Mahabharata Adhyaya 107
Vana ParvaAdhyaya 10773 Verses

Adhyaya 107

Bhāgīratha’s Tapas and the Petition to Gaṅgā (गङ्गावतरण-प्रसङ्गः)

Upa-parva: Tīrtha-yātrā Upaparva (Lomāśa’s Pilgrimage Narratives; Bhāgīratha–Gaṅgā Legend)

Lomāśa describes a universal monarch renowned for martial capacity and public esteem who learns from the sage Kapila of a catastrophic ancestral fate: the sixty-thousand sons of Sagara, destroyed upon encountering Kapila’s fiery potency, remain without access to heaven until their bodies are sanctified by Gaṅgā’s waters. Grief-stricken, the king entrusts the kingdom to ministers and undertakes severe tapas near Himavat, seeking to propitiate Gaṅgā. The chapter offers an extended topographic-poetic depiction of Himālaya—its peaks, ores, rivers, caves, fauna, and semi-divine residents—framing ascetic practice within a sacralized ecology. After a thousand years, Gaṅgā appears embodied and grants a boon. The king requests the conveyance of his ancestors to heaven through her waters. Gaṅgā consents but specifies a cosmological constraint: her descent’s force is unbearable to the worlds unless Mahādeva (Nīlakaṇṭha Śiva) bears her upon his head. Bhāgīratha therefore proceeds to Kailāsa, performs austerities to please Śaṅkara, and obtains the necessary boon—Śiva’s acceptance of Gaṅgā—explicitly oriented to the ancestral goal of svarga-vāsa.

Chapter Arc: लोमश ऋषि तीर्थयात्रा के प्रसंग में सगरवंश की अद्भुत कथा उठाते हैं—कैसे एक राजा ने बीजों को घृत-पूर्ण कुम्भों में रखकर असंख्य पुत्रों की उत्पत्ति कराई, और कैसे वही पुत्र आगे चलकर विनाश की ओर बढ़े। → सगर अपने पुत्रों की रक्षा हेतु पृथक्-पृथक् धात्रियाँ नियुक्त करते हैं; समय बीतते ही वे महाबली पुत्र उग्र स्वभाव के साथ बढ़ते हैं। देवगण संकेत करते हैं कि ‘स्वकृत कर्म’ से शीघ्र ही सगरपुत्रों का घोर क्षय होगा—अपराध का बीज अब फल देने को है। → कपिल मुनि—जिन्हें वासुदेव-विष्णु-स्वरूप कहा गया—अपने तेज से सगर के मन्दबुद्धि पुत्रों को क्रोधाग्नि में भस्म कर देते हैं; साठ हजार का एक साथ नाश वंश-गौरव को शोक में बदल देता है। → पुत्रनिधन से व्याकुल सगर स्थाणु (शिव) के वचन पर मनन कर स्वयं को संभालते हैं; असमञ्जस के परित्याग/निर्वासन का निर्णय होता है और अंशुमान को बुलाकर आगे की खोज-यात्रा/कार्य का भार सौंपा जाता है—राजधर्म अब शोक के ऊपर उठकर वंश-उद्धार की दिशा पकड़ता है। → अंशुमान को जो आज्ञा दी गई, उसके पालन में आगे कौन-सा तीर्थ-मार्ग, कौन-सा दिव्य साक्षात्कार और कौन-सा वंश-उद्धार घटेगा—यह अगली कड़ी के लिए कथा को अधर में छोड़ देता है।

Shlokas

Verse 1

हि >> मय न () है ० सप्ताधिकशततमो< ध्याय: सगरके पुत्रोंकी उत्पत्ति

Lomaśa disse: “Ó touro entre os Bhāratas, ao ouvir aquela voz celeste vinda do céu, o rei Sagara—o mais eminente entre os reis—depositou nela a sua fé e então executou tudo exatamente como fora dito.”

Verse 2

एकैकशस्तत: कृत्वा बीजं बीज॑ नराधिप: । घृतपूर्णेषु कुम्भेषु तान्‌ भागान्‌ विदधे ततः,नरेशने एक-एक बीजको अलग करके उन सबको घीसे भरे हुए घड़ोंमें रखा

Então o rei, separando cada semente uma a uma, repartiu-as com cuidado e colocou essas porções em potes cheios de ghee (manteiga clarificada).

Verse 3

धात्रीश्चैकेकश: प्रादात्‌ पुत्ररक्षणतत्पर: । ततः कालेन महता समुत्तस्थुर्महाबला:

Empenhado em salvaguardar os filhos, nomeou amas de leite para cada um, separadamente. Depois, passado um longo tempo, no devido momento, ergueram-se e vieram à luz aqueles filhos de grande poder—cumprindo-se, assim, a resolução do rei de proteger e nutrir a sua descendência.

Verse 4

षष्टि: पुत्रसहस्राणि तस्याप्रतिमतेजस: । रुद्रप्रसादाद्‌ राजर्षे: समजायन्त पार्थिव

Ó rei, a seu tempo, aquele sábio régio de esplendor incomparável teve sessenta mil filhos. O seu nascimento deu-se pela graça de Rudra (Śiva), mostrando que até o poder e a linhagem reais dependem, em última instância, do favor divino e do mérito que o atrai.

Verse 5

ते घोरा: क्रूरकर्माण आकाशपरिसर्पिण: । बहुत्वाच्चावजानन्त:सर्वाललोकान्‌ सहामरान्‌

Todos eram terríveis por natureza e cruéis em seus atos. Podiam vagar por toda parte pelos céus e, alentados pelo grande número, desprezavam todos os mundos—até mesmo os guardados pelos deuses.

Verse 6

त्रिदशांश्षाप्पबाधन्त तथा गन्धर्वराक्षसान्‌ | सर्वाणि चैव भूतानि शूरा: समरशालिन:,समरभूमिमें शोभा पानेवाले वे शूरवीर राजकुमार देवताओं, गन्धर्वों, राक्षसों तथा सम्पूर्ण प्राणियोंको कष्ट दिया करते थे

Aqueles príncipes heroicos—esplêndidos no campo de batalha—eram tão ferozes que assediavam até os deuses, bem como os Gandharvas e os Rākṣasas; de fato, causavam sofrimento a todas as classes de seres.

Verse 7

वध्यमानास्ततो लोका:ः सागरैर्मन्दबुद्धिभि: । ब्रह्माणं शरणं जग्मु: सहिता: सर्वदेवतै:,मन्दबुद्धि सगरपुत्रोंद्वारा सताये हुए सब लोग सम्पूर्ण देवताओंके साथ ब्रह्माजीकी शरणमें गये

Então os povos, assediados e oprimidos pelos filhos de Sagara, de entendimento obtuso, buscaram refúgio em Brahmā, aproximando-se dele juntamente com todos os deuses.

Verse 8

तानुवाच महाभाग: सर्वलोकपितामह: । गच्छध्वं त्रिदशा: सर्वे लोकै: सार्ध यथागतम्‌,उस समय सर्वलोकपितामह महाभाग ब्रह्माने उनसे कहा--“देवताओ! तुम सभी इन सब लोगोंके साथ जैसे आये हो, वैसे लौट जाओ

Então o ilustre Brahmā, o avô de todos os mundos, dirigiu-se a eles: “Ó deuses, todos vós—retornai juntamente com estes seres, tal como viestes.”

Verse 9

नातिदीर्घेण कालेन सागराणां क्षयो महान्‌ | भविष्यति महाघोर: स्वकृतै: कर्मभि: सुरा:,“अब थोड़े ही दिनोंमें अपने ही किये हुए अपराधोंद्वारा इन सगरपुत्रोंका अत्यन्त घोर और महान्‌ संहार होगा”

Lośa disse: “Em pouco tempo, uma grande destruição—terrível e pavorosa—recairá sobre os filhos de Sagara, causada por seus próprios atos.”

Verse 10

एवमुक्तास्तु ते देवा लोकाश्न मनुजेश्वर । पितामहमनुज्ञाप्य विप्रजग्मुर्यथागतम्‌,नरेश्वर! उनके ऐसा कहनेपर सब देवता तथा अन्य लोग ब्रह्माजीकी आज्ञा ले जैसे आये थे वैसे लौट गये

Tendo assim falado, ó senhor dos homens, todos aqueles deuses e os demais seres, após obterem a permissão de Pitāmaha (Brahmā), partiram e retornaram pelo mesmo caminho por onde haviam vindo.

Verse 11

ततः काले बहुतिथे व्यतीते भरतर्षभ । दीक्षित: सगरो राजा हयमेधेन वीर्यवान्‌,भरतश्रेष्ठ] तदनन्तर बहुत समय बीत जानेपर पराक्रमी राजा सगरने अश्वमेधयज्ञकी दीक्षा ली

Depois de transcorrido um longo período, ó touro entre os Bhāratas, o valente rei Sagara recebeu a iniciação consagratória para o sacrifício do Aśvamedha.

Verse 12

तस्याश्वो व्यचरद्‌ भूमिं पुत्र: स परिरक्षित: । (सर्वरेव महोत्साहै: स्वच्छन्दप्रचरो नृप ।) समुद्रं स समासाद्य निस्तोयं भीमदर्शनम्‌

Lośa disse: Seu cavalo sacrificial percorria a terra livremente, guardado por seus filhos—homens de grande energia—e, ainda assim, movia-se segundo a própria vontade, ó rei. Quando o cavalo chegou à margem do mar, uma extensão terrível que parecia desprovida de água, ele ali desapareceu de súbito, apesar da vigilância. Tomando-o por roubado, os filhos de Sagara voltaram ao pai e disseram: “Nosso cavalo consagrado foi levado; já não se vê.” Ao ouvir isso, o rei Sagara ordenou: “Procurai-o em todas as direções, percorrendo a terra inteira com seus mares, florestas e ilhas.”

Verse 13

रक्ष्यमाण: प्रयत्नेन तत्रैवान्तरधीयत । ततस्ते सागरास्तात हतं मत्वा हयोत्तमम्‌

Embora guardado com o máximo esforço, o cavalo do sacrifício desapareceu naquele mesmo lugar. Então, ó querido, os filhos de Sagara, crendo que o excelente corcel fora levado, partiram a percorrer a terra—com seus mares, florestas e ilhas—procurando-o em todas as direções. O episódio ressalta o dever do rei de preservar a integridade de um rito consagrado e a obrigação dos filhos de cumprir com diligência a ordem paterna quando uma confiança sagrada parece violada.

Verse 14

आगम्य पितुराचख्युरदृश्यं तुरगं हृतम्‌ । तेनोक्ता दिक्षु सर्वासु सर्वे मार्गत वाजिनम्‌

Voltando ao pai, os filhos relataram que o cavalo sacrificial fora roubado e desaparecera da vista. Ao ouvir isso, o rei Sagara ordenou que procurassem o cavalo em todas as direções, percorrendo a terra inteira—com seus mares, florestas e ilhas. O episódio reafirma o dever do governante de proteger a pureza dos ritos sagrados e a responsabilidade dos herdeiros de agir com vigilância e perseverança quando uma empreitada pública, conforme ao dharma, é ameaçada.

Verse 15

ततस्ते पितुराज्ञाय दिक्षु सर्वासु तं हयम्‌ । अमार्गन्त महाराज सर्व च पृथिवीतलम्‌

Então, obedecendo à ordem do pai, ó grande rei, eles procuraram aquele cavalo em todas as direções, percorrendo toda a superfície da terra. Contudo, mesmo encontrando-se uns aos outros ao longo da busca, os filhos de Sagara não conseguiram descobrir nem o cavalo sacrificial nem quem o havia levado—mostrando que o zelo, sem discernimento claro e meios corretos, ainda pode falhar em alcançar seu fim.

Verse 16

ततस्ते सागरा: सर्वे समुपेत्य परस्परम्‌ । नाध्यगच्छन्त तुरगमश्च॒हर्तारमेव च

Então todos os filhos de Sagara, reunindo-se e encontrando-se uns aos outros, não conseguiram descobrir nem o cavalo sacrificial nem o próprio ladrão que o havia levado, ó rei. O episódio ressalta como o zelo em cumprir uma ordem real pode ser frustrado pela ignorância dos fatos verdadeiros, e como uma perseguição sem conhecimento claro pode levar a novos erros e danos.

Verse 17

आगम्य पितरं चोचुस्तत: प्राउजजलयोडग्रत: । ससमुद्रवनद्वीपा सनदीनदकन्दरा

Chegaram ao pai e, com as mãos postas em reverência, disseram: “Ó rei, por tua ordem vasculhamos a terra inteira—com seus mares, florestas, ilhas, rios e riachos, e também suas cavernas e desfiladeiros—mas não encontramos nem o cavalo sacrificial nem quem o roubou.” A cena ressalta a obediência e a veracidade do relato dos filhos, diante da intensa determinação do rei em concluir o rito e recuperar o que foi tomado.

Verse 18

सपर्वतवनोद्देशा निखिलेन मही नृप । अस्माभिविंचिता राजज्छासनात्‌ तव पार्थिव

Lomaśa disse: “Ó rei, toda esta terra—com suas montanhas e regiões de florestas—foi por nós inteiramente vasculhada, em obediência ao teu comando real, ó soberano.”

Verse 19

नचाश्वमधिगच्छामो नाश्रृहर्तारमेव च । श्रुत्वा तु वचन तेषां स राजा क्रोधमूर्च्छित:

“Não encontramos o cavalo do sacrifício, nem encontramos o ladrão que o levou.” Ao ouvir tais palavras de seus filhos, o rei Sagara foi tomado por uma ira tão grande que quase desfaleceu.

Verse 20

उवाच वचन सर्वास्तदा दैववशान्नूप । अनागमाय गच्छथ्वं भूयो मार्गत वाजिनम्‌

Então, ó rei, como que impelido pela força do destino, ele se dirigiu a todos: “Ide—e não volteis. Procurai de novo o cavalo do sacrifício. Filhos, não regresseis sem trazer esse cavalo do yajña.”

Verse 21

यज्ञियं तं विना हाश्वं नागन्तव्यं हि पुत्रका: । प्रतिगृहा तु संदेशं पितुस्ते सगरात्मजा:

“Meus filhos, não deveis voltar sem esse cavalo sacrificial.” Tomando a mensagem do pai como dever inquebrantável, os filhos de Sagara partiram outra vez.

Verse 22

भूय एव महीं कृत्स्नां विचेतुमुपचक्रमु: । अथापश्यन्त ते वीरा: पृथिवीमवदारिताम्‌

Mais uma vez puseram-se a vasculhar a terra inteira. Então aqueles heróis viram o chão rasgado, a terra aberta numa fenda.

Verse 23

समासाद्य बिलं तच्चाप्यखनन्‌ सगरात्मजा: । कुद्दालै हैं षुकै श्वैव समुद्र यत्नमास्थिता:

Having reached that burrow, the sons of Sagara began to dig it out as well. With spades and other implements, they set themselves with determined effort to reach the ocean—driven by their resolve to complete their father’s command and to pursue their quest without turning back.

Verse 24

उस बिलके पास पहुँचकर सगरपुत्रोंने कुदालों और फावड़ोंसे समुद्रको प्रयत्नपूर्वक खोदना आरम्भ किया ।।

Reaching the mouth of the cavern, the sons of Sagara began to dig at the ocean with spades and shovels, exerting themselves with relentless effort. As the ocean—Varuṇa’s abode—was cut and torn on every side by the united digging of the Sagara princes, it seemed to suffer intense agony. Struck down by their hands, asuras, nāgas, rākṣasas, and many kinds of creatures cried out loudly in distress—an image of how unchecked zeal and royal power can turn a single-minded quest into widespread harm to living beings.

Verse 25

असुरोरगरक्षांसि सत्त्वानि विविधानि च । आर्तनादमकुर्वन्त वध्यमानानि सागरै:

As the sons of Sagara pressed on with their violent digging, the beings dwelling below—Asuras, Nāgas, Rākṣasas, and many other kinds of creatures—were struck down and, in their suffering, raised loud cries of distress. The scene underscores how unchecked zeal and wrath, even when driven by a royal purpose, can spill into indiscriminate harm against countless lives.

Verse 26

छिन्नशीर्षा विदेहाश्न भिन्नत्वगस्थिसंधय: । प्राणिन: समदृश्यन्त शतशो5थ सहस्रश:

Lomaśa said: “Then, by the hundreds and by the thousands, living beings came into view—some with heads severed, some with bodies torn apart, some with skin flayed, and some with the joints of their bones broken.” The scene underscores the moral weight of violence and the fearful consequences that follow when beings are subjected to extreme suffering.

Verse 27

एवं हि खनतां तेषां समुद्रं वरुणालयम्‌ । व्यतीत: सुमहान्‌ कालो न चाश्व:ः समदृश्यत,इस प्रकार वरुणके निवासभूत समुद्रकी खुदाई करते-करते उनका बहुत समय बीत गया, परंतु वह अश्व कहीं दिखायी नहीं दिया

As they continued digging into the ocean—Varuṇa’s own abode—a very long time passed; yet the horse was nowhere to be seen. The episode underscores how relentless effort, when misdirected or driven by impatience, can consume time without yielding the sought result, inviting reflection on discernment and right means (dharma) in pursuit.

Verse 28

ततः पूर्वोत्तरे देशे समुद्रस्य महीपते । विदार्य पातालमथ संक्रुद्धा: सगरात्मजा:

Então, ó rei, na região nordeste do oceano, os filhos de Sagara—tomados de ira—fenderam o Pātāla, o mundo subterrâneo, e nele se abriram caminho à força. A cólera os levou a violar os limites do lugar e da ordem, preparando a consequência moral: a ira sem freio e a suspeita sacrílega podem recair até mesmo sobre os poderosos.

Verse 29

अपश्यन्त हयं तत्र विचरन्तं महीतले । कपिलं च महात्मानं तेजोराशिमनुत्तमम्‌ | तेजसा दीप्यमानं तु ज्वालाभिरिव पावकम्‌

Eles viram ali o cavalo do sacrifício vagando sobre a terra e viram também Kapila, o grande‑ânimo—um incomparável feixe de radiância—ardendo em esplendor espiritual como fogo envolto em chamas. No enquadramento ético do episódio, o contraste é agudo: os filhos de Sagara, movidos por ira e suspeita, confrontam um sábio cuja presença encarna o tapas (austeridade) e o poder interior, prenunciando o perigo de se aproximar do sagrado com agressão, e não com humildade.

Verse 30

ते तं दृष्टवा हयं राजन्‌ सम्प्रहृष्टतनूरुहा: । अनादृत्य महात्मानं कपिलं कालचोदिता:

Ó rei, ao verem aquele cavalo, seus corpos estremeceram e os pelos se eriçaram de júbilo. Impelidos pelo destino, desconsideraram o magnânimo Kapila e, inflamados de ira, correram para tomar o cavalo.

Verse 31

संक्रुद्धा: सम्प्रधावन्त अश्वग्रहणकाड्क्षिण: । ततः क्रुद्धो महाराज कपिलो मुनिसत्तम:

Inflamados de ira e ávidos por tomar o cavalo do sacrifício, precipitaram‑se adiante. Então, ó grande rei, Kapila, o mais eminente dos sábios, enfureceu‑se—prenúncio da grave consequência que se segue quando a arrogância e a falta de reverência a um asceta santo suplantam a contenção e o discernimento.

Verse 32

महर्षि कपिलकी क्रोधाग्निमें सगरपुत्रोंका भस्म होना महर्षि अगस्त्यका समुद्रपान वासुदेवेति य॑ प्राहु: कपिल मुनिपुड्भवम्‌ । स चक्षुविकृतं कृत्वा तेजस्तेषु समुत्सूजन्‌

Disse Lomaśa: “Dizem que Vāsudeva é a própria fonte do sábio Kapila—daquele Kapila cujo fogo de ira reduziu a cinzas os filhos de Sagara, e em cuja era o sábio Agastya bebeu o oceano. Fixando o olhar de modo terrível e alterado, ele lançou sobre eles sua energia ardente.”

Verse 33

तान्‌ दृष्टवा भस्मसाद्‌ भूतान्‌ नारद: सुमहातपा:

Seeing them reduced to ashes, the great ascetic Nārada approached King Sagara and reported the whole matter. Hearing the dreadful words that issued from the sage’s mouth, Sagara sat for a time in stunned reflection, turning over in his mind what had been declared in connection with Mahādeva. Tormented by the pain of his sons’ death, he steadied himself and resolved that the sacrificial horse must be sought out. Then he summoned Aṃśumān, the grandson of Asamañjasa, and said: “My child, for my sake my sixty thousand sons of immeasurable prowess have perished, consumed by the fire of the sage Kapila’s wrath. Blameless one, intent on protecting the welfare of the city and upholding dharma, I even cast aside your father.”

Verse 34

सगरान्तिकमागच्छत्‌ तच्च तस्मै न्‍्यवेदयत्‌ । स ० कद वचो घोरं राजा मुनिमुखोद्गतम्‌

Seeing them reduced to ashes, the great ascetic Nārada came to King Sagara and reported the entire matter. Hearing this dreadful pronouncement that had issued from the sage’s mouth, the king sat for a time in stunned silence, reflecting on the import of Mahādeva’s words. Tormented by the pain of his sons’ death, he tried to steady himself and resolved to continue the search for the sacrificial horse. Then Sagara summoned Aṁśumān, the son of Asamañjasa and his own grandson, and said: “My child, for my sake my sixty thousand sons—men of immeasurable prowess—have perished, consumed by the fire of the sage Kapila’s wrath. Blameless one, in order to protect the welfare of the city and uphold dharma, I even cast aside your father.”

Verse 35

मुहूर्त भूत्वा स्थाणोर्वाक्यमचिन्तयत्‌ । (स पुत्रनिधनोद्‌्भूतदु:ःखेन समभिप्लुत: । आत्मानमात्मना55श्वास्य हयमेवान्वचिन्तयत्‌ ।।

For a while, King Sagara reflected on the words spoken by Sthāṇu (Śiva). Overwhelmed by the grief that arose from the death of his sons, he steadied himself by his own resolve and turned his mind again to the very purpose of the rite—seeking the sacrificial horse. Then he summoned Aṃśumān, the son of Asamañjas, and addressed him, setting before him the burden of duty: the king’s personal sorrow must not derail the protection of the people and the maintenance of dharma, even when the cost is borne within one’s own family.

Verse 36

पौत्रं भरतशार्दूल इदं वचनमतब्रवीत्‌ । षष्टिस्तानि सहस््राणि पुत्रणाममितौजसाम्‌

O tiger among the Bharatas, he spoke these words: “Those sixty thousand sons of mine, of immeasurable prowess—seeing them reduced to ashes, the great ascetic Nārada came to King Sagara and reported the entire matter. Hearing that dreadful utterance that issued from the sage’s mouth, King Sagara sat for a while, stunned, turning over in his mind the import of Mahādeva’s pronouncement. Tormented by the pain of his sons’ death, he steadied himself and resolved that the sacrificial horse must be sought out. Then he summoned his grandson Aṃśumān, the son of Asamañjasa, and said: ‘My child, for my sake alone my sixty thousand radiant sons fell into the fire of the sage Kapila’s wrath and perished. Blameless one, to safeguard dharma and protect the welfare of the city’s people, I even abandoned your father.’”

Verse 37

कापिलं तेज आसाद्य मत्कृते निधनं गता: । तव चापि पिता तात परित्यक्तो मयानघ । धर्म संरक्षमाणेन पौरणां हितमिच्छता

“Having encountered the fiery power of Kapila, they met their death because of me. And you too, dear child—your father was abandoned by me, blameless one. For, while striving to safeguard dharma and seeking the welfare of the citizens, I made that choice.”

Verse 38

युधिछिर उवाच किमर्थ राजशार्दूल: सगर: पुत्रमात्मजम्‌ | त्यक्तवान्‌ दुस्त्यजं वीरं तन्मे ब्रूहि तपोधन

Yudhiṣṭhira disse: “Por que motivo o rei Sagara —tigre entre os reis— abandonou o próprio filho, esse herói tão difícil de renunciar? Ó asceta rico em austeridades, dize-me isto.”

Verse 39

लोगमश उवाच असमज्जा इति ख्यात: सगरस्य सुतो हाभूत्‌ | यं शैब्या जनयामास पौराणां स हि दारकान्‌

Lomaśa disse: “Sagara teve um filho que ficou conhecido pelo nome de Asamañjā, nascido da rainha Śaibyā. Ele costumava surgir de repente junto às crianças fracas do povo e, mesmo quando gritavam, agarrava-as pela garganta e as lançava ao rio.”

Verse 40

(क्रीडत: सहसा55साद्य तत्र तत्र महीपते ।) गलेषु क्रोशतो गृहा नद्यां चिक्षेप दुर्बलान्‌ ततः पौरा: समाजम्मुर्भयशोकपरिप्लुता:

Lomaśa disse: “Ó rei, enquanto as crianças do povo brincavam aqui e ali, ele de súbito investia contra as mais fracas. Mesmo quando gritavam, agarrava-as pela garganta e as atirava ao rio. Então os cidadãos, submersos em medo e pesar, reuniram-se e vieram (ao rei).”

Verse 41

सगरं चाभ्यभाषन्त सर्वे प्राजजलय: स्थिता: । त्वं नस्त्राता महाराज परचक्रादिभिभ्भयात्‌

Lomaśa disse: “Então todos os habitantes da cidade, de pé com as mãos postas, dirigiram-se ao rei Sagara: ‘Ó grande rei, tu és o nosso protetor—salvas-nos do temor das forças inimigas e de outros perigos.’”

Verse 42

असमजग्जोभयाद्‌ घोरात्‌ ततो नस्त्रातुमरहसि । पौराणां वचन श्रुत्वा घोरं नृपतिसत्तम:

Lomaśa disse: “‘Deste terrível medo causado por Asamañjasa, deves proteger-nos.’ Ao ouvir essas palavras assustadoras dos cidadãos, o rei Sagara —o melhor dos governantes— ficou sentado por um momento, inquieto e indeciso. Então disse aos seus ministros: ‘Hoje, expulsai de minha casa o meu filho Asamañjasa.’”

Verse 43

मुहुर्त विमना भूत्वा सचिवानिदमब्रवीत्‌ । असमज्जा: पुरादद्य सुतो मे विप्रवास्यताम्‌

Disse Lomāśa: Depois de permanecer por um momento abatido, o rei Sagara dirigiu-se aos seus ministros: “Hoje, que meu filho Asamañja seja expulso da cidade.” Ao ouvir o terrível apelo dos habitantes—“Por causa de Asamañja vivemos em pavor extremo; protege-nos!”—o melhor dos reis, embora ferido e hesitante, preferiu a segurança de seus súditos ao afeto paterno e ordenou o banimento do filho como dever régio.

Verse 44

यदि वो मत्प्रियं कार्यमेतच्छीघ्रं विधीयताम्‌ । एवमुक्ता नरेन्द्रेण सचिवास्ते नराधिप

Disse Lomāśa: “Se desejais fazer o que me é caro, que isto seja cumprido sem demora.” Assim admoestados pelo rei, ó senhor dos homens, seus ministros executaram prontamente, exatamente, o que ele ordenara. Desse modo, ó Yudhiṣṭhira, relatei-te todo o episódio de como o magnânimo Sagara—buscando o que julgava ser o bem do povo—baniu o próprio filho. Agora escuta: direi tudo o que o rei Sagara falou ao grande arqueiro Aṃśumān; ouve de minha boca.

Verse 45

यथोक्तं त्वरिताश्षक्रुर्यथथा55ज्ञापितवान्‌ नृप: । एतत्‌ ते सर्वमाख्यातं यथा पुत्रो महात्मना

Disse Lomāśa: “Assim como ele falou, assim agiram com rapidez, exatamente como o rei ordenara. Já te contei todo o relato: como o magnânimo Sagara, buscando o bem do povo, baniu o filho. Agora te narrarei tudo o que o rei Sagara disse ao poderoso arqueiro Aṃśumān; escuta de minha boca.”

Verse 46

पौराणां हितकामेन सगरेण विवासित: । अंशुमांस्तु महेष्वासो यदुक्त: सगरेण हि | तत्‌ ते सर्व प्रवक्ष्यामि कीर्त्यमानं निबोध मे

Disse Lomāśa: “Pelo bem dos cidadãos, o rei Sagara, desejoso do que lhes era benéfico, baniu o filho. Agora te direi por completo o que Sagara disse a Aṃśumān, aquele grande arqueiro. Escuta atentamente enquanto o narro.”

Verse 47

सगर उवाच पितुश्न ते5हं त्यागेन पुत्राणां निधनेन च | अलाभेन तथाश्व॒स्य परितप्यामि पुत्रक

Sagara disse: “Meu filho, estou tomado por profunda aflição—porque teu pai foi abandonado, porque meus outros filhos pereceram, e porque o cavalo do sacrifício ainda não foi recuperado. Essas perdas pesam sobre mim sem cessar.”

Verse 48

तस्माद्‌ दुःखाभिसंतप्तं यज्ञविघ्नाच्च मोहितम्‌ | हयस्यानयनात्‌ पौत्र नरकान्मां समुद्धर,अतः पौत्र! यज्ञमें विघ्न पड़ जानेसे मैं मोहित और दु:खसे संतप्त हूँ। तुम अश्वको ले आकर नरकसे मेरा उद्धार करो

Por isso, meu neto, como o meu sacrifício foi obstruído, estou aturdido e abrasado pela dor. Traz de volta o cavalo sacrificial; ao recuperá-lo, livra-me do inferno — restaura o rito e resgata a minha honra e o meu destino espiritual.

Verse 49

अंशुमानेवमुक्तस्तु सगरेण महात्मना | जगाम दु:खात्‌ तं देशं यत्र वै दारिता मही,महात्मा सगरके ऐसा कहनेपर अंशुमान्‌ बड़े दुःखसे उस स्थानपर गये जहाँ पृथ्वी विदीर्ण की गयी थी

Assim, tendo sido assim instruído por Sagara, o magnânimo, Aṁśumān—pesado de tristeza—partiu para aquele lugar onde a terra fora rasgada.

Verse 50

स तु तेनैव मार्गेण समुद्र प्रविवेश ह । अपश्यच्च महात्मानं कपिल॑ तुरगं च तम्‌,उन्होंने उसी मार्गसे समुद्रमें प्रवेश किया और महात्मा कपिल तथा यज्ञिय अश्वको देखा

Seguindo por aquele mesmo caminho, entrou no oceano e ali avistou o grande sábio Kapila, bem como o cavalo sacrificial.

Verse 51

स दृष्टवा तेजसो राशिं पुराणमृषिसत्तमम्‌ | प्रणम्य शिरसा भूमौ कार्यमस्मै न्यवेदयत्‌,तेजोराशि मुनिप्रवर पुराणपुरुष कपिलजीका दर्शन करके अंशुमानने धरतीपर माथा टेककर प्रणाम किया और उनसे अपना कार्य बताया

Ao ver aquele antigo e supremo rishi, como um amontoado de fulgor, Aṁśumān prostrou-se com a cabeça no chão em reverência e então lhe apresentou o propósito de sua busca.

Verse 52

ततः प्रीतो महाराज कपिलों5शुमतो5भवत्‌ | उवाच चैन धर्मात्मा वरदो5स्मीति भारत,भरतवंशी महाराज! इससे धर्मात्मा कपिलजी अंशुमानपर प्रसन्न हो गये और बोले -- मैं तुम्हें वर देनेको उद्यत हूँ

Então o sábio Kapila, reto no Dharma, satisfeito com Aṁśumān, disse: “Ó Bhārata, estou pronto para conceder-te uma dádiva.”

Verse 53

स वत्रे तुरगं तत्र प्रथमं यज्ञकारणात्‌ । द्वितीयं वरक॑ वत्रे पितृणां पावनेच्छया

Sagara disse: “Ali, primeiro pedi o cavalo, para que o sacrifício fosse concluído. Como segunda dádiva, movido pelo desejo de purificar meus antepassados, pedi a sua santificação.”

Verse 54

तमुवाच महातेजा: कपिलो मुनिपुड्भव: । ददानि तव भद्र ते यद्‌ यत्‌ प्रार्थयसेडनघ

Então o poderoso Kapila, o mais eminente entre os sábios, disse-lhe: “Bênçãos sobre ti, ó irrepreensível. Tudo o que me pedires, eu te concederei.”

Verse 55

त्वयि क्षमा च धर्मश्न सत्यं चापि प्रतिक्ठितम्‌ । त्वया कृतार्थ: सगर: पुत्रवांश्व त्वया पिता

“Em ti estão firmemente estabelecidas a tolerância, o dharma e a verdade. Por ti o rei Sagara alcançou a plenitude; e por ti teu pai é, de fato, abençoado com um filho digno.”

Verse 56

तव चैव प्रभावेण स्वर्ग यास्यन्ति सागरा: । (शलभत्वं गता होते मम क्रोधहुताशने ।) पौत्रश्न ते त्रिपथगां त्रिदिवादानयिष्यति

“Pelo poder do teu mérito, os filhos de Sagara—que foram queimados até virarem cinzas, como mariposas no fogo da minha ira—alcançarão o céu. E teu neto fará descer do mundo celeste o rio Gaṅgā, o Rio de Três Caminhos, para purificá-los.”

Verse 57

पावनार्थ सागराणां तोषयित्वा महेश्वरम्‌ । हयं नयस्व भद्ठ ते यज्ञियं नरपुड़व

“Para purificar os filhos de Sagara, teu descendente agradará a Maheśvara (Śiva) e fará descer o rio Gaṅgā do céu a este mundo, santificando-os. Ó melhor dos homens, que o bem te acompanhe—agora toma de volta este cavalo sacrificial e prossegue com o rito.”

Verse 58

यज्ञ: समाप्यतां तात सगरस्य महात्मन: । अंशुमानेवमुक्तस्तु कपिलेन महात्मना

O grande sábio Kapila disse a Aṃśumān: «Meu filho, que o sacrifício do nobre rei Sagara seja levado à sua plena conclusão.» Assim instruído pelo venerável Kapila, Aṃśumān tomou o cavalo consagrado e retornou ao recinto ritual de Sagara. Prostrando-se aos pés do rei, relatou tudo o que ocorrera — como os filhos de Sagara haviam perecido e como o cavalo do yajña, já recuperado, fora trazido de volta ao lugar do rito. Ao ouvir isso, o rei Sagara, com afeto, aspirou o topo da cabeça de Aṃśumān; e, sabendo que o sacrifício podia ser completado, pôs de lado o luto pelos filhos e voltou o espírito ao cumprimento do dever sagrado e régio.

Verse 59

आजगाम हयं गृह यज्ञवार्ट महात्मन: । सो5भिवाद्य तत: पादौ सगरस्य महात्मन:

O cavalo do sacrifício retornou ao recinto ritual do grande rei. Aṃśumān, após reverenciar aos pés do nobre Sagara, relatou tudo o que ocorrera: como seus filhos haviam perecido e como o cavalo consagrado fora recuperado e trazido de volta ao yajña. Ao saber que o rito podia enfim ser concluído, Sagara pôs de lado o luto pelos filhos, amparado pelo dever mais alto de cumprir o sacrifício e o bem maior a ele ligado.

Verse 60

मूर्थ्नि तेनाप्युपाप्रातस्तस्मै सर्व न्यवेदयत्‌ । यथा दृष्ट॑ श्रुते चापि सागराणां क्षयं तथा

Ao aproximar-se, inclinou a cabeça e lhe expôs tudo por inteiro. Narrou, tal como vira e ouvira, a destruição dos filhos de Sagara. E comunicou também que o cavalo do sacrifício fora recuperado e trazido de volta ao lugar do rito, para que Sagara pudesse completar o yajña. Ao ouvir isso, o rei Sagara deixou de lado o luto pelos filhos e voltou o pensamento para a consumação do dever sagrado.

Verse 61

त॑ चास्मै हयमाचष्ट यज्ञवाटमुपागतम्‌ । तच्छुत्वा सगरो राजा पुत्र॒जं दुःखमत्यजत्‌

Ele lhe comunicou que o cavalo do sacrifício havia retornado e alcançado o recinto do yajña. Ao ouvir isso, o rei Sagara abandonou a dor nascida da destruição de seus filhos—desviando a mente do luto pessoal para a conclusão do rito sagrado e para o dever maior da realeza.

Verse 62

अंशुमन्तं च सम्पूज्य समापयत त॑ क्रतुम्‌ | समाप्तयज्ञ: सगरो देवै: सर्व: सभाजित:,और अंशुमानकी प्रशंसा करते हुए अपने उस यज्ञको पूर्ण किया। यज्ञ पूर्ण हो जानेपर सब देवताओंने सगरका बड़ा सत्कार किया

Sagara, tendo honrado Aṃśumān como era devido, levou aquele kratu—o sacrifício—à sua plena conclusão. Quando o yajña terminou, todos os deuses, em conjunto, prestaram a Sagara grande reverência e honra.

Verse 63

पुत्रत्वे कल्पयामास समुद्रं वरुणालयम्‌ | प्रशास्य सुचिरं काल॑ राज्यं राजीवलोचन:

Sagara, o rei de olhos de lótus, considerou o oceano—morada de Varuṇa—como seu próprio filho. Depois de governar o reino por muitíssimo tempo, por fim confiou todo o peso da soberania ao seu neto Aṃśumān e partiu para o céu. Ó rei, o virtuoso Aṃśumān também, como seu avô Sagara, continuou a proteger esta terra cercada pelo mar. Teve um filho chamado Dilīpa, igualmente conhecedor do dharma.

Verse 64

पौत्रे भारं समावेश्य जगाम त्रिदिवं तदा | अंशुमानपि धर्मात्मा महीं सागरमेखलाम्‌

Tendo confiado o fardo da realeza ao seu neto, Sagara partiu então para o mundo celeste. Seu neto Aṃśumān, governante de alma justa, protegeu a terra cingida pelo oceano, dando continuidade ao dever régio no mesmo espírito de dharma e de governo responsável.

Verse 65

प्रशशास महाराज यथैवास्य पितामह: । तस्य पुत्र: समभवद्‌ दिलीपो नाम धर्मवित्‌

Ó grande rei, ele governou tal como governara seu avô. E nasceu-lhe um filho chamado Dilīpa, conhecedor do dharma—aquele que compreendia a conduta reta e os deveres da realeza.

Verse 66

तस्मै राज्यं समाधाय अंशुमानपि संस्थित: । दिलीपस्तु ततः श्रुत्वा पितृणां निधनं महत्‌

Tendo-lhe confiado devidamente o reino, Aṃśumān também faleceu. Então Dilīpa, ao ouvir sobre a grande destruição de seus antepassados, foi tomado pela dor e começou a considerar o meio de lhes assegurar uma passagem bem-aventurada; por isso empreendeu esforços poderosos para fazer descer o rio Gaṅgā à terra.

Verse 67

पर्यतप्यत दुःखेन तेषां गतिमचिन्तयत्‌ । गड्भावतरणे यत्नं सुमहच्चाकरोन्नूप:

Atormentado pela dor, ele ponderou o meio de lhes assegurar uma passagem bem-aventurada. Então o rei empreendeu um esforço imenso para fazer descer o rio Gaṅgā à terra—para que os ancestrais caídos alcançassem purificação e um destino conforme ao dharma.

Verse 68

न चावतारयामास चेष्टमानो यथाबलम्‌ | तस्य पुत्र: समभवच्छीमान्‌ धर्मपरायण:

Ainda assim, embora se esforçasse ao máximo, não conseguiu fazer descer o Gaṅgā à terra. Então nasceu-lhe um filho—ilustre e firme no dharma: o magnânimo Bhagīratha, célebre por sua devoção à verdade e à retidão. Tendo entronizado e consagrado Bhagīratha, devotado à verdade e ao dharma, Dilīpa retirou-se para a floresta.

Verse 69

भगीरथ इति ख्यात: सत्यवागनसूयक: । अभिषिच्य तु तं राज्ये दिलीपो वनमाश्रित:

Tornou-se conhecido pelo nome de Bhagīratha—veraz no falar e livre de malícia. Tendo-o consagrado devidamente ao reino, Dilīpa recolheu-se à floresta.

Verse 70

तपःसिद्धिसमायोगात्‌ स राजा भरतर्षभ । वनाज्जगाम त्रिदिवं कालयोगेन भारत,भरतश्रेष्ठ] राजा दिलीप तपस्याजनक सिद्धिसे संयुक्त हो अन्तकाल आनेपर वनसे स्वर्गलोकको चले गये

Ó touro entre os Bhāratas, aquele rei—tendo alcançado o fruto nascido das austeridades—quando chegou o tempo destinado, partiu da floresta para o mundo celeste.

Verse 106

इस प्रकार श्रीमहाभारत वनपर्वके अन्तर्गत तीर्थयात्रापर्चमें लोमशती र्थयात्राके प्रसड्रमें सगरसंततिवर्णनविषयक एक सौ छठाँ अध्याय पूरा हुआ

Assim, no Śrī Mahābhārata, dentro do Vana Parva—na seção do Tīrtha-yātrā—no relato da peregrinação de Lomāśa, chega ao fim o capítulo cento e seis, que trata da descrição da linhagem do rei Sagara.

Verse 107

इति श्रीमहाभारते वनपर्वणि तीर्थयात्रापर्वणि लोमशतीर्थयात्रायामगस्त्यमाहात्म्यकथने सप्ताधिकशततमो< ध्याय:

Assim, no Śrī Mahābhārata, dentro do Vana Parva—na seção do Tīrtha-yātrā—no contexto da peregrinação de Lomāśa, chega ao fim o capítulo cento e sete, que narra a grandeza (māhātmya) do sábio Agastya.

Verse 323

ददाह सुमहातेजा मन्दबुद्धीन्‌ स सागरान्‌ | मुनिप्रवर कपिल वे ही भगवान्‌ विष्णु हैं जिन्हें वासुदेव कहते हैं। उन महातेजस्वीने विकराल आँखें करके अपना तेज उनपर छोड़ दिया और मन्दबुद्धि सगरपुत्रोंकी जला दिया

Disse Lomaśa: O sábio Kapila, de fulgor imenso—o primeiro entre os ascetas, e identificado com o Senhor Viṣṇu, a quem os homens chamam Vāsudeva—fitou-os com um olhar terrível e derramou sobre eles o esplendor ígneo do seu poder. Assim reduziu a cinzas os filhos de Sagara, de entendimento obtuso.

Frequently Asked Questions

The dilemma is how a ruler should respond to inherited ancestral catastrophe: whether political duties or salvific responsibility takes priority, and how to pursue the latter without violating cosmic constraints.

Legitimate ends require disciplined means: sustained tapas and humility align personal intent with dharmic order, while recognition of limits (Gaṅgā’s force) necessitates appropriate mediation (Śiva).

No explicit phalaśruti is stated here; the implied meta-teaching is that tīrtha, sacred waters, and austerity operate within a structured cosmology where boons are conditional and ethically purposed (pitṛ-hita).

Read Mahabharata in the Vedapath app

Scan the QR code to open this directly in the app, with audio, word-by-word meanings, and more.

Continue reading in the Vedapath app

Open in App