
आदि पर्व (अध्याय 26) — गरुडस्य वालखिल्य-रक्षणम्, कश्यपोपदेशः, देवोत्पात-प्रसङ्गः
Upa-parva: Garuḍotpatti (Garuḍa Episode) — Vālakhilya-Saṃrakṣaṇa and Amṛta-Haraṇa Prelude
Sauti narrates that Garuḍa, merely touching a tree with his feet, breaks a great branch yet supports it to prevent immediate destruction. He notices the Vālakhilya sages hanging beneath, in danger of being harmed, and—out of protective intent—holds the branch in his beak while searching for a safe place to set it down. Reaching Gandhamādana, he encounters his father Kaśyapa in tapas. Kaśyapa recognizes Garuḍa’s intent and warns him against rash action that could provoke the Vālakhilyas; he conciliates the sages and frames Garuḍa’s undertaking as oriented to public welfare, obtaining their assent. Garuḍa asks where to release the branch; Kaśyapa directs him to an uninhabited, inaccessible mountain. Garuḍa rapidly transports the load over immense distance, releases the branch with a resonant impact, and the mountain trembles, shedding blossoms and fragments. Settling on a peak, Garuḍa consumes the elephant and tortoise (gaja-kacchapa). As he departs, extraordinary portents arise among the devas: Indra’s vajra flares, weapons agitate, winds and meteors intensify, and ominous phenomena disturb the celestial order. Indra consults Bṛhaspati, who attributes the disturbance to Indra’s prior fault and to the Vālakhilyas’ tapas producing a formidable being—Kaśyapa’s son by Vinātā—approaching to seize soma/amṛta. The devas then organize a guarded defensive posture around the amṛta, equipped with armor and weapons, forming a luminous, battle-ready perimeter.
Chapter Arc: सौति जनमेजय के सर्पसत्र-प्रसंग में उस अद्भुत दृश्य का वर्णन उठाते हैं जब इन्द्र, कद्रू के स्तुत होने पर, नागों को प्रसन्न करने हेतु आकाश के मेघों को अमृत-तुल्य शीतल वर्षा का आदेश देते हैं। → मेघ घनघोर गर्जना करते, विद्युत् और पवन से कम्पित होकर निरन्तर धाराएँ बरसाते हैं; चन्द्र-किरण तक लुप्त हो जाते हैं और पृथ्वी चारों ओर जल से भरने लगती है—वर्षा की प्रचण्डता स्वयं एक भय-रूप ले लेती है। → अतुल जलराशि की अविराम वर्षा से आकाश ‘संवर्त’ के समान प्रतीत होता है; शीतल, निर्मल जल रसातल तक पहुँच जाता है और नागों में परम हर्ष उमड़ पड़ता है—इन्द्र की कृपा का चरम प्रकाशन। → वर्षा से तृप्त होकर नाग-समुदाय प्रसन्न होता है; कद्रू की स्तुति का फल प्रकट होता है और इन्द्र की देव-शक्ति लोक-व्यवस्था को शान्ति की ओर मोड़ देती है। → नागों की यह तृप्ति और इन्द्र-कृपा आगे गरुड-नाग वैर तथा अमृत-प्रसंग की दिशा में कथा को कैसे मोड़ेगी—यह संकेत देकर अध्याय समाप्त होता है।
Verse 1
अ्---#क्रत षड्विशो<5ध्याय: इन्द्रद्वारा की हुई वषसि सर्पोकी प्रसन्नता सौतिर्वाच एवं स्तुतस्तदा कद्र्वा भगवान् हरिवाहन: । नीलजीमूतसंघातै: सर्वमम्बरमावृणोत्
Sauti disse: Então, assim louvado por Kadrū, o Senhor bem-aventurado—aquele cuja montaria sustenta Indra—cobriu todo o céu com massas de nuvens de chuva, escuras, de azul enegrecido. A cena assinala a resposta divina à devoção e prepara a satisfação das serpentes por meio das chuvas que dão vida.
Verse 2
मेघानाज्ञापयामास वर्षध्वममृतं शुभम् । ते मेघा मुमुचुस्तोयं प्रभूतं विद्युदुज्ज्वला:
O Grande Ancestral (Grandsire) ordenou às nuvens: “Derramai uma chuva auspiciosa, como amṛta.” Obedecendo ao seu comando, as nuvens, fulgurantes de relâmpagos, soltaram água em abundância. A cena ressalta a autoridade moral do ancião, cuja palavra restaura o equilíbrio e o bem-estar por meio de uma natureza benfazeja.
Verse 3
परस्परमिवात्यर्थ गर्जन्त: सततं दिवि । संवर्तितमिवाकाशं जलदैः सुमहाद्भुतै:
As nuvens, como se se desafiassem umas às outras, rugiam em demasia e sem cessar no céu. Aquelas vastas e maravilhosas portadoras de chuva pareciam envolver e revolver toda a abóbada celeste, derramando água sem pausa—de tal modo que os próprios céus se assemelhavam a um oceano em movimento, ondulando com incontáveis vagas em forma de correntes. No quadro narrativo, a imagem intensifica o assombro (adbhuta) e assinala um momento de poder natural avassalador que diminui a ação humana, lembrando que dharma e destino se desdobram em escala cósmica.
Verse 4
सृजद्धिरतुलं तोयमजसं सुमहारवै: । सम्प्रनृत्तमिवाकाशं धारोमिभिरनेकश:
Com brados tremendos e incessantes, as massas de nuvens derramaram água incomensurável sem pausa. O céu, cercado por todos os lados por aqueles portentosos portadores de chuva, parecia um vasto oceano suspenso; e, com incontáveis fios de chuva como ondas, dava a impressão de que o próprio firmamento dançava.
Verse 5
मेघस्तनितनिर्धोषैर्विद्युत्पवनकम्पितै: । तैमेंघै: सततासारं वर्षद्धिरनिशं तदा
Disse Bhīṣma: “Então aquelas nuvens—terríveis com o bramido do trovão, sacudidas por relâmpagos e vento—derramaram um dilúvio contínuo, sem cessar. O céu ficou tão encoberto que nem os raios da lua e do sol se viam mais. E, enquanto Vāsava (Indra) fazia chover assim, os Nāgas encheram-se de grande alegria.”
Verse 6
नष्टचन्द्राककिरणमम्बरं समपद्यत | नागानामुत्तमो हर्षस्तथा वर्षति वासवे
Disse Bhīṣma: “O céu tornou-se tal que os raios da lua e do sol se perderam de vista. E, enquanto Vāsava (Indra) derramava a chuva desse modo, os Nāgas foram tomados da maior alegria.”
Verse 7
आपूर्यत मही चापि सलिलेन समन्ततः । रसातलमनुप्राप्त शीतलं विमलं जलम्,पृथ्वीपर सब ओर पानी-ही-पानी भर गया। वह शीतल और निर्मल जल रसातलतक पहुँच गया
A terra, por todos os lados, ficou completamente cheia de água. Aquele dilúvio fresco e cristalino espalhou-se para baixo até alcançar Rasātala.
Verse 8
तदा भूरभवच्छन्ना जलोरमिभिरनेकश: । रामणीयकमागच्छन् मात्रा सह भुजड़मा:
Então toda a superfície da terra ficou coberta, por todos os lados, por incontáveis ondas de água. Assim, satisfeitos pela chuva, os serpentes (Nāgas) vieram, juntamente com sua mãe, à ilha chamada Ramaṇīyaka.
Verse 25
इस प्रकार श्रीमह्या भारत आदिपव॑के अन्तर्गत आस्तीकपवरर्में गरुडचरित्रविषयक पचीसवाँ अध्याय पूरा हुआ
Assim, no venerando Mahābhārata, dentro do Ādi Parva e, em particular, na seção de Āstīka, chega ao fim o vigésimo quinto capítulo, que trata do relato de Garuḍa. Esta fórmula de encerramento assinala a conclusão de uma unidade narrativa e enquadra o episódio no arco ético mais amplo do épico, no qual linhagem, votos e consequências dos atos são cuidadosamente organizados em seções distintas.
Verse 26
इति श्रीमहाभारते आदिपर्वणि आस्तीकपर्वणि सौपर्णे षड्विंशो5ध्याय:
Assim termina o vigésimo sexto capítulo da seção Sauparṇa, dentro do sub-parva de Āstīka do Ādi Parva do sagrado Mahābhārata. Trata-se de um colofão que assinala o encerramento do capítulo e o situa na estrutura mais ampla do épico.
The central dilemma is how an overwhelmingly powerful actor should act when ordinary movement risks unintended harm: Garuḍa must balance urgency of purpose with the obligation to protect ascetics, choosing restraint and consultation over expedience.
Power is ethically legitimate only when governed by discernment and deference to tapas-based authority; counsel (especially paternal/teacher guidance) converts force into dharmically regulated action.
No explicit phalaśruti appears in this passage; the meta-level significance lies instead in the causal framing—portents and Bṛhaspati’s diagnosis—showing how actions ripple into cosmic and institutional responses within the epic’s moral historiography.
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