
Neste adhyāya, Mārkaṇḍeya instrui um rei (chamado mahīpāla/nṛpasattama) a dirigir-se ao incomparável tīrtha de Siddheśvara, situado na margem sul do rio Narmadā (Revā). O local é apresentado como excepcionalmente auspicioso e sagrado. Afirma-se que banhar-se ali e, em seguida, adorar Vṛṣabhadhvaja (Śiva, marcado pelo emblema do touro) liberta de todo pāpa e concede mérito comparável ao dos realizadores do Aśvamedha. Do mesmo modo, o banho e a execução diligente do śrāddha são descritos como plenamente eficazes para a satisfação dos pitṛs (ancestrais). Para os seres que morrem nesse tīrtha, ou em relação com ele, o texto declara a libertação da recorrência do “garbha-vāsa” (confinamento embrionário), intrinsecamente doloroso. Ao final, vincula o banho com a água do tīrtha ao cessar do punarbhava (renascimento), apresentando o rito fluvial como instrumento de salvação no contexto devocional śaiva.
Verse 1
मार्कण्डेय उवाच । ततो गच्छेन्महीपाल सिद्धेश्वरमनुत्तमम् । नर्मदादक्षिणे कूले तीर्थं परमशोभनम्
Disse Mārkaṇḍeya: Então, ó protetor da terra (rei), deve-se ir ao incomparável Siddheśvara, um tīrtha de suprema beleza na margem sul do Narmadā.
Verse 2
तत्र तीर्थे तु यः स्नात्वा पूजयेद्वृषभध्वजम् । सर्वपापविनिर्मुक्तो गतिं यात्यश्वमेधिनाम्
Quem se banhar nesse tīrtha e adorar o Senhor do estandarte do Touro (Śiva) liberta-se de todos os pecados e alcança a condição prometida aos que realizam o Aśvamedha.
Verse 3
तत्र तीर्थे तु यः स्नात्वा श्राद्धं कुर्यात्प्रयत्नतः । पितॄणां प्रीणनार्थाय सर्वं तेन कृतं भवेत्
E quem, após banhar-se nesse tīrtha, realizar com diligência o Śrāddha para a satisfação dos ancestrais, por ele se considera feito tudo o que por eles deve ser feito.
Verse 4
तत्र तीर्थे मृतानां तु जन्तूनां नृपसत्तम । गर्भवासे मतिस्तेषां न जायेत कदाचन
Ó melhor dos reis, para os seres que morrem nesse tīrtha, jamais surge para eles a condição de voltar a habitar o ventre.
Verse 5
गर्भवासो हि दुःखाय न सुखाय कदाचन । तत्तीर्थवारिणा स्नातुर्न पुनर्भवसम्भवः
Pois habitar o ventre é para o sofrimento, nunca para a felicidade. Mas para quem se banha na água desse tīrtha, não há possibilidade de novo renascimento.
Verse 147
। अध्याय
«Capítulo» (marca de colofão).