Satya–Anṛta Viveka (Discrimination between Truth and Falsehood) | सत्य–अनृत विवेकः
अर्थस्य रक्षणार्थाय परेषां धर्मकारणात् | परंतु प्राण-संकटके समय, विवाहके अवसरपर, दूसरेके धनकी रक्षाके लिये तथा धर्मकी रक्षाके लिये असत्य बोला जा सकता है
arthasya rakṣaṇārthāya pareṣāṃ dharma-kāraṇāt | parantu prāṇa-saṅkaṭake samaye vivāha-ke avasarapar dvitīyasya dhanasya rakṣā-kṛte tathā dharmasya rakṣā-kṛte asatyaṃ vaktuṃ śakyate |
Bhishma ensina que a veracidade é um dever primordial, mas que o dharma também reconhece exceções raras e estritamente limitadas. Quando a proteção da riqueza é necessária para um fim legítimo, quando o bem-estar de outrem fundado no dharma está em jogo, e especialmente em momentos de perigo mortal, no tempo do casamento, ou ao salvaguardar a propriedade alheia e a integridade do próprio dharma, pode ser permitido dizer uma inverdade. O ponto ético não é licença para enganar, mas uma concessão estreita em que preservar a vida e o dharma pesa mais do que a verdade literal.
भीष्म उवाच
Truth is a major dharma, but dharma is also contextual: in exceptional situations—especially to protect life, preserve another’s rightful property, or safeguard dharma itself—speaking an untruth may be allowed. The permission is narrow and purpose-bound, not a general approval of deception.
In the Shanti Parva’s instruction on dharma, Bhishma is advising Yudhishthira on ethical decision-making. He explains how competing duties can arise and how, in rare cases, the higher aim of protecting life and dharma can override strict literal truth-telling.