त्याग-दीक्षा का सोपान: राज्य-सुख और गृह-रमणीयता के बीच ‘राम-आज्ञा’ को सर्वोच्च मानकर वैराग्य, करुणा, और धर्म-निष्ठा की परीक्षा। यह चरण साधक को सिखाता है कि प्रेम (स्नेह) को आसक्ति न बनने देकर उसे ‘आज्ञा-पालन’ और ‘राम-चरणानुराग’ में रूपान्तरित किया जाए।
Esta seção do Ayodhyā Kāṇḍa transforma a "compaixão nascida da separação" em inteligência do dharma. Após quatro dias, a insistência da cidade, "Sem Sītā e Rāma, retornar não é bom", estabelece no coração do povo a inseparabilidade do par Rāma, Sītā, e ao chamar a vida na floresta de "tão agradável quanto um crore de cidades imortais", declara que a própria renúncia é a suprema felicidade. Depois, nas conversas das rainhas e da casa de Janaka, a Karuṇā se intensifica, porém Tulasīdāsa não permite que se torne desesperança: as palavras de Sumitrā e Kauśalyā proíbem a culpa antes do "decreto de Īśa". Sobre esse fundamento surge a glória do caráter de Bharata, um ideal de bhakti absorvido no "comando de Rāma", além do próprio interesse e até do cálculo de mérito. Assim, esta seção ensina o buscador a refinar o afeto em anurāga puro e firme, este é o movimento do degrau da escada.
Chaupai 280.1-4
एहि बिधि बासर बीते चारी।रामु निरखि नर नारि सुखारी।।
दुहु समाज असि रुचि मन माहीं।बिनु सिय राम फिरब भल नाहीं।।
सीता राम संग बनबासू।कोटि अमरपुर सरिस सुपासू।।
परिहरि लखन रामु बैदेही।जेहि घरु भाव बाम बिधि तेही।।
दाहिन दइउ होइ जब सबही।राम समीप बसिअ बन तबही।।
मंदाकिनि मज्जनु तिहु काला।राम दरसु मुद मंगल माला।।
अटनु राम गिरि बन तापस थल।असनु अमिअ सम कंद मूल फल।।
सुख समेत संबत दुइ साता।पल सम होहिं न जनिअहिं जाता।।
ehi bidhi bāsara bīte cārī |rāmu nirakhi nara nāri sukhārī ||
duhu samāja asi ruci mana māhīṁ |binu siya rāma phiraba bhala nāhīṁ ||
sītā rāma saṁga banabāsū |koṭi amarapura sarisa supāsū ||
parihari lakhana rāmu baidehī |jehi gharu bhāva bāma bidhi tehī ||
dāhina daiu hoi jaba sabahī |rāma samīpa basia bana tabahī ||
maṁdākini majjanu tihu kālā |rāma darasu muda maṁgala mālā ||
aṭanu rāma giri bana tāpasa thala |asanu amia sama kaṁda mūla phala ||
sukha sameta saṁbata dui sātā |pala sama hohiṁ na janiahiṁ jātā ||
Deste modo passaram quatro dias, e os homens e as mulheres eram felizes ao contemplarem Rama. Em ambos os grupos o mesmo desejo havia em cada coração: que não era bom voltar sem Sita e Rama. Habitar a floresta com Sita e Rama seria um consolo igual a dez milhões de céus. Quem deixasse Lakshmana, Rama e Sita, e amasse um lar em seu lugar, teria o Destino voltado contra si. Somente quando o Destino fosse propício a todos eles poderiam viver na floresta perto de Rama. Banhar-se-iam na Mandakini nas três horas do dia, e a visão de Rama seria uma guirlanda de alegria e bênção. Vagariam pela montanha de Rama, pela floresta e pelos lugares dos ascetas, e seu alimento seriam raízes, bulbos e frutos, como o néctar. Em tal felicidade catorze anos passariam como um instante, e ninguém notaria que se foram.
Doha 280
एहि सुख जोग न लोग सब कहहिं कहाँ अस भागु।सहज सुभायँ समाज दुहु राम चरन अनुरागु।।280।।
ehi sukha joga na loga saba kahahiṁ kahā̃ asa bhāgu |sahaja subhāyã samāja duhu rāma carana anurāgu ||280||
Vendo tal felicidade, todas as pessoas disseram: Onde há tal fortuna como esta? Ambos os grupos eram natural e amorosamente devotados aos pés de Rama.
Chaupai 281.1-4
एहि बिधि सकल मनोरथ करहीं।बचन सप्रेम सुनत मन हरहीं।।
सीय मातु तेहि समय पठाईं।दासीं देखि सुअवसरु आईं।।
सावकास सुनि सब सिय सासू।आयउ जनकराज रनिवासू।।
कौसल्याँ सादर सनमानी।आसन दिए समय सम आनी।।
सीलु सनेह सकल दुहु ओरा।द्रवहिं देखि सुनि कुलिस कठोरा।।
पुलक सिथिल तन बारि बिलोचन।महि नख लिखन लगीं सब सोचन।।
सब सिय राम प्रीति कि सि मूरती।जनु करुना बहु बेष बिसूरति।।
सीय मातु कह बिधि बुधि बाँकी।जो पय फेनु फोर पबि टाँकी।।
ehi bidhi sakala manoratha karahīṁ |bacana saprema sunata mana harahīṁ ||
sīya mātu tehi samaya paṭhāīṁ |dāsīṁ dekhi suavasaru āīṁ ||
sāvakāsa suni saba siya sāsū |āyau janakarāja ranivāsū ||
kausalyā̃ sādara sanamānī |āsana die samaya sama ānī ||
sīlu saneha sakala duhu orā |dravahiṁ dekhi suni kulisa kaṭhorā ||
pulaka sithila tana bāri bilocana |mahi nakha likhana lagīṁ saba socana ||
saba siya rāma prīti ki si mūratī |janu karunā bahu beṣa bisūrati ||
sīya mātu kaha bidhi budhi bā̃kī |jo paya phenu phora pabi ṭā̃kī ||
Deste modo, todas expressaram os desejos de seus corações, e suas palavras cheias de amor cativavam a mente de quem as ouvia. Naquele tempo, a mãe de Sita havia enviado suas aias, que, vendo que a ocasião era propícia, voltaram. Ao saber que todas as sogras de Sita estavam desocupadas, as mulheres do palácio do rei Janaka vieram visitá-las. Kausalya as recebeu com respeito e honra, e mandou trazer assentos e oferecê-los conforme a ocasião permitia. A doçura e o afeto de ambas as partes eram tais que até o duro raio se derreteria ao vê-los e ouvi-los. Seus corpos estremeceram e se enfraqueceram, seus olhos se encheram de lágrimas, e todas elas, mergulhadas em pensamentos dolorosos, começaram a arranhar a terra com as unhas. Cada uma delas parecia o amor por Sita e Rama encarnado, como se a Compaixão mesma tivesse assumido muitas formas e estivesse chorando. A mãe de Sita disse: «O juízo do Criador é perverso, pois é como se ele tomasse um raio por cinzel para cortar e quebrar a espuma do leite.»
Doha 281
सुनिअ सुधा देखिअहिं गरल सब करतूति कराल।जहँ तहँ काक उलूक बक मानस सकृत मराल।।281।।
sunia sudhā dekhiahiṁ garala saba karatūti karāla |jahã tahã kāka ulūka baka mānasa sakṛta marāla ||281||
Ouve-se falar do néctar, mas é veneno o que se vê; todas as obras da Providência são terríveis. Por toda parte há corvos, corujas e garças, enquanto o cisne se encontra apenas de vez em quando, e apenas no lago Manasa.
Chaupai 282.1-4
सुनि ससोच कह देबि सुमित्रा।बिधि गति बड़ि बिपरीत बिचित्रा।।
जो सृजि पालइ हरइ बहोरी।बाल केलि सम बिधि मति भोरी।।
कौसल्या कह दोसु न काहू।करम बिबस दुख सुख छति लाहू।।
कठिन करम गति जान बिधाता।जो सुभ असुभ सकल फल दाता।।
ईस रजाइ सीस सबही कें।उतपति थिति लय बिषहु अमी कें।।
देबि मोह बस सोचिअ बादी।बिधि प्रपंचु अस अचल अनादी।।
भूपति जिअब मरब उर आनी।सोचिअ सखि लखि निज हित हानी।।
सीय मातु कह सत्य सुबानी।सुकृती अवधि अवधपति रानी।।
suni sasoca kaha debi sumitrā |bidhi gati baṛi biparīta bicitrā ||
jo sṛji pālai harai bahorī |bāla keli sama bidhi mati bhorī ||
kausalyā kaha dosu na kāhū |karama bibasa dukha sukha chati lāhū ||
kaṭhina karama gati jāna bidhātā |jo subha asubha sakala phala dātā ||
īsa rajāi sīsa sabahī keṁ |utapati thiti laya biṣahu amī keṁ ||
debi moha basa socia bādī |bidhi prapaṁcu asa acala anādī ||
bhūpati jiaba maraba ura ānī |socia sakhi lakhi nija hita hānī ||
sīya mātu kaha satya subānī |sukṛtī avadhi avadhapati rānī ||
Ao ouvir isso, a rainha Sumitra falou com pesar: "Os caminhos do Destino são muito contrários e estranhos. Cria e protege, e depois destrói novamente; a mente do Destino é tão inconstante quanto o jogo de uma criança." Kausalya disse: "Ninguém tem a culpa. A tristeza e a alegria, a perda e o ganho são todos governados pelas próprias ações. O curso das ações é difícil de compreender; apenas o Criador o conhece, aquele que concede todo fruto, seja bom ou mau. O mandado do Senhor repousa sobre a cabeça de todos: no nascimento, na continuidade e na dissolução, no veneno e no néctar. Ó senhora, é em vão que nos afligimos sob o domínio da ilusão; a teia do Destino é assim inabalável e sem princípio. Pensando se o rei viverá ou morrerá, amiga, nos afligimos apenas porque vemos nossa própria perda e nosso próprio dano." A mãe de Sita disse: "Falas com verdade e sabedoria, ó rainha do senhor de Ayodhya, a mais eminente entre as virtuosas."
Doha 282
लखनु राम सिय जाहुँ बन भल परिनाम न पोचु।गहबरि हियँ कह कौसिला मोहि भरत कर सोचु।।282।।
lakhanu rāma siya jāhũ bana bhala parināma na pocu |gahabari hiyã kaha kausilā mohi bharata kara socu ||282||
Que Lakshmana, Rama e Sita vão à floresta; o resultado será bom, não se lamente. Com o coração pesado, Kausalya disse: "Minha única tristeza é por Bharat."
Chaupai 283.1-4
ईस प्रसाद असीस तुम्हारी।सुत सुतबधू देवसरि बारी।।
राम सपथ मैं कीन्ह न काऊ।सो करि कहउँ सखी सति भाऊ।।
भरत सील गुन बिनय बड़ाई।भायप भगति भरोस भलाई।।
कहत सारदहु कर मति हीचे।सागर सीप कि जाहिं उलीचे।।
जानउँ सदा भरत कुलदीपा।बार बार मोहि कहेउ महीपा।।
कसें कनकु मनि पारिखि पाएँ।पुरुष परिखिअहिं समयँ सुभाएँ।।
अनुचित आजु कहब अस मोरा।सोक सनेहँ सयानप थोरा।।
सुनि सुरसरि सम पावनि बानी।भईं सनेह बिकल सब रानी।।
īsa prasāda asīsa tumhārī |suta sutabadhū devasari bārī ||
rāma sapatha maiṁ kīnha na kāū |so kari kahaũ sakhī sati bhāū ||
bharata sīla guna binaya baṛāī |bhāyapa bhagati bharosa bhalāī ||
kahata sāradahu kara mati hīce |sāgara sīpa ki jāhiṁ ulīce ||
jānaũ sadā bharata kuladīpā |bāra bāra mohi kaheu mahīpā ||
kaseṁ kanaku mani pārikhi pāẽ |puruṣa parikhiahiṁ samayã subhāẽ ||
anucita āju kahaba asa morā |soka sanehã sayānapa thorā ||
suni surasari sama pāvani bānī |bhaīṁ saneha bikala saba rānī ||
Pela graça de Deus e por tua bênção, meu filho e minha nora são tão puros quanto a água do rio celestial. Nunca antes jurei por Rama; mas juro por ele agora, amiga, e te digo a verdade do meu coração. A virtude, a bondade, a humildade e a grandeza de Bharata, seu amor fraterno, sua devoção, sua confiança e sua bondade: até o intelecto de Sarasvati hesitaria ao falar deles. Pode o oceano ser esvaziado com uma concha de ostra? Sempre soube que Bharata é a lâmpada de sua família, e o rei me disse isso repetidas vezes. O ouro se prova pela pedra de toque, e uma joia quando um joalheiro a obtém; um homem se prova em tempos de provação, por sua natureza. Não me convém falar assim hoje, mas na dor e no amor resta pouca sabedoria. Ao ouvir estas palavras, puras como o Ganges, todas as rainhas ficaram tomadas de amor.
Doha 283
कौसल्या कह धीर धरि सुनहु देबि मिथिलेसि।को बिबेकनिधि बल्लभहि तुम्हहि सकइ उपदेसि।।283।।
kausalyā kaha dhīra dhari sunahu debi mithilesi |ko bibekanidhi ballabhahi tumhahi sakai upadesi ||283||
Kausalya, tomando coragem, disse: "Escuta, ó rainha de Mithila. Quem é capaz de aconselhar a amada esposa daquele que é um tesouro de sabedoria?"
Chaupai 284.1-4
रानि राय सन अवसरु पाई।अपनी भाँति कहब समुझाई।।
रखिअहिं लखनु भरतु गबनहिं बन।जौं यह मत मानै महीप मन।।
तौ भल जतनु करब सुबिचारी।मोरें सौचु भरत कर भारी।।
गूढ़ सनेह भरत मन माही।रहें नीक मोहि लागत नाहीं।।
लखि सुभाउ सुनि सरल सुबानी।सब भइ मगन करुन रस रानी।।
नभ प्रसून झरि धन्य धन्य धुनि।सिथिल सनेहँ सिद्ध जोगी मुनि।।
सबु रनिवासु बिथकि लखि रहेऊ।तब धरि धीर सुमित्राँ कहेऊ।।
देबि दंड जुग जामिनि बीती।राम मातु सुनी उठी सप्रीती।।
rāni rāya sana avasaru pāī |apanī bhā̃ti kahaba samujhāī ||
rakhiahiṁ lakhanu bharatu gabanahiṁ bana |jauṁ yaha mata mānai mahīpa mana ||
tau bhala jatanu karaba subicārī |moreṁ saucu bharata kara bhārī ||
gūṛha saneha bharata mana māhī |raheṁ nīka mohi lāgata nāhīṁ ||
lakhi subhāu suni sarala subānī |saba bhai magana karuna rasa rānī ||
nabha prasūna jhari dhanya dhanya dhuni |sithila sanehã siddha jogī muni ||
sabu ranivāsu bithaki lakhi raheū |taba dhari dhīra sumitrā̃ kaheū ||
debi daṁḍa juga jāmini bītī |rāma mātu sunī uṭhī saprītī ||
Rainha, quando encontrares uma oportunidade, explica o assunto ao rei à tua maneira. Que Lakshmana seja retido e que Bharata vá para a floresta, se a mente do rei aceitar este conselho. Então deverás idealizar um bom plano após reflexão cuidadosa, pois estou muito preocupada com Bharata. Há um amor profundo e oculto no coração de Bharata; se ele ficar, não me parece bem. Ao ver sua natureza e ouvir suas palavras simples e bondosas, todas as rainhas ficaram imersas no sentimento de compaixão. Choveram flores do céu com gritos de «Bendito, bendito!», e os siddhas, yoguis e sábios desfaleceram de amor. Todo o aposento das mulheres ficou enfeitiçado olhando para ela; então Sumitra tomou coragem e falou. «Senhora, dois dandas da noite já se passaram.» Ao ouvir isso, a mãe de Rama levantou-se com afeto.
Doha 284
बेगि पाउ धारिअ थलहि कह सनेहँ सतिभाय।हमरें तौ अब ईस गति के मिथिलेस सहाय।।284।।
begi pāu dhāria thalahi kaha sanehã satibhāya |hamareṁ tau aba īsa gati ke mithilesa sahāya ||284||
Com afeto e sinceridade, a esposa fiel disse: "Dirige teus passos imediatamente para tua morada. Para nós agora o único refúgio é Deus, ou então o Senhor de Mithila, que é nosso ajudante."
Chaupai 285.1-4
लखि सनेह सुनि बचन बिनीता।जनकप्रिया गह पाय पुनीता।।
देबि उचित असि बिनय तुम्हारी।दसरथ घरिनि राम महतारी।।
प्रभु अपने नीचहु आदरहीं।अगिनि धूम गिरि सिर तिनु धरहीं।।
सेवकु राउ करम मन बानी।सदा सहाय महेसु भवानी।।
रउरे अंग जोगु जग को है।दीप सहाय कि दिनकर सोहै।।
रामु जाइ बनु करि सुर काजू।अचल अवधपुर करिहहिं राजू।।
अमर नाग नर राम बाहुबल।सुख बसिहहिं अपनें अपने थल।।
यह सब जागबलिक कहि राखा।देबि न होइ मुधा मुनि भाषा।।
lakhi saneha suni bacana binītā |janakapriyā gaha pāya punītā ||
debi ucita asi binaya tumhārī |dasaratha gharini rāma mahatārī ||
prabhu apane nīcahu ādarahīṁ |agini dhūma giri sira tinu dharahīṁ ||
sevaku rāu karama mana bānī |sadā sahāya mahesu bhavānī ||
raure aṁga jogu jaga ko hai |dīpa sahāya ki dinakara sohai ||
rāmu jāi banu kari sura kājū |acala avadhapura karihahiṁ rājū ||
amara nāga nara rāma bāhubala |sukha basihahiṁ apaneṁ apane thala ||
yaha saba jāgabalika kahi rākhā |debi na hoi mudhā muni bhāṣā ||
Vendo seu afeto e ouvindo suas humildes palavras, a amada de Janaka lhe abraçou os pés sagrados. «Ó rainha, tal humildade só convém a vós, esposa de Dasharatha e mãe de Rama.» «Os grandes senhores honram até mesmo os mais humildes: o fogo leva a fumaça sobre sua cabeça, e a montanha leva a grama sobre seu cume.» «O rei Janaka é vosso servo em ato, pensamento e palavra, e Mahesha e Bhavani são sempre vossos auxiliares.» «Quem no mundo é digno de ser vosso auxiliar? Acaso uma lâmpada presta ajuda ao sol para que ele brilhe?» «Rama irá à floresta e cumprirá a obra dos deuses, e então eles governarão Ayodhya sem vacilar.» «Pela força do braço de Rama, deuses, serpentes e homens habitarão felizes, cada um em seu próprio lugar.» «Tudo isso Yajnavalkya predisse; ó rainha, a palavra de um sábio não pode revelar-se falsa.»
Doha 285
अस कहि पग परि पेम अति सिय हित बिनय सुनाइ।सिय समेत सियमातु तब चली सुआयसु पाइ।।285।।
asa kahi paga pari pema ati siya hita binaya sunāi |siya sameta siyamātu taba calī suāyasu pāi ||285||
Dizendo isso, ela caiu a seus pés, mostrando grande amor e fazendo súplicas pelo bem de Sita. Então Sita, junto com sua mãe, partiu, tendo obtido permissão.
Chaupai 286.1-4
प्रिय परिजनहि मिली बैदेही।जो जेहि जोगु भाँति तेहि तेही।।
तापस बेष जानकी देखी।भा सबु बिकल बिषाद बिसेषी।।
जनक राम गुर आयसु पाई।चले थलहि सिय देखी आई।।
लीन्हि लाइ उर जनक जानकी।पाहुन पावन पेम प्रान की।।
उर उमगेउ अंबुधि अनुरागू।भयउ भूप मनु मनहुँ पयागू।।
सिय सनेह बटु बाढ़त जोहा।ता पर राम पेम सिसु सोहा।।
चिरजीवी मुनि ग्यान बिकल जनु।बूड़त लहेउ बाल अवलंबनु।।
मोह मगन मति नहिं बिदेह की।महिमा सिय रघुबर सनेह की।।
priya parijanahi milī baidehī |jo jehi jogu bhā̃ti tehi tehī ||
tāpasa beṣa jānakī dekhī |bhā sabu bikala biṣāda biseṣī ||
janaka rāma gura āyasu pāī |cale thalahi siya dekhī āī ||
līnhi lāi ura janaka jānakī |pāhuna pāvana pema prāna kī ||
ura umageu aṁbudhi anurāgū |bhayau bhūpa manu manahũ payāgū ||
siya saneha baṭu bāṛhata johā |tā para rāma pema sisu sohā ||
cirajīvī muni gyāna bikala janu |būṛata laheu bāla avalaṁbanu ||
moha magana mati nahiṁ bideha kī |mahimā siya raghubara saneha kī ||
Vaidehi encontrou seus queridos serventes do lar, cada um da maneira que lhe convinha. Ao verem Janaki com o traje de asceta, todos ficaram tomados de dor, e sua aflição foi especialmente profunda. Janaka, tendo recebido a permissão de Rama e do guru, foi ao local e veio e viu Sita. Janaka estreitou Janaki contra o peito, como um hóspede purificador do amor que é a vida. Um oceano de amor transbordou em seu coração, e a mente do rei se tornou como Prayaga. Ele viu o baniano do amor por Sita crescer ali, e sobre ele o amor infantil por Rama resplandecer. Como se o sábio longevo, perturbado em seu conhecimento, tivesse encontrado a criança como apoio enquanto se afogava. A mente de Videha não estava mergulhada em ilusão; foi a grandeza de seu amor por Sita e Rama que o dominou.
Doha 286
सिय पितु मातु सनेह बस बिकल न सकी सँभारि।धरनिसुताँ धीरजु धरेउ समउ सुधरमु बिचारि।।286।।
siya pitu mātu saneha basa bikala na sakī sãbhāri |dharanisutā̃ dhīraju dhareu samau sudharamu bicāri ||286||
Sita, dominada pelo afeto por seu pai e sua mãe, ficou consternada e não conseguiu se conter; mas a filha da Terra, considerando a ocasião e seu dever, tomou coragem.
Chaupai 287.1-4
तापस बेष जनक सिय देखी।भयउ पेमु परितोषु बिसेषी।।
पुत्रि पवित्र किए कुल दोऊ।सुजस धवल जगु कह सबु कोऊ।।
जिति सुरसरि कीरति सरि तोरी।गवनु कीन्ह बिधि अंड करोरी।।
गंग अवनि थल तीनि बड़ेरे।एहिं किए साधु समाज घनेरे।।
पितु कह सत्य सनेहँ सुबानी।सीय सकुच महुँ मनहुँ समानी।।
पुनि पितु मातु लीन्ह उर लाई।सिख आसिष हित दीन्हि सुहाई।।
कहति न सीय सकुचि मन माहीं।इहाँ बसब रजनीं भल नाहीं।।
लखि रुख रानि जनायउ राऊ।हृदयँ सराहत सीलु सुभाऊ।।
tāpasa beṣa janaka siya dekhī |bhayau pemu paritoṣu biseṣī ||
putri pavitra kie kula doū |sujasa dhavala jagu kaha sabu koū ||
jiti surasari kīrati sari torī |gavanu kīnha bidhi aṁḍa karorī ||
gaṁga avani thala tīni baṛere |ehiṁ kie sādhu samāja ghanere ||
pitu kaha satya sanehã subānī |sīya sakuca mahũ manahũ samānī ||
puni pitu mātu līnha ura lāī |sikha āsiṣa hita dīnhi suhāī ||
kahati na sīya sakuci mana māhīṁ |ihā̃ basaba rajanīṁ bhala nāhīṁ ||
lakhi rukha rāni janāyau rāū |hṛdayã sarāhata sīlu subhāū ||
Quando Janaka viu Sita vestida de asceta, surgiram nele grande amor e profunda satisfação. "Filha, purificaste ambas as famílias; todos no mundo falam da tua fama imaculada." "O rio da tua glória superou o Ganges, e fluiu por milhões de universos de Brahma." "O Ganges tem apenas três grandes lugares na terra, mas tu fizeste assembleias de santos em número incalculável." Seu pai pronunciou estas palavras verdadeiras, amorosas e bondosas, e Sita pareceu mergulhar na própria timidez. Então seu pai e sua mãe a estreitaram contra seus corações e lhe deram conselhos e bênçãos apropriados, cheios de ternura. Sita não falou, mas hesitou em seu coração, pensando: "Não é bom passar a noite aqui." A rainha percebeu seu estado de espírito e o comunicou ao rei, louvando em seu coração a natureza e o caráter gentis de Sita.
Doha 287
बार बार मिलि भेंट सिय बिदा कीन्ह सनमानि।कही समय सिर भरत गति रानि सुबानि सयानि।।287।।
bāra bāra mili bheṁṭa siya bidā kīnha sanamāni |kahī samaya sira bharata gati rāni subāni sayāni ||287||
Vez após vez abraçaram Sita, e com honra se despediram dela. Então a rainha, sábia e doce no falar, falou no momento oportuno sobre o proceder de Bharata.
Chaupai 288.1-4
सुनि भूपाल भरत ब्यवहारू।सोन सुगंध सुधा ससि सारू।।
मूदे सजल नयन पुलके तन।सुजसु सराहन लगे मुदित मन।।
सावधान सुनु सुमुखि सुलोचनि।भरत कथा भव बंध बिमोचनि।।
धरम राजनय ब्रह्मबिचारू।इहाँ जथामति मोर प्रचारू।।
सो मति मोरि भरत महिमाही।कहै काह छलि छुअति न छाँही।।
बिधि गनपति अहिपति सिव सारद।कबि कोबिद बुध बुद्धि बिसारद।।
भरत चरित कीरति करतूती।धरम सील गुन बिमल बिभूती।।
समुझत सुनत सुखद सब काहू।सुचि सुरसरि रुचि निदर सुधाहू।।
suni bhūpāla bharata byavahārū |sona sugaṁdha sudhā sasi sārū ||
mūde sajala nayana pulake tana |sujasu sarāhana lage mudita mana ||
sāvadhāna sunu sumukhi sulocani |bharata kathā bhava baṁdha bimocani ||
dharama rājanaya brahmabicārū |ihā̃ jathāmati mora pracārū ||
so mati mori bharata mahimāhī |kahai kāha chali chuati na chā̃hī ||
bidhi ganapati ahipati siva sārada |kabi kobida budha buddhi bisārada ||
bharata carita kīrati karatūtī |dharama sīla guna bimala bibhūtī ||
samujhata sunata sukhada saba kāhū |suci surasari ruci nidara sudhāhū ||
Ao ouvir a conduta de Bharata, que era como ouro com fragrância acrescentada, como néctar, como a própria essência da lua, o rei fechou os olhos cheios de lágrimas, seu corpo estremeceu de alegria, e com o coração deleitado começou a louvar a glória de Bharata. "Escuta atentamente, ó de rosto formoso e olhos encantadores: a história de Bharata liberta dos laços da existência mundana. Na retidão, na política dos reis e na contemplação de Brahma, minha habilidade vai apenas até onde meu entendimento permite. O que pode esse meu entendimento dizer da grandeza de Bharata? Mesmo com artifício não pode tocar sua sombra. Brahma, Ganapati, o Senhor das Serpentes, Shiva e Sarasvati, poetas, eruditos e sábios, todos hábeis em inteligência, os feitos de Bharata, sua fama, seus atos nobres, sua retidão, sua virtude, sua bondade e seu esplendor imaculado, são um deleite para todos, quer se compreendam quer se ouçam; seu encanto é puro como o Ganges e supera até mesmo o néctar.
Doha 288
निरवधि गुन निरुपम पुरुषु भरतु भरत सम जानि।कहिअ सुमेरु कि सेर सम कबिकुल मति सकुचानि।।288।।
niravadhi guna nirupama puruṣu bharatu bharata sama jāni |kahia sumeru ki sera sama kabikula mati sakucāni ||288||
Bharata é um homem de virtudes ilimitadas e sem igual; sabei que Bharata é semelhante apenas a Bharata. Pode o monte Sumeru ser chamado igual a um ser em peso? Toda a estirpe dos poetas se retrai no pensamento.
Chaupai 289.1-4
अगम सबहि बरनत बरबरनी।जिमि जलहीन मीन गमु धरनी।।
भरत अमित महिमा सुनु रानी।जानहिं रामु न सकहिं बखानी।।
बरनि सप्रेम भरत अनुभाऊ।तिय जिय की रुचि लखि कह राऊ।।
बहुरहिं लखनु भरतु बन जाहीं।सब कर भल सब के मन माहीं।।
देबि परंतु भरत रघुबर की।प्रीति प्रतीति जाइ नहिं तरकी।।
भरतु अवधि सनेह ममता की।जद्यपि रामु सीम समता की।।
परमारथ स्वारथ सुख सारे।भरत न सपनेहुँ मनहुँ निहारे।।
साधन सिद्ध राम पग नेहू।मोहि लखि परत भरत मत एहू।।
agama sabahi baranata barabaranī |jimi jalahīna mīna gamu dharanī ||
bharata amita mahimā sunu rānī |jānahiṁ rāmu na sakahiṁ bakhānī ||
barani saprema bharata anubhāū |tiya jiya kī ruci lakhi kaha rāū ||
bahurahiṁ lakhanu bharatu bana jāhīṁ |saba kara bhala saba ke mana māhīṁ ||
debi paraṁtu bharata raghubara kī |prīti pratīti jāi nahiṁ tarakī ||
bharatu avadhi saneha mamatā kī |jadyapi rāmu sīma samatā kī ||
paramāratha svāratha sukha sāre |bharata na sapanehũ manahũ nihāre ||
sādhana siddha rāma paga nehū |mohi lakhi parata bharata mata ehū ||
Ó de tez formosa, Bharata está fora do alcance de todos os que tentam descrevê-lo, como a terra é intransponível para um peixe sem água. Escuta, ó rainha: a grandeza de Bharata é ilimitada. Rama a conhece, mas nem ele consegue expressá-la em palavras. Tendo descrito com amor o poder de Bharata, o rei, vendo o que agradava ao coração de sua esposa, falou mais. "Que Lakshmana volte, e Bharata vá para a floresta: todos em seus corações pensam que isso seria bom para todos." "Mas, ó senhora, o amor e a confiança entre Bharata e Rama não podem ser adivinhados." "Bharata é o próprio limite do afeto e do apego, embora Rama seja a fronteira da equanimidade." "Bharata nunca olhou para as alegrias do bem supremo ou do ganho mundano, nem em sonho nem em pensamento." "O amor pelos pés de Rama é tanto sua disciplina quanto sua perfeição. Assim me parece ser a convicção de Bharata."
Doha 289
भोरेहुँ भरत न पेलिहहिं मनसहुँ राम रजाइ।करिअ न सोचु सनेह बस कहेउ भूप बिलखाइ।।289।।
bhorehũ bharata na pelihahiṁ manasahũ rāma rajāi |karia na socu saneha basa kaheu bhūpa bilakhāi ||289||
Mesmo em pensamento, Bharata não transgrediria o mandamento de Rama; não vos entristeçais, disse o rei, dominado pelo amor.
परम्परानुसार यह खण्ड ‘वैराग्य-प्रबोध’ और ‘राम-आज्ञा-परायणता’ देता है: गृह-शोक/वियोग को धर्म-बुद्धि में बदलकर मन को स्थिर करता है, तथा भरत-चरित के श्रवण से ‘भव-बन्धन-बिमोचनि’ (पाठ में ही संकेत) फल माना जाता है।
सत्संग-परम्परा में प्रसंगानुसार ‘श्रीराम जय राम जय जय राम’ नाम-संपुट या ‘राम रामेति’ जप-संपुट जोड़ा जाता है; विशेषतः भरत-चरित/आज्ञा-पालन के भाव में ‘राम-आज्ञा गुरु समान’ भाव-स्मरण हेतु नाम-संपुट प्रचलित है।
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