामकामी ॥१०॥

Como as águas entram no oceano, que se enche e, contudo, permanece firme em seu fundamento, assim todos os desejos entram nele; ele alcança a paz — não aquele que deseja os desejos.

Śānti through desirelessness (akāmatā); fullness (pūrṇatā) of the Self

Verse 11

न निरोधो न चोत्पत्तिर्न बद्धो न च साधकः । न मुमुक्षुर्न वै मुक्त इत्येषा परमार्थता॥११॥

Não há cessação, nem de fato origem; ninguém está preso, nem há praticante do caminho. Não há buscador de libertação, nem verdadeiramente um liberto — esta é a Verdade suprema.

Ajātivāda / non-origination; paramārtha-sattā (absolute standpoint)

Verse 12

ऐहिकामुष्मिकव्रातसिद्धै मुक्तेश्च सिद्धये । बहुकृत्यं पुरा स्यान्मे तत्सर्वमधुना कृतम्॥१२॥

Para alcançar as coleções de realizações aqui e no além, e para obter a libertação, outrora haveria muito a ser feito por mim; agora tudo isso está cumprido.

Kṛtakṛtyatā (accomplishedness) through Self-knowledge; sublation of sādhanā as a means once knowledge dawns

Verse 13

तदेव कृतकृत्यत्वं प्रतियोगिपुरःसरम् । अनुसन्दधदेवायमेवं तृप्यति नित्यशः॥१३॥

Só isso é a condição de “feito o que havia a fazer” (kṛtakṛtyatva), precedida por seus correlatos opostos; refletindo assim, este permanece sempre satisfeito.

Kṛtakṛtyatā and tṛpti (contentment) born of jñāna; sublation of dualities (pratiyogin)

Verse 14

दुःखिनोऽज्ञाः संसरन्तु कामं पुत्राद्यपेक्षया । परमानन्दपूर्णोऽहं संसरामि किमिच्छया॥१४॥

Que os ignorantes sofredores vagueiem no saṃsāra como quiserem, dependentes de filhos e afins. Eu, porém, estou pleno de suprema bem-aventurança — por que desejo vagaria no saṃsāra?

Pūrṇatva (fullness) of Ātman; vairāgya; saṃsāra as desire-driven

Verse 15

अनुतिष्ठन्तु कर्माणि परलोकयियासवः । सर्वलोकात्मकः कस्मादनुतिष्ठामि किं कथम्॥१५॥

Que realizem ações aqueles que desejam ir ao outro mundo. Eu sou da natureza de todos os mundos — por que eu agiria, para quê, e de que modo?

Akartṛtva (non-doership) of the Self; karma as means for finite ends; sarvātmatva

Verse 16

व्याचक्षतां ते शास्त्राणि वेदानध्यापयन्तु वा । येऽत्राधिकारिणो मे तु नाधिकारोऽक्रियत्वतः ॥१६॥

Que eles exponham os tratados, ou mesmo ensinem os Vedas—os que aqui são qualificados para isso. Quanto a mim, não há tal direito, pois em mim não há agência nem execução de ação.

Akartṛtva (non-doership) / Ātman as actionless witness

Verse 17

निद्राभिक्षे स्नानशौचे नेच्छामि न करोमि च । द्रष्टारश्चेत्कल्पयन्तु किं मे स्यादन्यकल्पनात् । गुञ्जापुञ्जादि दह्येत नान्यारोपितवह्निना । नान्यारोपितसंसारधर्मा नैवमहं भजे ॥१७॥

Sono e esmola, banho e pureza—não os desejo nem os pratico. Se os observadores imaginarem o contrário, que me importa a imaginação alheia? Um monte de sementes de guñjā e semelhantes não se queima por um fogo apenas superposto pela mente. Assim, não assumo os atributos do saṃsāra que outros projetam sobre mim.

Adhyāropa (superimposition) and asaṅga/asaṃsparśa (non-contact) of Ātman

Verse 18

शृण्वन्त्वज्ञाततत्त्वास्ते जानन्कस्माञ्छृणोम्यहम् । मन्यन्तां संशयापन्ना न मन्येऽहमसंशयः ॥१८॥

Que escutem os que ainda não conheceram a Verdade. Eu, tendo conhecido, por que escutaria? Que pensem os que caíram na dúvida; eu não penso—estou livre de dúvida.

Jñāna-niṣṭhā (abidance in knowledge) and nivṛtti from saṃśaya (doubt)

Verse 19

विपर्यस्तो निदिध्यासे किं ध्यानमविपर्यये । देहात्मत्वविपर्यासं न कदाचिद्भजाम्यहम् ॥१९॥

O que está invertido no erro pratica nididhyāsana; que meditação há para quem não está invertido? Jamais recorro à inversão de tomar o corpo como o Si mesmo.

Viparyaya (error) / dehātma-buddhi negation; culmination beyond practice

Verse 20

अहं मनुष्य इत्यादिव्यवहारो विनाप्यमुम् । विपर्यासं चिराभ्यस्तवासनातोऽवकल्पते ॥२०॥

Mesmo sem esse erro, é possível o uso convencional, como dizer: “sou um homem”. Pois a inversão surge de impressões latentes, cultivadas por longo tempo.

Vyavahāra vs pāramārthika; vāsanā (latent tendencies) sustaining viparyaya

Verse 21

आरब्धकर्मणि क्षीणे व्यवहारो निवर्तते । कर्मक्षये त्वसौ नैव शाम्येद्ध्यानसहस्रतः ॥२१॥

Quando o karma já iniciado (prārabdha) se esgota, cessa o trato mundano. Contudo, esse prārabdha não se apazigua por milhares de meditações; ele termina somente com o esgotamento do karma.

Prārabdha-karma and the jñānī’s non-doership amid residual embodiment

Verse 22

विरलत्वं व्यवहृतेरिष्टं चेद्ध्यानमस्तु ते । बाधिकर्मव्यवहृतिं पश्यन्ध्यायाम्यहं कुतः ॥२२॥

Se desejas o rarear da atividade, então que haja meditação para ti. Mas eu—vendo a atividade transacional do karma como sublatada—como poderia eu meditar?

Bādhita-vyavahāra (sublation of transaction) and the jñānī’s absence of doership

Verse 23

विक्षेपो नास्ति यस्मान्मे न समाधिस्ततो मम । विक्षेपो वा समाधिर्वा मनसः स्याद्विकारिणः । नित्यानुभवरूपस्य को मेऽत्रानुभवः पृथक् ॥२३॥

Como não há distração em mim, não há, portanto, samādhi para mim. Distração ou samādhi pertencem à mente, sujeita a modificações. Para mim, cuja natureza é a experiência eterna, que ‘experiência’ separada poderia haver aqui?

Sākṣin/Ātman as nitya-anubhava (ever-present consciousness) beyond mental states

Verse 24

कृतं कृत्यं प्रापणीयं प्राप्तमित्येव नित्यशः । व्यवहारो लौकिको वा शास्त्रीयो वान्यथापि वा । ममाकर्तुरलेपस्य यथारब्धं प्रवर्तताम् ॥२४-२५॥

“O que devia ser feito está feito; o que devia ser alcançado foi alcançado”—assim, de fato, sempre. Que o trato—mundano, escritural ou de outro modo—prossiga conforme o que já se iniciou, para mim, não-agente e intocado.

Akartṛtva (non-agency), alepatva (non-attachment), and prārabdha-driven continuation of conduct

Verse 25

कृतं कृत्यं प्रापणीयं प्राप्तमित्येव नित्यशः । व्यवहारो लौकिको वा शास्त्रीयो वान्यथापि वा । ममाकर्तुरलेपस्य यथारब्धं प्रवर्तताम् ॥२४-२५॥

“O que devia ser feito está feito; o que devia ser alcançado foi alcançado”—assim, de fato, sempre. Que o trato—mundano, escritural ou de outro modo—prossiga conforme o que já se iniciou, para mim, não-agente e intocado.

Jīvanmukti: fulfillment (pūrṇatā) with continued prārabdha-based appearance of action

Verse 26

अथवा कृतकृत्येऽपि लोकानुग्रहकाम्यया । शास्त्रीयेणैव मार्गेण वर्तेऽहं मम का क्षतिः ॥२६॥

Ou ainda, embora eu já tenha cumprido o que havia a cumprir, por desejo de favorecer o mundo sigo somente o caminho das Escrituras; que perda haveria para mim?

Jīvanmukti; lokasaṅgraha (compassionate conformity) alongside akartṛtva

Verse 27

देवार्चनस्नानशौचभिक्षादौ वर्ततां वपुः । तारं जपतु वाक् तद्वत् पठत्वाम्नायमस्तकम् ॥२७॥

Que o corpo se ocupe de adoração aos deuses, banho, pureza, mendicância e afins. Que a fala repita em japa o Tāraka-mantra; e do mesmo modo recite o cume do Veda, o ensinamento essencial.

Akartṛtva with functional embodiment; nāma-japa and śravaṇa as supports while abiding as sākṣin

Verse 28

विष्णुं ध्यायतु धीः यद्वा ब्रह्मानन्दे विलीयताम् । साक्ष्यहं किंचिदप्यत्र न कुर्वे नापि कारये ॥२८॥

Que o intelecto medite em Viṣṇu; ou então que se dissolva na bem-aventurança de Brahman. Eu sou a Testemunha; aqui nada faço, nem faço com que algo seja feito.

Sākṣitva (witnesshood), akartṛtva (non-doership), Brahmānanda; saguna-to-nirguna assimilation

Verse 29

कृतकृत्यतया तृप्तः प्राप्तप्राप्यतया पुनः । तृप्यन्नेवं स्वमनसा मन्यतेऽसौ निरन्तरम् ॥२९॥

Satisfeito pelo estado de ter feito o que havia a fazer, e novamente pelo estado de ter alcançado o que havia a alcançar, assim, contente, ele contempla em sua própria mente sem cessar.

Pūrṇatva (completeness), tṛpti (contentment) of the jñānī; mokṣa as ‘attained the attainable’

Verse 30

धन्योऽहं धन्योऽहं नित्यं स्वात्मानमञ्जसा वेद्मि । धन्योऽहं धन्योऽहं ब्रह्मानन्दो विभाति मे स्पष्टम् ॥३०॥

Bem-aventurado sou eu, bem-aventurado sou eu: conheço diretamente, sempre, o meu próprio Si-mesmo. Bem-aventurado sou eu, bem-aventurado sou eu: a bem-aventurança de Brahman resplandece em mim com clareza.

Ātma-jñāna (direct Self-knowledge), Brahmānanda, aparokṣānubhūti (immediate realization)

Verse 31

धन्योऽहं धन्योऽहं दुःखं सांसारिकं न वीक्षेऽद्य । धन्योऽहं धन्योऽहं स्वस्याज्ञानं पलायितं क्वापि ॥३१॥

Bem-aventurado sou eu, bem-aventurado sou eu; hoje não contemplo a dor mundana. Bem-aventurado sou eu, bem-aventurado sou eu; minha própria ignorância fugiu para longe.

Moksha (liberation) through destruction of avidyā

Verse 32

धन्योऽहं धन्योऽहं कर्तव्यं मे न विद्यते किंचित् । धन्योऽहं धन्योऽहं प्राप्तव्यं सर्वमत्र सम्पन्नम् ॥३२॥

Bem-aventurado sou eu, bem-aventurado sou eu; para mim não existe dever algum. Bem-aventurado sou eu, bem-aventurado sou eu; tudo o que há a alcançar aqui está consumado.

Kṛtakṛtyatā (having accomplished what is to be accomplished) / Pūrṇatva (wholeness)

Verse 33

धन्योऽहं धन्योऽहं तृप्तेर्मे कोपमा भवेल्लोके । धन्योऽहं धन्योऽहं धन्यो धन्यः पुनः पुनर्धन्यः ॥३३॥

Bem-aventurado sou eu, bem-aventurado sou eu; que comparação no mundo poderia haver para minha plenitude? Bem-aventurado sou eu, bem-aventurado sou eu; bem-aventurado, bem-aventurado, de novo e de novo.

Ānanda / Tṛpti (contentment born of Self-knowledge)

Verse 34

अहो पुण्यमहो पुण्यं फलितं फलितं दृढम् । अस्य पुण्यस्य सम्पत्तेरहो वयमहो वयम् ॥३४॥

Ah, mérito! Ah, mérito! Frutificou—frutificou—com firmeza. Dessa riqueza deste mérito—ah, nós! ah, nós!

Puṇya as preparatory merit culminating in jñāna (sādhana-catuṣṭaya maturation)

Verse 35

अहो ज्ञानमहो ज्ञानमहो सुखमहो सुखम् । अहो शास्त्रमहो शास्त्रमहो गुरुरहो गुरुः ॥३५॥

Ah, conhecimento! Ah, conhecimento! Ah, bem-aventurança! Ah, bem-aventurança! Ah, as Escrituras! Ah, as Escrituras! Ah, o Guru! Ah, o Guru!

Jñāna as the means (sādhana) and ānanda as the nature (svarūpa) of Ātman; Guru-Śāstra-upadeśa

Verse 36

इति य इदमधीते सोऽपि कृतकृत्यो भवति। सुरापानात्पूतो भवति। स्वर्णस्तेयात्पूतो भवति। ब्रह्महत्यात्पूतो भवति। कृत्याकृत्यात्पूतो भवति। एवं विदित्वा स्वेच्छाचारपरो भूयाद् ॐ सत्यमित्युपनिषत्॥३६॥

Assim, quem estuda este ensinamento torna-se alguém que cumpriu o que havia a cumprir. Purifica-se de beber intoxicantes; purifica-se do roubo de ouro; purifica-se do assassinato de um brâmane; purifica-se dos pecados oriundos de feitiçaria e do que não deve ser feito. Sabendo assim, que se dedique à conduta segundo a própria vontade. Om—Verdade: assim é a Upaniṣad.

Moksha (liberation through jñāna) and pāpa-kṣaya (dissolution of sin through knowledge)

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