Adhyaya 275
Nagara KhandaTirtha MahatmyaAdhyaya 275

Adhyaya 275

Sūta narra um relato de origem: um homem chamado Duḥśīla, embora de conduta falha, estabelece um santuário de Śiva em nome de seu guru. O templo passa a ser conhecido como Nimbēśvara e é descrito como situado na direção do sul. Mantendo intensa bhakti e recordando os pés do mestre, ele realiza o ato de fundação com devoção. Sua esposa, lembrada como Śākambharī, instala uma imagem de Durgā que leva o seu próprio nome, formando um complexo sagrado em par, Śiva–Deusa. O casal destina a riqueza restante para a pūjā e a oferece às divindades e aos brâmanes; depois vivem de esmolas. Com o tempo Duḥśīla morre; Śākambharī, de mente firme e inabalável, entra no fogo funerário segurando seu corpo (como exemplar teológico de fidelidade conjugal, não como prescrição legal). Ambos são descritos ascendendo ao céu num veículo celestial, acompanhados por excelentes apsaras. A phalaśruti conclui que quem ler este relato “excelente” de Duḥśīla é libertado dos pecados cometidos por ignorância, destacando o poder transformador da devoção, da doação e do vínculo com o lugar sagrado.

Shlokas

Verse 1

सूत उवाच । दुःशीलोऽपि च तत्कृत्वा गुरोर्नाम्ना शिवालयम् । निम्बेश्वर इति ख्यातं दक्षिणां दिशमाश्रितम्

Sūta disse: “Duḥśīla também, tendo feito isso, estabeleceu um templo de Śiva em nome de seu guru; ficou conhecido como Nimbēśvara e situava-se na direção do sul.”

Verse 2

चकार परया भक्त्या तत्पादाब्जमनुस्मरन् । तथा तस्य तु भार्या या नाम्ना शाकंभरी स्मृता

Com devoção suprema, lembrando os pés de lótus do Senhor, ele realizou o rito prescrito. E sua esposa, conhecida pelo nome de Śākaṃbharī, fez o mesmo.

Verse 3

स्वनामांका तत्र दुर्गा तथा संस्थापिता तया । ततस्तु तद्धनं ताभ्यां किचिच्छेषं व्यवस्थितम्

Ali ela instalou Durgā, trazendo o nome dela própria. Depois disso, de sua riqueza, os dois conservaram apenas um pequeno restante.

Verse 4

पूजार्थं देवताभ्यां च ब्राह्मणेभ्यः समर्पितम् । भिक्षाभुजौ ततो जातौ दम्पती तौ ततः परम्

Para o culto, aquela riqueza foi oferecida às divindades e também doada aos brāhmaṇas. Desde então, o casal passou a viver de esmolas, sustentando-se pela caridade.

Verse 5

कस्यचित्त्वथ कालस्य दुःशीलो निधनं गतः

Depois de algum tempo, o homem de má conduta encontrou a morte.

Verse 6

शाकंभर्यपि तत्कायं गृहीत्वा हव्यवाहनम् । प्रविष्टा नृपशार्दूल निर्विकल्पेन चेतसा

Śākaṃbharī também, tomando o seu corpo, entrou no fogo sacrificial (Havyavāhana)—ó tigre entre os reis—com a mente livre de hesitação.

Verse 7

ततो विमानमारुह्य वराप्सरःसुसेवितम् । गतौ तौ द्वावपि स्वर्गं संप्रहृष्टतनूरुहौ

Então, montando um vimāna celeste servido por excelentes Apsarās, ambos foram ao céu, com o corpo arrepiado de alegria.

Verse 8

एतं दुःशीलजं यस्तु पठेदाख्यानमुत्तमम् । स सर्वैर्मुच्यते पापैरज्ञानविहितैर्नृप

Mas quem recitar este excelente relato, nascido da história do homem de má conduta—ó rei—fica livre de todos os pecados cometidos por ignorância.

Verse 275

इति श्रीस्कान्दे महापुराण एकाशीतिसाहस्र्यां संहितायां षष्ठे नागरखण्डे हाटकेश्वरक्षेत्रमाहात्म्ये निम्बेश्वरशाकंभर्युत्पत्तिमाहात्म्यवर्णनं नाम पञ्चसप्तत्युत्तरद्विशततमोद्भयायः

Assim termina, no glorioso Skanda Mahāpurāṇa—na Ekāśītisāhasrī Saṃhitā, no sexto Nāgara-khaṇḍa, no Māhātmya da sagrada região de Hāṭakeśvara—o capítulo intitulado «Glorificação que descreve a origem de Nimbēśvara e de Śākaṃbharī», sendo o Capítulo 275.