उशनसः (शुक्रस्य) चरितम् — The Account of Uśanā (Śukra): Yoga, Grievance, and Pacification
तथा कर्मफलैदेंही र|ज्जितस्तमसा55वृत: । विवर्णों वर्णमश्रित्य देहेषु परिवर्तते
tathā karmaphalaiḥ dehī rañjitas tamasāvṛtaḥ | vivarṇo varṇam āśritya deheṣu parivartate ||
Bhishma disse: “Do mesmo modo, o eu encarnado—tingido pelos frutos de suas ações e velado pela escuridão (ignorância)—embora seja sem cor, assume ‘cor’ ao apoiar-se numa determinada condição, e assim continua a girar através dos corpos. Como um vento escuro que, ao entrar em pós vermelhos e amarelos, parece tingir as direções com esses mesmos tons, assim também o eu, intrinsecamente incolor, coberto por tamas e manchado pelos resultados do karma, assume as qualidades e deveres de corpos diversos e vagueia entre as encarnações de todos os seres vivos.”
भीष्म उवाच
The self is intrinsically unqualified ("colorless"), but ignorance (tamas) veils it and karma’s results stain it, making it appear to take on particular qualities and roles; this drives its repeated movement through different bodies (saṃsāra).
Bhishma is instructing on the metaphysics of rebirth: he uses an analogy of wind darkened by contact with colored powders to explain how the jīva, though pure in itself, seems to acquire attributes through ignorance and karmic conditioning and thus cycles through embodiments.