
Kuntī’s Benediction to Draupadī and the Alliance Gifts (कुन्त्याः स्नुषाशीर्-वचनम् तथा दान-प्रतिग्रहः)
Upa-parva: Draupadī-vivāha (Marriage Alliance and Reception Episode)
Vaiśaṃpāyana describes Drupada’s confidence after joining with the Pāṇḍavas, followed by the arrival of Drupada’s women who approach Kuntī with reverential gestures. Draupadī, dressed in fine linen and adorned with auspicious bridal marks, stands with folded hands after paying respects to her mother-in-law. Kuntī offers a formal benediction, praising Draupadī’s qualities and invoking paradigmatic marital exemplars (Indrāṇī, Svāhā, Rohiṇī, Damayantī, Bhadrā, Arundhatī, Lakṣmī) to articulate ideals of prosperity, fidelity, ritual partnership, and hospitality. The blessing extends to social duties—honoring guests, elders, and teachers—and to royal aspirations: lawful consecration alongside a dharma-oriented king and prosperity through great rites. Subsequently, Kṛṣṇa/Madhusūdana dispatches extensive gifts to the newly married Pāṇḍavas—jewels, gold ornaments, textiles, furnishings, attendants, animals, chariots, and large quantities of gold. Yudhiṣṭhira receives them with joy, aligning material acceptance with relational goodwill toward Govinda.
Chapter Arc: कुम्हार के घर में गुप्त रूप से बसे पाण्डवों के बीच दिनभर की घटनाओं की फुसफुसाहट है—सभा में अद्भुत धनुर्धारण, लक्ष्य-वेध, और द्रौपदी के मन का अनकहा विषाद। → सायंकाल भिक्षा लाकर पाण्डव युधिष्ठिर को निवेदन करते हैं; कुन्ती अन्न-वितरण का नियम देती है और भीम के लिए विशेष भाग का संकेत करती है। उसी बीच बाहर नगर-राजनीति उबलती है—द्रुपद का पुत्र धृष्टद्युम्न, सभा में सुनी गई ‘अज्ञात’ वीरता और द्रौपदी की व्याकुलता की खबरों से बेचैन होकर सत्य जानने को लौटता/दौड़ता है। → धृष्टद्युम्न पाण्डवों की कही हुई युद्ध-कथाएँ, दिव्यास्त्रों और रण-कौशल का वर्णन सुनकर (और द्रौपदी को विषण्ण देखकर) निर्णायक रूप से समझ लेता है कि यह साधारण ब्राह्मण नहीं—यहीं कोई महावीर छिपा है; वह द्रुपद के प्रश्नों का उत्तर खोजने हेतु प्रत्यक्ष पहचान की दिशा में कदम बढ़ाता है। → अध्याय का अंत इस निष्कर्ष-भूमि पर टिकता है कि धृष्टद्युम्न सत्य-खोज की प्रक्रिया में लौट/प्रत्यागमन कर चुका है—द्रुपद के मन में प्रश्न सघन हैं, और पाण्डवों की गुप्तता अब बाहरी दृष्टि के निकट आ रही है। → धृष्टद्युम्न द्रुपद को क्या बताएगा—और क्या पाण्डवों की पहचान खुलते ही द्रौपदी-विवाह का निर्णय राजसभा में पलट जाएगा?
Verse 1
ऑपन--माज बक। अकाल एकनवर्त्याधिकशततमो< ध्याय: 3 म्नका गुप्तरूपसे वहॉका सब हाल देखकर राजा पास आना तथा द्रौपदीके विषयमें द्रुपदका प्रश्न वैशम्पायन उवाच धृष्टद्युम्नस्तु पाउ्चाल्य: पृष्ठत: कुरुनन्दनौ । अन्वगच्छत् तदा यान्तौ भार्गवस्य निवेशने
Vaiśampāyana disse: Ó Janamejaya, quando os príncipes Kuru—Bhīmasena e Arjuna—seguiam para a morada do Bhārgava (a casa do oleiro onde estavam ocultos em disfarce), o príncipe de Pāñcāla, Dhṛṣṭadyumna, assumindo uma identidade encoberta, seguiu-os por trás, observando seus movimentos.
Verse 2
सोऊज्ञायमान: पुरुषानवधाय समन्ततः । स्वयमारान्निलीनो5भूद् भार्गवस्य निवेशने,उन्होंने चारों ओर अपने सेवकोंको बैठा दिया और स्वयं भी अज्ञातरूपसे कुम्हारके घरके पास ही छिपे रहे
Percebendo que poderia ser reconhecido, dispôs homens por todos os lados como vigia protetora; e ele próprio permaneceu oculto ali perto, junto à morada associada ao Bhārgava, agindo em segredo para evitar ser descoberto e para controlar a situação.
Verse 3
सायं च भीमस्तु रिपुप्रमाथी जिष्णुर्यमौ चापि महानुभावौ । भैक्ष॑ चरित्वा तु युधिष्ठिराय निवेदयाज्चक्करुरदीनसत्त्वा:
Ao cair da tarde, Bhīma—esmagador de inimigos—junto com Jiṣṇu (Arjuna) e os irmãos gêmeos Nakula e Sahadeva, todos de grande ânimo, saíram a mendigar; e depois apresentaram a Yudhiṣṭhira o que haviam obtido. Seus corações eram generosos e inquebrantáveis: mesmo na adversidade mantinham a humildade disciplinada e o espírito de serviço.
Verse 4
ततस्तु कुन्ती द्रुपदात्मजां ता- मुवाच काले वचन वदान्या । त्वमग्रमादाय कुरुष्व भद्रे बलिं च विप्राय च देहि भिक्षाम्
Então Kuntī, oportuna e graciosa no falar, dirigiu-se à filha de Drupada: “Ó auspiciosa, toma primeiro a porção inicial da refeição e oferece o devido bali (oblação) às potências divinas; e dá esmola—o quinhão do mendicante—a um brāhmaṇa.”
Verse 5
ये चान्नमिच्छन्ति ददस्व तेभ्य: परिश्रिता ये परितो मनुष्या: । ततकश्न शेषं॑ प्रविभज्य शीघ्र- मर्थ चतुर्धा मम चात्मनश्न
Disse Vaiśampāyana: “Serve também alimento às pessoas próximas que dependem de ti e pedem uma refeição. Depois, divide depressa o que restar: reserva meia porção para um; reparte porções para os quatro irmãos; e, por fim, serve separadamente uma porção para mim e outra para ti.”
Verse 6
अर्ध तु भीमाय च देहि भगद्रे य एष नागर्षभतुल्यरूप: । गौरो युवा संहननोपपन्न एषो हि वीरो बहुभुक् सदैव
“Ó afortunada, dá metade do alimento a Bhīma, de porte semelhante ao touro entre os nāga, jovem, de tez clara, corpo robusto e bem talhado. Pois este herói, Bhīma, é desde sempre grande comedor.”
Verse 7
सा हृष्टरूपेव तु राजपुत्री तस्या वच: साधु विशड्कमाना । यथाददुक्त प्रचकार साध्वी ते चापि सर्वे बुभुजुस्तदन्नम्
A princesa Draupadī, jubilosa como se a alegria a tivesse transfigurado, acolheu com respeito as palavras de Kuntī sem hesitar e fez exatamente o que lhe fora dito. Então, todos eles comeram aquela comida. O episódio ressalta a ética da obediência disciplinada aos anciãos legítimos e a harmonia que se segue quando se age conforme uma ordem digna de confiança.
Verse 8
कुशैस्तु भूमौ शयनं चकार माद्रीपुत्र: सहदेवस्तरस्वी | यथा स्वकीयान्यजिनानि सर्वे संस्तीर्य वीरा: सुषुपुर्धरण्याम्
Disse Vaiśampāyana: Então Sahadeva, o veloz e valente filho de Mādrī, fez no chão um leito de relva kuśa. Depois, como cada herói estendeu a sua própria pele de veado, todos os guerreiros se deitaram e dormiram sobre a terra—aceitando um repouso simples e disciplinado, condizente com seu modo de vida austero.
Verse 9
अगस्त्यशास्तामभितो दिशं तु शिरांसि तेषां कुरुसत्तमानाम् | कुन्ती पुरस्तात् तु बभूव तेषां पादान्तरे चाथ बभूव कृष्णा
Disse Vaiśampāyana: As cabeças daqueles melhores dos Kurus estavam voltadas para o sul, a região presidida por Agastya. Kuntī deitou-se à frente deles, junto às cabeças, enquanto Kṛṣṇā (Draupadī) se deitou no chão aos seus pés, como se tivesse se tornado uma almofada sob seus pés sobre os assentos de relva kuśa. E, mesmo em tais circunstâncias, Draupadī não sentiu no coração a menor tristeza, nem mostrou o mínimo desprezo por aqueles Kurus heroicos.
Verse 10
अशेत भूमौ सह पाण्डुपुत्रै: पादोपधानीव कृता कुशेषु । न तत्र दुःखं मनसापि तस्या न चावमेने कुरुपुड्वांस्तान्
Disse Vaiśaṃpāyana: Ela deitou-se no chão nu junto aos filhos de Pāṇḍu, como se tivesse se tornado uma almofada para seus pés sobre os leitos de kuśa. Ainda assim, nessa condição sua mente não sentiu a menor tristeza, nem ela demonstrou desprezo por aqueles primeiros entre os Kurus. A cena ressalta a firmeza na adversidade e a reverência pelos virtuosos mesmo em meio à penúria.
Verse 11
ते तत्र शूरा: कथयाम्बभूवुः कथा विचित्रा: पृतनाधिकारा: । अस्त्राणि दिव्यानि रथांश्व नागान् खडगान् गदाश्षापि परश्वधांश्ष
Ali, aqueles homens valentes—dignos de comandar exércitos—começaram a trocar muitos relatos maravilhosos. Discutiram armas celestiais e também carros de guerra, cavalos, elefantes, espadas, maças e machados de batalha, como fazem os guerreiros ao preparar a mente e a perícia para a guerra.
Verse 12
तेषां कथास्ता: परिकीर्त्यमाना: पाञज्चालराजस्य सुतस्तदानीम् | शुश्राव कृष्णां च तदा विषण्णां ते चापि सर्वे ददृशुर्मनुष्या:
Enquanto esses relatos eram recontados, o filho do rei de Pāñcāla—Dhṛṣṭadyumna—ouviu-os naquele exato momento. Então também ouviu falar de Kṛṣṇā (Draupadī) em sua tristeza, e todas as pessoas ali igualmente a viram deitada, adormecida.
Verse 13
धृष्टद्युम्नो राजपुत्रस्तु सर्व वृत्तं तेषां कथित चैव रात्रौ । सर्व रज्ञे द्रपदायाखिलेन निवेदयिष्यंस्त्वरितो जगाम
Disse Vaiśampāyana: Naquela noite, o príncipe Dhṛṣṭadyumna ouviu deles todo o relato dos acontecimentos. Ansioso por comunicar tudo, por inteiro, ao rei Drupada, apressou-se de imediato ao palácio real.
Verse 14
पाज्चालराजस्तु विषण्णरूप- स्तान् पाण्डवानप्रतिविन्दमान: । धृष्टद्युम्नं पर्यपृच्छन्महात्मा क्व सा गता केन नीता च कृष्णा
Disse Vaiśampāyana: O rei dos Pāñcālas, Drupada, estava abatido, pois não conseguia encontrar os Pāṇḍavas. Quando Dhṛṣṭadyumna chegou, aquele rei de grande alma perguntou-lhe: “Para onde foi minha filha Kṛṣṇā? Por quem foi ela levada?”
Verse 15
कच्चिन्न शूद्रेण न हीनजेन वैश्येन वा करदेनोपपन्ना । कच्चित् पदं मूर्थ्नि न पड़कदिग्धं कच्चिन्न माला पतिता श्मशाने
Disse Vaiśampāyana: “Minha filha não terá sido obtida por um Śūdra, ou por um homem de nascimento baixo, ou por um Vaiśya que vive pagando tributo? Não terão eles, por assim dizer, posto sobre minha cabeça o pé enlameado? Minha filha amada—tenra como uma guirlanda, digna de ser guardada junto ao coração—não terá caído nas mãos de algum homem tão impuro quanto um campo de cremação?”
Verse 16
कच्चित् सवर्णप्रवरो मनुष्य उद्रिक्तवर्णोप्युत एव कच्चित् । कच्चिन्न वामो मम मूर्श्नि पाद: कृष्णाभिमर्शेन कृतोड्द्य पुत्र
Disse Vaiśampāyana: “Dize-me, meu filho: o homem que conquistou Kṛṣṇā (Draupadī) era um herói distinto da mesma ordem (um Kṣatriya), ou talvez de uma ordem ainda mais elevada, um Brāhmaṇa? E dize-me também: ao tocar Kṛṣṇā, algum homem de baixa condição hoje, por assim dizer, pôs o seu pé esquerdo sobre a minha cabeça?”
Verse 17
कच्चिन्न तप्स्ये परमप्रतीत: संयुज्य पार्थेन नरर्षभेण । वदस्व तत्त्वेन महानुभाव को<सौ विजेता दुहितुर्ममाद्य
Disse Vaiśampāyana: “Será de fato minha boa fortuna que, ao unir minha filha a Pārtha—Arjuna, o touro entre os homens—eu fique plenamente satisfeito e jamais volte a conhecer a dor? Ó nobre filho de grande ânimo, dize-me com verdade: quem é o homem que hoje conquistou minha filha?”
Verse 18
विचित्रवीर्यस्थ सुतस्य कच्चित् कुरुप्रवीरस्य प्रियन्ति पुत्रा: । कच्चित् तु पार्थेन यवीयसाद्य भधनुर्गुहीतं निहतं च लक्ष्यम्
Disse Vaiśampāyana: “Estão bem e prosperam os amados filhos de Pāṇḍu—filho do heroico Vicitravīrya e o mais ilustre entre os Kurus? E foi de fato o mais jovem dos Pārthas, Arjuna, quem primeiro tomou o arco e derrubou o alvo?”
Verse 190
इस प्रकार श्रीमहाभारत आदिपर्वके अन्तर्गत स्वयंवरपर्वमें बलराम और श्रीकृष्णका आगमनविषयक एक सौ नब्बेवाँ अध्याय पूरा हुआ
Assim se conclui o centésimo nonagésimo capítulo da seção do Svayaṃvara, no Ādi Parva do Śrī Mahābhārata, descrevendo a chegada de Balarāma e de Śrī Kṛṣṇa.
Verse 191
इति श्रीमहा भारते आदिपर्वणि स्वयंवरपर्वणि धृष्टट्युम्नप्रत्यागमने एकनवत्यधिकशततमो< ध्याय:
Assim, no venerável Mahābhārata, dentro do Ādi Parva e na seção do Svayaṃvara, conclui-se o centésimo nonagésimo primeiro capítulo, acerca do retorno de Dhṛṣṭadyumna.
Rather than a binary dilemma, the chapter presents a normative integration problem: how a new bride is ethically incorporated into a multi-husband royal household through public blessing, ritual comportment, and role-definition as a stabilizing agent of dharma.
Dharma is operationalized through conduct—reverence within family hierarchy, disciplined hospitality, and ritual partnership—while political stability is reinforced by transparent reciprocity and socially legible rites of recognition.
No explicit phalaśruti is stated; the implicit meta-layer is that blessings, guest-honoring, and properly received gifts function as instruments of auspicious continuity (śrī) and legitimacy within the epic’s ethical-political order.
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