
स्त्री-विलापः — गान्धार्याः रणभूमिदर्शनं शापवचनं च (Battlefield Lament and Gāndhārī’s Curse)
Upa-parva: Strī-vilāpa (Lamentation of the Kuru Women) — Battlefield Survey and Gāndhārī’s Accusation
This chapter presents a two-part discourse. First, Gāndhārī, addressing Kṛṣṇa (Mādhava/Janārdana/Hṛṣīkeśa), surveys the battlefield and points out prominent fallen warriors and kings (e.g., Kāmboja, Kāliṅga, Jayatsena of Magadha, Bṛhadbala of Kosala, Drupada of Pāñcāla, Dhṛṣṭaketu of Cedi, and the Avanti brothers Vinda and Anuvinda). The narration emphasizes corporeal detail—weapon wounds, scattered ornaments, and the women’s lamentations—functioning as evidentiary testimony to the cost of strategic engagement. Second, Gāndhārī’s grief intensifies into anger: she questions why Kṛṣṇa, portrayed as capable and influential, allowed mutual destruction between Pāṇḍavas and Dhārtarāṣṭras. She then pronounces a curse that Kṛṣṇa will, in a specified time frame, lose his kin and meet an ignoble end, and that Yādava women will later grieve similarly. Kṛṣṇa responds with controlled acknowledgment, indicating the inevitability of the Yādavas’ internal collapse (mutual destruction), shifting the frame to daiva and the limits of external agency. The Pāṇḍavas react with distress, recognizing the gravity of the pronouncement.
Chapter Arc: रणभूमि में बिखरे शवों के बीच गान्धारी अपने पुत्रों और अन्य वीरों के मरे हुए शरीर देखती है; शोक का ज्वार उसे वाणी देता है और वह करुण विलाप आरम्भ करती है। → वह एक-एक करके वीरों के पतन का चित्र खींचती है—पत्नी द्वारा रक्तस्नात चन्दनचर्चित भुजाओं पर विलाप, युद्ध-वैभव का अब शून्य में बदल जाना, और द्रोण द्वारा द्रुपद-वध जैसे प्रसंगों को स्मरण कर कृष्ण से प्रश्न करती है कि यह विनाश क्यों और कैसे हुआ। → शोक क्रोध में बदलता है; गान्धारी श्रीकृष्ण को लक्ष्य कर यदुवंश-विनाश का शाप देती है—यह कहते हुए कि वृष्णिचक्र का संहार करने वाला उसके सिवा कोई नहीं होगा, और यादव परस्पर-कलह से नष्ट होंगे। → कृष्ण शाप को स्वीकार करते हैं—उसका प्रतिकार नहीं करते; पाण्डव यह सुनकर भीतर से भयभीत और जीवन के प्रति निराश हो उठते, क्योंकि धर्म-रक्षक कृष्ण पर भी नियति का विधान उतर आता है। → यदुवंश के भविष्य-विनाश की घोषणा के साथ कथा आगे के अनिवार्य परिणामों की ओर मुड़ती है—शाप कब और कैसे फलित होगा, यह आसन्न प्रश्न बनकर रह जाता है।
Verse 1
अपन बक। है २ >> पञ्चविशो< ध्याय: अन्यान्य वीरोंको मरा हुआ देखकर गान्धारीका शोकातुर होकर विलाप करना और क्रोधपूर्वक श्रीकृष्णको यदुवंशविनाशविषयक शाप देना गान्धायुवाच काम्बोजं पश्य दुर्धर्ष काम्बोजास्तरणोचितम् । शयानमृषभस्कन्ध॑ हत॑ पांसुषु माधव
Gandhārī disse: “Mādhava, olha para este rei de Kāmboja, invencível—digno de repousar sobre as macias cobertas feitas em Kāmboja—agora jaz morto na poeira, de ombros largos como um touro. Assim se torna visível a ruína da guerra: aqueles que mereciam honra e conforto são reduzidos a corpos sem vida no campo de batalha, e a dor de uma mãe transforma-se em acusação e indignação moral.”
Verse 2
यस्य क्षतजसंदिग्धौ बाहू चन्दनभूषितौ । अवेक्ष्य करुणं भार्या विलपत्यतिदु:खिता,उसकी चन्दनचर्चित भुजाओंको रक्तमें सनी हुई देख उसकी पत्नी अत्यन्त दुःखी हो करुणाजनक विलाप कर रही है
Vaiśampāyana disse: Ao ver seus dois braços—antes adornados com pasta de sândalo—agora manchados de sangue, sua esposa, tomada pela dor, lamenta-se de modo dilacerante. O verso ressalta o custo humano da guerra: a beleza e a dignidade do corpo vivo transformam-se de súbito em sinais de violência, e aos enlutados resta apenas o pranto.
Verse 3
इमौ तौ परिघप्रख्यौ बाहू शुभतलाड्गुली । ययोर्विवरमापन्नां न रतिर्मा पुराजहात्
Vaiśampāyana disse: “Estes dois braços, como clavas de ferro, com palmas e dedos auspiciosos—quando se abriu um vão entre eles, meu deleite e meu amor não me abandonaram, como outrora.”
Verse 4
हतबन्धुरनाथा च वेपन्ती मधुरस्वरा
Vaiśampāyana disse: Privada de seus parentes e sem proteção, a rainha treme e lamenta com uma voz doce e entrecortada. Ó Śrī Kṛṣṇa, pois o companheiro de sua vida foi morto, ela ficou desamparada. E aquelas mulheres reais—como guirlandas de muitas flores que murcham sob o calor—foram queimadas pelo sol e exauridas; ainda assim, o esplendor da beleza e a graça régia não abandonaram seus corpos.
Verse 5
आततपे क्लाम्यमानानां विविधानामिव स््रजाम् । क्लान्तानामपि नारीणां श्रीर्जहाति न वै तनू:
Vaiśampāyana disse: Como guirlandas de flores de muitas espécies que se abatem e murcham sob o calor, as mulheres eram queimadas pelo sol e extenuadas; ainda assim, mesmo em seu cansaço, a beleza e o esplendor régio não abandonavam de fato seus corpos. A cena evidencia a crueldade do pós-guerra: o luto e o sofrimento físico não apagam a dignidade inata, e as sobreviventes—sobretudo as rainhas viúvas—merecem reverência, não descaso.
Verse 6
शयानमभित: शूरं कालिज्ुं मधुसूदन । पश्य दीप्ताड्भदयुगप्रतिनद्धमहाभुजम्,मधुसूदन! देखो, पास ही वह शूरवीर कलिंगराज सो रहा है, जिसकी दोनों विशाल भुजाओंमें चमकीले अंगद (बाजूबन्द) बँधे हुए हैं
Vaiśampāyana disse: “Ó Madhusūdana, olha—ali perto jaz o heróico rei de Kaliṅga, repousando; seus braços poderosos estão adornados por um par de braçadeiras reluzentes.”
Verse 7
मागधानामधिपतिं जयत्सेनं जनार्दन | आवार्य सर्वतः पत्न्य: प्ररुदत्य: सुविह्दला:,जनार्दन! उधर मगधराज जयत्सेन पड़ा है, जिसे चारों ओरसे घेरकर उसकी पत्नियाँ अत्यन्त व्याकुल हो फूट-फ़ूटकर रो रही हैं
Vaiśampāyana disse: “Ó Janārdana, Jayatsena, rei de Magadha, jazia caído. Suas esposas, cercando-o por todos os lados, estavam totalmente transtornadas e choravam em voz alta, em amarga aflição.”
Verse 8
आसामायतलनेत्राणां सुस्वराणां जनार्दन । मन:श्रुतिहरो नादो मनो मोहयतीव मे,श्रीकृष्ण! मधुर स्वरवाली इन विशाललोचना रानियोंका मन और कानोंको मोह लेनेवाला आर्तनाद मेरे मनको मूर्च्छित-सा किये देता है
Vaiśampāyana disse: “Ó Janārdana, o lamento que se ergue destas rainhas—de olhos grandes e voz doce—rouba a mente e a audição; parece aturdir o meu próprio espírito.”
Verse 9
प्रकीर्णवस्त्राभरणा रुदत्य: शोककर्शिता: । स्वास्तीर्णशयनोपेता मागध्य: शेरते भुवि
Vaiśampāyana disse: “As mulheres de Magadha, com vestes e ornamentos em desalinho, choram em aflição, consumidas pela dor. Embora acostumadas a leitos bem estendidos e a repousos dignos, agora jazem sobre a terra nua.”
Verse 10
कोसलानामधिपतिं राजपुत्रं बृहदूबलम् । भर्तरें परिवार्यता: पृथक् प्ररुदिता: स्त्रिय:
Vaiśampāyana disse: “As mulheres, reunindo-se em torno de seu esposo—Bṛhadūbala, o príncipe e senhor dos Kośalas—começaram a chorar, cada uma à parte, em seu próprio luto.”
Verse 11
अपने पति कोसलनरेश राजकुमार बृहदबलको भी चारों ओरसे घेरकर उनकी रानियाँ अलग-अलग रो रही हैं ।।
Disse Vaiśampāyana: Dominadas pela dor, as rainhas que o cercavam arrancavam repetidas vezes as flechas cravadas em seus membros—flechas impelidas pela força do braço de Kārṣṇi—e, ainda assim, desfaleciam uma e outra vez.
Verse 12
आसां सर्वानिवद्यानामातपेन परिश्रमात् | प्रम्लाननलिनाभानि भान्ति वक्त्राणि माधव,माधव! इन सर्वांगसुन्दरी राजमहिलाओंके सुन्दर मुख धूप और परिश्रमके कारण मुरझाये हुए कमलोंके समान प्रतीत होते हैं
Disse Vaiśampāyana: “Ó Mādhava, os rostos dessas damas reais—irrepreensíveis em tudo—agora parecem lótus murchos e pendidos, vencidos pelo sol ardente e pelo cansaço.”
Verse 13
द्रोणेन निहता: शूरा: शेरते रुचिराज्भदा: । धृष्टद्युम्नसुता: सर्वे शिशवो हेममालिन:
Disse Vaiśampāyana: Mortos por Droṇa, os jovens e valentes filhos de Dhṛṣṭadyumna jazem ali na morte—ainda adornados com belos braceletes e com grinaldas de ouro ao pescoço.
Verse 14
रथाग्न्यगारं चापार्चि:शरशक्तिगदेन्धनम् | द्रोणमासाद्य निर्दग्धा: शलभा इव पावकम्
Disse Vaiśampāyana: Ao alcançarem Droṇa—como uma câmara de fogo em brasa feita de carros, cujas chamas eram flechas e cujas lanças e maças serviam de combustível—foram consumidos, como mariposas que se lançam ao fogo.
Verse 15
द्रोणाचार्य प्रचलित अग्निके समान थे, उनका रथ ही अग्निशाला था, धनुष ही उस अग्निकी लपट था, बाण, शक्ति और गदाएँ समिधाका काम दे रही थीं, धृष्टद्युम्नके पुत्र पतंगोंके समान उस द्रोणरूपी अग्निमें चलकर भस्म हो गये ।।
Disse Vaiśampāyana: “Assim também aqueles heróis, adornados com braceletes esplêndidos, jazem agora abatidos. Os cinco irmãos—os príncipes de Kekaya—haviam enfrentado Droṇa diretamente no campo de batalha; mortos pela mão do preceptor, agora repousam imóveis.”
Verse 16
तप्तकाञ्चनवर्माणस्तालध्वजरथव्रजा: । भासयन्ति महीं भासा ज्वलिता इव पावका:
Vaiśampāyana disse: “Revestidos de armaduras de ouro fulgurante, como ouro ao rubro, e avançando numa hoste de carros marcados por estandartes de palmeira, eles iluminam a terra com seu brilho—como fogos em plena labareda.”
Verse 17
द्रोणेन द्रुपदं संख्ये पश्य माधव पातितम् | महाद्विपमिवारण्ये सिंहेन महता हतम्
Vaiśampāyana disse: “Vê, ó Mādhava: Drupada foi derrubado no auge da batalha por Droṇa, como um grande elefante abatido na floresta por um leão poderoso.”
Verse 18
माधव! देखो, युद्धस्थलमें ट्रोणाचार्यने जिन्हें मार गिराया था, वे राजा द्रुपद सो रहे हैं, मानो किसी वनमें विशाल सिंहके द्वारा कोई महान् गजराज मारा गया हो ।।
Vaiśampāyana disse: “Ó Mādhava, olha—no campo de batalha jaz o rei Drupada, abatido por Droṇa. Ele parece dormir, como um senhor dos elefantes tombado por um grande leão na floresta. E, ó de olhos de lótus, o imaculado guarda-sol branco do rei de Pāñcāla resplandece sobre ele como a lua na estação do outono.”
Verse 19
एतास्तु द्रुपदं वृद्ध स्नुषा भार्याश्व दुःखिता: । दग्ध्वा गच्छन्ति पाउचाल्यं राजानमपसव्यतः,इन बूढ़े पांचालराज ट्रपदको इनकी दुःखी रानियाँ और पुत्रवधुएँ चितामें जलाकर इनकी प्रदक्षिणा करके जा रही हैं
Vaiśampāyana disse: “Estas rainhas e noras, consumidas pela dor, após entregarem o idoso rei Drupada ao fogo funerário, seguem adiante, circundando o rei de Pāñcāla no sentido inverso.”
Verse 20
धृष्टकेतुं महात्मानं चेदिपुड़वमड़ना: | द्रोणेन निहतं शूरं हरन्ति हृतचेतस:
Vaiśampāyana disse: As mulheres, com a mente entorpecida pela dor, levavam o heroico Dhṛṣṭaketu—de grande alma, o mais eminente entre os Cedis—morto por Droṇa, para que se realizassem seus ritos finais.
Verse 21
द्रोणास्त्रमभिहत्यैष विमर्दे मधुसूदन । महेष्वासो हतः शेते नद्या हत इव द्रुम:
Vaiśampāyana disse: “Ó Madhusūdana, no ímpeto da batalha este grande arqueiro, após abater a arma de Droṇa, jaz agora morto — como uma árvore derrubada pela força da corrente de um rio.”
Verse 22
एष चेदिपति: शूरो धृष्टकेतुर्महारथ: । शेते विनिहत:ः संख्ये हत्वा शत्रूनू सहस्रशः,यह चेदिराज शूरवीर महारथी धृष्टकेतु सहस्रों शत्रुओंको मारकर मारा गया और रणशय्यापर सदाके लिये सो गया
Vaiśampāyana disse: “Este é o senhor de Cedi, o valente Dhṛṣṭaketu, grande guerreiro de carro; jaz morto no campo de batalha. Depois de abater inimigos aos milhares, caiu também e agora repousa no leito da guerra.”
Verse 23
वितुद्यमानं विहगैस्तं भार्या: पर्युपासिता: । चेदिराजं हृषीकेश हतं सबलबान्धवम्,हृषीकेश! सेना और बन्धुओंसहित मारे गये इस चेदिराजको पक्षी चोंच मार रहे हैं और उसकी स्त्रियाँ उसे चारों ओरसे घेरकर बैठी हैं
Vaiśampāyana disse: “Enquanto as aves o bicavam, suas esposas sentaram-se ao redor. Ó Hṛṣīkeśa, o rei de Cedi jazia morto — com seu exército e seus parentes — e suas mulheres velavam em pranto.”
Verse 24
दाशार्हपुत्र॒जं वीरं शयानं सत्यविक्रमम् | आरोप्याड्के रुदन्त्येताश्वेदिराजवराड़ना:
Vaiśampāyana disse: “As nobres mulheres do rei Śvedi ergueram o herói — filho dos Dāśārhas — que jazia caído, de valor comprovado; puseram-no sobre os seus colos e choraram.”
Verse 25
दशाहईकुलकी कन्या (श्रुतश्रवा)-के पुत्र शिशुपालका यह सत्यपराक्रमी वीर पुत्र रणभूमिमें सो रहा है और इसे अंकमें लेकर ये चेदिराजकी सुन्दरी रानियाँ रो रही हैं ।।
Vaiśampāyana disse: “Ó Hṛṣīkeśa, olha: este filho dela, de rosto formoso e belos brincos, foi abatido em combate por Droṇa, traspassado de muitas flechas.”
Verse 26
हृषीकेश! देखो तो सही, इस धृष्टकेतुके सुन्दर मुख और मनोहर कुण्डलोंवाले पुत्रको द्रोणाचार्यने समरांगणमें अपने बाणोंद्वारा मारकर उसके अनेक टुकड़े कर डाले हैं ।।
Vaiśampāyana disse: “Ó Hṛṣīkeśa, olha—no campo de batalha, Droṇa matou com suas flechas este filho de Dhṛṣṭaketu, de rosto belo e brincos encantadores, e reduziu seu corpo a muitos pedaços. Certamente, ó Madhusūdana, mesmo agora ele não abandonou seu pai heroico, que se mantinha no auge da luta, combatendo junto contra os inimigos.”
Verse 27
मधुसूदन! रणभूमिमें स्थित होकर शत्रुओंके साथ जूझनेवाले अपने पिताका साथ इसने कभी नहीं छोड़ा था, आज युद्धके बाद भी वह पिताको नहीं छोड़ सका है ।।
Vaiśampāyana disse: “Ó Madhusūdana, de pé no campo de batalha, lutando corpo a corpo com o inimigo, ele nunca se separou do pai; e agora, mesmo após o fim da guerra, não conseguiu deixar o pai. Do mesmo modo, ó de braços poderosos, o filho de meu filho—Lakṣmaṇa, matador de heróis inimigos—seguiu seu pai Duryodhana.”
Verse 28
विन्दानुविन्दावावन्त्यौ पतितौ पश्य माधव । हिमान्ते पुप्पितो शालौ मरुता गलिताविव
“Ó Mādhava, vê—Vinda e Anuvinda, os dois valentes príncipes de Avanti, jazem caídos por terra. Como no verão duas árvores sāla em flor são derrubadas pelo ímpeto do vento, assim eles foram abatidos.”
Verse 29
काज्चनाड्ुदवर्माणौ बाणखड््गधनुर्धरी । ऋषभप्रतिरूपाक्षौो शयानौ विमलखस्रजी
Vaiśampāyana disse: “Aqueles dois heróis, revestidos de armadura dourada, portando flechas, espada e arco, de grandes olhos como os de um touro, jazem como se dormissem, usando grinaldas imaculadas.”
Verse 30
अवध्या: पाण्डवा: कृष्ण सर्व एव त्वया सह । ये मुक्ता द्रोणभीष्माभ्यां कर्णाद् वैकर्तनात् कृपात्
Vaiśampāyana disse: “Ó Kṛṣṇa, os Pāṇḍavas—todos eles, contigo—parecem estar além do alcance da morte; pois escaparam vivos de Droṇa e Bhīṣma, de Karṇa, o filho do cocheiro (Vaikartana), e de Kṛpa.”
Verse 31
दुर्योधनाद् द्रोणसुतात् सैन्धवाच्च जयद्रथात् । सोमदत्ताद् विकर्णाच्च शूराच्च कृतवर्मण:
Disse Vaiśampāyana: (Eles foram poupados) por Duryodhana, pelo filho de Droṇa (Aśvatthāmā), pelo rei do Sindhu Jayadratha, por Somadatta, por Vikarṇa e pelo heroico Kṛtavarman. O sentido é que, sob a proteção de Kṛṣṇa, os Pāṇḍava se mostraram “inexpugnáveis”—sobrevivendo até aos assaltos desses principais campeões kaurava—realçando tanto a ferocidade da guerra quanto o peso moral da orientação divina em meio à catástrofe.
Verse 32
ये हन्यु: शस्त्रवेगेन देवानपि नरर्षभा: । त इमे निहता: संख्ये पश्य कालस्य पर्ययम्
Disse Vaiśampāyana: “Aqueles homens, fortes como touros, que pela pura força de suas armas poderiam ter abatido até os deuses—esses mesmos heróis jazem agora mortos no campo de batalha. Contempla a reviravolta operada pelo Tempo.”
Verse 33
नातिभारो<स्ति दैवस्य ध्रुवं माधव कश्नन । यदिमे निहता: शूरा: क्षत्रियै: क्षत्रियर्षभा:
Disse Vaiśampāyana: “Certamente, ó Mādhava, nada é um fardo excessivo para o Destino. Pois estes heróis, touros entre os kṣatriya, foram mortos por kṣatriya.”
Verse 34
माधव! निश्चय ही दैवके लिये कोई भी कार्य अधिक कठिन नहीं है; क्योंकि उसने क्षत्रियोंद्वारा ही इन शूरवीर क्षत्रियशिरोमणियोंका संहार कर डाला है ।।
Disse Vaiśampāyana: “Ó Kṛṣṇa, meus filhos, céleres e valentes, foram mortos naquele mesmo dia—justamente quando tu, com teu intento não cumprido, retornaste outra vez a Upaplavya. O curso dos acontecimentos mostra quão inexorável é o destino: ele conduz à destruição até dos guerreiros mais eminentes, pela própria mão dos kṣatriya.”
Verse 35
शान्तनोश्रैव पुत्रेण प्राज्ञेन विदुरेण च । तदैवोक्तास्मि मा स्नेहं कुरुष्वात्मसुतेष्विति,मुझे तो शान्तनुनन्दन भीष्म तथा ज्ञानी विदुरने उसी दिन कह दिया था “कि अब तुम अपने पुत्रोंपर स्नेह न करो”
Disse Vaiśampāyana: “Naquele mesmo dia, Bhīṣma—filho de Śāntanu—e o sábio Vidura disseram-me claramente: ‘Não te apegues com afeição aos teus próprios filhos.’”
Verse 36
कां गतिं तु गमिष्यामि त्वया हीना जनेश्वर । वह कहती है--'प्राणनाथ! सुन्दर हथेली और अंगुलियोंसे युक्त तथा परिघके समान मोटी ये वे ही दोनों भुजाएँ हैं
Disse Vaiśampāyana: “Ó senhor dos homens, que caminho—que refúgio—alcançarei agora, privada de ti? Aquela visão deles não podia, de modo algum, ser falsa; por isso, em muito pouco tempo, todos os meus filhos foram queimados e reduzidos a cinzas no fogo da guerra, ó Janārdana.”
Verse 37
वैशम्पायन उवाच इत्युक्त्वा न्यपतद् भूमौ गान्धारी शोकमूर्च्छिता । दुःखोपहतविज्ञाना धैर्यमुत्सूज्य भारत
Disse Vaiśampāyana: “Tendo falado assim, Gāndhārī—subjugada e desfalecida pela dor—tombou ao chão. Ó Bhārata, seu discernimento foi despedaçado pelo sofrimento, e ela deixou escapar toda firmeza de espírito.”
Verse 38
ततः कोपपरीताज्जी पुत्रशोकपरिप्लुता । जगाम शौरिं दोषेण गान्धारी व्यथितेन्द्रिया
Então Gāndhārī foi tomada pela cólera e submersa na dor pelos filhos; todos os seus sentidos se agitaram. Naquele momento, lançou toda a culpa sobre Śauri, isto é, sobre Kṛṣṇa.
Verse 39
गान्धायुवाच पाण्डवा धार्रराष्ट्राश्न दग्धा: कृष्ण परस्परम् । उपेक्षिता विनश्यन्तस्त्वया कस्माज्जनार्दन
Gāndhārī disse: “Ó Kṛṣṇa! Ó Janārdana! Os Pāṇḍava e os filhos de Dhṛtarāṣṭra, lutando entre si, foram reduzidos a cinzas. Como pudeste, vendo-os perecer, negligenciá-los assim, ó Janārdana?”
Verse 40
शक्तेन बहुभृत्येन विपुले तिष्ठता बले । उभयत्र समर्थन श्रुतवाक्येन चैव ह
“Ó Mahābāhu, Madhusūdana! Tu eras poderoso, amparado por muitos servidores e guerreiros, firmemente estabelecido em vasta força. Eras capaz de fazer com que qualquer dos dois lados aceitasse teu conselho; e tinhas ouvido e compreendido os ensinamentos dos Vedas, dos śāstra e as palavras dos sábios. Ainda assim, por tua própria vontade, negligenciaste impedir a ruína da linhagem dos Kuru, permitindo conscientemente que esta dinastia fosse destruída. Esta é uma grave falta em ti; portanto, recebe a sua consequência.”
Verse 41
इच्छतोपेक्षितो नाश: कुरूणां मधुसूदन । यस्मात् त्वया महाबाहो फलं॑ तस्मादवाप्लुहि
Vaiśampāyana disse: “Ó Madhusūdana, ó de braços poderosos — já que, conscientemente, ignoraste e permitiste a destruição dos Kurus, recebe, pois, o fruto desse feito.”
Verse 42
पतिशुश्रूषया यन्मे तप: किंचिदुपार्जितम् | तेन त्वां दुरवापेन शप्स्ये चक्रगदाधर
Vaiśampāyana disse: “Ó Kṛṣṇa, portador do disco e da maça! O pouco mérito ascético que alcancei pelo serviço devotado ao meu esposo—por esse poder espiritual difícil de obter, eu agora pronuncio uma maldição sobre ti.”
Verse 43
यस्मात् परस्परं घ्नन्तो ज्ञातय: कुरुपाण्डवा: | उपेक्षितास्ते गोविन्द तस्माज्ज्ञातीन् वधिष्यसि
Vaiśampāyana disse: “Ó Govinda! Porque os parentes Kurus e Pāṇḍavas se matavam uns aos outros e tu não intervieste para impedir, diz-se que também tu virás a destruir os teus próprios parentes.”
Verse 44
त्वमप्युपस्थिते वर्षे षट्त्रिंशे मधुसूदन । हतज्ञातिहतामात्यो हतपुत्रो वनेचर:
Vaiśampāyana disse: “Também tu, ó Madhusūdana, quando chegar o trigésimo sexto ano, terás teus parentes mortos e teus ministros destruídos; teu filho estará morto. Então, desconhecido de todos e oculto aos olhos do povo, vagarás pela floresta como quem não tem amparo e encontrarás a morte por um meio censurado.”
Verse 45
अनाथवददविज्ञातो लोकेष्वनभिलक्षित: । कुत्सितेनाभ्युपायेन निधनं समवाप्स्यसि
Vaiśampāyana disse: “Sem ser reconhecido, sem ser notado entre os homens, vagarás como quem não tem amparo. Ó Madhusūdana, encontrarás o teu fim por um meio vergonhoso. Quando chegar o trigésimo sexto ano, teus próprios parentes, ministros e filhos voltar-se-ão uns contra os outros e perecerão em contenda mútua. Então, desconhecido de todos e oculto aos olhos do mundo, errarás pela floresta como um órfão e, por fim, alcançarás a morte por um caminho condenado.”
Verse 46
तवाप्येवं हतसुता निहतज्ञातिबान्धवा: । स्त्रिय: परिपतिष्यन्ति यथैता भरतस्त्रिय:
Vaiśampāyana disse: “Assim também, na tua própria linhagem, as mulheres—privadas de filhos e com parentes e familiares mortos—desabarão do mesmo modo, tal como estas mulheres da casa de Bharata tombaram sobre os corpos de seus entes queridos.”
Verse 47
वैशम्पायन उवाच तच्छुत्वा वचन घोरं वासुदेवो महामना: । उवाच देवीं गान्धारीमीषदशभ्युत्स्मयन्निव
Vaiśampāyana disse: “Ó rei, ao ouvir aquelas palavras terríveis, Vāsudeva (Kṛṣṇa), de grande alma, falou à rainha Gāndhārī como que com um leve sorriso contido.”
Verse 48
जाने5हमेतदप्येवं चीर्ण चरसि क्षत्रिये | दैवादेव विनश्यन्ति वृष्णयो नात्र संशय:
Vaiśampāyana disse: “Isto também eu sei—de fato acontecerá assim. Ó senhora kṣatriya, tu apenas executas o que já foi urdido. Não há dúvida: pela força do destino apenas, os Vṛṣṇis perecerão.”
Verse 49
संहर्ता वृष्णिचक्रस्य नान्यो मद् विद्यते शुभे | अवध्यास्ते नरैरन्यैरपि वा देवदानवै:
Vaiśampāyana disse: “Ó senhora auspiciosa, não se conhece outro senão eu como o destruidor do exército dos Vṛṣṇis. Eles não podem ser mortos por outros homens—nem mesmo por deuses ou Dānavas.”
Verse 50
इत्युक्तवति दाशार्हें पाण्डवास्त्रस्तचेतस: । बभूवुर्भुशसंविग्ना निराशाश्चापि जीविते,श्रीकृष्णके ऐसा कहनेपर पाण्डव मन-ही-मन भयभीत हो उठे। उन्हें बड़ा उद्वेग हुआ। वे सब-के-सब अपने जीवनसे निराश हो गये
Vaiśampāyana disse: “Quando Dāśārha (Śrī Kṛṣṇa) falou assim, os Pāṇḍavas ficaram aterrorizados por dentro. Profundamente abalados e tomados de angústia, todos caíram no desespero até mesmo quanto à própria sobrevivência.”
Verse 493
परस्परकृतं नाशमतः: प्राप्स्यन्ति यादवा: । 'शुभे! वृष्णिकुलका संहार करनेवाला मेरे सिवा दूसरा कोई नहीं है। यादव दूसरे मनुष्यों तथा देवताओं और दानवोंके लिये भी अवध्य हैं; अत: आपसमें ही लड़कर नष्ट होंगे!
Vaiśampāyana disse: “Portanto, os Yādavas encontrarão a sua destruição por atos cometidos uns contra os outros — perecerão em conflito mútuo.”
Whether a capable mediator bears moral responsibility for non-intervention when foreseeing large-scale harm—especially when both sides are kin-linked and escalation is preventable through counsel or constraint.
The chapter juxtaposes human accountability with structural inevitability: ethical critique of preventable failure is voiced, while Kṛṣṇa’s reply frames certain outcomes as arising from internal causal chains that external force cannot indefinitely override.
Rather than a formal phalaśruti, the narrative uses Vaiśaṃpāyana’s framing and the Pāṇḍavas’ reaction to signal interpretive weight: the curse functions as a moral index, linking comprehension of grief and responsibility to the epic’s broader inquiry into order, consequence, and impermanence.
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