Mahabharata Adhyaya 4
Shalya ParvaAdhyaya 451 Versesपाण्डव-पक्ष के पक्ष में; कौरव-सेना का मनोबल टूटता और पलायन/विमुखता बढ़ती हुई।

Adhyaya 4

अध्याय ४ — दुर्योधनस्य असंधि-निश्चयः (Duryodhana’s Refusal of Reconciliation)

Upa-parva: Duryodhana–Gautama–Kṛpa Saṃvāda (Counsel on Saṃdhi vs. Suyuddha)

Saṃjaya reports that, after Gautama’s counsel, Duryodhana pauses in heated silence and then addresses Kṛpa. He acknowledges the advice as affectionate and beneficial in form, yet states it is psychologically and politically unacceptable. He argues that the Pāṇḍavas cannot trust him after the loss of their kingdom through dice, and that Kṛṣṇa, committed to Pārtha welfare and affronted by prior insult, would not endorse Duryodhana’s proposals. He enumerates enduring injuries: Draupadī’s public distress, Abhimanyu’s death, and the settled vows of Bhīma, the twins, Dhṛṣṭadyumna, and Śikhaṇḍin—making de-escalation infeasible. Duryodhana then advances a kṣatriya-ethical rationale: unstable worldly happiness, the pursuit of kīrti through battle, and the disrepute of dying at home. He frames battlefield death as a sanctioned path associated with heroic precedent and celestial reward, notes the ‘debt’ owed to fallen allies, and concludes that only a decisive engagement can answer his situation. The assembled kṣatriyas approve, regain morale, and the Kauravas relocate and ritually refresh near the Sarasvatī, preparing to continue operations.

Chapter Arc: संजय धृतराष्ट्र को रणभूमि का भयावह दृश्य सुनाते हैं—महात्माओं के टूटे रथ, गिरे हुए अश्व, और हाथियों की लाशों से भरा वह युद्ध-स्थल, मानो रुद्र का क्रीड़ांगन हो। → कौरव-सेना के विमुख होने और मनोबल टूटने पर कृपाचार्य दुर्योधन के पास आते हैं; वे अर्जुन को ‘चार-दाँत वाले गजराज’ की तरह सेना में घुसते देखे जाने का वर्णन करते हैं और बताते हैं कि ध्वजिनी का नेतृत्व नष्ट-सा हो गया है—ऐसी दशा में युद्ध का आग्रह आत्मघात है। → कृपाचार्य बृहस्पति-नीति का निर्णायक सूत्र रखते हैं—जब अपना बल घट रहा हो या सम हो, तब संधि खोजनी चाहिए; बढ़ते शत्रु से विग्रह नहीं, नीति यही है। वे दुर्योधन को स्पष्ट कहते हैं कि संधि ही क्षेम है, और यह उपदेश कायरता या प्राण-रक्षा के लोभ से नहीं, हित-बुद्धि से है। → कृपाचार्य यह भी जोड़ते हैं कि यदि श्रीकृष्ण युधिष्ठिर, अर्जुन और भीमसेन से जो कहेंगे, वे अवश्य मानेंगे—अर्थात संधि का द्वार अभी खुला है; दुर्योधन को समय रहते पहल करनी चाहिए। → दुर्योधन इस कठोर, हितकारी सलाह को स्वीकार करेगा या अपनी प्रतिज्ञा और अहंकार के वशीभूत होकर युद्ध को ही चुन लेगा—यही अनिश्चितता अगले प्रसंग की ओर धकेलती है।

Shlokas

Verse 1

नआऔका-<> 7 जल चतुथों5 ध्याय: कृपाचार्यका दुर्योधनको संधिके लिये समझाना संजय उवाच पतितान्‌ रथनीडांश्व रथांश्वापि महात्मनाम्‌ रणे च निहतान्‌ नागान्‌ दृष्टवा पत्तींश्ष मारिष

Sañjaya disse: “Ó rei venerável, ao ver no campo de batalha os carros tombados e as plataformas dos carros de guerreiros de grande alma, e ao ver elefantes com seus cavaleiros e soldados de infantaria abatidos no combate, a cena parecia terrível—como um campo de cremação, como se fosse o recreio de Rudra. Diante de tal devastação, o coração de Duryodhana, teu filho, afundou-se no luto e ele se voltou contra a guerra; e quando os exércitos, aterrados pela proeza de Arjuna, filho de Kuntī, ficaram profundamente abalados e ansiosos, Kṛpa—maduro em anos, nobre de disposição e hábil no conselho—foi tomado de compaixão. Aproximou-se de Duryodhana em sua abatida condição e começou a falar-lhe.”

Verse 2

आयोधन चातिघोरें रुद्रस्याक्रीड संनिभम्‌ । अप्रख्यातिं गतानां तु राज्ञां शतसहस्रश:

Sañjaya disse: “Ó Rei, aquele campo de batalha tornara-se sobremaneira terrível, como um campo de jogos de Rudra (Śiva) em seu aspecto feroz. Ali, às centenas de milhares, reis foram reduzidos ao esquecimento — sua fama e até seu rastro apagaram-se em meio às ruínas da guerra.”

Verse 3

इस प्रकार श्रीमह्याभारत शल्यपर्वमें कौरवसेनाका पलायनविषयक तीसरा अध्याय पूरा हुआ

Sañjaya disse: “Quando teu filho se afastou da batalha, com a mente oprimida pelo luto, e quando os exércitos, ao verem a proeza de Pārtha (Arjuna), se agitaram intensamente de medo, a situação no campo inclinou-se para o desespero e a desordem — preparando o momento do conselho ao rei abalado e de uma renovada reflexão sobre o dever em meio à catástrofe.”

Verse 4

ध्यायमानेषु सैन्येषु दुःखं प्राप्तेषु भारत । बलानां मथ्यमानानां श्रुत्वा निनदमुत्तमम्‌

Sañjaya disse: “Ó Bhārata (Dhṛtarāṣṭra), quando os exércitos estavam mergulhados em reflexão ansiosa e caídos em aflição, e quando as forças eram revolvidas e esmagadas no aperto da batalha, ao ouvir o poderoso tumulto e os gritos que se erguiam daquela confusão—”

Verse 5

अभिन्ञानं नरेन्द्राणां विक्षतं प्रेक्ष्य संयुगे । कृपाविष्ट: कृपो राजन्‌ वयःशीलसमन्वित:

Sañjaya disse: “Ó Rei, vendo no campo de batalha as insígnias reais — estandartes e marcas de soberania — rasgadas e despedaçadas em meio ao choque das armas, Kṛpa, dotado de idade madura e nobre conduta, foi tomado de compaixão. A ruína dos emblemas da realeza e o sofrimento dos guerreiros despertaram nele um impulso humano, prenunciando o conselho destinado a firmar uma mente abalada por luto e temor.”

Verse 6

अब्रवीत्‌ तत्र तेजस्वी सोडभिसृत्य जनाधिपम्‌ । दुर्योधनं मन्युवशाद्‌ वाक्‍्यं वाक्यविशारद:

Sañjaya disse: “Então aquele homem radiante — versado na arte da palavra — aproximou-se do senhor dos homens, o rei Duryodhana, e, movido pela indignação diante da reviravolta dos acontecimentos, dirigiu-lhe palavras adequadas. Sob a sombra ética da ruína do campo e do desespero do exército, essa aproximação assinala a tentativa de um ancião de firmar um governante abalado e desviá-lo do luto e do colapso para a resolução e o dever, tal como ele o compreende.”

Verse 7

दुर्योधन निबोधेदं यत्‌ त्वां वक्ष्यामि कौरव । श्रुत्वा कुरु महाराज यदि ते रोचतेडनघ

Disse Sañjaya: “Duryodhana, ó Kaurava, compreende isto—ouve com atenção o que estou prestes a dizer-te. Tendo ouvido, ó grande rei, age de acordo, se assim te aprouver, ó irrepreensível.”

Verse 8

न युद्धधर्माच्छेयान्‌ वै पन्था राजेन्द्र विद्यते यं समाश्रित्य युद्धयन्ते क्षत्रिया: क्षत्रियर्षभ

Disse Sañjaya: “Ó melhor dos reis, em verdade não há caminho mais benéfico do que o dharma da batalha. Amparados nesse mesmo código, ó touro entre os kṣatriyas, os guerreiros lançam-se ao combate.”

Verse 9

पुत्रो भ्राता पिता चैव स्वस्रनीयो मातुलस्तथा । सम्बन्धिबान्धवाश्रैव योद्धया वै क्षत्रजीविना

Disse Sañjaya: “Para um homem que vive do chamado kṣatriya—cujo sustento é mantido pelos deveres da condição guerreira—é, de fato, um dever lutar até mesmo contra os seus: filho, irmão, pai, filho da irmã, tio materno e outros parentes e consanguíneos. Na dura ética do kṣatriya-dharma, os laços pessoais não isentam das obrigações da batalha quando a guerra se tornou o curso ordenado.”

Verse 10

वधे चैव परो धर्मस्तथाधर्म: पलायने । ते सम घोरां समापन्ना जीविकां जीवितार्थिन:

“Na guerra, matar o inimigo ou ser morto por sua mão — ambas as coisas são o dharma supremo; mas fugir do combate é grande adharma, grave pecado. Todos os kṣatriyas, desejosos de viver e de manter o sustento, amparam-se nesse ofício terrível.”

Verse 11

'ऐसी दशामें मैं यहाँ तुम्हारे लिये कुछ हितकी बात बताऊँगा। अनघ! पितामह भीष्म

Disse Sañjaya: “Numa situação tão desesperada, dir-te-ei algo para o teu bem. Ó irrepreensível! O avô Bhishma, o mestre Drona, o grande guerreiro de carro Karna, Jayadratha e todos os teus irmãos foram mortos. Teu filho Lakshmana também já não vive. Quem resta agora, em quem possamos buscar refúgio?”

Verse 12

जयद्रथे च निहते तव भ्रातृषु चानघ । लक्ष्मणे तव पुत्रे च किं शेषं पर्युपास्महे

Disse Sañjaya: “Quando Jayadratha foi morto, e também teus irmãos, ó irrepreensível — e quando teu filho Lakshmana já não existe — o que nos resta em que confiar? A quem mais poderemos agora buscar como refúgio?”

Verse 13

तदत्र प्रतिवक्ष्यामि किंचिदेव हितं वच: । हते भीष्मे च द्रोणे च कर्णे चैव महारथे

Disse Sañjaya: “Aqui responderei com poucas palavras para o teu bem. Bhīṣma foi morto, Droṇa foi morto, e Karṇa também — o grande guerreiro de carro. Aqueles sobre quem pusemos o peso da guerra, fixando a mente em conquistar o reino por meio deles — esses heróis, abandonando seus corpos, foram ao destino dos conhecedores de Brahman.”

Verse 14

वयं त्विह विना भूता गुणवद्धिर्महारथै: । कृपणं वर्तयिष्याम पातयित्वा नृपान्‌ बहून्‌ू

Disse Sañjaya: “Agora estamos aqui, privados do apoio daqueles virtuosos grandes guerreiros de carro — Bhīṣma e os demais. Tendo feito cair muitos reis, devemos prosseguir em condição lastimável.”

Verse 15

सर्वैरथ च जीवद्धिरबीभत्सुरपराजित: । कृष्णनेत्रो महाबाहुर्देवेरपि दुरासद:

Disse Sañjaya: “Mesmo quando todos aqueles guerreiros ainda estavam vivos, Abhībhatsu (Arjuna) jamais foi derrotado por alguém. Com Kṛṣṇa como seu guia e líder, Arjuna, de braços poderosos, é inexpugnável — até para os deuses.”

Verse 16

इन्द्रकार्मुकतुल्या भमिन्द्रकेतुमिवोच्छितम्‌ । वानरं केतुमासाद्य संचचाल महाचमू:

Disse Sañjaya: “Seu estandarte do macaco, multicolor como o arco-íris de Indra e elevado como o estandarte de Indra, ergue-se no alto. Ao nos aproximarmos desse emblema, nosso vasto exército vacila — sua confiança é perturbada pelo medo.”

Verse 17

सिंहनादाच्च भीमस्य पाञज्चजन्यस्वनेन च । गाण्डीवस्य च निर्घोषात्‌ सम्मुहान्ते मनांसि न:,'भीमसेनके सिंहनाद, पांचजन्य शंखकी ध्वनि और गाण्डीव धनुषकी टंकारसे हमारा दिल दहल उठता है

Sañjaya disse: “Ao bramido leonino de Bhīma, ao estrondo da concha Pāñcajanya e ao ribombar da corda do arco Gāṇḍīva, nossos corações são lançados à confusão.” No clima moral da guerra, esses sons não são mero ruído, mas o ímpeto de uma resolução justa que abala a confiança do lado adversário.

Verse 18

चरन्तीव महाविद्युन्मुष्णन्ती नयनप्रभाम्‌ । अलातमिव चाविद्धं गाण्डीवं समदृश्यत

Sañjaya disse: O Gāṇḍīva de Arjuna parecia um grande relâmpago, como se roubasse o próprio brilho dos olhos; e, como um tição em brasa girado em círculo, via-se que rodopiava em movimento veloz — imagem de uma energia marcial irresistível no campo de batalha.

Verse 19

जाम्बूनदविचित्रं च धूयमानं महद्‌ धनु: । दृश्यते दिक्षु सर्वासु विद्युदभ्रधनेष्विव

Sañjaya disse: “Aquele grande arco, ricamente incrustado com ouro de Jāmbūnada e oscilando ao ser brandido, é visto em todas as direções — como o relâmpago que lampeja entre densas massas de nuvens.”

Verse 20

श्वेताक्ष॒ वेगसम्पन्ना: शशिकाशसमप्रभा: । पिबन्त इव चाकाशं रथे युक्तास्तु वाजिन:

Sañjaya disse: Os cavalos atrelados ao carro eram de olhos claros, dotados de grande velocidade e radiantes como a lua e as pálidas flores de kāśa. Avançavam com tal ímpeto que parecia que beberiam o próprio céu — imagem que intensifica a cena de guerra e o assombro diante do poder marcial.

Verse 21

उह्ममानांश्व॒ कृष्णेन वायुनेव बलाहका: । जाम्बूनदविचित्राज्ा वहन्ते चार्जुनं रणे

Sañjaya disse: Assim como as nuvens são impelidas pelo vento, assim os cavalos de Arjuna —instigados por Kṛṣṇa— varreram o campo de batalha. Adornados com arreios dourados e reluzentes, levaram Arjuna ao combate, exibindo um esplendor marcante mesmo em meio à violência da guerra.

Verse 22

तावकं तद्‌ बलं राजन्नर्जुनो<स्त्रविशारद: । गहन शिशिरापाये ददाहाग्निरिवोल्बण:

Sañjaya disse: “Ó rei, Arjuna—mestre das armas—consumiu esse teu exército, queimando-o como um fogo feroz que, ao fim do inverno, incendeia uma floresta densa.”

Verse 23

गाहमानमनीकानि महेन्द्रसदृशप्रभम्‌ | धनंजयमपश्याम चतुर्दष्टमिव द्विपम्‌,“देवराज इन्द्रके समान तेजस्वी अर्जुनको हम चार दाँतवाले गजराजके समान अपनी सेनामें प्रवेश करते देखते हैं

Sañjaya disse: “Vimos Dhanañjaya (Arjuna), radiante como Mahendra (Indra), arremeter contra as formações de batalha — como um poderoso elefante de quatro presas entrando no meio de um exército.”

Verse 24

विक्षोभयन्तं सेनां ते त्रासयन्तं च पार्थिवान्‌ | धनंजयमपश्याम नलिनीमिव कुठ्जरम्‌

Sañjaya disse: “Vimos Dhanañjaya (Arjuna) revolver teu exército em tumulto e lançar medo nos reis — como um elefante em cio que entra num lago de lótus e o agita violentamente.”

Verse 25

त्रासयन्तं तथा योधान्‌ धनुर्घोषेण पाण्डवम्‌ । भूय एनमपश्याम सिंहं मृगगणानिव

Sañjaya disse: “Víamos, vez após vez, aquele Pāṇḍava (Arjuna) aterrorizar os guerreiros com o trovão de seu arco, como um leão infunde medo a manadas de cervos.”

Verse 26

सर्वलोकमहेष्वासौ वृषभौ सर्वधन्विनाम्‌ । आमुक्तकवचौ कृष्णौ लोकमध्ये विचेरतु:

Sañjaya disse: “Krishna e Arjuna —esses dois heróis supremos, touros entre todos os arqueiros, grandes arqueiros afamados pelos mundos— moviam-se sem temor no meio do exército, com as armaduras bem presas aos membros.”

Verse 27

अद्य सप्तदशाहानि वर्तमानस्यथ भारत । संग्रामस्थातिघोरस्य वध्यतां चाभितो युधि,“भारत! परस्पर मार-काट मचाते हुए दोनों ओरसे योद्धाओंके इस अत्यन्त भयंकर संग्रामको आरम्भ हुए आज सत्रह दिन हो गये

Sañjaya disse: “Ó Bhārata (Dhṛtarāṣṭra), hoje completa-se o décimo sétimo dia desde que começou esta batalha terrível em extremo — e, por todos os lados do combate, guerreiros são abatidos em meio ao massacre mútuo.”

Verse 28

वायुनेव विधूतानि तव सैन्यानि सर्वतः । शरदम्भोदजालानि व्यशीर्यन्त समनन्‍्तत:,'जैसे हवा शरद्‌-ऋतुके बादलोंको छिन्न-भिन्न कर देती है, उसी प्रकार अर्जुनकी मारसे तुम्हारी सेनाएँ सब ओर तितर-बितर हो गयी हैं

Sañjaya disse: “Assim como o vento do outono rasga e dispersa massas de nuvens, assim também os teus exércitos, atingidos na batalha, foram quebrados e espalhados em todas as direções.”

Verse 29

तां नावमिव पर्यस्तां वातधूतां महार्णवे । तव सेनां महाराज सव्यसाची व्यकम्पयत्‌,“महाराज! जैसे महासागरमें हवाके थपेड़े खाकर नाव डगमगाने लगती है, उसी प्रकार सव्यसाची अर्जुनने तुम्हारी सेनाको कँपा डाला है

Sañjaya disse: “Ó grande rei, assim como um barco no vasto oceano, açoitado e arremessado por rajadas de vento, começa a cambalear, assim Arjuna —Savyasācī, o arqueiro hábil com ambas as mãos— abalou o teu exército.”

Verse 30

क्व नु ते सूतपुत्रो5 भूत्‌ क्व नु द्रोण: सहानुग: । अहं क्व च क्व चात्मा ते हार्दिक्यश्व तथा क्व नु

Sañjaya disse: “Onde estava então Karṇa, teu filho nascido de um cocheiro? Onde estava Droṇa com os seus seguidores? Onde estava eu, e onde estavas tu mesmo? E onde, afinal, estava Hārdikya (Kṛtavarmā)?”

Verse 31

दुःशासनश्र ते भ्राता भ्रातृभि: सहित: क्व नु । बाणगोचरसम्प्राप्त॑ प्रेक्ष्य चैव जयद्रथम्‌

Sañjaya disse: “E onde estava teu irmão Duḥśāsana, acompanhado de seus irmãos? Mesmo vendo Jayadratha chegar ao alcance das flechas de Arjuna, onde estavam eles?”

Verse 32

सम्बन्धिनस्ते भ्रातृश्च सहायान्‌ मातुलांस्तथा | सर्वान्‌ विक्रम्प मिषतो लोकमाक्रम्य मूर्थनि

Sañjaya disse: «Ó rei, embora teus parentes — teus irmãos, teus aliados e teus tios maternos — estivessem todos a assistir, Arjuna subjugou a todos com o seu valor e, como quem pisa as cabeças dos homens ao avançar, matou Jayadratha. Quem resta agora em quem possamos confiar? Quem aqui é o homem que pode vencer Arjuna, filho de Pāṇḍu?»

Verse 33

जयद्रथो हतो राजन्‌ कि नु शेषमुपास्महे | को हीह स पुमानस्ति यो विजेष्यति पाण्डवम्‌

Sañjaya disse: «Ó rei, Jayadratha foi morto. Em quem, então, devemos nos apoiar — o que nos resta? Quem, de fato, há aqui, que homem, capaz de vencer o Pāṇḍava (Arjuna)?»

Verse 34

तस्य चास्त्राणि दिव्यानि विविधानि महात्मन: । गाण्डीवस्य च निर्घोषो धैर्याणि हरते हि न:,“महात्मा अर्जुनके पास नाना प्रकारके दिव्यास्त्र हैं। उनके गाण्डीव धनुषका गम्भीर घोष हमारा धैर्य छीन लेता है

Sañjaya disse: «Arjuna, de grande alma, possui muitas espécies de armas celestiais; e o bramido profundo e trovejante do seu arco Gāṇḍīva verdadeiramente nos rouba a coragem.»

Verse 35

नष्टचन्द्रा यथा रात्रि: सेनेयं हतनायका । नागभग्नद्रुमा शुष्का नदीवाकुलतां गता

Sañjaya disse: «Assim como a noite parece escura quando a lua se perde, assim também este nosso exército — com o comandante abatido — ficou privado de esplendor e confiança. Como um rio ressequido cujas árvores das margens foram quebradas por elefantes, caiu em agitação e desordem.»

Verse 36

ध्वजिन्यां हतनेत्रायां यथेष्टे श्वेतवाहन: । चरिष्यति महाबाहु: कक्षेष्वग्निरिव ज्वलन्‌

Sañjaya disse: «Neste nosso exército, uma vez destruído o seu chefe, Arjuna, de braços poderosos — aquele do carro puxado por cavalos brancos — vagará por entre as fileiras como bem quiser, ardendo como fogo que se acende num monte de capim seco.»

Verse 37

सात्यकेश्वैव यो वेगो भीमसेनस्य चो भयो: । दारयेच्च गिरीन्‌ सर्वान्‌ शोषयेच्चैव सागरान्‌,“उधर सात्यकि और भीमसेन दोनों वीरोंका जो वेग है, वह सारे पर्वतोंको विदीर्ण कर सकता है। समुद्रोंको भी सुखा सकता है

Sañjaya disse: Tamanha é a impetuosidade e a força de Sātyaki e de Bhīmasena que poderiam fender todas as montanhas e até secar os oceanos. No quadro ético da guerra, trata-se de um louvor elevado à energia marcial deles—um poder que, quando atrelado a um propósito justo, torna-se decisivo, mas que também lembra quão destrutiva pode ser a força sem freio.

Verse 38

उवाच वाक्य यद्‌ भीम: सभामध्ये विशाम्पते । कृतं तत्‌ सफल तेन भूयश्नैव करिष्यति,'प्रजानाथ! द्यूतसभामें भीमसेनने जो बात कही थी, उसे उन्होंने सत्य कर दिखाया और जो शेष है, उसे भी वे अवश्य ही पूर्ण करेंगे

Sañjaya disse: Ó senhor do povo, as palavras que Bhīma proferiu no meio da assembleia real—ele as tornou verdade por seus feitos. E o que ainda resta, ele certamente também cumprirá. A narrativa ressalta a força moral de uma palavra jurada: no cadinho da guerra, o voto de Bhīma no salão dos dados não é mera ira, mas um compromisso vinculante, perseguido para restaurar a justiça e responder à humilhação com ação responsável.

Verse 39

प्रमुखस्थे तदा कर्णे बल॑ पाण्डवरक्षितम्‌ | दुरासदं तदा गुप्तं व्यूढं गाण्डीवधन्चना

Então, enquanto o combate contra Karṇa prosseguia, embora Karṇa estivesse bem à frente, o exército protegido pelos Pāṇḍavas tornou-se para ele difícil de vencer; pois Arjuna, o portador do Gāṇḍīva, o resguardava com uma formação de batalha (vyūha) bem disposta e guardada.

Verse 40

युष्माभिस्तानि चीर्णानि यान्यसाधूनि साधुषु । अकारणकृतान्येव तेषां व: फलमागतम्‌

Sañjaya disse: Os atos injustos que cometestes contra os virtuosos—praticados sem causa justa—agora retornaram a vós como consequência inevitável. Pois, sendo os Pāṇḍavas homens de retidão, a vossa má conduta, sem provocação, para com eles amadureceu neste mesmo resultado que estais sofrendo.

Verse 41

आत्मनोडर्थे त्वया लोको यत्नतः सर्व आहृत: । स ते संशायितस्तात आत्मा वै भरतर्षभ

Sañjaya disse: “Ó touro entre os Bharatas, por tua própria segurança reuniste, com grande esforço, gente de todas as partes. Contudo, agora, meu caro, é a tua própria vida que caiu na incerteza.”

Verse 42

रक्ष दुर्योधनात्मानमात्मा सर्वस्य भाजनम्‌ | भिन्ने हि भाजने तात दिशो गच्छति तद्गतम्‌

Sañjaya disse: “Protege-te, Duryodhana; pois o eu encarnado — o corpo — é o vaso de todos os gozos. Quando um vaso se quebra, o que nele estava se derrama em todas as direções; assim também, quando o corpo é destruído, os prazeres que dele dependem chegam ao fim.”

Verse 43

हीयमानेन वै सन्धि: पर्येष्टव्य:ः समेन वा । विग्रहो वर्धमानेन मतिरेषा बृहस्पते:

Sañjaya disse: “Dizem que este é o conselho de Bṛhaspati: quando a força de alguém está em declínio — ou mesmo quando é apenas igual — deve-se buscar um tratado. Mas quando o poder está em ascensão, então se deve escolher o conflito aberto.”

Verse 44

ते वयं पाण्डुपुत्रेभ्यो हीना सम बलशक्तित: । तदत्र पाण्डवै: सार्ध सन्धिं मन्ये क्षमं प्रभो

Sañjaya disse: “Tornamo-nos inferiores aos filhos de Pāṇḍu, tanto em força quanto em poder. Portanto, ó senhor, nesta situação julgo apropriado firmar um tratado com os Pāṇḍavas.”

Verse 45

न जानीते हि य: श्रेय: श्रेयसश्चावमन्यते । सक्षिप्रं भ्रश्यते राज्यान्न च श्रेयोडनुविन्दते

Sañjaya disse: “O rei que não compreende o que de fato conduz ao seu bem, e que despreza aqueles que encarnam o bem mais elevado, rapidamente cai do seu reino; e jamais alcança um bem-estar duradouro.”

Verse 46

प्रणिपत्य हि राजानं राज्यं यदि लभेमहि । श्रेय: स्यान्न तु मौढ्येन राजन्‌ गन्तु: पराभवम्‌

Sañjaya disse: “Ó Rei, se ao nos curvarmos diante do rei (Yudhiṣṭhira) pudéssemos recuperar o nosso reino, esse seria o caminho mais sábio e mais benéfico. Mas avançar, por pura insensatez, rumo a uma derrota já reconhecida—não há bem algum nisso.”

Verse 47

वैचित्रवीर्यवचनात्‌ कृपाशीलो युधिष्ठिर: । विनियुज्जीत राज्ये त्वां गोविन्दवचनेन च,'युधिष्ठिर दयालु हैं। वे राजा धृतराष्ट्र और भगवान्‌ श्रीकृष्णके कहनेसे तुम्हें राज्यपर प्रतिष्ठित कर सकते हैं

Sañjaya disse: “Pela palavra de Dhṛtarāṣṭra (descendente de Vicitravīrya), o compassivo Yudhiṣṭhira—e também por instigação de Govinda (Kṛṣṇa)—poderia instalar-te na realeza.”

Verse 48

यद्‌ ब्रूयाद्धि हृषीकेशो राजानमपराजितम्‌ । अर्जुनं भीमसेनं च सर्वे कुर्युरसंशयम्‌

Sañjaya disse: “Tudo o que Hṛṣīkeśa (Kṛṣṇa) disser ao rei inconquistável, e também a Arjuna e a Bhīmasena—todos o cumprirão, sem dúvida.”

Verse 49

“भगवान्‌ श्रीकृष्ण किसीसे पराजित न होनेवाले राजा युधिष्ठिर, अर्जुन और भीमसेनसे जो कुछ भी कहेंगे, वे सब लोग उसे नि:संदेह स्वीकार कर लेंगे ।।

Sañjaya disse: “Tudo o que o Bem-aventurado Kṛṣṇa disser ao rei Yudhiṣṭhira—invencível em sua firmeza—bem como a Arjuna e a Bhīmasena, todos o aceitarão sem dúvida. Creio que Kṛṣṇa não porá de lado a palavra de Dhṛtarāṣṭra, senhor dos Kurus; e, do mesmo modo, o Pāṇḍava (Yudhiṣṭhira) não poderá transgredir a ordem de Kṛṣṇa.”

Verse 50

एतत्‌ क्षेममहं मन्ये न च पार्थश्च विग्रहम्‌ । नत्वां ब्रवीमि कार्पण्यान्न प्राणपरिरक्षणात्‌

Sañjaya disse: “Considero este caminho o mais seguro e o mais salutar, e não penso que Pārtha (Arjuna) deva entrar em contenda. Digo-te isto não por covarde desalento, nem por desejo de preservar a minha própria vida.”

Verse 51

पथ्यं राजन्‌ ब्रवीमि त्वां तत्परासु: स्मरिष्यसि । “राजन! मैं इस संधिको ही तुम्हारे लिये कल्याणकारी मानता हूँ। पाण्डवोंके साथ किये जानेवाले युद्धको नहीं। मैं कायरता या प्राण-रक्षाकी भावनासे यह सब नहीं कहता हूँ। तुम्हारे हितकी बात बता रहा हूँ। तुम मरणासन्न अवस्थामें मेरी यह बात याद करोगे || ५० न! इति वृद्धों विलप्यैतत्‌ कृप: शारद्वतो वच: । दीर्घमुष्णं च नि:श्वस्य शुशोच च मुमोह च

Sañjaya disse: “Ó Rei, digo-te o que é salutar e verdadeiramente para o teu bem; quando estiveres à beira da vida, lembrar-te-ás destas palavras.” Tendo assim lamentado, o velho Kṛpa—filho de Śāradvat—respondeu: “Não.” E, soltando longos suspiros ardentes, caiu em tristeza e aturdimento.

Frequently Asked Questions

Whether a ruler should pursue reconciliation for collective welfare when advised by elders, or continue a destructive course because trust has collapsed and prior harms make ethical and political restoration appear unattainable.

The chapter illustrates how unresolved wrongdoing and public injury can harden positions beyond pragmatic repair, and how role-based ethics (kṣatra-dharma) may be invoked to prioritize honor and reputation over compromise.

No explicit phalaśruti is stated; the meta-significance lies in its function as a late-war justification discourse that clarifies character motivation and the ethical vocabulary used to rationalize continued conflict.

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