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सोपान-प्रवेश: ‘आदि-अविद्या’ से ‘श्रद्धा’ की ओर। बालकाण्ड में कथा का जन्म नहीं, साधक की दृष्टि का जन्म होता है—जहाँ जगत-व्यवहार (राजधर्म, भय, मित्रता, छल) के भीतर छिपी ‘दैवी-व्यवस्था’ (भावी/विधि) और ‘नाम-भक्ति’ की अनिवार्यता उद्घाटित होती है। यह चरण बताता है कि मुक्ति-पथ का पहला पायदान बाह्य-घटना नहीं, अंतःकरण का संस्कार है: गुरु-वचन, श्राप-फल, और कर्म-न्याय के बीच मन का शरणागति-गमन।
Esta passagem une adbhuta com bhayānaka, mas seu fruto moral inclina-se para śānta. A narrativa eleva-se de um episódio real a um sacerdote familiar enganoso, uma voz do céu, a maldição de um brāhmaṇa, e finalmente ao nascimento da linhagem de Rāvaṇa, colocando na raiz da história a lei do karma e a ordem do Divino. Tulsīdās demonstra a inevitabilidade de bhāvī (destino, o decreto da Providência): até mesmo um rei inocente é triturado na roda de uma maldição, pois dentro da estrutura do dharma social a maldição de um brāhmaṇa funciona como um átomo moral. Ao mesmo tempo, o relato de Rāvaṇa e Vibhīṣaṇa torna claro que dentro de uma mesma linhagem nascem juntos tamas (Rāvaṇa), rajas (Kumbhakarṇa) e sattva (a devoção de Vibhīṣaṇa): a libertação depende não do nascimento externo, mas da disposição interior. Esta seção volta o buscador da incerteza do mundo para a certeza do amor pelos pés do Senhor.
Verse 358 (दोहा/सोरठा)
राजा के उपरोहितहि हरि लै गयउ बहोरि। लै राखेसि गिरि खोह महुँ मायाँ करि मति भोरि।।171।।
rājā ke uparohitahi hari lai gayau bahori | lai rākhēsi giri khoha mahũ māyā̃ kari mati bhori ||171||
Hari mais uma vez carregou o sacerdote assistente do rei; e levando-o embora, colocou-o numa caverna dentro da montanha, por Sua māyā lançando a mente do homem em confusão.
Verse 359 (चौपाई)
आपु बिरचि उपरोहित रूपा। परेउ जाइ तेहि सेज अनूपा।। जागेउ नृप अनभएँ बिहाना। देखि भवन अति अचरजु माना।। मुनि महिमा मन महुँ अनुमानी। उठेउ गवँहि जेहि जान न रानी।। कानन गयउ बाजि चढ़ि तेहीं। पुर नर नारि न जानेउ केहीं।। गएँ जाम जुग भूपति आवा। घर घर उत्सव बाज बधावा।। उपरोहितहि देख जब राजा। चकित बिलोकि सुमिरि सोइ काजा।। जुग सम नृपहि गए दिन तीनी। कपटी मुनि पद रह मति लीनी।। समय जानि उपरोहित आवा। नृपहि मते सब कहि समुझावा।।
āpu biraci uparohita rūpā | pareu jāi tehi seja anūpā || jāgeu nṛpa anabhaẽ bihānā | dekhi bhavana ati acaraju mānā || muni mahimā mana mahũ anumānī | uṭheu gavãhi jehi jāna na rānī || kānana gayau bāji caṛhi tehĩ | pura nara nāri na jāneu kehī̃ || gaẽ jāma juga bhūpati āvā | ghara ghara utsava bāja badhāvā || uparohitahi dekha jaba rājā | cakita biloki sumiri soi kājā || juga sama nṛpahi gae dina tīnī | kapaṭī muni pada raha mati līnī || samaya jāni uparohita āvā | nṛpahi mate saba kahi samujhāvā ||
Moldando para si mesmo a aparência do sacerdote da casa, foi e deitou-se naquele leito incomparável. Ao amanhecer, o rei acordou sem perceber; ao ver o palácio, ficou cheio de grande espanto. Em seu coração, supôs o poder extraordinário do sábio e levantou-se para partir, sem que a rainha soubesse. Cavalgou imediatamente para a floresta num cavalo; nenhum homem ou mulher na cidade soube disso. Quando o que parecia uma era passou, o senhor da terra retornou; em cada casa houve festividades, música e regozijo. Mas quando o rei viu o sacerdote, olhou aturdido, lembrando-se do próprio negócio que havia sido posto em movimento. Três dias, para o rei, passaram como uma era; o 'sábio' enganador permaneceu fixo em seu próprio desígnio. Conhecendo o momento adequado, o sacerdote veio e, em conselho, contou tudo e fez o rei entender.
Verse 360 (दोहा/सोरठा)
नृप हरषेउ पहिचानि गुरु भ्रम बस रहा न चेत। बरे तुरत सत सहस बर बिप्र कुटुंब समेत।।172।।
nṛpa haraṣeu pahicāni guru bhrama-basa rahā na ceta | bare turata sata sahasa bara bipra kuṭumba sameta ||172||
O rei regozijou-se ao reconhecer o Guru; contudo, sob o encanto da ilusão, não recuperou a verdadeira clareza. Imediatamente escolheu sete mil eminentes brâmanes, junto com suas famílias.
Verse 361 (चौपाई)
उपरोहित जेवनार बनाई। छरस चारि बिधि जसि श्रुति गाई।। मायामय तेहिं कीन्ह रसोई। बिंजन बहु गनि सकइ न कोई।। बिबिध मृगन्ह कर आमिष राँधा। तेहि महुँ बिप्र माँसु खल साँधा।। भोजन कहुँ सब बिप्र बोलाए। पद पखारि सादर बैठाए।। परुसन जबहिं लाग महिपाला। भै अकासबानी तेहि काला।। बिप्रबृंद उठि उठि गृह जाहू। है बड़ि हानि अन्न जनि खाहू।। भयउ रसोईं भूसुर माँसू। सब द्विज उठे मानि बिस्वासू।। भूप बिकल मति मोहँ भुलानी। भावी बस आव मुख बानी।।
uparohita jevanāra banāī | charasa cāri bidhi jasi śruti gāī || māyāmaya tehiṁ kīnha rasoī | biṁjana bahu gani sakai na koī || bibidh mṛganha kara āmiṣa rā̃dhā | tehi mahuṁ bipra mā̃su khala sā̃dhā || bhojana kahuṁ saba bipra bolāe | pada pakhāri sādara baiṭhāe || parusana jabahiṁ lāga mahi-pālā | bhai ākāsa-bānī tehi kālā || bipra-bṛṁda uṭhi uṭhi gṛha jāhū | hai baṛi hāni anna jani khāhū || bhayau rasoīṁ bhūsura mā̃sū | saba dvija uṭhe māni bisvāsū || bhūpa bikala mati mohaṁ bhulānī | bhāvī basa āva mukha bānī ||
O sacerdote assistente preparou um banquete, completo com os seis sabores e a variedade quádrupla, como cantam os Vedas. Por artifício ilusório, pôs uma cozinha a funcionar; os pratos eram tantos que ninguém podia contá-los. Cozinhou carne de muitas espécies de caça; e nela o vilão misturou até carne de brâmane. Então convidou todos os brâmanes para jantar, lavou seus pés e os assentou com a devida honra. Mas quando o rei começou a servi-los, naquele mesmo momento uma voz soou do céu: "Assembleia de brâmanes, levantai-vos e voltai para casa! É uma grave ofensa: não comais este alimento." Pois na cozinha havia aparecido 'carne de brâmane'; todos os nascidos duas vezes se levantaram, aceitando o aviso com fé. O rei, abalado e confuso em sua mente, foi desviado pela ilusão, mas o destino compele as palavras a vir aos lábios.
Verse 362 (दोहा/सोरठा)
बोले बिप्र सकोप तब नहिं कछु कीन्ह बिचार। जाइ निसाचर होहु नृप मूढ़ सहित परिवार।।173।।
bole bipra sa-kopa taba nahiṁ kachu kīnha bicāra | jāi nisācara hohu nṛpa mūṛha sahita parivāra ||173||
Então o brâmane, inflamado de cólera e sem um momento de reflexão, pronunciou sua sentença fatídica: "Vai, torna-te um rākṣasa errante da noite, ó rei insensato, junto com toda a tua casa."
Verse 363 (चौपाई)
छत्रबंधु तैं बिप्र बोलाई। घालै लिए सहित समुदाई।। ईस्वर राखा धरम हमारा। जैहसि तैं समेत परिवारा।। संबत मध्य नास तव होऊ। जलदाता न रहिहि कुल कोऊ।। नृप सुनि श्राप बिकल अति त्रासा। भै बहोरि बर गिरा अकासा।। बिप्रहु श्राप बिचारि न दीन्हा। नहिं अपराध भूप कछु कीन्हा।। चकित बिप्र सब सुनि नभबानी। भूप गयउ जहँ भोजन खानी।। तहँ न असन नहिं बिप्र सुआरा। फिरेउ राउ मन सोच अपारा।। सब प्रसंग महिसुरन्ह सुनाई। त्रसित परेउ अवनीं अकुलाई।।
chatra-bandhu taiṁ bipra bolāī. ghālai liye sahita samudāī.. īsvara rākhā dharama hamārā. jaihasī taiṁ sameta parivārā.. saṁbata madhya nāsa tava hoū. jala-dātā na rahihi kula koū.. nṛpa suni śrāpa bikala ati trāsā. bhai bahori bara girā akāsā.. biprahu śrāpa bicāri na dīnhā. nahiṁ aparādha bhūpa kachu kīnhā.. cakita bipra saba suni nabha-bānī. bhūpa gayau jahaṁ bhojana khānī.. tahaṁ na asana nahiṁ bipra suārā. phireu rāu mana soca apārā.. saba prasaṅga mahisuranha sunāī. trasita pareu avanīṁ akulāī..
"Tu, um parente ligado à corte, convocaste o brâmane e o trouxeste com toda a companhia. 'O Senhor é guardião de nosso dharma; tu partirás, tu e tua família. No meio do ano tua ruína ocorrerá; em tua linhagem ninguém restará para oferecer nem água.' Ouvindo a maldição, o rei ficou abalado e muito amedrontado; então novamente uma expressão como de bênção caiu do céu. Mesmo o brâmane não persistiu na maldição ao refletir: 'O rei não cometeu nenhuma ofensa.' Todos os brâmanes ficaram atônitos ao ouvir a voz celestial. O rei foi ao lugar onde se come a comida. Não havia comida, nem nenhum cozinheiro brâmane; o rei voltou, sua mente oprimida por ansiedade ilimitada. Relatou todo o assunto aos brâmanes; o próprio reino ficou amedrontado e inquieto."
Verse 364 (दोहा/सोरठा)
भूपति भावी मिटइ नहिं जदपि न दूषन तोर। किएँ अन्यथा होइ नहिं बिप्रश्राप अति घोर।।174।।
bhūpati bhāvī miṭai nahiṃ jadapi na dūṣana tora | kieṃ anyathā hoi nahiṃ bipra-śrāpa ati ghora ||174||
Ó Rei, o que está ordenado não pode ser apagado, embora não haja culpa tua. Por nenhum artifício pode ser alterado, a maldição do brâmane é de fato terrível.
Verse 365 (चौपाई)
अस कहि सब महिदेव सिधाए। समाचार पुरलोगन्ह पाए।। सोचहिं दूषन दैवहि देहीं। बिचरत हंस काग किय जेहीं।। उपरोहितहि भवन पहुँचाई। असुर तापसहि खबरि जनाई।। तेहिं खल जहँ तहँ पत्र पठाए। सजि सजि सेन भूप सब धाए।। घेरेन्हि नगर निसान बजाई। बिबिध भाँति नित होई लराई।। जूझे सकल सुभट करि करनी। बंधु समेत परेउ नृप धरनी।। सत्यकेतु कुल कोउ नहिं बाँचा। बिप्रश्राप किमि होइ असाँचा।। रिपु जिति सब नृप नगर बसाई। निज पुर गवने जय जसु पाई।।
asa kahi saba mahideva sidhāe | samācāra pura-loganha pāe || sochahiṁ dūṣana daivahi dehīṁ | bicarata haṁsa kāga kiya jehīṁ || uporohitahi bhavana pahuṁcāī | asura tāpasahi khabari janāī || tehiṁ khala jahã-tahã patra paṭhāe | saji-saji sena bhūpa saba dhāe || gherenhi nagara nisāna bajāī | bibidha bhāँti nita hoī larāī || jūjhe sakala subhaṭa kari karanī | bandhu sameta pareu nṛpa dharanī || satyaketu kula kou nahiṁ bāँcā | bipra-śrāpa kimi hoi asāँcā || ripu jiti saba nṛpa nagara basāī | nija pura gavane jaya jasu pāī ||
Tendo assim falado, Mahadeva despediu-se; e os cidadãos receberam as notícias. Eles refletiram e lançaram a culpa sobre o destino, pois aquele que podia transformar um cisne em corvo estava à solta. O sacerdote real foi escoltado para casa; e o demônio, disfarçado de asceta, foi informado das notícias. Aquele vilão enviou cartas em todas as direções; totalmente armados, os reis todos correram com suas forças. Cercaram a cidade, tocando tambores de guerra; de diversas maneiras a luta continuou dia após dia. Todos os guerreiros se esforçaram, demonstrando sua bravura; o rei caiu na terra, junto com seus parentes. Da linhagem de Satyaketu ninguém sobreviveu, como poderia uma maldição de brâmane jamais revelar-se falsa? Tendo conquistado os inimigos, os reis se estabeleceram na cidade; então partiram para suas próprias capitais com vitória e renome.
Verse 366 (दोहा/सोरठा)
भरद्वाज सुनु जाहि जब होइ बिधाता बाम। धूरि मेरुसम जनक जम ताहि ब्यालसम दाम।।175।।
bharadvāja sunu jāhi jaba hoi bidhātā bāma | dhūri meru-sama janaka jama tāhi byāla-sama dāma ||175||
Ó Bharadvāja, escuta: quando a Providência se torna adversa a um homem, até um grão de pó parece alto como o Monte Meru; seus próprios parentes se tornam como Yama para ele, e sua riqueza se transforma como uma serpente.
Verse 367 (चौपाई)
काल पाइ मुनि सुनु सोइ राजा। भयउ निसाचर सहित समाजा।। दस सिर ताहि बीस भुजदंडा। रावन नाम बीर बरिबंडा।। भूप अनुज अरिमर्दन नामा। भयउ सो कुंभकरन बलधामा।। सचिव जो रहा धरमरुचि जासू। भयउ बिमात्र बंधु लघु तासू।। नाम बिभीषन जेहि जग जाना। बिष्नुभगत बिग्यान निधाना।। रहे जे सुत सेवक नृप केरे। भए निसाचर घोर घनेरे।। कामरूप खल जिनस अनेका। कुटिल भयंकर बिगत बिबेका।। कृपा रहित हिंसक सब पापी। बरनि न जाहिं बिस्व परितापी।।
kāla pāi muni sunu soi rājā | bhayau nisācara sahita samājā || dasa sira tāhi bīsa bhujadaṇḍā | rāvan nāma bīra baribaṇḍā || bhūpa anuj arimardana nāmā | bhayau so kumbhakarana baladhāmā || saciva jo rahā dharmaruci jāsū | bhayau bimātra bandhu laghu tāsū || nāma bibhīṣana jehi jaga jānā | biṣṇubhagata bigyāna nidhānā || rahe je suta sevaka nṛpa kere | bhae nisācara ghora ghanere || kāmarūpa khala jinasa anekā | kuṭila bhayaṅkara bigata bibekā || kṛpā rahita hiṁsaka saba pāpī | barani na jāhiṁ bisva paritāpī ||
Quando chegou a hora destinada, escuta, ó sábio, surgiu aquele rei, acompanhado por toda uma corte demoníaca. Ele tinha dez cabeças, com vinte braços como pilares: Rāvaṇa pelo nome, um herói, vasto e terrível. Seu irmão mais novo, famoso como o destruidor de inimigos, tornou-se Kumbhakarṇa, uma morada de força bruta. O ministro que ainda conservava amor pela retidão tornou-se seu meio-irmão mais novo. Ele é conhecido no mundo como Vibhīṣaṇa, devoto de Viṣṇu, um tesouro de verdadeiro discernimento. Os filhos e servos que permaneceram com aquele rei tornaram-se demônios terríveis e em grande multidão. Muitos eram aqueles vilões de várias formas, capazes de assumir formas à vontade, perversos, aterrorizantes e desprovidos de discernimento. Sem compaixão, violentos, todos pecadores, afligindo tanto o mundo que suas misérias não podem ser plenamente contadas.
Verse 368 (दोहा/सोरठा)
उपजे जदपि पुलस्त्यकुल पावन अमल अनूप। तदपि महीसुर श्राप बस भए सकल अघरूप।।176।।
upaje jadapi pulastya-kula pāvana amala anūpa | tadapi mahīsura śrāpa basa bhae sakala agha-rūpa ||176||
Embora nascidos na linhagem de Pulastya, puros, sem mancha e sem igual, contudo, impelidos pela maldição de um santo sábio, todos eles se tornaram verdadeiras encarnações do pecado.
Verse 369 (चौपाई)
कीन्ह बिबिध तप तीनिहुँ भाई। परम उग्र नहिं बरनि सो जाई।। गयउ निकट तप देखि बिधाता। मागहु बर प्रसन्न मैं ताता।। करि बिनती पद गहि दससीसा। बोलेउ बचन सुनहु जगदीसा।। हम काहू के मरहिं न मारें। बानर मनुज जाति दुइ बारें।। एवमस्तु तुम्ह बड़ तप कीन्हा। मैं ब्रह्माँ मिलि तेहि बर दीन्हा।। पुनि प्रभु कुंभकरन पहिं गयऊ। तेहि बिलोकि मन बिसमय भयऊ।। जौं एहिं खल नित करब अहारू। होइहि सब उजारि संसारू।। सारद प्रेरि तासु मति फेरी। मागेसि नीद मास षट केरी।।
kīnha bibidh tapa tīn'ihu bhāī. parama ugra nahiṁ barani so jāī.. gayau nikaṭa tapa dekhi bidhātā. māgahu bara prasanna maiṁ tātā.. kari binatī pada gahi dasasīsā. boleu bacana sunahu jagadīsā.. hama kāhū ke marahiṁ na mārẽ. bānara manuja jāti dui bārẽ.. evam-astu tumha baṛa tapa kīn'hā. maiṁ brahmā̃ mili tehi bara dīn'hā.. puni prabhu kumbhakaraṇa pahiṁ gayau. tehi biloki mana bisamaya bhayau.. jaũ ehiṁ khala nita karaba ahārū. hoihi saba ujāri saṁsārū.. sārada preri tāsu mati pherī. māgesi nīda māsa ṣaṭ kerī..
Os três irmãos realizaram austeridades de muitos tipos, tão ferozes e extremas que sua plena medida não pode ser descrita. Vendo aquela penitência, o Criador aproximou-se e disse: Pede uma graça, meu filho, estou bem satisfeito. Rāvaṇa, abraçando seus pés e fazendo súplicas, falou: Escuta-me, ó Senhor do mundo. Que eu não seja morto por ninguém, nem seja o matador de ninguém, exceto os homens duas vezes nascidos e as raças de macacos e homens. Assim seja. Tu realizaste grande austeridade; junto com Brahmā, eu te concedo essa graça. Então o Senhor foi até Kumbhakarṇa; ao contemplá-lo, sua mente encheu-se de assombro. Se este perverso comer todos os dias, ele devastará o mundo inteiro. Por isso Śāradā, inspirando-o, desviou sua intenção; e ele pediu sono, seis meses de cada vez.
Verse 370 (दोहा/सोरठा)
गए बिभीषन पास पुनि कहेउ पुत्र बर मागु। तेहिं मागेउ भगवंत पद कमल अमल अनुरागु।।177।।
gae bibhīṣana pāsa puni kaheu putra bara māgu | tehiṁ māgeu bhagavaṁta pada-kamala amala anurāgu ||177||
Vibhīṣaṇa novamente entrou na presença do Senhor. O Senhor disse: Meu filho, pede uma graça. Então ele buscou apenas um único dom: devoção imaculada aos pés de lótus do Senhor Abençoado.
Verse 371 (चौपाई)
तिन्हि देइ बर ब्रह्म सिधाए। हरषित ते अपने गृह आए।। मय तनुजा मंदोदरि नामा। परम सुंदरी नारि ललामा।। सोइ मयँ दीन्हि रावनहि आनी। होइहि जातुधानपति जानी।। हरषित भयउ नारि भलि पाई। पुनि दोउ बंधु बिआहेसि जाई।। गिरि त्रिकूट एक सिंधु मझारी। बिधि निर्मित दुर्गम अति भारी।। सोइ मय दानवँ बहुरि सँवारा। कनक रचित मनिभवन अपारा।। भोगावति जसि अहिकुल बासा। अमरावति जसि सक्रनिवासा।। तिन्ह तें अधिक रम्य अति बंका। जग बिख्यात नाम तेहि लंका।।
tinhि dei bara brahma sidhāe | haraṣita te apane gṛha āe || maya tanujā mandodari nāmā | parama suṃdarī nāri lalāmā || soi mayã dīnhi rāvanahi ānī | hoihi jātudhāna-pati jānī || haraṣita bhayau nāri bhali pāī | puni dou baṃdhu biāhesi jāī || giri trikūṭa eka siṃdhu majhārī | bidhi nirmita durgama ati bhārī || soi maya dānavã bahuri saṃvārā | kanaka racita mani-bhavana apārā || bhogāvatī jasi ahi-kula bāsā | amarāvatī jasi sakra-nivāsā || tinh teṃ adhika ramya ati baṃkā | jaga bikhyāta nāma tehi laṅkā ||
Tendo concedido a graça, Brahmā partiu; e eles retornaram à sua própria morada, regozijando-se. Maya tinha uma filha chamada Mandodarī, supremamente bela, o próprio ornamento entre as mulheres. Aquela Maya trouxe e deu a Rāvaṇa, sabendo que ele estava destinado a ser senhor dos rākṣasas. Rāvaṇa alegrou-se por ter encontrado uma esposa tão digna; então foi e casou seus dois irmãos também. No meio do oceano erguia-se o Monte Trikūṭa, uma fortaleza excessivamente massiva, tornada inacessível pelo design do Criador. Aquele mesmo Maya depois a reformou para o demônio, vastos palácios de joias, trabalhados em ouro. Era como Bhogavatī, a morada dos clãs de serpentes; como Amarāvatī, a cidade de Śakra. Não, ainda mais bela, mais encantadora e esplêndida era aquela Laṅkā, famosa em todo o mundo pelo nome.
Verse 372 (दोहा/सोरठा)
खाईं सिंधु गभीर अति चारिहुँ दिसि फिरि आव॥ कनक कोट मनि खचित दृढ़ बरनि न जाइ बनाव॥178(क)॥ हरिप्रेरित जेहिं कलप जोइ जातुधानपति होइ॥ सूर प्रतापी अतुलबल दल समेत बस सोइ॥178(ख)॥
khāīṁ sindhu gabhīra ati cārihuṁ disi phiri āva | kanaka koṭ mani khacita dṛṛha barani na jāi banāva ||178(ka)|| hari-prerita jehiṁ kalapa joi jātudhāna-pati hoi | sūra pratāpī atula-bala dala sameta basa soi ||178(kha)||
Ao redor dela corriam fossos, profundos como o oceano, circundando-a por todos os quatro lados. Suas muralhas douradas, inabaláveis, cravejadas de joias, foram construídas com um esplendor que nenhuma palavra pode plenamente descrever. Impelido pelo invisível decreto de Hari, aquele que, após deliberar, tornou-se senhor dos Rākṣasas, valente, resplandecente em poder, de força incomensurável, veio e estabeleceu ali sua morada com todo o seu exército.
Verse 373 (चौपाई)
रहे तहाँ निसिचर भट भारे। ते सब सुरन्ह समर संघारे।। अब तहँ रहहिं सक्र के प्रेरे। रच्छक कोटि जच्छपति केरे।। दसमुख कतहुँ खबरि असि पाई। सेन साजि गढ़ घेरेसि जाई।। देखि बिकट भट बड़ि कटकाई। जच्छ जीव लै गए पराई।। फिरि सब नगर दसानन देखा। गयउ सोच सुख भयउ बिसेषा।। सुंदर सहज अगम अनुमानी। कीन्हि तहाँ रावन रजधानी।। जेहि जस जोग बाँटि गृह दीन्हे। सुखी सकल रजनीचर कीन्हे।। एक बार कुबेर पर धावा। पुष्पक जान जीति लै आवा।।
rahe tahā̃ nisi-cara bhaṭ bhāre | te saba suranha samara saṅghāre || aba tahā̃ rahahĩ sakra ke prere | racchaka koṭi jacchapati kere || dasamukha katahũ khabari asi pāī | sena sāji gaṛha gheresi jāī || dekhi bikaṭa bhaṭ baṛi kaṭakāī | jaccha jīva lai gae parāī || phiri saba nagara dasānana dekhā | gayu socha sukha bhayu biseṣā || sundara sahaja agama anumānī | kīnha tahā̃ rāvana rajadhānī || jehi jasa joga bā̃ṭi gṛha dīnhe | sukhī sakala rajanīcara kīnhe || ek bāra kubera para dhāvā | puṣpaka jāna jīti lai āvā ||
Ali habitavam muitos poderosos guerreiros demônios; eles haviam matado os deuses em batalha. Agora, por ordem de Indra, ali moravam inúmeros guardas pertencentes a Kubera, senhor dos Yakṣas. Em algum lugar Rāvaṇa, o de dez faces, ficou sabendo disso; reuniu seu exército e foi cercar a fortaleza. Vendo aquela força terrível e a vasta formação, os Yakṣas salvaram suas vidas e fugiram para outra terra. Então Rāvaṇa contemplou toda a cidade; sua ansiedade partiu e sua alegria cresceu extraordinariamente. Julgando-a bela, naturalmente inexpugnável e de difícil acesso, fez dela sua capital real. Distribuiu casas a cada um segundo sua posição e mérito, e assim tornou todos os demônios prósperos e à vontade. Uma vez ele atacou o próprio Kubera e, como em triunfo, trouxe o Puṣpaka após conquistá-lo.
Verse 374 (दोहा/सोरठा)
कौतुकहीं कैलास पुनि लीन्हेसि जाइ उठाइ। मनहुँ तौलि निज बाहुबल चला बहुत सुख पाइ।।179।।
kautukahī̃ kailāsa puni līnhesi jāi uṭhāi | manahũ tauli nija bāhubala calā bahuta sukha pāi ||179||
Em brincadeira esportiva ele foi novamente a Kailāsa e a ergueu; como se a pesasse sobre a força de seu próprio braço, seguiu em frente, exultando grandemente.
Verse 375 (चौपाई)
सुख संपति सुत सेन सहाई। जय प्रताप बल बुद्धि बड़ाई।। नित नूतन सब बाढ़त जाई। जिमि प्रतिलाभ लोभ अधिकाई।। अतिबल कुंभकरन अस भ्राता। जेहि कहुँ नहिं प्रतिभट जग जाता।। करइ पान सोवइ षट मासा। जागत होइ तिहुँ पुर त्रासा।। जौं दिन प्रति अहार कर सोई। बिस्व बेगि सब चौपट होई।। समर धीर नहिं जाइ बखाना। तेहि सम अमित बीर बलवाना।। बारिदनाद जेठ सुत तासू। भट महुँ प्रथम लीक जग जासू।। जेहि न होइ रन सनमुख कोई। सुरपुर नितहिं परावन होई।।
sukha saṃpati suta sena sahāī | jaya pratāpa bala buddhi baṛāī || nita nūtana saba bāṛhata jāī | jimi pratilābha lobha adhikāī || atibala kumbhakarana asa bhrātā | jehi kahũ nahiṃ pratibhaṭa jaga jātā || karai pāna sovai ṣaṭa māsā | jāgata hoi tihũ pura trāsā || jaũ dina prati āhāra kara soī | bisva begi saba caupaṭa hoī || samara dhīra nahiṃ jāi bakhānā | tehi sama amita bīra balavānā || bāridanāda jeṭha suta tāsū | bhaṭa mahũ prathama līka jaga jāsū || jehi na hoi rana sanamukha koī | surapura nitahiṃ parāvana hoī ||
Felicidade, riqueza, filhos, exércitos e aliados, vitória, majestade, força, conselho e grandeza: todos esses iam aumentando dia a dia, sempre novos, como lucros repetidos só fazem a ganância crescer. Ele tinha um irmão como Kumbhakarna, de tremendous força, para quem o mundo não conhecia campeão rival. Ele bebia e depois dormia por seis meses; quando despertava, o terror tomava os três mundos. Se ele comesse todos os dias e não ficasse naquele sono, o mundo inteiro rapidamente seria devastado. Sua firmeza na batalha não pode ser plenamente descrita, nenhum outro herói era seu igual em força ilimitada. Baridanad, seu filho mais velho, era famoso no mundo como o principal entre os guerreiros; ninguém podia ficar diante dele na luta, ele sempre punha a cidade dos deuses em fuga.
Verse 376 (दोहा/सोरठा)
कुमुख अकंपन कुलिसरद धूमकेतु अतिकाय। एक एक जग जीति सक ऐसे सुभट निकाय।।180।।
kumukha akaṃpana kuliśarada dhūmaketu atikāya | eka-eka jaga jīti saka aise subhaṭa nikāya ||180||
Kumukha, Akampana, Kulisharada, Dhumaketu e Atikaya, tal era a companhia de campeões, cada um dos quais, sozinho, poderia ter conquistado um mundo.
Verse 377 (चौपाई)
कामरूप जानहिं सब माया। सपनेहुँ जिन्ह कें धरम न दाया।। दसमुख बैठ सभाँ एक बारा। देखि अमित आपन परिवारा।। सुत समूह जन परिजन नाती। गे को पार निसाचर जाती।। सेन बिलोकि सहज अभिमानी। बोला बचन क्रोध मद सानी।। सुनहु सकल रजनीचर जूथा। हमरे बैरी बिबुध बरूथा।। ते सनमुख नहिं करही लराई। देखि सबल रिपु जाहिं पराई।। तेन्ह कर मरन एक बिधि होई। कहउँ बुझाइ सुनहु अब सोई।। द्विजभोजन मख होम सराधा। सब कै जाइ करहु तुम्ह बाधा।।
kāmarūpa jānahĩ saba māyā। sapanẽhu jinh keṃ dharama na dāyā॥ daśamukha baiṭha sabhā̃ eka bārā। dekhi amita āpana parivārā॥ suta samūha jana parijana nātī। ge ko pāra nisācara jātī॥ sena biloki sahaja abhimānī। bolā bacana krodha mada sānī॥ sunahu sakala rajanīcara jūthā। hamare bairī bibudha barūthā॥ te sanamukha nahiṃ karahī larāī। dekhi sabala ripu jāhiṃ parāī॥ tenha kara marana eka bidhi hoī। kahauṃ bujhāi sunahu aba soī॥ dvijabhojana makha homa sarādhā। saba kai jāi karahu tumha bādhā॥
Todos eles conheciam as artes da ilusão e podiam assumir qualquer forma que desejassem; neles não havia retidão nem compaixão, nem mesmo em sonho. Uma vez, o Ravana de dez faces sentou-se em sua corte; e contemplando seu clã imensurável, filhos em multidões, parentes, servidores e descendentes, viu como se não houvesse fim para a raça dos demônios noturnos. Vendo seu exército, arrogante por natureza, proferiu palavras imbuídas de raiva e da embriaguez do orgulho: "Ouvi-me, todos vós, turbas de demônios: os deuses são nossos inimigos em grande hoste. Eles não lutarão conosco face a face; vendo um inimigo poderoso, mantêm-se afastados. Há apenas um caminho para sua destruição; eu o explicarei, escutai agora. Ide a toda parte e obstruí a alimentação dos brâmanes, os sacrifícios, as oferendas ao fogo e os ritos para os ancestrais."
परंपरा में इसे ‘अनर्थ-निवारक’ पाठ माना जाता है: माया-छल, कुटिल-मित्र, और अनिष्ट-शत्रु से सावधानी का विवेक जगता है; साथ ही विभीषण-वृत्तांत के कारण शरणागति-भाव पुष्ट होता है—‘भगवत्पद-अनुराग’ की सिद्धि का संस्कार मिलता है।
सामान्य मानस-परंपरा में रक्षा/शरणागति हेतु ‘राम’ नाम-संपुट या ‘श्रीराम जय राम जय जय राम’ का जप-संपुट जोड़ा जाता है; विभीषण-भाव को लक्ष्य कर ‘रामचरण-शरणं’ प्रकार का संकल्प/स्मरण भी कुछ परंपराओं में किया जाता है।
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