Ayodhya KandaPrakarana 2420 Verses

Prakarana 24

त्याग-धर्म का सोपान: राजसत्ता, कुलधर्म, और व्यक्तिगत अहं (राजमद) के बीच विवेक का उदय। इस काण्ड में ‘घर’ (अयोध्या) बाह्य-स्थान नहीं, अंतःकरण का राज्य है—जहाँ राम-आज्ञा के सामने वासनात्मक प्रतिरोध (लक्ष्मण का रोष) भी शुद्ध होकर मर्यादा-भक्ति में ढलता है, और भरत-चरित्र ‘अनासक्ति’ का आदर्श बनकर मुक्ति-सीढ़ी का दृढ़ पायदान होता है।

Neste fragmento (aproximadamente Doha 230, 239), a onda de vīra-rasa, o impulso de Lakṣmaṇa para a batalha, transforma-se imediatamente em śānta-rasa e em dāsya/amor fraterno. A voz divina (ākāśavāṇī), mesmo enquanto louva a força de Lakṣmaṇa, sinaliza a necessidade de discernimento ético: ponderar o próprio e o impróprio, arrepender-se da ação precipitada e reconhecer a armadilha mais difícil, o orgulho real. A resposta de Rāma, através de hipérboles deliberadas (um mosquito erguendo Meru, soro azedo destruindo o Oceano de Leite), estabelece a impossibilidade de Bharata estar embriagado pelo poder. Então, a descrição do cenário transforma a região do eremitério em um emblema do bom governo, contenção, paz e conselho correto, e uma mente abrigada nos pés de Rāma. Por fim, surge a imagem de um "conselho do conhecimento": no meio do círculo de sábios, Sītā-Rāma permanecem como a forma encarnada de bhakti-saccidānanda. Assim, esta porção eleva o buscador da energia da raiva ao discernimento, e do discernimento à entrega amorosa.

Verses

Chaupai 230.1-4

उठि कर जोरि रजायसु मागा।मनहुँ बीर रस सोवत जागा।।

बाँधि जटा सिर कसि कटि भाथा।साजि सरासनु सायकु हाथा।।

आजु राम सेवक जसु लेऊँ।भरतहि समर सिखावन देऊँ।।

राम निरादर कर फलु पाई।सोवहुँ समर सेज दोउ भाई।।

आइ बना भल सकल समाजू।प्रगट करउँ रिस पाछिल आजू।।

जिमि करि निकर दलइ मृगराजू।लेइ लपेटि लवा जिमि बाजू।।

तैसेहिं भरतहि सेन समेता।सानुज निदरि निपातउँ खेता।।

जौं सहाय कर संकरु आई।तौ मारउँ रन राम दोहाई।।

uṭhi kara jori rajāyasu māgā |manahũ bīra rasa sovata jāgā ||

bā̃dhi jaṭā sira kasi kaṭi bhāthā |sāji sarāsanu sāyaku hāthā ||

āju rāma sevaka jasu leū̃ |bharatahi samara sikhāvana deū̃ ||

rāma nirādara kara phalu pāī |sovahũ samara seja dou bhāī ||

āi banā bhala sakala samājū |pragaṭa karaũ risa pāchila ājū ||

jimi kari nikara dalai mṛgarājū |lei lapeṭi lavā jimi bājū ||

taisehiṁ bharatahi sena sametā |sānuja nidari nipātaũ khetā ||

jauṁ sahāya kara saṁkaru āī |tau māraũ rana rāma dohāī ||

Levantando-se com as mãos juntas, Lakshmana pediu licença para agir, como se o espírito de heroísmo tivesse despertado do sono. Atou as tranças emaranhadas da cabeça, cingiu a aljava na cintura e tomou o arco armado e uma flecha na mão. "Hoje conquistarei fama como servo de Rama e darei a Bharata uma lição na batalha. Tendo colhido o fruto de seu desprezo por Rama, que ambos os irmãos durmam num leito de guerra. Bom é que toda a assembleia se tenha reunido; hoje mostrarei toda a minha ira passada. Como um leão despedaça uma manada de elefantes, ou como um falcão agarra uma codorniz e a leva, assim desprezarei Bharata, com seu exército e seu irmão mais novo, e os derrubarei no campo de batalha. Se o próprio Shankara vier em seu auxílio, juro por Rama que o matarei também na batalha."

Doha 230

अति सरोष माखे लखनु लखि सुनि सपथ प्रवान।सभय लोक सब लोकपति चाहत भभरि भगान।।⁠230।।

ati saroṣa mākhe lakhanu lakhi suni sapatha pravāna |sabhaya loka saba lokapati cāhata bhabhari bhagāna ||⁠230||

Lakshmana estava ardendo de uma ira extrema; e quando todos os mundos e seus guardiões o viram e ouviram seu solene juramento, foram tomados de temor e, confundidos, ansiaram por fugir.

Chaupai 231.1-4

जगु भय मगन गगन भइ बानी।लखन बाहुबलु बिपुल बखानी।।

तात प्रताप प्रभाउ तुम्हारा।को कहि सकइ को जाननिहारा।।

अनुचित उचित काजु किछु होऊ।समुझि करिअ भल कह सबु कोऊ।।

सहसा करि पाछैं पछिताहीं।कहहिं बेद बुध ते बुध नाहीं।।

सुनि सुर बचन लखन सकुचाने।राम सीयँ सादर सनमाने।।

कही तात तुम्ह नीति सुहाई।सब तें कठिन राजमदु भाई।।

जो अचवँत नृप मातहिं तेई।नाहिन साधुसभा जेहिं सेई।।

सुनहु लखन भल भरत सरीसा।बिधि प्रपंच महँ सुना न दीसा।।

jagu bhaya magana gagana bhai bānī |lakhana bāhubalu bipula bakhānī ||

tāta pratāpa prabhāu tumhārā |ko kahi sakai ko jānanihārā ||

anucita ucita kāju kichu hoū |samujhi karia bhala kaha sabu koū ||

sahasā kari pāchaiṁ pachitāhīṁ |kahahiṁ beda budha te budha nāhīṁ ||

suni sura bacana lakhana sakucāne |rāma sīyã sādara sanamāne ||

kahī tāta tumha nīti suhāī |saba teṁ kaṭhina rājamadu bhāī ||

jo acavãta nṛpa mātahiṁ teī |nāhina sādhusabhā jehiṁ seī ||

sunahu lakhana bhala bharata sarīsā |bidhi prapaṁca mahã sunā na dīsā ||

O mundo ficou mergulhado no temor, e uma voz veio do céu, louvando longamente a grande força do braço de Lakshmana. "Querido filho, quem pode narrar tua majestade e teu poder, e quem pode conhecê-los plenamente?" "Seja uma ação inadequada ou adequada, qual quer que seja, deve ser realizada após cuidadosa reflexão; assim diz todo o mundo." "Aqueles que agem com precipitação e depois se arrependem: os Vedas dizem que os sábios não os contam entre os sábios." Ouvindo as palavras do deus, Lakshmana ficou envergonhado, e Rama e Sita o honraram com respeito. "Querido irmão, falaste palavras justas e prudentes, mas de todas as coisas, irmão, a embriaguez do poder é a mais difícil de vencer." "Os reis enlouquecem assim que a provam, se nunca frequentaram a companhia dos homens santos." "Escuta, Lakshmana: alguém tão bom quanto Bharata não ouvi nem vi em toda a criação de Brahma."

Doha 231

भरतहि होइ न राजमदु बिधि हरि हर पद पाइ।कबहुँ कि काँजी सीकरनि छीरसिंधु बिनसाइ।।⁠231।।

bharatahi hoi na rājamadu bidhi hari hara pada pāi |kabahũ ki kā̃jī sīkarani chīrasiṁdhu binasāi ||⁠231||

Bharata não seria tomado pelo orgulho da realeza mesmo se obtivesse a posição de Brahma, Vishnu ou Shiva. Pode o oceano de leite algum dia ser estragado por gotas de soro azedo?

Chaupai 232.1-4

तिमिरु तरुन तरनिहि मकु गिलई।गगनु मगन मकु मेघहिं मिलई।।

गोपद जल बूड़हिं घटजोनी।सहज छमा बरु छाड़ै छोनी।।

मसक फूँक मकु मेरु उड़ाई।होइ न नृपमदु भरतहि भाई।।

लखन तुम्हार सपथ पितु आना।सुचि सुबंधु नहिं भरत समाना।।

सगुन खीरु अवगुन जलु ताता।मिलइ रचइ परपंचु बिधाता।।

भरतु हंस रबिबंस तड़ागा।जनमि कीन्ह गुन दोष बिभागा।।

गहि गुन पय तजि अवगुन बारी।निज जस जगत कीन्हि उजिआरी।।

कहत भरत गुन सीलु सुभाऊ।पेम पयोधि मगन रघुराऊ।।

timiru taruna taranihi maku gilaī |gaganu magana maku meghahiṁ milaī ||

gopada jala būṛahiṁ ghaṭajonī |sahaja chamā baru chāṛai chonī ||

masaka phū̃ka maku meru uṛāī |hoi na nṛpamadu bharatahi bhāī ||

lakhana tumhāra sapatha pitu ānā |suci subaṁdhu nahiṁ bharata samānā ||

saguna khīru avaguna jalu tātā |milai racai parapaṁcu bidhātā ||

bharatu haṁsa rabibaṁsa taṛāgā |janami kīnha guna doṣa bibhāgā ||

gahi guna paya taji avaguna bārī |nija jasa jagata kīnhi ujiārī ||

kahata bharata guna sīlu subhāū |pema payodhi magana raghurāū ||

A escuridão poderia engolir o sol jovem, e o céu poderia perder-se entre as nuvens e fundir-se com elas. Agastya, nascido de um cântaro, poderia afogar-se na água da pegada de uma vaca, e a terra poderia abandonar sua natural paciência. O sopro de um mosquito poderia arrastar o monte Meru, mas o orgulho da realeza não pode surgir em Bharata, irmão. Lakshmana, juro por ti e por nosso pai: não há irmão tão puro e bom quanto Bharata. A virtude é leite, querido irmão, e o vício é água; o Criador os mistura e forma o mundo da ilusão. Bharata é um cisne no lago do linhagem solar; desde seu nascimento separou a virtude do vício. Tomando o leite da virtude e deixando a água do vício, ele preencheu o mundo com a luz de sua própria glória. Enquanto falava das virtudes, do caráter e da natureza de Bharata, o Rei dos Raghus estava imerso em um oceano de amor.

Doha 232

सुनि रघुबर बानी बिबुध देखि भरत पर हेतु।सकल सराहत राम सो प्रभु को कृपानिकेतु।।⁠232।।

suni raghubara bānī bibudha dekhi bharata para hetu |sakala sarāhata rāma so prabhu ko kṛpāniketu ||⁠232||

Ouvindo as palavras de Rama, o melhor dos Raghus, e vendo seu amor por Bharata, todos os deuses o louvaram dizendo: «Que senhor como Rama, morada tão permanente de compaixão?»

Chaupai 233.1-4

जौं न होत जग जनम भरत को।सकल धरम धुर धरनि धरत को।।

कबि कुल अगम भरत गुन गाथा।को जानइ तुम्ह बिनु रघुनाथा।।

लखन राम सियँ सुनि सुर बानी।अति सुखु लहेउ न जाइ बखानी।।

इहाँ भरतु सब सहित सहाए।मंदाकिनीं पुनीत नहाए।।

सरित समीप राखि सब लोगा।मागि मातु गुर सचिव नियोगा।।

चले भरतु जहँ सिय रघुराई।साथ निषादनाथु लघु भाई।।

समुझि मातु करतब सकुचाहीं।करत कुतरक कोटि मन माहीं।।

रामु लखनु सिय सुनि मम नाऊँ।उठि जनि अनत जाहिं तजि ठाऊँ।।

jauṁ na hota jaga janama bharata ko |sakala dharama dhura dharani dharata ko ||

kabi kula agama bharata guna gāthā |ko jānai tumha binu raghunāthā ||

lakhana rāma siyã suni sura bānī |ati sukhu laheu na jāi bakhānī ||

ihā̃ bharatu saba sahita sahāe |maṁdākinīṁ punīta nahāe ||

sarita samīpa rākhi saba logā |māgi mātu gura saciva niyogā ||

cale bharatu jahã siya raghurāī |sātha niṣādanāthu laghu bhāī ||

samujhi mātu karataba sakucāhīṁ |karata kutaraka koṭi mana māhīṁ ||

rāmu lakhanu siya suni mama nāū̃ |uṭhi jani anata jāhiṁ taji ṭhāū̃ ||

Se Bharata não tivesse nascido no mundo, quem teria suportado o fardo da retidão sobre a terra? A história das virtudes de Bharata está fora do alcance de toda a assembleia de poetas. Quem, ó Senhor dos Raghus, pode conhecê-la senão tu? Lakshmana, Rama e Sita, ao ouvirem as palavras dos deuses, sentiram uma alegria grande demais para ser descrita. Ali Bharata, com toda a sua companhia, banhou-se com deleite na sagrada Mandakini. Deixando toda a gente perto do rio, e despedindo-se de suas mães, de seu guru e do ministro, Bharata partiu para o lugar onde estavam Sita e o Senhor dos Raghus, acompanhado pelo rei dos Nishadas e seu irmão mais novo. Lembrando a ação de sua mãe, encheu-se de vergonha, e em sua mente levantou inúmeras dúvidas. "Ao ouvir meu nome, Rama, Lakshmana e Sita podem levantar-se e deixar este lugar para ir a outra parte."

Doha 233

मातु मते महुँ मानि मोहि जो कछु करहिं सो थोर।अघ अवगुन छमि आदरहिं समुझि आपनी ओर।।⁠233।।

mātu mate mahũ māni mohi jo kachu karahiṁ so thora |agha avaguna chami ādarahiṁ samujhi āpanī ora ||⁠233||

O que quer que me façam, considerando-me cúmplice da trama de minha mãe, seria pouco. Ou podem perdoar meus pecados e faltas e me acolher com honra, considerando sua própria bondade.

Chaupai 234.1-4

जौं परिहरहिं मलिन मनु जानी।जौ सनमानहिं सेवकु मानी।।

मोरें सरन रामहि की पनही।राम सुस्वामि दोसु सब जनही।।

जग जस भाजन चातक मीना।नेम पेम निज निपुन नबीना।।

अस मन गुनत चले मग जाता।सकुच सनेहँ सिथिल सब गाता।।

फेरत मनहुँ मातु कृत खोरी।चलत भगति बल धीरज धोरी।।

जब समुझत रघुनाथ सुभाऊ।तब पथ परत उताइल पाऊ।।

भरत दसा तेहि अवसर कैसी।जल प्रबाहँ जल अलि गति जैसी।।

देखि भरत कर सोचु सनेहू।भा निषाद तेहि समयँ बिदेहू।।

jauṁ pariharahiṁ malina manu jānī |jau sanamānahiṁ sevaku mānī ||

moreṁ sarana rāmahi kī panahī |rāma susvāmi dosu saba janahī ||

jaga jasa bhājana cātaka mīnā |nema pema nija nipuna nabīnā ||

asa mana gunata cale maga jātā |sakuca sanehã sithila saba gātā ||

pherata manahũ mātu kṛta khorī |calata bhagati bala dhīraja dhorī ||

jaba samujhata raghunātha subhāū |taba patha parata utāila pāū ||

bharata dasā tehi avasara kaisī |jala prabāhã jala ali gati jaisī ||

dekhi bharata kara socu sanehū |bhā niṣāda tehi samayã bidehū ||

Se ele me rejeita, sabendo que minha mente é impura, ou se me honra, considerando-me seu servo, meu refúgio são as sandálias de Rama. Rama é um amo bondoso; toda a culpa é do servo. O chataka e o peixe são os recipientes do louvor do mundo, pois seus votos e seu amor são sempre hábeis e sempre novos. Ponderando assim em sua mente, ele avançava pelo caminho, todo o seu corpo afrouxado pela timidez e pelo amor. Era como se a falta de sua mãe o fizesse voltar atrás, enquanto a força de sua devoção, como um boi robusto, o arrastava para a frente com constância. Quando pensava na natureza do Senhor dos Raghus, seus pés se apressavam pelo caminho. Qual era o estado de Bharata naquele momento? Como o de um inseto aquático arrastado pela corrente da água. Ao ver a angústia e o amor de Bharata, o Nishada naquele momento ficou fora de si, perdido de toda consciência do corpo.

Doha 234

लगे होन मंगल सगुन सुनि गुनि कहत निषादु।मिटिहि सोचु होइहि हरषु पुनि परिनाम बिषादु।।⁠234।।

lage hona maṁgala saguna suni guni kahata niṣādu |miṭihi socu hoihi haraṣu puni parināma biṣādu ||⁠234||

Presságios auspiciosos começaram a aparecer. Ao ouvi-los e refletir sobre eles, o Nishada disse: "Sua ansiedade será dissipada e a alegria virá, mas no final haverá tristeza novamente."

Chaupai 235.1-4

सेवक बचन सत्य सब जाने।आश्रम निकट जाइ निअराने।।

भरत दीख बन सैल समाजू।मुदित छुधित जनु पाइ सुनाजू।।

ईति भीति जनु प्रजा दुखारी।त्रिबिध ताप पीड़ित ग्रह मारी।।

जाइ सुराज सुदेस सुखारी।होहिं भरत गति तेहि अनुहारी।।

राम बास बन संपति भ्राजा।सुखी प्रजा जनु पाइ सुराजा।।

सचिव बिरागु बिबेकु नरेसू।बिपिन सुहावन पावन देसू।।

भट जम नियम सैल रजधानी।सांति सुमति सुचि सुंदर रानी।।

सकल अंग संपन्न सुराऊ।राम चरन आश्रित चित चाऊ।।

sevaka bacana satya saba jāne |āśrama nikaṭa jāi niarāne ||

bharata dīkha bana saila samājū |mudita chudhita janu pāi sunājū ||

īti bhīti janu prajā dukhārī |tribidha tāpa pīṛita graha mārī ||

jāi surāja sudesa sukhārī |hohiṁ bharata gati tehi anuhārī ||

rāma bāsa bana saṁpati bhrājā |sukhī prajā janu pāi surājā ||

saciva birāgu bibeku naresū |bipina suhāvana pāvana desū ||

bhaṭa jama niyama saila rajadhānī |sāṁti sumati suci suṁdara rānī ||

sakala aṁga saṁpanna surāū |rāma carana āśrita cita cāū ||

Bharata soube que todas as palavras de seu servo eram verdadeiras, e adiantando-se aproximou-se da ermida. Bharata viu a assembleia da floresta e das montanhas, e ficou alegre, como um homem faminto que encontrou uma boa refeição. Como um povo afligido por pragas e temores, atormentado pela tríplice aflição, por planetas malignos e peste, que vai a uma terra com um bom rei e um bom país e se torna feliz, assim era o estado de espírito de Bharata. A floresta onde Rama habitava resplandecia com esplendor, como um povo feliz que encontrou um bom rei. O desapego e o discernimento eram os ministros, e a floresta amena e sagrada era o reino. Yama e Niyama, a restrição e a observância, eram os guerreiros, a montanha era a capital, e a paz e o bom senso eram as rainhas puras e belas. Esse rei era completo em cada membro da soberania, e seu coração, refugiando-se nos pés de Rama, estava cheio de alegria.

Doha 235

जीति मोह महिपालु दल सहित बिबेक भुआलु।करत अकंटक राजु पुरँ सुख संपदा सुकालु।।⁠235।।

jīti moha mahipālu dala sahita bibeka bhuālu |karata akaṁṭaka rāju purã sukha saṁpadā sukālu ||⁠235||

Tendo conquistado o rei Ilusão junto com seu exército, o rei Discernimento governa sua cidade sem obstáculos, e nela há felicidade, prosperidade e boas colheitas.

Chaupai 236.1-4

बन प्रदेस मुनि बास घनेरे।जनु पुर नगर गाउँ गन खेरे।।

बिपुल बिचित्र बिहग मृग नाना।प्रजा समाजु न जाइ बखाना।।

खगहा करि हरि बाघ बराहा।देखि महिष बृष साजु सराहा।।

बयरु बिहाइ चरहिं एक संगा।जहँ तहँ मनहुँ सेन चतुरंगा।।

झरना झरहिं मत्त गज गाजहिं।मनहुँ निसान बिबिधि बिधि बाजहिं।।

चक चकोर चातक सुक पिक गन।कूजत मंजु मराल मुदित मन।।

अलिगन गावत नाचत मोरा।जनु सुराज मंगल चहु ओरा।।

बेलि बिटप तृन सफल सफूला।सब समाजु मुद मंगल मूला।।

bana pradesa muni bāsa ghanere |janu pura nagara gāũ gana khere ||

bipula bicitra bihaga mṛga nānā |prajā samāju na jāi bakhānā ||

khagahā kari hari bāgha barāhā |dekhi mahiṣa bṛṣa sāju sarāhā ||

bayaru bihāi carahiṁ eka saṁgā |jahã tahã manahũ sena caturaṁgā ||

jharanā jharahiṁ matta gaja gājahiṁ |manahũ nisāna bibidhi bidhi bājahiṁ ||

caka cakora cātaka suka pika gana |kūjata maṁju marāla mudita mana ||

aligana gāvata nācata morā |janu surāja maṁgala cahu orā ||

beli biṭapa tṛna saphala saphūlā |saba samāju muda maṁgala mūlā ||

As muitas moradas de sábios espalhadas pela região da floresta eram como cidades, vilas, aldeias e casarios. As aves e os animais, numerosos, maravilhosos e de toda espécie, eram os súbditos, e a vastidão daquela assembleia não pode ser descrita. Rinocerontes, elefantes, leões, tigres, javalis, búfalos e touros: ao vê-los, louvava-se o esplendor daquele aparato. Deixando a inimizade, pastam juntos, como se um exército de quatro corpos estivesse aqui e ali. As torrentes das montanhas se derramam e os elefantes embriagados trombetam, como se tambores de muitos tipos ressoassem. Bandos de chakwas, chakoras, chataks, papagaios e cucos cantam melodiosamente, e os graciosos cisnes se alegram no coração. Os enxames de abelhas cantam e os pavões dançam, como se no reino de um bom rei houvesse festividade por toda parte. As trepadeiras, as árvores e as gramas, cheias de frutos e flores: toda aquela assembleia era a raiz da alegria e da bênção.

Doha 236

राम सैल सोभा निरखि भरत हृदयँ अति पेमु।तापस तप फलु पाइ जिमि सुखी सिरानें नेमु।।⁠236।।

rāma saila sobhā nirakhi bharata hṛdayã ati pemu |tāpasa tapa phalu pāi jimi sukhī sirāneṁ nemu ||⁠236||

Contemplando a beleza da montanha de Rama, o coração de Bharata encheu-se de amor excessivo; assim como um asceta obtém o fruto de sua penitência, ele ficou feliz, e seu voto foi cumprido.

Chaupai 237.1-4

तब केवट ऊँचें चढ़ि धाई।कहेउ भरत सन भुजा उठाई।।

नाथ देखिअहिं बिटप बिसाला।पाकरि जंबु रसाल तमाला।।

जिन्ह तरुबरन्ह मध्य बटु सोहा।मंजु बिसाल देखि मनु मोहा।।

नील सघन पल्ल्व फल लाला।अबिरल छाहँ सुखद सब काला।।

मानहुँ तिमिर अरुनमय रासी।बिरची बिधि सँकेलि सुषमा सी।।

ए तरु सरित समीप गोसाँई।रघुबर परनकुटी जहँ छाई।।

तुलसी तरुबर बिबिध सुहाए।कहुँ कहुँ सियँ कहुँ लखन लगाए।।

बट छायाँ बेदिका बनाई।सियँ निज पानि सरोज सुहाई।।

taba kevaṭa ū̃ceṁ caṛhi dhāī |kaheu bharata sana bhujā uṭhāī ||

nātha dekhiahiṁ biṭapa bisālā |pākari jaṁbu rasāla tamālā ||

jinha tarubaranha madhya baṭu sohā |maṁju bisāla dekhi manu mohā ||

nīla saghana pallva phala lālā |abirala chāhã sukhada saba kālā ||

mānahũ timira arunamaya rāsī |biracī bidhi sãkeli suṣamā sī ||

e taru sarita samīpa gosā̃ī |raghubara paranakuṭī jahã chāī ||

tulasī tarubara bibidha suhāe |kahũ kahũ siyã kahũ lakhana lagāe ||

baṭa chāyā̃ bedikā banāī |siyã nija pāni saroja suhāī ||

Então o Kevat subiu e correu, e com o braço erguido disse a Bharata: "Senhor, contemplai as grandes árvores, a mangueira, o jambu, o tamala. Entre aquelas árvores o baniano resplandecia; vendo sua beleza e grandeza, seu coração ficou enfeitiçado. Suas folhas eram escuras e densas, seus frutos eram vermelhos; sua sombra era ininterrupta, proporcionando conforto em todos os momentos. Era como uma massa de escuridão feita de aurora, como se o Criador a tivesse formado com beleza concentrada. Esta árvore está próxima ao rio, onde o Senhor dos Raghus tem sua cabana de folhas. Árvores Tulsi de vários tipos cresciam ali; aqui e ali Sita, aqui e ali Lakshmana as haviam plantado. Sob a sombra do baniano Sita havia feito uma plataforma, embelezando-a com sua própria mão de lótus.

Doha 237

जहाँ बैठि मुनिगन सहित नित सिय रामु सुजान।सुनहिं कथा इतिहास सब आगम निगम पुरान।।⁠237।।

jahā̃ baiṭhi munigana sahita nita siya rāmu sujāna |sunahiṁ kathā itihāsa saba āgama nigama purāna ||⁠237||

Ali, sentado diariamente com os sábios, Sita e o sábio Rama ouvem as narrativas e histórias de todos os Agamas, Vedas e Puranas.

Chaupai 238.1-4

सखा बचन सुनि बिटप निहारी।उमगे भरत बिलोचन बारी।।

करत प्रनाम चले दोउ भाई।कहत प्रीति सारद सकुचाई।।

हरषहिं निरखि राम पद अंका।मानहुँ पारसु पायउ रंका।।

रज सिर धरि हियँ नयनन्हि लावहिं।रघुबर मिलन सरिस सुख पावहिं।।

देखि भरत गति अकथ अतीवा।प्रेम मगन मृग खग जड़ जीवा।।

सखहि सनेह बिबस मग भूला।कहि सुपंथ सुर बरषहिं फूला।।

निरखि सिद्ध साधक अनुरागे।सहज सनेहु सराहन लागे।।

होत न भूतल भाउ भरत को।अचर सचर चर अचर करत को।।

sakhā bacana suni biṭapa nihārī |umage bharata bilocana bārī ||

karata pranāma cale dou bhāī |kahata prīti sārada sakucāī ||

haraṣahiṁ nirakhi rāma pada aṁkā |mānahũ pārasu pāyau raṁkā ||

raja sira dhari hiyã nayananhi lāvahiṁ |raghubara milana sarisa sukha pāvahiṁ ||

dekhi bharata gati akatha atīvā |prema magana mṛga khaga jaṛa jīvā ||

sakhahi saneha bibasa maga bhūlā |kahi supaṁtha sura baraṣahiṁ phūlā ||

nirakhi siddha sādhaka anurāge |sahaja sanehu sarāhana lāge ||

hota na bhūtala bhāu bharata ko |acara sacara cara acara karata ko ||

Ao ouvir as palavras do amigo e contemplar a árvore, os olhos de Bharata transbordaram de lágrimas. Os dois irmãos avançavam fazendo reverências; até Sharada se acanha em descrever seu amor. Regozijaram-se ao ver as marcas dos pés de Rama, como um mendigo que encontrou a pedra filosofal. Colocaram a poeira sobre a cabeça e a apertaram contra seus corações e seus olhos, e sentiram uma alegria igual à de encontrar o próprio Rama. Ao ver o estado de Bharata, totalmente indescritível, os animais, as aves e todas as criaturas, inanimadas e viventes, ficaram imersos em amor. Seu amigo, dominado pelo amor, perdeu o caminho; os deuses lhe indicaram o caminho certo e choveram flores. Ao vê-lo, os sábios perfeitos e os buscadores se encheram de devoção, e começaram a louvar seu amor natural. Se não houvesse na terra uma devoção como a de Bharata, quem faria o móvel tornar-se imóvel e o imóvel tornar-se móvel?

Doha 238

पेम अमिअ मंदरु बिरहु भरतु पयोधि गँभीर।मथि प्रगटेउ सुर साधु हित कृपासिंधु रघुबीर।।⁠238।।

pema amia maṁdaru birahu bharatu payodhi gãbhīra |mathi pragaṭeu sura sādhu hita kṛpāsiṁdhu raghubīra ||⁠238||

O amor é néctar, a separação uma montanha; Bharata é o oceano profundo. Batendo-os, o Oceano de Misericórdia, o Senhor dos Raghus, revelou-se para o bem dos deuses e dos santos.

Chaupai 239.1-4

सखा समेत मनोहर जोटा।लखेउ न लखन सघन बन ओटा।।

भरत दीख प्रभु आश्रमु पावन।सकल सुमंगल सदनु सुहावन।।

करत प्रबेस मिटे दुख दावा।जनु जोगीं परमारथु पावा।।

देखे भरत लखन प्रभु आगे।पूँछे बचन कहत अनुरागे।।

सीस जटा कटि मुनि पट बाँधें।तून कसें कर सरु धनु काँधें।।

बेदी पर मुनि साधु समाजू।सीय सहित राजत रघुराजू।।

बलकल बसन जटिल तनु स्यामा।जनु मुनि बेष कीन्ह रति कामा।।

कर कमलनि धनु सायकु फेरत।जिय की जरनि हरत हँसि हेरत।।

sakhā sameta manohara joṭā |lakheu na lakhana saghana bana oṭā ||

bharata dīkha prabhu āśramu pāvana |sakala sumaṁgala sadanu suhāvana ||

karata prabesa miṭe dukha dāvā |janu jogīṁ paramārathu pāvā ||

dekhe bharata lakhana prabhu āge |pū̃che bacana kahata anurāge ||

sīsa jaṭā kaṭi muni paṭa bā̃dheṁ |tūna kaseṁ kara saru dhanu kā̃dheṁ ||

bedī para muni sādhu samājū |sīya sahita rājata raghurājū ||

balakala basana jaṭila tanu syāmā |janu muni beṣa kīnha rati kāmā ||

kara kamalani dhanu sāyaku pherata |jiya kī jarani harata hãsi herata ||

O belo par de irmãos com seu amigo não pôde ser visto por Lakshmana, por causa da tela da floresta densa. Bharata viu a sagrada ermida do Senhor, a morada encantadora de toda boa fortuna. Ao entrar, extinguiu-se o fogo de suas dores, como quando os yoguis alcançam a meta suprema. Bharata viu Lakshmana diante do Senhor, respondendo às suas perguntas e falando palavras cheias de amor. Tranças na cabeça, uma veste de eremita cingida à cintura, a aljava atada, uma flecha na mão e o arco no ombro. Sobre o altar, numa assembleia de sábios e homens santos, o Rei dos Raghus resplandecia junto com Sita. Vestidos de casca de árvore, com cabelos trançados e corpos escuros, pareciam Rati e Kama que haviam assumido o aspecto de eremitas. Girava o arco e a flecha em suas mãos de lótus, e com um olhar sorridente tirava a queima do coração.

Doha 239

लसत मंजु मुनि मंडली मध्य सीय रघुचंदु।ग्यान सभाँ जनु तनु धरे भगति सच्चिदानंदु।।⁠239।।

lasata maṁju muni maṁḍalī madhya sīya raghucaṁdu |gyāna sabhā̃ janu tanu dhare bhagati saccidānaṁdu ||⁠239||

No meio da bela assembleia de sábios, Sita e Rama, a lua dos Raghus, resplandeciam, como se a Devoção e o Ser, Consciência e Bem-aventurança mesmo tivessem assumido forma corporal numa assembleia de Sabedoria.

Frequently Asked Questions

परंपरागत मान्यता में भरत-चरित्र और राजमद-निवारण वाले प्रसंग का पाठ क्रोध, अहं, और भ्रातृ-कलह के संस्कारों को शांत करता है; सेवकभाव, विनय, और ‘मर्यादा’ की बुद्धि दृढ़ होती है—विशेषतः घर-परिवार/सत्ता-संबंधी विवादों में मन को धर्म-मार्ग पर स्थिर करने वाला माना जाता है।

सामान्य मानस-पारायण परंपरा में रामनाम-सम्पुट (जैसे ‘श्रीराम जय राम जय जय राम’) या ‘राम’ नाम का जप-सम्पुट जोड़ा जाता है; भरत-प्रसंग में कुछ परंपराएँ ‘भरत चरित करहु बिसेसा’ (मानस-भाव-सम्पुट) रूप से भी स्मरण कराती हैं, पर निश्चित एकरूप ‘अनिवार्य’ सम्पुट सम्प्रदायानुसार बदलता है।

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