Upanishads - Paramahansa
SannyasaAtharva Veda4 Verses

Paramahansa

SannyasaAtharva Veda

A Paramahansa Upanishad (tradicionalmente associada ao Atharvaveda e incluída entre as Upanishads do saṃnyāsa) descreve o ideal supremo do renunciante “paramahaṃsa”. Sua tese central é que a libertação advém do conhecimento direto da unidade entre ātman e brahman; quando esse conhecimento desperta, sinais externos, rituais e identidades sociais podem tornar-se apoios do ego e devem ser abandonados. O paramahaṃsa vive de esmolas, mantém equanimidade diante de honra e desonra, ganho e perda, e contempla o mesmo Si em todos os seres.

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Key Teachings

Paramahaṃsa ideal: the highest renouncer who discriminates the Real (brahman) from the unreal (nāma-rūpa)

Jñāna as the direct means to mokṣa; inner realization supersedes external ritual supports

Tyāga of identifiers: abandonment of sacred thread, tuft, staff, and fixed marks when they become ego-supports

Equanimity (samatva) toward heat/cold, honor/dishonor, gain/loss; freedom from praise and blame

Non-possessiveness and non-agency: relinquishing “I” and “mine,” resting in the witness Self

Universal vision: seeing the same ātman in all beings; compassion and non-injury as natural expressions of knowledge

Mendicant simplicity: alms, homelessness, minimal needs; wandering without attachment to place or community

“Bāla-unmatta” trope: social nonconformity as a sign of inner freedom, not moral laxity

Verses of the Paramahansa

4 verses with Sanskrit text, transliteration, and translation.

Verse 1

अथ योगिनं परमहंसं कोऽयं मार्गस्तेषां का स्थितिरिति नारदो भगवन्तमुपगत्योवाच । तं भगवानाह । योऽयं परमहंसमार्गो लोके दुर्लभतरो न तु बाहुल्यो; यद्येको भवति स एव नित्यपूतस्थः, स एव वेदपुरुष इति विदुषो मन्य...

Então Nārada aproximou-se do Bem-aventurado e disse: “Quem é o yogin chamado Paramahaṃsa? Qual é o seu caminho e qual é o seu estado?” O Bem-aventurado respondeu: “Este caminho do Paramahaṃsa é raríssimo no mundo e não é comum; se houver sequer um, só ele permanece eternamente purificado; os sábios o consideram o ‘Puruṣa do Veda’, a própria encarnação da realização védica. O grande Ser, cujo coração repousa sempre em Mim—por isso Eu também habito somente nele. Tendo renunciado a filho, amigos, esposa, parentes e semelhantes; ao tufo (śikhā) e ao fio sagrado; ao estudo recitativo e a todos os ritos; e tendo abandonado este ‘ovo cósmico’ (a esfera mundana), pode tomar um tapa-sexo, um bastão e uma cobertura—apenas para sustento do corpo e para o bem do mundo; contudo, isso não é o sinal essencial. Se se pergunta: ‘Qual é o essencial?’—isto é o essencial.”

Sannyāsa and the rarity of the Paramahaṃsa; inner purity and Brahman-abidance beyond external marks

Verse 2

न दण्डं न शिखां न यज्ञोपवीतं न चाच्छादनं चरति परमहंसः । न शीतं न चोष्णं न सुखं न दुःखं न मानावमानौ च; षडूर्मिवर्जं निन्दागर्वमत्सरदम्भमदर्पेच्छाद्वेषसुखदुःखकामक्रोधलोभमोहहर्षाहंकारादीन् च हित्वा स्ववप...

O Paramahaṃsa não anda com bastão, nem com tufo (śikhā), nem com fio sagrado, nem mesmo com cobertura. Para ele não há frio nem calor, nem prazer nem dor, nem honra nem desonra; livre das seis ondas (fome, sede, tristeza, ilusão, velhice e morte). Abandonando censura, orgulho, inveja, hipocrisia, embriaguez, arrogância, desejo, aversão, prazer e dor, luxúria, ira, cobiça, delusão, exaltação, egoísmo e o restante, ele vê o próprio corpo como se fosse um cadáver. Porque esse corpo—causa de dúvida, cognição pervertida e falso saber—foi sublatado, ele permanece sempre retirado (dele); é consciência constante; está estabelecido em si mesmo. Eu sou, de fato, essa massa de bem-aventurança-consciência, pacífica, imóvel e não-dual. Isso somente é a minha morada suprema; isso somente é o meu tufo; isso somente é o meu fio sagrado. Pelo conhecimento da unidade do Supremo Si mesmo e do si mesmo, a diferença entre ambos é cortada—isso é a sandhyā (adoração do crepúsculo).

Advaita-jñāna and de-identification from body-mind; transcendence of dvandvas and ṣaḍūrmīs

Verse 3

सर्वान्कामान्परित्यज्य अद्वैते परमस्थितिः । ज्ञानदण्डो धृतो येन एकदण्डी स उच्यते ॥ काष्ठदण्डो धृतो येन सर्वाशी ज्ञानवर्जितः । स याति नरकान्घोरान्महारौरवसंज्ञकान् ॥ इदमन्तरं ज्ञात्वा स परमहंसः ॥ ३॥

Tendo abandonado todos os desejos, sua permanência suprema é na não-dualidade. Aquele que porta o “bastão do conhecimento” é chamado portador do bastão único (ekadaṇḍin). Mas aquele que porta um bastão de madeira—que come indiscriminadamente e é desprovido de conhecimento—vai a terríveis infernos chamados Mahāraurava. Conhecendo esta distinção, ele é um Paramahaṃsa.

Jñāna as the true renunciant’s ‘staff’; Advaita-niṣṭhā and desirelessness (vairāgya)

Verse 4

आशाम्बरो न नमस्कारो न स्वधाकारो न निन्दा न स्तुतिर् यदृच्छिको भवेद् भिक्षुर् नाऽऽवाहनं न विसर्जनं न मन्त्रं न ध्यानं नोपासनं च न लक्ष्यं नाकाङ्क्ष्यं न पृथग् नापृथग् अहं न न त्वं न सर्वं चानिकेतस्थिति...

O mendicante é aquele cuja veste é a esperança, isto é, que se cobre apenas com o que vem sem ser pedido; não tem saudações, nem ritos de svadhā aos ancestrais, nem censura nem louvor. Vive do que chega por si mesmo. Para ele não há invocação nem despedida (das divindades), nem mantra, nem meditação, nem culto; não há alvo a atingir, nem desejo; nem “separado” nem “não separado”; nem “eu” nem “tu” nem “tudo”. O mendicante permanece somente na condição de sem-lar. Não deve aceitar ouro e semelhantes; não deve olhar o mundo, nem fitá-lo com cobiça. Se se pergunta: “Quem é o obstáculo?”—há, de fato, um obstáculo: pois se um mendicante contempla o ouro com deleite, torna-se matador de Brahman; se um mendicante toma o ouro com deleite, torna-se matador do Si. Portanto, o mendicante não deve olhar o ouro com deleite, nem tocá-lo, nem tomá-lo. Todos os desejos que entraram na mente retrocedem. Na dor não se agita; na felicidade não anseia; renuncia até ao apego; em toda parte não se prende ao auspicioso nem ao inauspicioso; não odeia nem se exulta. Quando os movimentos de todos os sentidos cessam, ele permanece apenas no Si; aquilo que é plenitude—bem-aventurança—consciência una: “Eu sou esse Brahman”; assim torna-se aquele que cumpriu o que havia a cumprir, aquele que cumpriu o que havia a cumprir.

Moksha (sannyāsa/paramahaṃsa ideal) grounded in Atman–Brahman identity and vairāgya (dispassion)

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