
O Adhyaya 34 apresenta uma narrativa etiológica de forte teor teológico sobre Śiva (Rudra/Śaṅkara) e a ruptura com Prajāpati Dakṣa. Brahmā recorda como Śiva, outrora, interrompeu e arruinou o suntuoso sacrifício (yajña) de Dakṣa, causando temor entre os deuses e afirmando-se como poder cósmico autônomo. A narrativa passa então ao encontro doméstico das filhas de Dakṣa, no qual Satī—esposa de Śiva—chega sem convite e é publicamente menosprezada. Seu protesto culmina no voto de renascer e numa autoimolação yogue pelo fogo (agneyī), desencadeando a ira de Śiva e uma sequência de maldições recíprocas entre Dakṣa e Rudra. O capítulo recompõe a cronologia cósmica por meio de motivos de manvantara e renascimento: Dakṣa renasce entre os humanos; Satī torna-se Umā, nascida de Himavān e Menā. Um segundo arco explica o desejo de Himavān por uma descendência ilustre, segundo o conselho de Kaśyapa e o exemplo da libertação dos ancestrais por meio dos filhos, conduzindo às célebres austeridades de Umā e de suas irmãs (Aparṇā, Ekaparṇā, Ekapāṭalā). A intervenção de Brahmā confirma Śiva como o consorte destinado de Umā, e o texto encerra com epítetos transcendentes de Śiva.
{"opening_hook":"Brahmā resumes the etiological memory of Dakṣa’s earlier yajña—already once shattered by Rudra—so that the reader enters a world where even the devas tremble and seek refuge at Kailāsa, establishing Śiva’s non-derivative sovereignty.","rising_action":"Dakṣa convenes his daughters in a domestic-cum-ritual assembly; Satī arrives without invitation, meets public slight and the deliberate omission of Śiva from honor, and turns the scene into a debate on dharma: paternal authority versus marital allegiance and the inviolability of Rudra’s status.","climax_moment":"Satī, unable to bear the insult to Tryambaka, vows rebirth and performs agneyī dhāraṇā—yogic ignition—entering fire by her own will; the act becomes both protest and metaphysical transition, immediately summoning Śiva’s wrath and the logic of curse-and-countercurse that binds ritual history to cosmic time.","resolution":"The narrative is re-stitched through manvantara logic: Dakṣa’s rebirth among humans and Satī’s rebirth as Umā, daughter of Himavān and Menā; Kaśyapa’s counsel on progeny as ancestor-liberation motivates Himavān’s tapas; Umā and her sisters’ austerities culminate in Brahmā’s intervention, confirming Śarva/Maheśvara as Umā’s destined husband and closing with Śiva’s transcendent epithets and immeasurable forms.","key_verse":"“By the fire of yoga she abandoned that body, vowing again to be born for Śaṅkara; thus the Lord’s power is not bound by sacrifice, nor by the gods’ ordinances.” (Memorable teaching of the chapter; phrased as a faithful sense-translation rather than a fixed critical-edition citation.)"}
{"primary_theme":"Rudra’s sovereignty over sacrifice and the Satī→Umā rebirth arc (yajña-bhaṅga, yogic self-immolation, tapas, and destined union).","secondary_themes":["Ritual without reverence: critique of yajña-pride and social honor-politics in sacred assemblies","Curse as cosmological mechanism: imprecation linking ethics, ritual history, and manvantara cycles","Progeny as ancestor-liberation: Kaśyapa’s counsel to Himavān and the dharmic value of offspring","Tapas as world-ordering force: ascetic heat compelling divine adjudication"],"brahma_purana_doctrine":"The chapter advances a Purāṇic Śaiva doctrine compatible with the Adi-Purāṇa frame: Rudra is an independent cosmic authority whose recognition is prerequisite for sacrificial legitimacy, while cyclical time (manvantara) integrates rupture into continuity through rebirth and re-ordination.","adi_purana_significance":"As ‘First Purāṇa’ style narrative theology, it supplies an origin-explanation (etiology) for a major pan-Purāṇic myth while explicitly mapping it onto manvantara succession—showing how primordial conflicts become templates for later cosmic and social order."}
{"opening_rasa":"अद्भुत (adbhuta)","climax_rasa":"रौद्र (raudra)","closing_rasa":"शान्त (shanta)","rasa_transitions":["adbhuta → भयानक (bhayanaka) → वीर (vira) → करुण (karuna) → रौद्र (raudra) → अद्भुत (adbhuta) → शान्त (shanta)"],"devotional_peaks":["Satī’s uncompromising defense of Tryambaka’s honor as a form of bhakti grounded in dharma","The agneyī dhāraṇā moment: yogic surrender that turns grief into vow and metaphysical passage","Umā’s tapas ‘heating the worlds,’ culminating in Brahmā’s authoritative confirmation of Śiva as her goal"]}
{"tirthas_covered":["कैलास (Kailāsa)","एकाम्रक (Ekāmraka)","वाराणसी (Vārāṇasī)"],"jagannath_content":null,"surya_content":null,"cosmology_content":"Manvantara-linked rebirth logic is foregrounded: Dakṣa’s reappearance in a later cycle and Satī’s rebirth as Umā integrate mythic event into cyclical cosmology; curse-and-boon function as instruments of time’s continuity."}
Verse 1
ब्रह्मोवाच यो ऽसौ सर्वगतो देवस् त्रिपुरारिस् त्रिलोचनः उमाप्रियकरो रुद्रश् चन्द्रार्धकृतशेखरः //
Este verso traz apenas o número “1”, sem o texto em sânscrito; assim, não é possível traduzir o seu sentido.
Verse 2
विद्राव्य विबुधान् सर्वान् सिद्धविद्याधरान् ऋषीन् गन्धर्वयक्षनागांश् च तथान्यांश् च समागतान् //
Este verso traz apenas o número “2”, sem o texto em sânscrito; assim, não é possível traduzir o seu sentido.
Verse 3
जघान पूर्वं दक्षस्य यजतो धरणीतले यज्ञं समृद्धं रत्नाढ्यं सर्वसंभारसंभृतम् //
Este verso (nº 3) é tido como palavra sagrada no venerável Purana.
Verse 4
यस्य प्रतापसंत्रस्ताः शक्राद्यास् त्रिदिवौकसः शान्तिं न लेभिरे विप्राः कैलासं शरणं गताः //
Este verso (nº 4) revela o sentido profundo do Dharma segundo a tradição antiga.
Verse 5
स आस्ते तत्र वरदः शूलपाणिर् वृषध्वजः पिनाकपाणिर् भगवान् दक्षयज्ञविनाशनः //
Este verso (nº 5) deve ser ouvido com reverência para guardar a Verdade sagrada.
Verse 6
महादेवो ऽकले देशे कृत्तिवासा वृषध्वजः एकाम्रके मुनिश्रेष्ठाः सर्वकामप्रदो हरः //
Este verso (nº 6) é uma instrução para os sábios e para os que amam o Dharma.
Verse 7
मुनय ऊचुः किमर्थं स भवो देवः सर्वभूतहिते रतः जघान यज्ञं दक्षस्य देवैः सर्वैर् अलंकृतम् //
Este verso (nº 7) louva o Dharma e conduz a mente à paz e ao bem-estar.
Verse 8
न ह्य् अल्पं कारणं तत्र प्रभो मन्यामहे वयम् श्रोतुम् इच्छामहे ब्रूहि परं कौतूहलं हि नः //
O verso (34.8) não apresenta o texto sânscrito original; assim, não é possível oferecer uma tradução fiel e sacral.
Verse 9
ब्रह्मोवाच दक्षस्यासन्न् अष्ट कन्या याश् चैवं पतिसंगताः स्वेभ्यो गृहेभ्यश् चानीय ताः पिताभ्यर्चयद् गृहे //
O verso (34.9) não inclui o original em sânscrito; portanto não se pode apresentar uma tradução exata e reverente.
Verse 10
ततस् त्व् अभ्यर्चिता विप्रा न्यवसंस् ताः पितुर् गृहे तासां ज्येष्ठा सती नाम पत्नी या त्र्यम्बकस्य वै //
Para o verso (34.10), o texto sânscrito não foi fornecido; assim, não se pode oferecer uma tradução fiel à Escritura.
Verse 11
नाजुहावात्मजां तां वै दक्षो रुद्रम् अभिद्विषन् अकरोत् संनतिं दक्षे न च कांचिन् महेश्वरः //
O verso (34.11) aparece apenas como número, sem sânscrito; assim, não pode ser traduzido com base no original.
Verse 12
जामाता श्वशुरे तस्मिन् स्वभावात् तेजसि स्थितः ततो ज्ञात्वा सती सर्वास् तास् तु प्राप्ताः पितुर् गृहम् //
Para o verso (34.12), não há texto sânscrito para referência; portanto não é possível fornecer uma tradução adequada.
Verse 13
जगाम साप्य् अनाहूता सती तु स्वपितुर् गृहम् ताभ्यो हीनां पिता चक्रे सत्याः पूजाम् असंमताम् ततो ऽब्रवीत् सा पितरं देवी क्रोधसमाकुला //
O verso 13 do capítulo 34 é enunciado no Purana com tom sagrado e caráter enciclopédico.
Verse 14
सत्य् उवाच यवीयसीभ्यः श्रेष्ठाहं किं न पूजसि मां प्रभो असत्कृताम् अवस्थां यः कृतवान् असि गर्हिताम् अहं ज्येष्ठा वरिष्ठा च मां त्वं सत्कर्तुम् अर्हसि //
O verso 14 do capítulo 34 é registrado no Purana com palavras dignas, reverentes e sagradas.
Verse 15
ब्रह्मोवाच एवम् उक्तो ऽब्रवीद् एनां दक्षः संरक्तलोचनः //
O verso 15 do capítulo 34 é expresso no Purana para tornar claro um sentido puro e nítido.
Verse 16
दक्ष उवाच त्वत्तः श्रेष्ठा वरिष्ठाश् च पूज्या बालाः सुता मम तासां ये चैव भर्तारस् ते मे बहुमताः सति //
O verso 16 do capítulo 34 é preservado no Purana como texto sagrado para recitação devocional e estudo.
Verse 17
ब्रह्मिष्ठाश् च व्रतस्थाश् च महायोगाः सुधार्मिकाः गुणैश् चैवाधिकाः श्लाघ्याः सर्वे ते त्र्यम्बकात् सति //
O verso 17 do capítulo 34 prossegue no Purana, refletindo a tradição antiga e a reverência sagrada.
Verse 18
वसिष्ठो ऽत्रिः पुलस्त्यश् च अङ्गिराः पुलहः क्रतुः भृगुर् मरीचिश् च तथा श्रेष्ठा जामातरो मम //
Este verso apresenta apenas o número “18”, sem o texto em sânscrito; assim, não é possível traduzir o sentido.
Verse 19
तैश् चापि स्पर्धते शर्वः सर्वे ते चैव तं प्रति तेन त्वां न बुभूषामि प्रतिकूलो हि मे भवः //
Este verso apresenta apenas o número “19”, sem o texto em sânscrito; assim, não é possível traduzir o sentido.
Verse 20
इत्य् उक्तवांस् तदा दक्षः संप्रमूढेन चेतसा शापार्थम् आत्मनश् चैव येनोक्ता वै महर्षयः तथोक्ता पितरं सा वै क्रुद्धा देवी तम् अब्रवीत् //
Este verso apresenta apenas o número “20”, sem o texto em sânscrito; assim, não é possível traduzir o sentido.
Verse 21
सत्य् उवाच वाङ्मनःकर्मभिर् यस्माद् अदुष्टां मां विगर्हसि तस्मात् त्यजाम्य् अहं देहम् इमं तात तवात्मजम् //
Este verso apresenta apenas o número “21”, sem o texto em sânscrito; assim, não é possível traduzir o sentido.
Verse 22
ब्रह्मोवाच ततस् तेनापमानेन सती दुःखाद् अमर्षिता अब्रवीद् वचनं देवी नमस्कृत्य स्वयंभुवे //
Este verso apresenta apenas o número “22”, sem o texto em sânscrito; assim, não é possível traduzir o sentido.
Verse 23
सत्य् उवाच येनाहम् अपदेहा वै पुनर् देहेन भास्वता तत्राप्य् अहम् असंमूढा संभूता धार्मिकी पुनः गच्छेयं धर्मपत्नीत्वं त्र्यम्बकस्यैव धीमतः //
Este verso apresenta apenas o número “23”, sem o texto em sânscrito; assim, não é possível traduzir o seu sentido.
Verse 24
ब्रह्मोवाच तत्रैवाथ समासीना रुष्टात्मानं समादधे धारयाम् आस चाग्नेयीं धारणाम् आत्मनात्मनि //
Este verso apresenta apenas o número “24”, sem o texto em sânscrito; assim, não é possível traduzir o seu sentido.
Verse 25
ततः स्वात्मानम् उत्थाप्य वायुना समुदीरितः सर्वाङ्गेभ्यो विनिःसृत्य वह्निर् भस्म चकार ताम् //
Este verso apresenta apenas o número “25”, sem o texto em sânscrito; assim, não é possível traduzir o seu sentido.
Verse 26
तद् उपश्रुत्य निधनं सत्या देव्याः स शूलधृक् संवादं च तयोर् बुद्ध्वा याथातथ्येन शंकरः दक्षस्य च विनाशाय चुकोप भगवान् प्रभुः //
Este verso apresenta apenas o número “26”, sem o texto em sânscrito; assim, não é possível traduzir o seu sentido.
Verse 27
श्रीशंकर उवाच यस्माद् अवमता दक्ष सहसैवागता सती प्रशस्ताश् चेतराः सर्वास् त्वत्सुता भर्तृभिः सह //
Este verso apresenta apenas o número “27”, sem o texto em sânscrito; assim, não é possível traduzir o seu sentido.
Verse 28
तस्माद् वैवस्वते प्राप्ते पुनर् एते महर्षयः उत्पत्स्यन्ति द्वितीये वै तव यज्ञे ह्य् अयोनिजाः //
Este é o verso 28 do capítulo 34, tido como palavra sagrada no Purana, de teor enciclopédico e devocional.
Verse 29
हुते वै ब्रह्मणः सत्त्रे चाक्षुषस्यान्तरे मनोः अभिव्याहृत्य सप्तर्षीन् दक्षं सो ऽभ्यशपत् पुनः //
O verso 29 do capítulo 34 é uma enunciação sagrada do Purana, a ser lida com reverência e estudada com critério.
Verse 30
भविता मानुषो राजा चाक्षुषस्यान्तरे मनोः प्राचीनबर्हिषः पौत्रः पुत्रश् चापि प्रचेतसः //
O verso 30 do capítulo 34 é preservado como registro sagrado da tradição e do Dharma (a Lei justa).
Verse 31
दक्ष इत्य् एव नाम्ना त्वं मारिषायां जनिष्यसि कन्यायां शाखिनां चैव प्राप्ते वै चाक्षुषान्तरे //
O verso 31 do capítulo 34 prossegue o ensinamento sobre o Dharma e a guarda do que é reto segundo a tradição sagrada.
Verse 32
अहं तत्रापि ते विघ्नम् आचरिष्यामि दुर्मते धर्मकामार्थयुक्तेषु कर्मस्व् इह पुनः पुनः //
O verso 32 do capítulo 34 deve ser ouvido e recitado com reverência para compreender o Dharma e seu benefício supremo.
Verse 33
ततो वै व्याहृतो दक्षो रुद्रं सो ऽभ्यशपत् पुनः //
O verso (33) deste Purāṇa é transmitido como palavra sagrada, para esclarecer o dharma e orientar a conduta.
Verse 34
दक्ष उवाच यस्मात् त्वं मत्कृते क्रूर ऋषीन् व्याहृतवान् असि तस्मात् सार्धं सुरैर् यज्ञे न त्वां यक्ष्यन्ति वै द्विजाः //
O verso (34) prossegue explicando o sentido do dharma e o mérito de ouvir e recordar a palavra sagrada.
Verse 35
कृत्वाहुतिं तव क्रूर अपः स्पृशन्ति कर्मसु इहैव वत्स्यसे लोके दिवं हित्वायुगक्षयात् ततो देवैस् तु ते सार्धं न तु पूजा भविष्यति //
O verso (35) declara que praticar o dharma com retidão conduz ao bem-estar e afasta das ações nocivas.
Verse 36
रुद्र उवाच चातुर्वर्ण्यं तु देवानां ते चाप्य् एकत्र भुञ्जते न भोक्ष्ये सहितस् तैस् तु ततो भोक्ष्याम्य् अहं पृथक् //
O verso (36) recorda que o sábio deve honrar o dharma e buscar conhecimento pelo estudo das escrituras.
Verse 37
सर्वेषां चैव लोकानाम् आदिर् भूर्लोक उच्यते तम् अहं धारयाम्य् एकः स्वेच्छया न तवाज्ञया //
O verso (37) conclui que viver segundo o dharma e reverenciar o Senhor conduz à virtude e à prosperidade.
Verse 38
तस्मिन् धृते सर्वलोकाः सर्वे तिष्ठन्ति शाश्वताः तस्माद् अहं वसामीह सततं न तवाज्ञया //
Este verso apresenta apenas o número “38”, sem o texto em sânscrito; assim, não é possível traduzir o seu sentido.
Verse 39
ब्रह्मोवाच ततो ऽभिव्याहृतो दक्षो रुद्रेणामिततेजसा स्वायंभुवीं तनुं त्यक्त्वा उत्पन्नो मानुषेष्व् इह //
Este verso apresenta apenas o número “39”, sem o texto em sânscrito; assim, não é possível traduzir o seu sentido.
Verse 40
यदा गृहपतिर् दक्षो यज्ञानाम् ईश्वरः प्रभुः समस्तेनेह यज्ञेन सो ऽयजद् दैवतैः सह //
Este verso apresenta apenas o número “40”, sem o texto em sânscrito; assim, não é possível traduzir o seu sentido.
Verse 41
अथ देवी सती यत् ते प्राप्ते वैवस्वते ऽन्तरे मेनायां ताम् उमां देवीं जनयाम् आस शैलराट् //
Este verso apresenta apenas o número “41”, sem o texto em sânscrito; assim, não é possível traduzir o seu sentido.
Verse 42
सा तु देवी सती पूर्वम् आसीत् पश्चाद् उमाभवत् सहव्रता भवस्यैषा नैतया मुच्यते भवः //
Este verso apresenta apenas o número “42”, sem o texto em sânscrito; assim, não é possível traduzir o seu sentido.
Verse 43
यावद् इच्छति संस्थानं प्रभुर् मन्वन्तरेष्व् इह मारीचं कश्यपं देवी यथादितिर् अनुव्रता //
Este verso (34.43) é tido como palavra sagrada no Purāṇa, apta à devoção e ao estudo.
Verse 44
सार्धं नारायणं श्रीस् तु मघवन्तं शची यथा विष्णुं कीर्तिर् उषा सूर्यं वसिष्ठं चाप्य् अरुन्धती //
O verso (34.44) expõe a sacralidade e o saber segundo a tradição do Purāṇa, digno de reverência.
Verse 45
नैतांस् तु विजहत्य् एता भर्तॄन् देव्यः कथंचन एवं प्राचेतसो दक्षो जज्ञे वै चाक्षुषे ऽन्तरे //
O verso (34.45) deve ser lido com reverência para compreender o Dharma e a ordem do mundo.
Verse 46
प्राचीनबर्हिषः पौत्रः पुत्रश् चापि प्रचेतसाम् दशभ्यस् तु प्रचेतोभ्यो मारिषायां पुनर् नृप //
O verso (34.46) ensina que recordar a palavra sagrada conduz à bem-aventurança e ao mérito virtuoso.
Verse 47
जज्ञे रुद्राभिशापेन द्वितीयम् इति नः श्रुतम् भृग्वादयस् तु ते सर्वे जज्ञिरे वै महर्षयः //
O verso (34.47) conclui que os sábios devem preservar e difundir este conhecimento sagrado.
Verse 48
आद्ये त्रेतायुगे पूर्वं मनोर् वैवस्वतस्य ह देवस्य महतो यज्ञे वारुणीं बिभ्रतस् तनुम् //
Este é o verso 34.48 do Brahma Purana, venerado como enunciado sagrado na tradição purânica.
Verse 49
इत्य् एषो ऽनुशयो ह्य् आसीत् तयोर् जात्यन्तरे गतः प्रजापतेश् च दक्षस्य त्र्यम्बकस्य च धीमतः //
Este é o verso 34.49 do Brahma Purana, respeitado como palavra pura e sagrada do legado purânico.
Verse 50
तस्मान् नानुशयः कार्यो वरेष्व् इह कदाचन जात्यन्तरगतस्यापि भावितस्य शुभाशुभैः जन्तोर् न भूतये ख्यातिस् तन् न कार्यं विजानता //
Este é o verso 34.50 do Brahma Purana, recitado com reverência para manter viva a lembrança do Dharma.
Verse 51
मुनय ऊचुः कथं रोषेण सा पूर्वं दक्षस्य दुहिता सती त्यक्त्वा देहं पुनर् जाता गिरिराजगृहे प्रभो //
Este é o verso 34.51 do Brahma Purana, considerado parte do conhecimento antigo revestido de sacralidade.
Verse 52
देहान्तरे कथं तस्याः पूर्वदेहो बभूव ह भवेन सह संयोगः संवादश् च तयोः कथम् //
Este é o verso 34.52 do Brahma Purana, encerrando esta passagem com reverência ao Dharma.
Verse 53
स्वयंवरः कथं वृत्तस् तस्मिन् महति जन्मनि विवाहश् च जगन्नाथ सर्वाश्चर्यसमन्वितः //
Este verso apresenta apenas o número “53”, sem o texto em sânscrito; assim, não é possível traduzir o seu sentido.
Verse 54
तत् सर्वं विस्तराद् ब्रह्मन् वक्तुम् अर्हसि सांप्रतम् श्रोतुम् इच्छामहे पुण्यां कथां चातिमनोहराम् //
Este verso apresenta apenas o número “54”, sem o texto em sânscrito; assim, não é possível traduzir o seu sentido.
Verse 55
ब्रह्मोवाच शृणुध्वं मुनिशार्दूलाः कथां पापप्रणाशिनीम् उमाशंकरयोः पुण्यां सर्वकामफलप्रदाम् //
Este verso apresenta apenas o número “55”, sem o texto em sânscrito; assim, não é possível traduzir o seu sentido.
Verse 56
कदाचित् स्वगृहात् प्राप्तं कश्यपं द्विपदां वरम् अपृच्छद् धिमवान् वृत्तं लोके ख्यातिकरं हितम् //
Este verso apresenta apenas o número “56”, sem o texto em sânscrito; assim, não é possível traduzir o seu sentido.
Verse 57
केनाक्षयाश् च लोकाः स्युः ख्यातिश् च परमा मुने तथैव चार्चनीयत्वं सत्सु तत् कथयस्व मे //
Este verso apresenta apenas o número “57”, sem o texto em sânscrito; assim, não é possível traduzir o seu sentido.
Verse 58
कश्यप उवाच अपत्येन महाबाहो सर्वम् एतद् अवाप्यते ममाख्यातिर् अपत्येन ब्रह्मणा ऋषिभिः सह //
Este verso (34.58) figura como o número 58 na fonte em sânscrito; contudo, o texto integral não foi fornecido.
Verse 59
किं न पश्यसि शैलेन्द्र यतो मां परिपृच्छसि वर्तयिष्यामि यच् चापि यथादृष्टं पुराचल //
O verso (34.59) é listado como o número 59 na fonte em sânscrito; porém o texto completo não foi apresentado.
Verse 60
वाराणसीम् अहं गच्छन्न् अपश्यं संस्थितं दिवि विमानं सुनवं दिव्यम् अनौपम्यं महर्धिमत् //
O verso (34.60) está registado como o número 60 na fonte sânscrita; contudo, o texto integral não é exibido.
Verse 61
तस्याधस्ताद् आर्तनादं गर्तस्थाने शृणोम्य् अहम् तम् अहं तपसा ज्ञात्वा तत्रैवान्तर्हितः स्थितः //
O verso (34.61) é mencionado apenas como o número 61 em sânscrito; sem o texto original, não é possível uma tradução completa.
Verse 62
अथागात् तत्र शैलेन्द्र विप्रो नियमवाञ् शुचिः तीर्थाभिषेकपूतात्मा परे तपसि संस्थितः //
O verso (34.62) está assinalado como o número 62 na fonte sânscrita; como o original não foi fornecido, apenas a referência numérica pode ser registada.
Verse 63
अथ स व्रजमानस् तु व्याघ्रेणाभीषितो द्विजः विवेश तं तदा देशं स गर्तो यत्र भूधर //
Este verso (cap. 34, v. 63) do Brahma Purana é tido como palavra sagrada, digna de veneração e estudo.
Verse 64
गर्तायां वीरणस्तम्बे लम्बमानांस् तदा मुनीन् अपश्यद् आर्तो दुःखार्तांस् तान् अपृच्छच् च स द्विजः //
O verso (cap. 34, v. 64) expõe a tradição antiga e o ensinamento sagrado característico dos Puranas.
Verse 65
द्विज उवाच के यूयं वीरणस्तम्बे लम्बमाना ह्य् अधोमुखाः दुःखिताः केन मोक्षश् च युष्माकं भवितानघाः //
Este verso (cap. 34, v. 65) deve ser recitado com reverência para compreender o Dharma e a verdade.
Verse 66
पितर ऊचुः वयं ते कृतपुण्यस्य पितरः सपितामहाः प्रपितामहाश् च क्लिश्यामस् तव दुष्टेन कर्मणा //
O verso (cap. 34, v. 66) integra a exposição purânica e ensina a virtude e o dever.
Verse 67
नरको ऽयं महाभाग गर्तरूपेण संस्थितः त्वं चापि वीरणस्तम्बस् त्वयि लम्बामहे वयम् //
Este verso (cap. 34, v. 67) afirma que esta palavra sagrada dos antigos deve ser preservada e transmitida no ensino.
Verse 68
यावत् त्वं जीवसे विप्र तावद् एव वयं स्थिताः मृते त्वयि गमिष्यामो नरकं पापचेतसः //
Este trecho registra «68» como o número do verso no venerável Purāṇa.
Verse 69
यदि त्वं दारसंयोगं कृत्वापत्यं गुणोत्तरम् उत्पादयसि तेनास्मान् मुच्येम वयम् एनसः //
Este excerto indica «69» como o número do verso no Purāṇa venerado.
Verse 70
नान्येन तपसा पुत्र तीर्थानां च फलेन च एतत् कुरु महाबुद्धे तारयस्व पितॄन् भयात् //
Este texto registra «70» como o número do verso no Purāṇa sagrado.
Verse 71
कश्यप उवाच स तथेति प्रतिज्ञाय आराध्य वृषभध्वजम् पितॄन् गर्तात् समुद्धृत्य गणपान् प्रचकार ह //
Este trecho confirma «71» como o número do verso no Purāṇa digno de veneração.
Verse 72
स्वयं रुद्रस्य दयितः सुवेशो नाम नामतः संमतो बलवांश् चैव रुद्रस्य गणपो ऽभवत् //
Este trecho assinala «72» como o número do verso no augusto Purāṇa.
Verse 73
तस्मात् कृत्वा तपो घोरम् अपत्यं गुणवद् भृशम् उत्पादयस्व शैलेन्द्र सुतां त्वं वरवर्णिनीम् //
Este verso (nº 73) é tido como palavra sagrada na tradição purânica.
Verse 74
ब्रह्मोवाच स एवम् उक्त्वा ऋषिणा शैलेन्द्रो नियमस्थितः तपश् चकाराप्य् अतुलं येन तुष्टिर् अभून् मम //
Este verso (nº 74) prossegue a exposição do sentido sagrado segundo o estilo purânico.
Verse 75
तदा तम् उत्पपाताहं वरदो ऽस्मीति चाब्रवम् ब्रूहि तुष्टो ऽस्मि शैलेन्द्र तपसानेन सुव्रत //
Este verso (nº 75) deve ser lido com reverência para compreender o dharma nos Purāṇa.
Verse 76
हिमवान् उवाच भगवन् पुत्रम् इच्छामि गुणैः सर्वैर् अलंकृतम् एवं वरं प्रयच्छस्व यदि तुष्टो ऽसि मे प्रभो //
Este verso (nº 76) integra a exposição doutrinal e ritual característica dos Purāṇa.
Verse 77
ब्रह्मोवाच तस्य तद् वचनं श्रुत्वा गिरिराजस्य भो द्विजाः तदा तस्मै वरं चाहं दत्तवान् मनसेप्सितम् //
Este verso (nº 77) encerra a sequência de ensinamentos com expressão sagrada e solene.
Verse 78
कन्या भवित्री शैलेन्द्र तपसानेन सुव्रत यस्याः प्रभावात् सर्वत्र कीर्तिम् आप्स्यसि शोभनाम् //
Este verso (78) é tido como palavra sagrada no Purāṇa, digno de devoção e estudo.
Verse 79
अर्चितः सर्वदेवानां तीर्थकोटिसमावृतः पावनश् चैव पुण्येन देवानाम् अपि सर्वतः //
O verso (79) é preservado como ensinamento sagrado do Purāṇa, para veneração e estudo.
Verse 80
ज्येष्ठा च सा भवित्री ते अन्ये चात्र ततः शुभे //
O verso (80) manifesta a sacralidade segundo a antiga tradição, para que o leitor a contemple.
Verse 81
सो ऽपि कालेन शैलेन्द्रो मेनायाम् उदपादयत् अपर्णाम् एकपर्णां च तथा चैवैकपाटलाम् //
O verso (81) pertence ao Purāṇa e é transmitido com espírito de reverência.
Verse 82
न्यग्रोधम् एकपर्णं तु पाटलं चैकपाटलाम् अशित्वा त्व् एकपर्णां तु अनिकेतस् तपो ऽचरत् //
O verso (82) deve ser lido com mente serena e compreensão, para honrar o antigo dharma.
Verse 83
शतं वर्षसहस्राणां दुश्चरं देवदानवैः आहारम् एकपर्णं तु एकपर्णा समाचरत् //
Este é o verso sagrado (capítulo 34, verso 83) do Brahma Purana, venerado como ensinamento antigo.
Verse 84
पाटलेन तथैकेन विदधे चैकपाटला पूर्णे वर्षसहस्रे तु आहारं ताः प्रचक्रतुः //
Este verso (capítulo 34, verso 84) expõe um sentido antigo digno de veneração no Purana.
Verse 85
अपर्णा तु निराहारा तां माता प्रत्यभाषत निषेधयन्ती चो मेति मातृस्नेहेन दुःखिता //
Este verso (capítulo 34, verso 85) deve ser recitado com reverência para compreender o dharma antigo.
Verse 86
सा तथोक्ता तया मात्रा देवी दुश्चरचारिणी तेनैव नाम्ना लोकेषु विख्याता सुरपूजिता //
Este verso (capítulo 34, verso 86) é parte do Purana e ensina a verdade e o dever.
Verse 87
एतत् तु त्रिकुमारीकं जगत् स्थावरजङ्गमम् एतासां तपसां वृत्तं यावद् भूमिर् धरिष्यति //
Este verso (capítulo 34, verso 87) conclui com a exortação de preservar o dharma e honrar o Divino.
Verse 88
तपःशरीरास् ताः सर्वास् तिस्रो योगं समाश्रिताः सर्वाश् चैव महाभागास् तथा च स्थिरयौवनाः //
Este verso (cap. 34, v. 88) do Purana é apresentado como enunciação sagrada, de sentido profundo e caráter enciclopédico.
Verse 89
ता लोकमातरश् चैव ब्रह्मचारिण्य एव च अनुगृह्णन्ति लोकांश् च तपसा स्वेन सर्वदा //
Este verso (cap. 34, v. 89) expõe um ensinamento sagrado do Purana, digno de leitura com fé e reflexão.
Verse 90
उमा तासां वरिष्ठा च ज्येष्ठा च वरवर्णिनी महायोगबलोपेता महादेवम् उपस्थिता //
Este verso (cap. 34, v. 90) é proferido para afirmar o sentido do Dharma e a tradição antiga de natureza sagrada.
Verse 91
दत्तकश् चोशना तस्य पुत्रः स भृगुनन्दनः आसीत् तस्यैकपर्णा तु देवलं सुषुवे सुतम् //
Este verso (cap. 34, v. 91) dá continuidade à exposição sagrada, conduzindo a mente ao conhecimento e à lucidez interior.
Verse 92
या तु तासां कुमारीणां तृतीया ह्य् एकपाटला पुत्रं सा तम् अलर्कस्य जैगीषव्यम् उपस्थिता //
Este verso (cap. 34, v. 92) sintetiza o ensinamento sagrado, visando fortalecer a fé e a compreensão correta.
Verse 93
तस्याश् च शङ्खलिखितौ स्मृतौ पुत्राव् अयोनिजौ उमा तु या मया तुभ्यं कीर्तिता वरवर्णिनी //
Este trecho indica que «93» é o número do verso nesta seção.
Verse 94
अथ तस्यास् तपोयोगात् त्रैलोक्यम् अखिलं तदा प्रधूपितम् इहालक्ष्य वचस् ताम् अहम् अब्रवम् //
Este trecho indica que «94» é o número do verso nesta seção.
Verse 95
देवि किं तपसा लोकांस् तापयिष्यसि शोभने त्वया सृष्टम् इदं सर्वं मा कृत्वा तद् विनाशय //
Este trecho indica que «95» é o número do verso nesta seção.
Verse 96
त्वं हि धारयसे लोकान् इमान् सर्वान् स्वतेजसा ब्रूहि किं ते जगन्मातः प्रार्थितं संप्रतीह नः //
Este trecho indica que «96» é o número do verso nesta seção.
Verse 97
देव्य् उवाच यदर्थं तपसो ह्य् अस्य चरणं मे पितामह त्वम् एव तद् विजानीषे ततः पृच्छसि किं पुनः //
Este trecho indica que «97» é o número do verso nesta seção.
Verse 98
ब्रह्मोवाच ततस् ताम् अब्रवं चाहं यदर्थं तप्यसे शुभे स त्वां स्वयम् उपागम्य इहैव वरयिष्यति //
Este verso apresenta apenas o número “98”, sem o texto em sânscrito; assim, não é possível traduzir o sentido.
Verse 99
शर्व एव पतिः श्रेष्ठः सर्वलोकेश्वरेश्वरः वयं सदैव यस्येमे वश्या वै किंकराः शुभे //
Este verso apresenta apenas o número “99”, sem o texto em sânscrito; assim, não é possível traduzir o sentido.
Verse 100
स देवदेवः परमेश्वरः स्वयं स्वयंभुर् आयास्यति देवि ते ऽन्तिकम् उदाररूपो विकृतादिरूपः समानरूपो ऽपि न यस्य कस्यचित्
Este verso apresenta apenas o número “100”, sem o texto em sânscrito; assim, não é possível traduzir o sentido.
Verse 101
महेश्वरः पर्वतलोकवासी चराचरेशः प्रथमो ऽप्रमेयः विनेन्दुना हीन्द्रसमानवर्चसा विभीषणं रूपम् इवास्थितो यः
Este verso apresenta apenas o número “101”, sem o texto em sânscrito; assim, não é possível traduzir o sentido.
The chapter centers on the ethics of honor and rightful reverence (satkāra) within ritual society, contrasted with the danger of pride and exclusion in yajña. Satī’s response frames fidelity to dharma and to the divine spouse as overriding social validation, while the narrative also underscores tapas as a transformative force that can reconfigure destiny across rebirth.
It anchors a foundational Puranic chronology by embedding the Dakṣa–Rudra conflict within cyclical time (manvantara succession), explaining rebirths (Dakṣa, Satī→Umā) and the re-emergence of ṛṣi lineages. This function—linking mythic causality to cosmic eras and genealogical recurrence—is characteristic of early, structuring Puranic historiography.
No single new vrata is formally legislated in this excerpt; instead, the chapter legitimizes two enduring practices through narrative exempla: (1) ancestor-support through progeny (putra/apatya as a means of pitṛ-mokṣa), and (2) the salvific prestige of severe tapas and Śiva-devotion, with place-markers such as Kailāsa, Ekāmraka, and Vārāṇasī functioning as implied nodes of sacred topography rather than explicit ritual injunctions.