
हिरण्यपुरवर्णन–रौद्रास्त्रप्रयोगः (Hiraṇyapura Described and the Deployment of the Raudra Weapon)
Upa-parva: Arjuna–Mātali Dialogue and the Fall of Hiraṇyapura (Hiraṇyapura-saṃgrāma episode)
Arjuna narrates to a royal listener that, while returning, he saw a radiant, wish-moving, heavily fortified aerial city resembling Amarāvatī, ornamented with jewel-trees and guarded by luminous beings. On questioning Mātali, he learns the city is Hiraṇyapura, inhabited by Paulomas and Kālakeyas whose mothers Pulomā and Kālakā performed prolonged austerities and received boons from Svayambhū: their offspring would be difficult to afflict and not readily vulnerable to gods, rākṣasas, or serpents, with ‘human agency’ indicated as their appointed end. Arjuna resolves to proceed and engages the defenders in a large-scale chariot conflict marked by dense missile exchanges and the city’s evasive mobility (rising, sinking, moving laterally, and submerging). After conventional weapons fail to fully suppress the opposing formations, Arjuna invokes Rudra and employs the fearsome, ancient Raudra weapon. A multi-formed apparition manifests—countless animal, spectral, and hybrid shapes—filling the field and rapidly overwhelming the assembled dānavas. The city is broken and falls; lamentation follows among the inhabitants. Mātali praises Arjuna’s accomplishment as beyond what even the gods could easily perform, then escorts him to Indra’s residence, where the deed is reported and commended as strategically decisive.
Chapter Arc: अर्जुन इन्द्रलोक-यात्रा के क्रम में एक अद्भुत, रहस्यमय समुद्र-प्रदेश का वर्णन करता है—जहाँ फेनवती तरंगें पर्वतों-सी उछलती हैं और रत्नों से भरी सहस्रों नौकाएँ आकाश के विमानों-सी चमकती फिरती हैं। → इस अलौकिक वैभव के बीच भय का संकेत उभरता है: निवातकवच दानवों के नगर में आतंक फैलता है, वे द्वार बंद कर रक्षा-व्यवस्था कसते हैं। वातावरण में ‘अदृश्य शत्रु’ की आशंका और ‘आगामी युद्ध’ की गंध घुल जाती है। → शंखनाद का महाशब्द—जो स्वर्ग से टकराकर प्रतिध्वनि रचता है—सृष्टि के स्थूल-स्थावर तक को कंपा देता है; उसी क्षण निवातकवच दानव पूर्ण अलंकरण, विविध कवचों और विचित्र आयुधों सहित युद्ध के लिए निकल पड़ते हैं। → देवर्षि, महर्षि, ब्रह्मर्षि और सिद्धगण अर्जुन की विजय-कामना से स्तुति करते हैं—यह अध्याय युद्ध के ‘आरम्भ’ को विधिवत स्थापित करता है: दानवों की तैयारी, देवपक्ष का समर्थन, और अर्जुन का ध्येय स्पष्ट। → निवातकवचों की सुसज्जित सेना सामने है—अब वास्तविक टकराव और अस्त्र-प्रयोग का निर्णायक अध्याय आरम्भ होने को है।
Verse 1
हि >> मो न () हि 7 आम ३. निर्दोष प्राणीका वध हो जाय
Arjuna disse: “Ó rei, então, enquanto eu prosseguia em meu caminho—ouvindo aqui e ali, da boca de grandes rishis, louvores a meu respeito—contemplei o oceano poderoso, senhor das águas, inesgotável e imutável. Aproximei-me dele e observei sua vastidão inspiradora de temor.”
Verse 2
फेनवत्य: प्रकीर्णाश्व संहताश्न समुत्थिता: । ऊर्मयश्नात्र दृश्यन्ते वल्गन्त इव पर्वता:
Arjuna disse: “Ó rei, depois, enquanto eu seguia adiante—ouvindo aqui e ali, da boca dos grandes rishis, louvores a meu respeito—cheguei ao oceano, senhor das águas, e o contemplei. Parecia extremamente formidável. Suas águas não pareciam baixar nem subir; e ali ondas de crista espumosa erguiam-se, espalhavam-se e tornavam a juntar-se, visíveis como montanhas que saltam em movimento.”
Verse 3
नाव: सहस््रशस्तत्र रत्नपूर्णा: समन्ततः । नभसीव विमानानि विचरन्त्यो विरेजिरे । तिमिड्लिला: कच्छपाक्ष तथा तिमितिमिड्लिला:
Arjuna disse: “Ali, por todos os lados, milhares de barcos cheios de joias moviam-se, brilhando como carros aéreos que percorrem o céu. E havia monstros marinhos timiṅgila, tartarugas e até as poderosas criaturas timitimiṅgila—parecendo montanhas submersas nas águas.”
Verse 4
मकराश्नात्र दृश्यन्ते जले मग्ना इवाद्रय: । शड्खानां च सहस््राणि मग्नान्यप्सु समन््तत:
Arjuna disse: “Aqui veem-se crocodilos, submersos na água como montanhas. E milhares de conchas jazem afundadas nas águas por todos os lados.”
Verse 5
दृश्यन्ते सम यथा रात्रौ तारास्तन्वभ्रसंवृता: । तथा सहस्रशस्तत्र रत्नसड्घा: प्लवन्त्युत
Arjuna disse: “Assim como, à noite, as estrelas são vistas a brilhar através de um véu tênue de nuvens, assim também, naquele lugar, incontáveis agrupamentos de gemas nas águas do oceano pareciam flutuar.”
Verse 6
वायुश्व घूर्णते भीमस्तदद्भुतमिवाभवत् | तमुदीक्ष्य महावेगं सर्वाम्भोनिधिमुत्तमम्
Arjuna disse: “Até o vento, feroz e em redemoinho, parecia perder o rumo ali — uma visão assombrosa. Ao contemplar esse oceano supremo, cujas águas se arremessavam com ímpeto tremendo, vi também, ali perto, a cidade dos Daityas, apinhada de Dānavas. Então Mātali, o auriga perito, chegou depressa ao lugar e desceu em direção às regiões inferiores; sentado com cuidado no carro, avançou, e, com o estrondo trovejante do carro a infundir terror em todos, investiu contra aquela cidade demoníaca.”
Verse 7
अपश्यं दानवाकीर्ण तद् दैत्यपुरमन्तिकात् । तत्रैव मातलिस्तूर्ण निपत्य पृथिवीतले
Arjuna disse: “De perto eu contemplei a cidade dos Daityas, apinhada de Dānavas. Então Mātali, agindo com rapidez, desceu de pronto à superfície da terra e, firme na arte de conduzir o carro, avançou rumo à cidade demoníaca.”
Verse 8
रथं तं तु समाश्शलिष्यः प्राद्रवद् रथयोगवित् | त्रासयन् रथघोषेण तत् पुरं समुपाद्रवत्
Apegando-se àquele carro, o perito na condução avançou em disparada. Com o trovão do carro, semeou o terror e investiu diretamente contra a cidade.
Verse 9
रथघोष॑ तु त॑ श्रुत्वा स्तनयित्नोरिवाम्बरे | मन्वाना देवराजं मामाविग्ना दानवाभवन्,आकाशमें होनेवाली मेघ-गर्जनाके समान उस रथका शब्द सुनकर दानवलोग मुझे देवराज इन्द्र समझकर भयसे अत्यन्त व्याकुल हो उठे
Ao ouvirem o bramido do carro—como o trovão das nuvens de tempestade no céu—os Dānavas, tomando-me por Indra, rei dos deuses, foram tomados pelo medo e ficaram grandemente agitados.
Verse 10
सर्वे सम्भ्रान्तमनस: शरचापधरा: स्थिता: । तथासिशूलपरशुगदामुसलपाणय:,सभी मन-ही-मन घबरा गये। सभी अपने हाथोंमें धनुष-बाण, तलवार, शूल, फरसा, गदा और मुसल आदि अस्त्र-शस्त्र लेकर खड़े हो गये
Arjuna disse: “Todos eles, com a mente sobressaltada, ficaram de prontidão—empunhando arcos e flechas. Do mesmo modo, com espadas, lanças, machados, maças e porretes nas mãos, tomaram suas posições.”
Verse 11
ततो द्वाराणि पिदधुर्दानवास्त्रस्तचेतस: । संविधाय पुरे रक्षां न सम कश्नन दृश्यते
Então os Dānavas, com a mente abalada pelo medo, fecharam os portões. Tendo organizado a defesa da cidade, montaram uma vigilância tão cerrada que ninguém era visto do lado de fora.
Verse 12
तत: शड्खमुपादाय देवदत्तं महास्वनम् | परमां मुदमाश्रित्य प्राधमं तं शनैरहम्,तब मैंने बड़ी भयंकर ध्वनि करनेवाले देवदत्त नामक शंखको हाथमें लेकर अत्यन्त प्रसन्न हो धीरे-धीरे उसे बजाया
Então tomei a concha chamada Devadatta, cujo som era poderoso e inspirava assombro; e, tomado de suprema alegria, soprei-a lentamente, deixando que sua primeira reverberação se erguesse como um sinal deliberado de firmeza e de prontidão justa.
Verse 13
स तु शब्दो दिवं स्तब्ध्वा प्रतिशब्दमजीजनत् | वित्रेसुश्न निलिल्युश्व भूतानि सुमहान्त्यपि
Aquele som, como se detivesse o próprio céu, gerou um eco retumbante. Ao ouvi-lo, até seres poderosos foram atingidos pelo medo e se esconderam aqui e ali.
Verse 14
ततो निवातकवचा: सर्व एव स्वलंकृता: । दंशिता विविधैस्त्राणैविचित्रायुधपाणय:
Arjuna disse: “Então todos os demônios Nivātakavaca, plenamente adornados, cingidos de variadas armaduras e trazendo nas mãos armas diversas, saíram.”
Verse 15
आयसैश्व महाशूलैर्गदाभिमुसलैरपि । पट्टिशै: करवालैश्व रथचक्रैश्न भारत
Arjuna disse: “Ó Bhārata, eles saíram trazendo grandes lanças de ferro, maças e clavas; com machados de guerra e espadas, e até rodas de carro.”
Verse 16
शतघ्नीभिर्भुशुण्डीमि: खड्गैश्षित्रै: स्वलंकृतै: । प्रगृहीतैर्दिते: पुत्रा: प्रादुरासन् सहस्रशः:
Arjuna disse: “Ó Bhārata, depois disso os filhos de Diti surgiram aos milhares, empunhando śataghnīs, bhuśuṇḍīs e espadas variegadas, ricamente ornadas e brilhantes—totalmente armados e prontos para a batalha.”
Verse 17
ततो विचार्य बहुशो रथमार्गेषु तान् हयान् । प्राचोदयत् समे देशो मातलिभर्भरतर्षभ
Então Mātali, após ponderar repetidas vezes o caminho adequado pelas trilhas das carruagens, instigou aqueles cavalos a avançarem pelo terreno plano — ó touro entre os Bhāratas.
Verse 18
तेन तेषां प्रणुन्नानामाशुत्वाच्छीघ्रगामिनाम् । नान्वपश्यं तदा किंचित् तन्मे5द्भुतमिवा भवत्
Arjuna disse: “Porque assim eram impelidos adiante e, pela sua rapidez ao correrem velozmente, naquele momento eu não pude perceber coisa alguma. Isso me pareceu algo maravilhoso.”
Verse 19
भरतश्रेष्ठ] उस समय मातलिने बहुत सोच-विचारकर समतल प्रदेशमें रथ जानेयोग्य मार्गोपर अपने उन घोड़ोंको हाँका। उसके हाँकनेपर उन शीघ्रगामी अश्वोंकी चाल इतनी तेज हो गयी कि मुझे उस समय कुछ भी दिखायी नहीं देता था। यह एक अद्भुत बात थी ।।
Então, ali mesmo, aqueles Dānavas começaram a ressoar—com estrondo e em grande profusão—milhares de instrumentos cujos tons eram distorcidos e aterradores. O súbito alarido áspero anunciava uma atmosfera de ameaça e intimidação, na qual o próprio ruído se tornava uma arma destinada a inquietar os justos e a turvar o juízo claro.
Verse 20
तेन शब्देन सहसा समुद्रे पर्वतोपमा: । आप्लवन्त गतै: सच्त्वैर्मत्स्या:शतसहस्रश:,वाद्योंकी उस तुमुल-ध्वनिसे सहसा समुद्रके लाखों बड़े-बड़े पर्वताकार मत्स्य मर गये और उनकी लाशें पानीके ऊपर तैरने लगीं
Arjuna disse: “Com aquele som, de súbito, no mar, centenas de milhares de peixes—enormes como montanhas—perderam o sopro vital; e seus corpos subiram e flutuaram sobre as águas.” O verso ressalta como uma única perturbação violenta pode trazer destruição indiscriminada sobre criaturas inocentes, insinuando o peso ético do poder e do ruído quando soltos sem freio.
Verse 21
ततो वेगेन महता दानवा मामुपाद्रवन् । विमुज्चन्त: शितान् बाणान् शतशो5थ सहस्रश:,तत्पश्चात् उन सब दानवोंने सैकड़ों और हजारों तीखे बाणोंकी वर्षा करते हुए बड़े वेगसे मुझपर आक्रमण किया
Então, com velocidade tremenda, os Dānavas investiram contra mim, assaltando-me ao disparar flechas afiadas—às centenas e até aos milhares. A cena ressalta que o guerreiro é provado não apenas pela força, mas pela firmeza da mente e da determinação diante de uma agressão coletiva esmagadora.
Verse 22
स सम्प्रहारस्तुमुलस्तेषां च मम भारत | अवर्तत महाघोरो निवातकवचान्तक:ः,भारत! तब उन दानवोंका और मेरा महाभयंकर तुमुल संग्राम आरम्भ हो गया, जो निवातकवचोंके लिये विनाशकारी सिद्ध हुआ
Arjuna disse: Ó Bhārata, então se ergueu um choque feroz e tumultuoso entre aqueles Dānavas e eu—uma batalha de terrível intensidade, que se mostrou a destruidora dos Nivātakavacas. Neste momento, a narrativa ressalta o dever do guerreiro de enfrentar o adharma sem hesitação, e a inevitabilidade de que a arrogância violenta encontre seu fim quando se lhe opõe uma resolução firme e um propósito justo.
Verse 23
ततो देवर्षयश्नैव तथान्ये च महर्षय: । ब्रद्मर्षयश्न सिद्धाश्न समाजम्मुर्महामृथे
Então, muitos videntes divinos, juntamente com outros grandes sábios—Brahmarṣis e Siddhas também—reuniram-se naquela grande batalha para testemunhá-la. Todos desejavam a minha vitória; e, assim como outrora louvaram Indra no tempo da guerra estrelada (Tārakāmaya), do mesmo modo me exaltaram com palavras favoráveis e doces, fortalecendo minha resolução e afirmando a retidão da minha causa.
Verse 24
ते वै मामनुरूपाभिर्मधुराभिर्जयैषिण: । अस्तुवन् मुनयो वाम्भियथ्थेन्द्रे तारकामये
Arjuna disse: “De fato, os sábios que ansiavam pela minha vitória louvaram-me com palavras adequadas e doces—assim como, durante a guerra de Tārakāmaya, haviam outrora exaltado Indra. Naquele grande conflito, muitos videntes divinos e outros grandes ṛṣis, brahmarṣis e siddhas vieram para testemunhar a batalha; todos desejavam o meu triunfo e, por isso, ofereceram-me palavras de elogio.”
Verse 168
इस प्रकार श्रीमह्याभारत वनपर्वके अन्तर्गत अर्जुनवाक्यविषयक एक सौ अड़सठवाँ अध्याय पूरा हुआ
Assim termina o capítulo cento e sessenta e oito do Vana Parva do venerável Śrī Mahābhārata, capítulo centrado nas palavras de Arjuna.
Verse 169
इति श्रीमहा भारते वनपर्वणि निवातकवचयुद्धपर्वणि युद्धारम्भे एकोनसप्तत्यधिकशततमो< ध्याय:,इस प्रकार श्रीमह्ाभारत वनपर्वके अन्तर्गत निवातकवचयुद्धपर्वमें युद्धारम्भविषयक एक सौ उनहत्तरवाँ अध्याय पूरा हुआ
Assim termina, no venerável Mahābhārata, dentro do Vana Parva, na seção referente à batalha contra os Nivātakavacas, o capítulo cento e sessenta e nove, que descreve o início da guerra.
The tension lies in acting against boon-protected opponents: Arjuna must decide whether decisive force is justified when ordinary agents are constrained by the boon’s protections, and whether escalation to a supreme weapon is proportionate to the threat posed.
Power is portrayed as legitimate when disciplined by procedure: the text emphasizes informed assessment, staged application of means, and invocation aligned with recognized authority (Rudra) when confronting exceptional, rule-protected dangers.
A formal phalaśruti is not presented in these verses; instead, meta-evaluation appears as testimonial validation—Mātali’s praise and Indra’s commendation—functioning as narrative certification of the act’s exceptional status within the epic’s moral and strategic economy.
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