Atharva Veda Sukta 33
Kanda 4Anuvaka 4Sukta 338 Mantras

Sukta 33

Rishi: Atharvanic tradition (seer not specified in the provided input; commonly treated as Atharvan/Angiras-type for such Agni-expulsion hymns)

Devata: Agni (as pāpa-nāśana, purifier)

Chandas: Anuṣṭubh (probable; refrain structure suggests anuṣṭubh cadence, but meter should be verified against a critical text)

Este hino atharvavédico de oito versos invoca Agni como pāpa-nāśana, o destruidor de pāpa, aquele que queima agha (mal, pecado, infortúnio, impureza ritual). Repetindo uma fórmula de expulsão em tom de refrão, pede que as chamas e os raios de Agni purifiquem a pessoa do sacrificante e o seu entorno, substituindo o perigo por rayi (prosperidade) e svasti (bem-estar). O poder do hino é concebido como uma purificação total: tanto a falha moral/ritual interior quanto as influências hostis externas são consumidas pelo calor e pela radiância de Agni.

Sanskrit recitationAtharva Veda 4.33

Mantras

Mantra 1

पाप-नाशनम् अप॑ नः॒ शोशु॑चद॒घमग्ने॑ शुशु॒ग्ध्या र॒यिम्। अप॑ नः॒ शोशु॑चद॒घम्

Ó Agni, destruidor do mal: para longe de nós — que o mal seja queimado por completo; inflama-te e traz para cá a riqueza. Para longe de nós — que o mal seja queimado.

Mantra 2

सु॒क्षे॒त्रि॒या सु॑गातु॒या व॑सू॒या च॑ यजामहे । अप॑ नः॒ शोशु॑चद॒घम्

Com bons campos, com bons caminhos e com riqueza realizamos o sacrifício; para longe de nós — que o mal seja consumido pelo fogo.

Mantra 3

प्र यद् भन्दि॑ष्ठ एषां॒ प्रास्माका॑सश्च सू॒रयः॑ । अप॑ नः॒ शोशु॑चद॒घम्

Quando avança a sua maior generosidade, e avançam também os nossos próprios protetores — para longe de nós, que o mal seja consumido.

Mantra 4

प्र यत् ते॑ अग्ने सू॒रयो॒ जाये॑महि॒ प्र ते॑ व॒यम्। अप॑ नः॒ शोशु॑चद॒घम्

Para que, ó Agni, venhamos a ser teus protetores, e para que nós mesmos avancemos sob ti — para longe de nós, que o mal seja consumido.

Mantra 5

प्र यद॒ग्नेः सह॑स्वतो वि॒श्वतो॒ यन्ति॑ भा॒नवः॑ । अप॑ नः॒ शोशु॑चद॒घम्

Quando os raios de Agni, o Poderoso, se lançam por todos os lados, que o mal se afaste de nós, queimado até ao fim.

Mantra 6

त्वं हि वि॑श्वतोमुख वि॒श्वतः॑ परि॒भूरसि॑ । अप॑ नः॒ शोशु॑चद॒घम्

Pois tu, ó de todos os rostos, és por todos os lados o dominador. Queima, abrasa para longe de nós o mal.

Mantra 7

द्विषो॑ नो विश्वतोमु॒खाति॑ ना॒वेव॑ पारय । अप॑ नः॒ शोशु॑चद॒घम्

Dos que nos odeiam, o de Face‑universal faze-nos atravessar, como numa barca. Abrasa, queima para longe de nós o mal.

Mantra 8

स नः॒ सिन्धु॑मिव ना॒वाति॑ पर्ष स्व॒स्तये॑ । अप॑ नः॒ शोशु॑चद॒घम्

Assim faze-nos atravessar, para o nosso bem-estar, como numa barca através do Sindhu. Abrasa, queima para longe de nós o mal.

Frequently Asked Questions

In Atharvavedic usage, agha can mean evil, misfortune, harmful influence, or a kind of ritual/moral pollution. The hymn asks Agni to ‘scorch it away’ so it no longer clings to the patron or the place.

Both. The repeated refrain targets inner fault and outer danger alike, and verses about Agni’s beams going in all directions frame it as a space-clearing, protective charm.

It is naturally paired with kindling a fire: recite while establishing a steady flame, directing the refrain as an expulsion formula. It fits moments of purification—after bad omens, before travel, or before important rites—seeking svasti and rayi.

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