
Rishi: Atharvanic tradition (often transmitted under Atharvan/Angiras lineages for śānti hymns; specific r̥ṣi attribution depends on anukramaṇī)
Devata: Agni (plural forms), especially Vaiśvānara; implicitly the kravyād aspect to be appeased
Chandas: Anuṣṭubh (predominant cadence; exact metrical scan may vary by pada)
AV 3.21 é um hino de śānti (pacificação) que se dirige a Agni em suas muitas formas imanentes — presente nas águas, nas pedras, nas plantas e no corpo humano — para que todo calor perigoso seja apaziguado e convertido em força protetora. Ao oferecer repetidamente a oblação (havis) «àqueles Agnis», o hino aplaca sobretudo o aspecto kravyād (kravyād), devorador de carne e perigoso, e restabelece Agni como Vaiśvānara, o fogo universal que sustenta a vida. Seu poder está em nomear os locais ocultos e as hierarquias de Agni, “cobrindo” ritualmente toda possível fonte de dano ardente e transformando-a em bem‑estar, esplendor e ordem segura.
Mantra 1
शान्तिः। ये अ॒ग्नयो॑ अ॒प्स्व॑१न्तर्ये वृ॒त्रे ये पुरु॑षे॒ ये अश्म॑सु । य आ॑वि॒वेशोष॑धी॒र्यो वन॒स्पतीं॒स्तेभ्यो॑ अ॒ग्निभ्यो॑ हु॒तम॑स्त्वे॒तत्
Śāntiḥ (Paz). Os Agni que estão dentro das águas, os Agni que estão dentro de Vṛtra, os Agni que estão dentro do homem, os Agni que estão dentro das pedras; aquele que entrou nas Oṣadhī (ervas), aquele que entrou nos Vanaspati (senhores da floresta, árvores): a esses Agni seja oferecida esta oblação (huta).
Mantra 2
यः सोमे॑ अ॒न्तर्यो गोष्व॒न्तर्य आवि॑ष्टो॒ वयः॑सु॒ यो मृ॒गेषु॑ । य आ॑वि॒वेश॑ द्वि॒पदो॒ यश्चतु॑ष्पद॒स्तेभ्यो॑ अ॒ग्निभ्यो॑ हु॒तम॑स्त्वे॒तत्
Aquele que está dentro do Soma, aquele que está dentro das vacas, aquele que entrou nas aves, aquele que está nos animais selvagens; aquele que entrou nos bípedes e aquele que entrou nos quadrúpedes: a esses Agni seja oferecida esta oblação (huta).
Mantra 3
य इन्द्रे॑ण स॒रथं॒ याति॑ दे॒वो वै॑श्वान॒र उ॒त वि॑श्वदा॒व्यः । यं जोह॑वीमि॒ पृत॑नासु सास॒हिं तेभ्यो॑ अ॒ग्निभ्यो॑ हु॒तम॑स्त्वे॒तत्
O deus Vaiśvānara, que com Indra vai num só carro — sim, o que tudo conquista; a quem invoco nas batalhas como o dominador, como o vencedor: a esses Agni seja oferecida esta oblação (huta).
Mantra 4
यो दे॒वो वि॒श्वाद् यमु॒ काम॑मा॒हुर्यं दा॒तारं॑ प्रतिगृ॒ह्णन्त॑मा॒हुः । यो धीरः॑ श॒क्रः प॑रि॒भूरदा॑भ्य॒स्तेभ्यो॑ अ॒ग्निभ्यो॑ हु॒तम॑स्त्वे॒तत्
Aquele deus a quem de todos os lados chamam «Kāma» (Desejo), a quem chamam o Doador que recebe a dádiva em retorno; o sábio, o poderoso, o soberano, o invencível — a esses Agni seja oferecida esta oblação.
Mantra 5
यं त्वा॒ होता॑रं॒ मन॑सा॒भि सं॑वि॒दुस्त्रयो॑दश भौव॒नाः पञ्च॑ मान॒वाः । व॒र्चो॒धसे॑ य॒शसे॑ सू॒नृता॑वते॒ तेभ्यो॑ अ॒ग्निभ्यो॑ हु॒तम॑स्त्वे॒तत्
A ti, a quem com a mente reconheceram como Hotar; treze são os mundos e cinco as raças dos homens; para o aumento do esplendor, para a fama, para a posse da verdade benfazeja (sūnṛtā) — a esses Agni seja oferecida esta oblação.
Mantra 6
उ॒क्षान्ना॑य व॒शान्ना॑य॒ सोम॑पृष्ठाय वे॒धसे॑ । वै॒श्वा॒न॒रज्ये॑ष्ठेभ्य॒स्तेभ्यो॑ अ॒ग्निभ्यो॑ हु॒तम॑स्त्वे॒तत्
Àquele cuja comida é o touro, àquele cuja comida é a vaśā, ao Ordenador de dorso de Soma (Vedhas): — a esses Fogos cujo mais antigo é Vaiśvānara, a esses Agnis seja oferecida esta oblação; assim seja.
Mantra 7
दिवं॑ पृथि॒वीमन्व॒न्तरि॑क्षं॒ ये वि॒द्युत॑मनुसं॒चर॑न्ति । ये दि॒क्ष्व॑१न्तर्ये वाते॑ अ॒न्तस्तेभ्यो॑ अ॒ग्निभ्यो॑ हु॒तम॑स्त्वे॒तत्
Aqueles que percorrem o céu, a terra e o espaço intermédio, que se movem acompanhando o relâmpago; aqueles que estão dentro das direções, aqueles que estão dentro do vento — a esses Agnis seja oferecida esta oblação; assim seja.
Mantra 8
हिर॑ण्यपाणिं सवि॒तार॒मिन्द्रं॒ बृह॒स्पतिं॒ वरु॑णं मि॒त्रम॒ग्निम्। विश्वा॑न् दे॒वानङ्गि॑रसो हवामह इ॒मं क्रव्यादं॑ शमयन्त्व॒ग्निम्
Savitar de mão dourada, Indra, Bṛhaspati, Varuṇa, Mitra, Agni — a todos os Deuses, e aos Aṅgiras nós invocamos: que eles acalmem este Agni devorador de carne.
Mantra 9
शा॒न्तो अ॒ग्निः क्र॒व्याच्छा॒न्तः पु॑रुष॒रेष॑णः । अथो॒ यो वि॑श्वदा॒व्य॑१स्तं क्र॒व्याद॑मशीशमम्
Acalmado está Agni quanto ao devorador de carne; acalmado, o que busca o homem. Sim, o que tudo devora — a este devorador de carne eu fiz ficar inteiramente quieto.
Mantra 10
ये पर्व॑ताः॒ सोम॑पृष्ठा॒ आप॑ उत्तान॒शीव॑रीः । वातः॑ प॒र्जन्य॒ आद॒ग्निस्ते क्र॒व्याद॑मशीशमन्
As montanhas de dorso de Soma, as águas amplamente estendidas, o Vento, Parjanya e Agni — por eles foi apaziguado esse devorador de carne.
It treats fire as a pervasive principle of heat and transformation. By naming Agni’s presence in different places, the hymn ritually addresses every form of heat—visible or hidden—so it becomes orderly and safe.
Both. Its primary aim is śānti (pacification) of dangerous heat/fire, which functions as protection; it also becomes bhaiṣajya/paustika by converting that power into vitality (varcas) and well-being.
No. Traditionally it is paired with an offering, but a small controlled flame (lamp) and a simple ghee/food offering can represent the rite; the key is disciplined recitation with the intent to pacify harmful heat.
Answers come straight from the texts, with the shlokas they draw on. Ask in your own words.
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