Opening the text

Rishi: Atharvanic seer-tradition (often associated with Varuṇa-release charms)
Devata: Varuṇa (as pāśa-binder and releaser)
Chandas: Anuṣṭubh (tendency; short charm-style)
Este breve encanto atharvânico suplica a Varuṇa — senhor do ṛta e portador do pāśa (o laço, a correia) — que liberte o suplicante de todo tipo de amarra: da culpa moral, da restrição jurídico‑social e da aflição somática lida como «o grilhão de Varuṇa». Situado nas águas purificadoras e na «casa dourada» de Varuṇa, o hino opera ao nomear e desatar os vínculos (superiores, médios e inferiores), restaurando a pessoa a anāgas (isenção de culpa, inocência) e a uma liberdade à maneira de Aditi.
Mantra 1
पाशमोचनम्। अ॒प्सु ते॑ राजन् वरुण गृ॒हो हि॑र॒ण्ययो॑ मि॒थः । ततो॑ धृ॒तव्र॑तो॒ राजा॒ सर्वा॒ धामा॑नि मुञ्चतु
Desatar o laço. Nas águas, ó Rei Varuṇa, está a tua casa de ouro, firmemente unida. De lá, que o Rei, de ordenança firme, nos liberte de todos os vínculos e de todas as moradas de constrição.
Mantra 2
धाम्नो॑धाम्नो राजन्नि॒तो व॑रुण मुञ्च नः । यदापो॑ अ॒घ्न्या इति॒ वरु॒णेति॒ यदू॑चि॒म ततो॑ वरुण मुञ्च नः
De vínculo em vínculo, ó Rei, daqui, ó Varuṇa, solta-nos. Tudo o que tenhamos dito — «As Águas são invioláveis» e «Varuṇa» — disso, ó Varuṇa, liberta-nos.
Mantra 3
उदु॑त्त॒मं व॑रुण॒ पाश॑म॒स्मदवा॑ध॒मं वि म॑ध्य॒मं श्र॑थाय । अधा॑ व॒यमा॑दित्य व्र॒ते तवाना॑गसो॒ अदि॑तये स्याम
Ergue de nós, ó Varuṇa, o laço mais alto; lança fora o mais baixo; afrouxa e desfaz o do meio. Então, ó Āditya, na tua ordenança, sem culpa, pertençamos a Aditi — sejamos para a Liberdade.
Mantra 4
प्रास्मत् पाशा॑न् वरुण मुञ्च॒ सर्वा॒न् य उ॑त्त॒मा अ॑ध॒मा वा॑रु॒णा ये । दु॒ष्वप्न्यं॑ दुरि॒तं नि ष्वा॒स्मदथ॑ गच्छेम सुकृ॒तस्य॑ लो॒कम्
Liberta-nos, ó Varuṇa, de todos os laços — desses vínculos varuṇianos, sejam os mais altos ou os mais baixos. Depõe e remove por inteiro de nós o sonho mau e a desventura; e então possamos ir ao mundo do bem merecido.
It is a Vedic image for constraining force—especially the punishment of moral transgression (like oath-breaking), but also any binding affliction such as illness, fear, or social-legal constraint that ‘holds’ a person.
The hymn treats bondage as layered and complete; naming three levels makes the release total. In practice it also supports a simple rite of untying knots in sequence while reciting the verse.
Water represents Varuṇa’s domain and purification. The hymn can be recited over clean water and then sprinkled on the person to ritually enact release and removal of duṣvapnya (evil dreams) and durita (mischance).
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