
Rishi: Atharvanic tradition (exact ṛṣi attribution varies by anukramaṇī; commonly treated as an Atharvan/Angiras-type domestic benediction).
Devata: Bhaga (as distributor of fortune) with the operative power of Várchas (splendour).
Chandas: Mixed/irregular; predominantly anuṣṭubh-like cadence with Atharvanic flexibility.
AV 1.14 é uma bênção doméstica para uma jovem à beira do casamento, com o objetivo de lhe «atribuir» varcas — atratividade radiante e brilho social — por meio da distribuição de fortuna feita por Bhaga. O hino também regula ritualmente a transferência da noiva da parentela natal para a casa do marido, fixando-a no novo lar e invocando o amparo dos ancestrais e uma estabilidade de longa duração.
Mantra 1
कुलपा कन्या भग॑मस्या॒ वर्च॒ आदि॒ष्यधि॑ वृ॒क्षादि॑व॒ स्रज॑म्। म॒हाबु॑ध्न इव॒ पर्व॑तो॒ ज्योक् पि॒तृष्वा॑स्ताम्
Donzela, guardiã do clã—ó Bhaga, concede-lhe esplendor, como se põe sobre a cabeça uma grinalda colhida da árvore. Como uma montanha de base poderosa, que ela permaneça por longo tempo, rica em pais, com o amparo dos ancestrais.
Mantra 2
ए॒षा ते॑ राजन् क॒न्या व॒धूर्नि धू॑यतां यम । सा मा॒तुर्ब॑ध्यतां गृ॒हेऽथो॒ भ्रातु॒रथो॑ पि॒तुः
Esta donzela, a noiva, ó Rei, é para ti; que ela seja trazida para baixo, ó Yama. Que ela fique ligada à casa—longe da mãe, e também do irmão, e também do pai.
Mantra 3
ए॒षा ते॑ कुल॒पा रा॑ज॒न् तामु॑ ते॒ परि॑ दद्मसि । ज्योक् पि॒तृष्वा॑साता॒ आ शी॒र्ष्णः स॒मोप्या॑त्
Esta, ó Rei, é a tua kulāpa, guardiã do clã; a ela, sim, a ela, nós a colocamos ao teu redor. Por longo tempo, com as irmãs dos Pais (tias paternas), que ela venha aqui e se prenda à tua cabeça.
Mantra 4
असि॑तस्य ते॒ ब्रह्म॑णा क॒श्यप॑स्य॒ गय॑स्य च । अ॒न्तः॒को॒शमि॑व जा॒मयोऽपि॑ नह्यामि ते॒ भग॑म्
Com o encantamento de Asita, de Kaśyapa e de Gaya, eu te amarro firmemente o teu Bhaga, a tua porção afortunada, como dentro de um invólucro interior; como os parentes se apertam uns aos outros, assim o prendo para ti.
It is used to bless a maiden/bride with varcas (radiant attractiveness and prestige) and Bhaga’s good fortune, and to ritually secure her safe transfer into the husband’s household.
Here Yama appears as a kingly regulator of passage and settlement at a liminal moment, helping neutralize inauspicious associations and ensuring the bride is firmly established in the new home.
A fresh garland (sraj) from a tree is central, along with a symbolic binding cord (bandhana); optionally a small token or knot-thread charm can represent kulapā, the clan-protecting power.
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