Bala KandaPrakarana 2020 Verses

Prakarana 20

सोपान-आरम्भ: ‘आगमन’ (Advent) का द्वार—जहाँ निर्गुण ब्रह्म करुणा-वश सगुण शिशु-रूप धारण कर भक्त के हृदय में ‘प्रेम-बीज’ बोता है। यह चरण साधक को तत्त्व-चिन्तन से ‘लीला-स्मरण’ में उतारकर नाम, रूप, गुण, धाम की साधना हेतु पात्र बनाता है।

Esta seção faz da "celebração jubilosa" ela própria um meio de sādhana. Na passagem em questão, a sequência desde a concepção até a manifestação não é mera narrativa histórica, mas um sinal espiritual de auspiciosidade universal: assim que Hari entra no ventre, os seres móveis e imóveis se regozijam, significando que até o senciente e o insenciente são iluminados por sattva. O rasa dominante é adbhuta e vātsalya; a maternidade de Kauśalyā embala o Supremo Brahman em seu colo, o drama doutrinário distintivo de Tulsī. Com os hinos dos devas, chuvas de flores e o som dos tambores celestiais, surge uma voz comunal de saguṇa-upāsanā; então, na nomeação, o "Nome" é declarado o refúgio dos três mundos, instrução prática no bhakti. Assim, o Bālakāṇḍa aqui conduz o buscador do Princípio nirvikalpa ao acessível nāma-smaraṇa, kīrtana e meditação sobre a līlā infantil, firmando o primeiro degrau da ascensão.

Verses

Chaupai 190.1-4

तबहिं रायँ प्रिय नारि बोलाईं।कौसल्यादि तहाँ चलि आई।।

अर्ध भाग कौसल्याहि दीन्हा।उभय भाग आधे कर कीन्हा।।

कैकेई कहँ नृप सो दयऊ।रह्यो सो उभय भाग पुनि भयऊ।।

कौसल्या कैकेई हाथ धरि।दीन्ह सुमित्रहि मन प्रसन्न करि।।

एहि बिधि गर्भसहित सब नारी।भईं हृदयँ हरषित सुख भारी।।

जा दिन तें हरि गर्भहिं आए।सकल लोक सुख संपति छाए।।

मंदिर महँ सब राजहिं रानी।सोभा सील तेज की खानीं।।

सुख जुत कछुक काल चलि गयऊ।जेहिं प्रभु प्रगट सो अवसर भयऊ।।

tabahiṁ rāyaṁ priya nāri bolāīṁ।kausalyādi tahāṁ cali āī।।

ardha bhāga kausalyāhi dīnhā।ubhaya bhāga ādhe kara kīnhā।।

kaikeī kahaṁ nṛpa so dayau।rahyo so ubhaya bhāga puni bhayau।।

kausalyā kaikeī hātha dhari।dīnha sumitrahi mana prasanna kari।।

ehi bidhi garbha-sahita saba nārī।bhaīṁ hṛdayaṁ haraṣita sukha bhārī।।

jā dina teṁ hari garbhahi āe।sakala loka sukha saṁpati chāe।।

mandira mahaṁ saba rājahiṁ rānī।sobhā sīla teja kī khānīṁ।।

sukha juta kachuka kāla cali gayau।jehiṁ prabhu pragaṭa so avasara bhayau।।

Então o rei chamou suas esposas amadas, e Kausalya e as demais ali chegaram. Deu a metade da porção a Kausalya, e dividiu a outra metade em duas partes. O rei entregou uma destas a Kaikeyi; o que restava voltou a ser dividido em duas partes. Kausalya e Kaikeyi as tomaram em suas mãos e as deram a Sumitra, alegrando-lhe o coração. Deste modo todas as rainhas conceberam, e se alegraram no coração, cheias de grande gozo. Desde o dia em que Hari entrou no ventre, todos os mundos se cobriram de felicidade e prosperidade. No palácio todas as rainhas do rei resplandeciam, minas de beleza, virtude e esplendor. Passou algum tempo em felicidade, e chegou a ocasião em que o Senhor se manifestou.

Doha 190

जोग लगन ग्रह बार तिथि सकल भए अनुकूल।चर अरु अचर हर्षजुत राम जनम सुखमूल।।⁠190।।

joga lagana graha bāra tithi sakala bhae anukūla |cara aru acara harṣajuta rāma janama sukhamūla ||⁠190||

As conjunções auspiciosas, ascendente, planetas, dia da semana e data lunar, todas se tornaram propícias. Toda a criação, móvel e imóvel, cheia de alegria, proclamou o nascimento de Rama, a própria fonte da felicidade.

Chaupai 191.1-4

नौमी तिथि मधु मास पुनीता।सुकल पच्छ अभिजित हरिप्रीता।।

मध्यदिवस अति सीत न घामा।पावन काल लोक बिश्रामा।।

सीतल मंद सुरभि बह बाऊ।हरषित सुर संतन मन चाऊ।।

बन कुसुमित गिरिगन मनिआरा।स्रवहिं सकल सरिताऽमृतधारा।।

सो अवसर बिरंचि जब जाना।चले सकल सुर साजि बिमाना।।

गगन बिमल सकुल सुर जूथा।गावहिं गुन गंधर्ब बरूथा।।

बरषहिं सुमन सुअंजलि साजी।गहगहि गगन दुंदुभी बाजी।।

अस्तुति करहिं नाग मुनि देवा।बहुबिधि लावहिं निज निज सेवा।।

naumī tithi madhu māsa punītā |sukala paccha abhijita hariprītā ||

madhya-divasa ati sīta na ghāmā |pāvana kāla loka bisrāmā ||

sītala manda surabhi baha bāū |haraṣita sura santana mana cāū ||

bana kusumita girigana maniārā |sravahiṃ sakala saritā’mṛta-dhārā ||

so avasara birañci jaba jānā |cale sakala sura sāji bimānā ||

gagana bimala sakula sura jūthā |gāvahiṃ guna gandharba barūthā ||

baraṣahiṃ sumana su-añjali sājī |gahagahi gagana duṃdubhī bājī ||

astuti karahiṃ nāga muni devā |bahu-bidhi lāvahiṃ nija nija sevā ||

Era o sagrado nono dia do mês de Madhu, a quinzena brilhante, e a hora Abhijit, querida de Hari. Ao meio-dia não havia calor escaldante, mas sim frescor; um tempo purificador quando o mundo encontrou repouso. Uma brisa suave e fragrante soprava; os deuses e os santos se alegraram, seus corações cheios de deleite. As florestas estavam floridas, as cordilheiras brilhavam como joias, e todos os rios fluíam como correntes de néctar. Quando Brahma soube daquele momento auspicioso, todos os celestiais partiram, adornados em esplendor, em seus vimanas. O céu estava límpido; as hostes dos deuses estavam reunidas, enquanto companhias de Gandharvas cantavam os louvores do Senhor. Eles choveram flores em punhados formosos, e os céus ressoavam com o bater dos tambores celestiais. Serpentes-deidades, sábios e deuses ofereceram hinos, cada um prestando serviço à sua própria maneira designada.

Doha 191

सुर समूह बिनती करि पहुँचे निज निज धाम।जगनिवास प्रभु प्रगटे अखिल लोक बिश्राम।।⁠191।।

sura samūha binatī kari pahuṁce nija nija dhāma |jaganivāsa prabhu pragaṭe akhila loka biśrāma ||⁠191||

Tendo oferecido suas humildes súplicas, as hostes dos deuses retornaram cada qual à sua própria morada. Então o Senhor, a própria morada do universo, manifestou-se, o descanso e refúgio de todos os mundos.

Chhand 192

भए प्रगट कृपाला दीनदयाला कौसल्या हितकारी।हरषित महतारी मुनि मन हारी अद्भुत रूप बिचारी।।

लोचन अभिरामा तनु घनस्यामा निज आयुध भुज चारी।भूषन बनमाला नयन बिसाला सोभासिंधु खरारी।।

कह दुइ कर जोरी अस्तुति तोरी केहि बिधि करौं अनंता।माया गुन ग्यानातीत अमाना बेद पुरान भनंता।।

करुना सुख सागर सब गुन आगर जेहि गावहिं श्रुति संता।सो मम हित लागी जन अनुरागी भयउ प्रगट श्रीकंता।।

ब्रह्मांड निकाया निर्मित माया रोम रोम प्रति बेद कहै।मम उर सो बासी यह उपहासी सुनत धीर पति थिर न रहै।।

उपजा जब ग्याना प्रभु मुसकाना चरित बहुत बिधि कीन्ह चहै।कहि कथा सुहाई मातु बुझाई जेहि प्रकार सुत प्रेम लहै।।

माता पुनि बोली सो मति डौली तजहु तात यह रूपा।कीजै सिसुलीला अति प्रियसीला यह सुख परम अनूपा।।

सुनि बचन सुजाना रोदन ठाना होइ बालक सुरभूपा।यह चरित जे गावहिं हरिपद पावहिं ते न परहिं भवकूपा।।

bhae pragaṭa kṛpālā dīna-dayālā kausalya hitakārī |haraṣita mahatārī muni mana hārī adbhuta rūpa bicārī ||

locana abhirāmā tanu ghana-syāmā nija āyudha bhuja cārī |bhūṣana bana-mālā nayana bisālā sobhā-siṃdhu kharārī ||

kaha dui kara jorī astuti torī kehi bidhi karauṃ anaṃtā |māyā guna gyānātīta amānā beda purāna bhanantā ||

karuṇā sukha sāgara saba guna āgara jehi gāvahiṃ śruti saṃtā |so mama hita lāgī jana anurāgī bhayau pragaṭa śrī-kaṃtā ||

brahmāṃḍa nikāyā nirmita māyā roma-roma prati beda kahai |mama ura so bāsī yaha upahāsī sunata dhīra pati thira na rahai ||

upajā jaba gyānā prabhu musakānā carita bahuta bidhi kīnha cahai |kahi kathā suhāī mātu bujhāī jehi prakāra suta prema lahai ||

mātā puni bolī so mati ḍaulī tajahu tāta yaha rūpā |kījai sisulīlā ati priya-sīlā yaha sukha parama anūpā ||

suni bacana sujānā rodana ṭhānā hoi bālaka sura-bhūpā |yaha carita je gāvahiṃ hari-pada pāvahiṃ te na parahiṃ bhava-kūpā ||

O Senhor misericordioso, compassivo com os aflitos e benfeitor de Kausalya, manifestou-se. A mãe ficou transbordante de alegria, e ao contemplar sua forma prodigiosa, que cativa as mentes dos sábios, ficou repleta de deleite. Seus olhos eram formosos e seu corpo escuro como uma nuvem de chuva; em seus quatro braços portava suas próprias armas. Usava ornamentos e uma guirlanda de flores silvestres, e seus olhos eram largos. O matador de Khara era um oceano de beleza. Com as mãos unidas, ela disse: «Ó Infinito, de que maneira devo louvar-te? Tu estás além de Maya, além das qualidades e do conhecimento, e sem medida, como declaram os Vedas e os Puranas.» «És um oceano de compaixão e bem-aventurança, um tesouro de todas as virtudes, a quem cantam os Vedas e os santos. Esse mesmo Senhor de Lakshmi, que ama seus devotos, manifestou-se por meu bem.» Os Vedas dizem que em cada poro de teu corpo habitam multidões inteiras de universos criados por Maya. Que o mesmo Senhor habite em meu coração é algo que provoca riso; ao ouvi-lo, mesmo o mais firme não consegue manter a compostura.» Quando o conhecimento despertou nela, o Senhor sorriu; ele desejava realizar muitos tipos de ações. Contou-lhe uma história encantadora e a fez compreender, para que ela pudesse ganhar o amor de um filho por ele. Então a mãe, com o entendimento abalado, falou novamente: «Querido filho, abandona esta forma, e realiza as brincadeiras de uma criança, que me são muito queridas; esta alegria é suprema e sem igual.» Ouvindo suas palavras, o Senhor onisciente dos deuses tornou-se um bebê e começou a chorar. Aqueles que cantam esta história alcançam os pés de Hari e não caem no poço da existência mundana.

Doha 192

बिप्र धेनु सुर संत हित लीन्ह मनुज अवतार।निज इच्छा निर्मित तनु माया गुन गो पार।।⁠192।।

bipra dhenu sura santa hita līnha manuja avatāra |nija icchā nirmita tanu māyā guna go pāra ||⁠192||

Pelo bem-estar dos brâmanes, vacas, deuses e santos, Ele assumiu uma encarnação humana. Sua forma foi assumida por Sua própria vontade soberana; Ele está além de Maya e do jogo das gunas.

Chaupai 193.1-4

सुनि सिसु रुदन परम प्रिय बानी।संभ्रम चलि आई सब रानी।।

हरषित जहँ तहँ धाईं दासी।आनँद मगन सकल पुरबासी।।

दसरथ पुत्रजन्म सुनि काना।मानहुँ ब्रह्मानंद समाना।।

परम प्रेम मन पुलक सरीरा।चाहत उठत करत मति धीरा।।

जाकर नाम सुनत सुभ होई।मोरें गृह आवा प्रभु सोई।।

परमानंद पूरि मन राजा।कहा बोलाइ बजावहु बाजा।।

गुर बसिष्ठ कहँ गयउ हँकारा।आए द्विजन सहित नृपद्वारा।।

अनुपम बालक देखेन्हि जाई।रूप रासि गुन कहि न सिराई।।

suni sisu rudana parama priya bānī |saṁbhrama cali āī saba rānī ||

haraṣita jahã̐ tahã̐ dhāīṁ dāsī |ānaṁda magana sakala purabāsī ||

dasaratha putra-janma suni kānā |mānahuṁ brahmānaṁda samānā ||

parama prema mana pulaka sarīrā |cāhata uṭhata karata mati dhīrā ||

jākara nāma sunata subha hoī |moreṁ gṛha āvā prabhu soī ||

paramānaṁda pūri mana rājā |kahā bolāi bajāvahu bājā ||

guru basiṣṭha kahaṁ gayau haṁkārā |āe dvijana sahita nṛpa-dvārā ||

anupama bālaka dekheṁhi jāī |rūpa rāsi guna kahi na sirāī ||

Ouvindo o choro do infante, mais querido que toda música, as rainhas vieram em reverente pressa. As servas corriam alegres de um lado para outro; todos os habitantes da cidade estavam imersos em alegria. Quando Dasharatha ouviu do nascimento de um filho, foi como se a bem-aventurança de Brahman o tivesse preenchido. Seu coração transbordava de amor supremo; seu corpo estremecia; e embora ansiando levantar-se de imediato, ele estabilizou sua mente com compostura. Apenas ouvindo Seu Nome o bem acontece, Ele, o Senhor, veio à minha própria casa! A mente do rei transbordava de êxtase supremo; ele disse: Chamai-os, que toquem os instrumentos! Uma convocação foi enviada ao Guru Vashishtha; e os brâmanes, com ele, vieram ao portão real. Eles contemplaram a criança incomparável, uma personificação da beleza; Suas virtudes não podem ser contadas até o fim.

Doha 193

नंदीमुख सराध करि जातकरम सब कीन्ह।हाटक धेनु बसन मनि नृप बिप्रन्ह कहँ दीन्ह।।⁠193।।

nandīmukha sarādha kari jātakaram saba kīnha |hāṭaka dhenu basana mani nr̥pa bipranha kahã dīnha ||⁠193||

Tendo realizado o auspicioso shraddha de Nandimukha e completado todos os sacramentos de nascimento, o rei concedeu aos brâmanes presentes de ouro, vacas, vestimentas e joias.

Chaupai 194.1-4

ध्वज पताक तोरन पुर छावा।कहि न जाइ जेहि भाँति बनावा।।

सुमनबृष्टि अकास तें होई।ब्रह्मानंद मगन सब लोई।।

बृंद बृंद मिलि चलीं लोगाई।सहज संगार किएँ उठि धाई।।

कनक कलस मंगल धरि थारा।गावत पैठहिं भूप दुआरा।।

करि आरति नेवछावरि करहीं।बार बार सिसु चरनन्हि परहीं।।

मागध सूत बंदिगन गायक।पावन गुन गावहिं रघुनायक।।

सर्बस दान दीन्ह सब काहू।जेहिं पावा राखा नहिं ताहू।।

मृगमद चंदन कुंकुम कीचा।मची सकल बीथिन्ह बिच बीचा।।

dhvaja patāka torana pura chāvā |kahi na jāi jehi bhā̃ti banāvā ||

sumanabṛṣṭi ākāsa tẽ hoī |brahmānanda magana saba loī ||

bṛnda bṛnda mili calī̃ logāī |sahaja siṅgāra kiẽ uṭhi dhāī ||

kanaka kalasa maṅgala dhari thārā |gāvata paiṭhahĩ bhūpa duārā ||

kari ārati nevachāvari karahī̃ |bāra bāra sisu carananhĩ parahī̃ ||

māgadha sūta bandigana gāyaka |pāvana guna gāvahĩ raghunāyaka ||

sarabasa dāna dīnh saba kāhū |jehi pāvā rākhā nahĩ tāhū ||

mṛgamada candana kuṅkuma kīcā |macī sakala bīthinhi bica bīcā ||

A cidade estava coberta de bandeiras, estandartes e arcos festivos, adornada de uma maneira que não se pode descrever. Choviam flores do céu, e todas as pessoas estavam imersas na bem-aventurança de Brahman. As mulheres iam em multidões, reunindo-se grupo após grupo; levantaram-se e correram com seu adorno cotidiano, tal como estavam. Carregando vasos de ouro e bandejas de coisas auspiciosas, entravam pela porta do rei cantando. Realizaram o arati e fizeram oferendas, e repetidas vezes caíram aos pés da criança. Os bardos magadhas, os arautos, as tropas de menestréis e os cantores cantavam as virtudes sagradas do Senhor dos Raghus. Todos deram em caridade tudo o que tinham, e quem quer que recebeu um dom não o guardou para si. Almíscar, sândalo e açafrão formaram um lodo que se espalhou por todas as ruas, de ponta a ponta.

Doha 194

गृह गृह बाज बधाव सुभ प्रगटे सुषमा कंद।हरषवंत सब जहँ तहँ नगर नारि नर बृंद।।⁠194।।

gṛha-gṛha bāja badhāva subha pragaṭe suṣamā kanda |haraṣavanta saba jahã-tahã nagara nāri nara bṛnda ||⁠194||

Em cada lar, tambores e instrumentos ressoavam, e auspiciosas felicitações surgiram, pois a própria fonte da beleza havia aparecido. Por toda a cidade, onde quer que estivessem, multidões de homens e mulheres transbordavam de alegria.

Chaupai 195.1-4

कैकयसुता सुमित्रा दोऊ।सुंदर सुत जनमत भैं ओऊ।।

वह सुख संपति समय समाजा।कहि न सकइ सारद अहिराजा।।

अवधपुरी सोहइ एहि भाँती।प्रभुहि मिलन आई जनु राती।।

देखि भानू जनु मन सकुचानी।तदपि बनी संध्या अनुमानी।।

अगर धूप बहु जनु अँधिआरी।उड़इ अभीर मनहुँ अरुनारी।।

मंदिर मनि समूह जनु तारा।नृप गृह कलस सो इंदु उदारा।।

भवन बेदधुनि अति मृदु बानी।जनु खग मूखर समयँ जनु सानी।।

कौतुक देखि पतंग भुलाना।एक मास तेइँ जात न जाना।।

kaikayasutā sumitrā doū |sundara suta janamata bhai oū ||

vaha sukha sampati samaya samājā |kahi na sakai sārad ahi-rājā ||

avadhapurī sohai ehi bhā̃tī |prabhuhi milana āī janu rātī ||

dekhi bhānū janu mana sakucānī |tadapi banī sandhyā anumānī ||

agara dhūpa bahu janu ãdhiārī |uṛai abhīra manahũ arunārī ||

mandira mani samūha janu tārā |nṛpa gṛha kalasa so indu udārā ||

bhavana bedadhuni ati mṛdu bānī |janu khaga mūkhara samayã janu sānī ||

kautuka dekhi pataṅga bhulānā |eka māsa teĩ jāta na jānā ||

Kaikeyi, filha do rei de Kekaya, e Sumitra também, cada uma deu à luz um belo filho. Nem Sarasvati nem Shesha, o rei das serpentes, poderiam descrever aquela alegria, aquela riqueza, aquela estação e aquela assembleia. A cidade de Ayodhya resplandecia de tal modo que parecia que a própria Noite viera encontrar seu Senhor. Ao ver o sol, ela parecia recolher-se em sua mente com timidez; contudo, assumiu a aparência do crepúsculo, como se imaginaria. O abundante incenso de aloés era como a escuridão, e a poeira vermelha que voava era como o brilho avermelhado do crepúsculo. Os conjuntos de joias nos palácios eram como estrelas, e o pináculo dourado do palácio do rei era como a lua gloriosa. O som dos Vedas cantados muito suavemente nas casas era como as vozes gentis dos pássaros que gorjeiam à hora do crepúsculo. Ao ver esta maravilha, o sol esqueceu-se de si mesmo, e assim não percebeu que um mês inteiro estava passando.

Doha 195

मास दिवस कर दिवस भा मरम न जानइ कोइ।रथ समेत रबि थाकेउ निसा कवन बिधि होइ।।⁠195।।

māsa divasa kara divasa bhā marama na jānai koi |ratha sameta rabi thākeu nisā kavan bidhi hoi ||⁠195||

O dia tornou-se tão longo quanto um mês, mas ninguém conhecia o seu segredo. O sol deteve-se com sua carruagem; como então poderia chegar a noite?

Chaupai 196.1-4

यह रहस्य काहू नहिं जाना।दिन मनि चले करत गुनगाना।।

देखि महोत्सव सुर मुनि नागा।चले भवन बरनत निज भागा।।

औरउ एक कहउँ निज चोरी।सुनु गिरिजा अति दृढ़ मति तोरी।।

काक भुसुंडि संग हम दोऊ।मनुजरूप जानइ नहिं कोऊ।।

परमानंद प्रेमसुख फूले।बीथिन्ह फिरहिं मगन मन भूले।।

यह सुभ चरित जान पै सोई।कृपा राम कै जापर होई।।

तेहि अवसर जो जेहि बिधि आवा।दीन्ह भूप जो जेहि मन भावा।।

गज रथ तुरग हेम गो हीरा।दीन्हे नृप नानाबिधि चीरा।।

yaha rahasya kāhū nahiṁ jānā |dina mani cale karata guna-gānā ||

dekhi mahotsava sura muni nāgā |cale bhavana baranata nija bhāgā ||

auru eka kahauṁ nija corī |sunu girijā ati dṛṛha mati torī ||

kāka bhusuṇḍi saṅga hama doū |manuja-rūpa jānai nahiṁ koū ||

paramānanda prema-sukha phūle |bīthinha phirahiṁ magana mana bhūle ||

yaha subha carita jāna pai soī |kṛpā rāma kai jāpara hoī ||

tehi avasara jo jehi bidhi āvā |dīnha bhūpa jo jehi mana bhāvā ||

gaja ratha turaga hema go hīrā |dīnhe nṛpa nānābidhi cīrā ||

Ninguém conhecia este mistério oculto. O sol seguia seu caminho, cantando os louvores do Senhor. Vendo a grande festividade, deuses, sábios e nagas retornaram às suas moradas, relatando sua própria boa fortuna. E eu te contarei mais uma coisa em segredo, escuta, ó Girija, pois tua compreensão é muito firme. Kakbhushundi e eu juntos, ninguém nos reconheceu em forma humana. Florescemos em bem-aventurança suprema e deleite do amor, vagando pelas ruas, absorvidos e esquecidos de tudo o mais. Somente aquele verdadeiramente conhece esta história auspiciosa sobre quem repousa a graça de Rama. Naquele momento, quem quer que viesse de qualquer maneira, o rei concedeu a cada um o que agradava ao seu coração: elefantes, carruagens, cavalos, ouro, vacas e joias; o rei deu também vestimentas de muitos tipos.

Doha 196

मन संतोषे सबन्हि के जहँ तहँ देहि असीस।सकल तनय चिर जीवहुँ तुलसिदास के ईस।।⁠196।।

manu santoṣe sabanhi ke jahã̐-tahã̐ dehi asīsa |sakala tanaya cira jīvahũ tulasīdāsa ke īsa ||⁠196||

O rei satisfez os corações de todos, e eles, onde quer que estivessem, deram suas bênçãos: «Que todos os filhos vivam por muito tempo, os Senhores de Tulsidas».

Chaupai 197.1-4

कछुक दिवस बीते एहि भाँती।जात न जानिअ दिन अरु राती।।

नामकरन कर अवसरु जानी।भूप बोलि पठए मुनि ग्यानी।।

करि पूजा भूपति अस भाषा।धरिअ नाम जो मुनि गुनि राखा।।

इन्ह के नाम अनेक अनूपा।मैं नृप कहब स्वमति अनुरूपा।।

जो आनंद सिंधु सुखरासी।सीकर तें त्रैलोक सुपासी।।

सो सुख धाम राम अस नामा।अखिल लोक दायक बिश्रामा।।

बिस्व भरन पोषन कर जोई।ताकर नाम भरत अस होई।।

जाके सुमिरन तें रिपु नासा।नाम सत्रुहन बेद प्रकासा।।

kachuka divasa bīte ehi bhā̃tī।jāta na jāni-a dina aru rātī॥

nāma-karana kara avasaru jānī।bhūpa boli paṭhae muni gyānī॥

kari pūjā bhūpati asa bhāṣā।dhari-a nāma jo muni guni rākhā॥

inha ke nāma aneka anūpā।maĩ nṛpa kahaba sva-mati anurūpā॥

jo ānanda-sindhu sukha-rāsī।sīkara tẽ trailoka su-pāsī॥

so sukha-dhāma rāma asa nāmā।akhila loka-dāyaka biśrāmā॥

bisva-bharana poṣana kara joī।tākara nāma bharata asa hoī॥

jāke sumirana tẽ ripu nāsā।nāma satru-hana beda prakāsā॥

Alguns dias passaram-se desta maneira; tão rapidamente se foram que não se podia discernir o dia da noite. Sabendo que o tempo havia chegado para o rito de dar nomes, o rei mandou chamar o sábio sábio. Tendo-o adorado, o senhor da terra falou assim: Concedei os nomes, tendo ponderado bem as qualidades das crianças. Seus nomes são muitos e incomparáveis; contudo, ó Rei, eu os declararei segundo meu próprio entendimento. Aquele que é um oceano de bem-aventurança, um verdadeiro tesouro de alegria, por uma única gota de quem os três mundos são plenamente satisfeitos, essa morada de felicidade: seu Nome será Rama, o doador de repouso a todos os mundos. Aquele que sustenta e nutre o universo, seu nome será Bharata. Aquele por cuja lembrança os inimigos são destruídos, seu nome será Shatrughna, como proclamam os Vedas.

Doha 197

लच्छन धाम राम प्रिय सकल जगत आधार।गुरु बसिष्ट तेहि राखा लछिमन नाम उदार।।⁠197।।

lacchana-dhāma rāma-priya sakala jagata ādhāra |guru basiṣṭa tehi rākhā lachimana nāma udāra ||⁠197||

Lakshmana, morada de virtudes auspiciosas, amado de Sri Rama e refúgio de todo o mundo, Gurudeva Vasishtha, o sábio, lhe conferiu o nobre nome de Lakshmana.

Chaupai 198.1-4

धरे नाम गुर हृदयँ बिचारी।बेद तत्व नृप तव सुत चारी।।

मुनि धन जन सरबस सिव प्राना।बाल केलि तेहिं सुख माना।।

बारेहि ते निज हित पति जानी।लछिमन राम चरन रति मानी।।

भरत सत्रुहन दूनउ भाई।प्रभु सेवक जसि प्रीति बड़ाई।।

स्याम गौर सुंदर दोउ जोरी।निरखहिं छबि जननीं तृन तोरी।।

चारिउ सील रूप गुन धामा।तदपि अधिक सुखसागर रामा।।

हृदयँ अनुग्रह इंदु प्रकासा।सूचत किरन मनोहर हासा।।

कबहुँ उछंग कबहुँ बर पलना।मातु दुलारइ कहि प्रिय ललना।।

dhare nāma gur hṛdayaṁ bicārī |beda tatva nṛpa tava suta cārī ||

muni dhana jana sarabasa siva prānā |bāla keli tehiṁ sukha mānā ||

bārehi te nija hita pati jānī |lachimana rāma charana rati mānī ||

bharata satruhana dūnau bhāī |prabhu sevaka jasi prīti baṛāī ||

syāma gaura sundara dou jorī |nirakhahiṁ chabi jananīṁ tṛna torī ||

cāriu sīla rūpa guna dhāmā |tadapi adhika sukhasāgara rāmā ||

hṛdayaṁ anugraha indu prakāsā |sūcata kiraṇa manohara hāsā ||

kabahuṁ uchaṅga kabahuṁ bara palanā |mātu dulārai kahi priya lalanā ||

O guru deu os nomes após refletir em seu coração, e disse: «Ó rei, estes quatro filhos teus são a própria essência dos Vedas.» São a riqueza dos sábios, o tudo de seus devotos e a própria vida de Shiva. Shiva se deleitava em suas brincadeiras infantis. Desde a infância, Lakshmana, sabendo que Rama era seu próprio benfeitor e senhor, nutria profundo amor pelos pés de Rama. Os dois irmãos Bharata e Shatrughna tinham o mesmo grande amor que entre um senhor e seu servo. Ambos os pares eram belos, um moreno e outro claro; as mães contemplavam sua beleza e quebravam folhas de grama para afastar o mau-olhado. Os quatro eram moradas de bom caráter, beleza e virtude; no entanto, Rama era um oceano de felicidade além dos demais. A lua da graça de seu coração brilhava, e seus raios se revelavam em seu encantador sorriso. Às vezes no colo, às vezes em um bero fino, sua mãe o acariciava chamando-o de seu querido e amado menino.

Doha 198

ब्यापक ब्रह्म निरंजन निर्गुन बिगत बिनोद।सो अज प्रेम भगति बस कौसल्या के गोद।।⁠198।।

byāpaka brahma nirañjana nirguṇa bigata binoda |so aja prema bhagati basa kausalayā ke goda ||⁠198||

O Brahman onipenetrante, imaculado, além das gunas e transcendendo toda manifestação de mudança, esse Senhor não-nascido, conquistado pelo amor e bhakti, repousa no colo de Kaushalya.

Chaupai 199.1-6

काम कोटि छबि स्याम सरीरा।नील कंज बारिद गंभीरा।।

अरुन चरन पकंज नख जोती।कमल दलन्हि बैठे जनु मोती।।

रेख कुलिस धवज अंकुर सोहे।नूपुर धुनि सुनि मुनि मन मोहे।।

कटि किंकिनी उदर त्रय रेखा।नाभि गभीर जान जेहि देखा।।

भुज बिसाल भूषन जुत भूरी।हियँ हरि नख अति सोभा रूरी।।

उर मनिहार पदिक की सोभा।बिप्र चरन देखत मन लोभा।।

कंबु कंठ अति चिबुक सुहाई।आनन अमित मदन छबि छाई।।

दुइ दुइ दसन अधर अरुनारे।नासा तिलक को बरनै पारे।।

सुंदर श्रवन सुचारु कपोला।अति प्रिय मधुर तोतरे बोला।।

चिक्कन कच कुंचित गभुआरे।बहु प्रकार रचि मातु सँवारे।।

पीत झगुलिआ तनु पहिराई।जानु पानि बिचरनि मोहि भाई।।

रूप सकहिं नहिं कहि श्रुति सेषा।सो जानइ सपनेहुँ जेहि देखा।।

kāma koṭi chabi syāma sarīrā |nīla kañja bārida gaṃbhīrā ||

aruna carana pakaṃja nakha jotī |kamala dalanhi baiṭhe janu motī ||

rekha kulisa dhavaja aṃkura sohe |nūpura dhuni suni muni mana mohe ||

kaṭi kiṃkinī udara traya rekhā |nābhi gabhīra jāna jehi dekhā ||

bhuja bisāla bhūṣana juta bhūrī |hiyã hari nakha ati sobhā rūrī ||

ura manihāra padika kī sobhā |bipra carana dekhata mana lobhā ||

kaṃbu kaṃṭha ati cibuka suhāī |ānana amita madana chabi chāī ||

dui dui dasana adhara arunāre |nāsā tilaka ko baranai pāre ||

suṃdara śravana sucāru kapolā |ati priya madhura totare bolā ||

cikkana kaca kuṃcita gabhuāre |bahu prakāra raci mātu sãvāre ||

pīta jhaguliyā tanu pahirāī |jānu pāni bicarani mohi bhāī ||

rūpa sakahiṃ nahiṃ kahi śruti seṣā |so jānaī sapanehũ jehi dekhā ||

Seu corpo escuro possuía a beleza de milhões de deuses do amor, profundo na tonalidade como o lótus azul e a nuvem de chuva pesada. Em seus pés cor-de-rosa semelhantes a lótus, as unhas brilhavam como se pérolas estivessem postas sobre pétalas de lótus. Os sinais do raio, do estandarte e da aguilhão de elefante brilhavam neles, e o tilintar de suas argolas de tornozelo encantava as mentes dos sábios que o ouviam. Um cinto de pequenos sinos estava em sua cintura, e havia três dobras em seu ventre; a profundidade de seu umbigo só quem a viu pode conhecer. Seus longos braços estavam adornados com muitos ornamentos, e em seu peito a garra de tigre era extremamente bela. Em seu peito brilhavam um colar de joias e o esplendor de um pingente cravejado, e a visão da pegada do brâmane ali cativava o coração. Seu pescoço era como uma concha e seu queixo muito encantador, e seu rosto estava imbuído da beleza de inúmeros deuses do amor. Ele tinha dois dentinhos acima e dois abaixo, e lábios cor-de-rosa; quem poderia descrever seu nariz e a marca em sua testa? Suas orelhas eram belas e suas bochechas muito encantadoras, e sua doce fala balbuciante era extremamente querida. Seus cabelos lisos e cacheados de bebê, sua mãe os arrumava e adornava de muitas maneiras. Seu corpo estava vestido com uma pequena túnica amarela, e seu engatinhar sobre joelhos e mãos é querido por mim. Nem os Vedas nem Shesha conseguem descrever sua forma; só pode conhecê-la quem a viu, mesmo em sonho.

Doha 199

सुख संदोह मोहपर ग्यान गिरा गोतीत।दंपति परम प्रेम बस कर सिसुचरित पुनीत।।⁠199।।

sukha-sandoha moha-para gyāna girā go-tīta |daṃpati parama prema basa kara sisu-carita punīta ||⁠199||

Ele é a própria massa de bem-aventurança, além da ilusão, além do conhecimento, da fala e dos sentidos; contudo, retido pelo amor supremo do casal real, realizou os atos puros de uma criança.

Frequently Asked Questions

परंपरा में राम-जन्म, नामकरण, और शिशु-लीला का पाठ ‘मंगल-कारक’ माना गया है: गृह-कलह/अशान्ति में शान्ति, संतान-सुख की कामना, तथा ‘नाम-आश्रय’ दृढ़ होने से भय-निवारण। विशेषतः छंद-अंश में कहा है—‘यह चरित जे गावहिं हरिपद पावहिं ते न परहिं भवकूपा’—अर्थात् कीर्तन-स्मरण भव-कूप से उबारने वाला।

लोक-परंपरा में राम-जन्म प्रसंग पर ‘श्री राम जय राम जय जय राम’ (नाम-संकीर्तन) या ‘राम रामेति रामेति’ (नाम-जप) समपुट रूप में जोड़ा जाता है; कुछ रामानंदी पाठ-परंपराओं में ‘सियाराम मय सब जग जानी’ भी भाव-समपुट की तरह बीच-बीच में बोला/गाया जाता है।

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