
Tvaritā-pūjā (The Worship of Tvaritā) — Transition Verse and Context
Este fecho e transição estabelecem o enquadramento tântrico: Agni, dirigindo-se a Vasiṣṭha, passa do conteúdo anterior para a upāsanā da Devī Tvaritā. Enfatiza-se a exatidão ritual como ciência revelada: o culto não é apenas devoção, mas prática arquitetônica e operativa, exigindo um locus preparado (pura/lugar fortificado) e uma representação traçada ritualmente (rajo-likhita). Coerente com a pedagogia enciclopédica do Agni Purāṇa, Agni assinala que a vidyā vindoura concede tanto Bhukti (eficácia para fins mundanos) quanto Mukti (orientação libertadora), legitimando o ritual técnico como conhecimento dhármico. O capítulo funciona como limiar: nomeia a prática, enquadra seu fruto e introduz o modo Vajrākulā da Devī como identidade iconográfica e mantra-ritual regente para as instruções seguintes.
Verse 1
इत्य् आग्नेये महापुराणे त्वरितापूजा नामाष्टाधिकत्रिशततमो ऽध्यायः अथ नवाधिकत्रिशततमो ऽध्यायः त्वरितामन्त्रादिः अग्निर् उवाच अपरां त्वरिताविद्यां वक्ष्ये ऽहं भुक्तिमुक्तिदां पुरे वज्राकुले देवीं रजोभिर्लिखिते यजेत्
Assim, no Agni Mahāpurāṇa encerra-se o capítulo 309, chamado “O Culto de Tvaritā”. Agora começa o capítulo 310: “Tvaritā — mantras e ritos correlatos”. Agni disse: “Declararei a instrução ulterior, a Tvaritā-vidyā, que concede tanto bhukti (fruição mundana) quanto mukti (libertação). Numa cidade ou lugar fortificado, deve-se adorar a Deusa na forma Vajrākulā, estabelecendo-a como uma figura desenhada com pó/poeira (rajas).”
Verse 2
पद्मगर्भे दिग्विदिक्षु चाष्टौ वज्राणि वीथिकां द्वारशोभोपशोभाञ्च लिखेच्छ्रीघ्रं स्मरेन्नरः
No centro do lótus (padma-garbha), e nas oito direções e direções intermédias, devem-se desenhar símbolos de vajra; do mesmo modo, deve-se traçar o caminho de circumambulação (vīthikā) e os ornamentos da porta principal e das portas secundárias. Tendo desenhado tudo isso, o praticante deve prontamente recordar (invocar/meditar) a presença protetora da Deidade.
Verse 3
अष्टादशभुजां सिंहे वामजङ्घा प्रतिष्ठिता दक्षिणा द्विगुणा तस्याः पादपीठे समर्पिता
A Deusa de dezoito braços é colocada sobre um leão: a perna esquerda fica firmemente estabelecida sobre ele, enquanto a direita—mais dobrada—é posta sobre o escabelo (pādapīṭha).
Verse 4
नागभूषां वज्रकुण्डे खड्गं चक्रं गदां करमात् शूलं शरं तथा शक्तिं वरदं दक्षिणैः करैः
Adornada com serpentes e usando brincos em forma de vajra, a divindade deve sustentar nas mãos direitas, na devida ordem: uma espada, um disco (cakra), uma maça; depois um tridente, uma flecha, uma lança (śakti) e o gesto de conceder dádivas (varada).
Verse 5
धनुः पाशं शरं घण्टां तर्जनींशङ्खमङ्कुशम् अभयञ्च तथा वर्जं वामपार्श्वे धृतायुधम्
No lado esquerdo, a divindade deve ser representada segurando os instrumentos/armas: um arco, um laço (pāśa), uma flecha, um sino, a tarjanī (gesto indicador/ameaçador), uma concha (śaṅkha), um aguilhão (aṅkuśa), o gesto de abhaya (que dissipa o medo) e também um vajra.
Verse 6
पूजनाच्छत्रुनाशः स्याद्राष्ट्रं जयति लीलया दीर्घायूराष्ट्रभूतिः स्याद्दिव्यादिसिद्धिभाक्
Da adoração correta resulta a destruição dos inimigos; conquista-se o reino com facilidade. Obtêm-se longa vida e prosperidade do país, e torna-se possuidor de siddhis divinos e de outras realizações extraordinárias.
Verse 7
वज्रार्गले इति ञ तलेतिसप्तपातालाः कालाग्निभुवनान्तकाः ॐ कारादिस्वरारभ्य यावद्ब्रह्माण्डवाचकम्
“Vajrārgale” é a designação oculta da sílaba ña; “Tala” denota os sete mundos inferiores (Pātāla), também chamados Kālāgni e Bhuvanāntaka. Das vogais que começam com Oṃ até a expressão que significa o “ovo cósmico” (brahmāṇḍa), deve-se compreender/recitar a série de fonemas sagrados.
Verse 8
ॐ काराद्भ्रामयेत्तोयन्तोतला त्वरिता ततः प्रस्तावं सम्प्रवक्ष्यामि स्वरवर्गं लिखेद्भुवि
Começando com a sílaba Oṁ, deve-se fazer a água girar ou ser agitada; em seguida, preparar rapidamente a linha rastejante (latā). Depois explicarei plenamente o prastāva (prelúdio introdutório/guia de entoação); e deve-se escrever no chão a série das vogais (svaravarga).
Verse 9
तालुर्वर्गः कवर्गः स्यात्तृतीयो जिह्वतालुकः चतुर्थस्तालुजिह्वाग्रो जिह्वादन्तस्तु पञ्चमः
O grupo palatal é o ka-varga; o terceiro é formado pela língua e o palato. O quarto é formado pelo palato e a ponta da língua; mas o quinto é formado pela língua e os dentes.
Verse 10
षष्ठो ऽष्टपुटसम्पन्नो मिश्रवर्गस्तु सप्तमः ऊष्माणः स्याच्छ्वर्गस्तु उद्धरेच्च मनुं ततः
A sexta classe é dotada de oito “grupos” (puṭa); a sétima é a classe mista. As sibilantes são chamadas ūṣmāṇas; e depois deve-se também extrair (identificar) o “manu”, isto é, as semivogais, a partir desse arranjo.
Verse 11
षष्ठस्वरसमारूढं ऊष्मणान्तं सविन्दुकम् तालुवर्गद्वितीयन्तु स्वरैकादशयोजितम्
Deve ser colocado sobre a sexta vogal, terminar com um ūṣman (sibilante) e ser provido do ponto nasal (bindu). Além disso, deve concluir na segunda letra do grupo palatal e ser conjugado com a décima primeira vogal.
Verse 12
जिह्वातालुसमायोगः प्रथमं केवलं भवेत् तदेव च द्वितीयन्तु अधस्ताद्विनियोजयेत्
A primeira prática é fazer apenas a conjunção da língua com o palato. A segunda, porém, é aplicar essa mesma conjunção dirigindo-a para baixo (isto é, posicionando ou pressionando a língua na região inferior).
Verse 13
एकादशस्वरैर् युक्तं प्रथमं तालुवर्गतः ऊष्माणस्य द्वितीयन्तु अधस्ताद् दृश्य योजयेत्
A primeira fileira deve ser disposta em conjunto com as onze vogais, começando pela série palatal; e a segunda fileira, pertencente ao grupo dos ūṣmāṇa (sibilantes/aspiradas), deve ser ordenada abaixo, conforme se vê no arranjo consagrado.
Verse 14
षोडशस्वरसंयुक्तमूष्माणस्य द्वितीयकम् जिह्वादन्तसमायोगे प्रथमं योजयेदधः
A segunda letra do grupo ūṣmāṇa, quando combinada com as dezesseis vogais, deve ser aplicada (pronunciada) com o contato língua–dentes; e a primeira deve ser colocada abaixo.
Verse 15
मिश्रवर्गाद् द्वितीयन्तु अधस्तात् पुनरेव तु चतुर्थस्वरसम्भिन्नं तालुवर्गादिसंयुतम्
Abaixo da classe mista (miśra-varga), enuncia-se novamente o segundo arranjo: ele se combina com a classe palatal e as demais, e se distingue pela quarta vogal (grau/tonalidade).
Verse 16
ऊष्मणश् च द्वितीयन्तु अधस्ताद्विनियोजयेत् स्वरैकादशभिन्नन्तु ऊष्मणान्तं सविन्दुकम्
E a segunda letra da série ūṣman deve ser colocada abaixo; e aquilo que é distinguido pelas onze vogais deve ser posto ao fim do grupo ūṣman, juntamente com o ponto (anusvāra).
Verse 17
पञ्चस्वरसमारूढं ओष्ठसम्पुटयोगतः द्वितीयमक्षरञ्चान्यज्जिह्वाग्रे तालुयोगतः
Assentado nos cinco sons vocálicos, ele é produzido pelo fechamento ao unir os lábios; e a segunda letra, por sua vez, é produzida quando a ponta da língua toca o palato.
Verse 18
ऊष्माणस्येत्ययं पाठो न साधुः प्रथमं पञ्चमे योज्यं स्वरार्धेनोद्धृता इमे ओंकाराद्या नमोन्ताश् च जपेत् स्वाहाग्निकार्यके
A leitura “ūṣmāṇasya …” não é correta. O primeiro deve ser unido ao quinto. Estas sílabas/mantras, extraídas pela metade da porção vocálica (svarārdha), começando com Oṃ e terminando com “namaḥ”, devem ser recitadas no rito do fogo (agnikārya) com a enunciação “svāhā”.
Verse 19
ॐ ह्रीं ह्रूं ह्रः हृदयं हां हृश्चेति शिरः ह्रीं ज्वल ज्जलशिखा स्यात् कवचं हनुद्वयम् ह्रीं श्रीं क्षून्नेत्रत्रयाय विद्यानेत्रं प्रकीर्तितम् क्षौं हः खौं हूं फडस्त्राय गुह्याङ्गानि पुरा न्यसेत् त्वरिताङ्गानि वक्ष्यामि विद्याङ्गानि शृणुष्व मे आदिद्विहृदयं प्रोक्तं त्रिचतुःशिर इष्यते
“Oṃ; hrīṃ, hrūṃ, hraḥ” deve ser colocado como Nyāsa do Coração (hṛdaya-nyāsa). “Hāṃ, hṛś” é declarado como a Cabeça (śiras). “Hrīṃ, jvala, jvalā-śikhā” seja o Kavaca (armadura protetora), instalado sobre as duas mandíbulas. “Hrīṃ, śrīṃ, kṣūṃ” para o de três olhos: é proclamado como o ‘Olho da Vidyā’ (vidyā-netra). “Kṣauṃ, haḥ, khauṃ, hūṃ, phaḍ” como mantra-arma (astra); antes deve-se instalar o Nyāsa dos membros secretos (guhyāṅga). Declararei os membros de Tvaritā; ouve-me quanto aos membros da Vidyā: ensina-se o ‘duplo-coração primordial’, e a cabeça é tida como tríplice ou quádrupla.
Verse 20
पञ्चषष्ठः शिखा प्रोक्ता कवचं सप्तमाष्टमम् तारकन्तु भवेन्नेत्रं नवार्धाक्षरलक्षणं
O sexagésimo quinto mantra é declarado como o mantra de Śikhā (topete/coroa). O sétimo e o oitavo constituem o Kavaca (armadura protetora). Mas o Tāraka é o mantra de Netra (olho), caracterizado por consistir de nove e meia unidades silábicas.
Verse 21
तोतलेति समाख्याता वज्रतुण्डे ततो भवेत् ख ख हूं दशवीजा स्याद्वज्रतुण्डेन्द्रद्रूतिका
Ela é chamada “Totalā”; em seguida torna-se o mantra de Vajratuṇḍa. A fórmula “kha kha hūṃ” é um bīja-mantra décuplo; é a invocação de ação rápida (drūtikā) de Vajratuṇḍendra.
Verse 22
खेचरि ज्वालिनीज्वाले खखेति ज्वालिनीदश वर्चे शरविभीषणि खखेति च शवर्यपि
‘Khecarī’, ‘Jvālinī-jvālā’ (Chama Ardente), ‘Khakheti’, ‘Jvālinī-daśā’ (a Jvālinī em dez aspectos), ‘Varcā’ (Radiância), ‘Śara-vibhīṣaṇī’ (a que aterroriza com flechas), ‘Khakheti’ e também ‘Śavarī’: estes são nomes invocados para o uso protetor de mantras.
Verse 23
छे छेदनि करालिनि खखेति च कराल्यपि वक्षःश्रवद्रवप्लवनी ख ख दूतीप्लवं ख्यपि
“Che!” Ó Cortadoras (chedanī), ó Terrível (karālinī), ó Khakhetī—e igualmente, ó Deusa Terrível (karālī)! Ó tu que fazes o líquido que escorre do peito avolumar-se e transbordar (vakṣaḥ-śravad-drava-plavanī)! “kha kha!”—e também, (haja) o “transbordamento/sobrepujança” do espírito-mensageiro (dūtī-plavam), e “khy” ainda.
Verse 24
स्त्रीबालकारे धुननि शास्त्री वसनवेगिका क्षे पक्षे कपिले हस हस कपिला नाम दूतिका
Na esfera das mulheres e das crianças, a dūtī é “Dhunani”; entre as mulheres eruditas, “Śāstrī”; para aquela que impele (ou apressa) as vestes, “Vasanavegikā”; na divisão da sílaba kṣa e na divisão do pakṣa (quinzena/asa), “Kapilā”; e com a enunciação “hasa hasa”, a dūtī recebe o nome de “Kapilā” أيضًا.
Verse 25
ह्रूं तेजोवति रौद्री च मातङ्गरौद्रिदूतिका पुटे पुटे ख ख खड्गे फट् ब्रह्मकदूतिका
“Hrūṃ!” Ó Tejovatī, ó Raudrī, e ó dūtikā de Mātaṅga-Raudrī—dobra sobre dobra (como recinto protetor)! “kha kha”—sobre a espada: “phaṭ!”—ó Brahmakā-Dūtikā.
Verse 26
वैतालिनि दशार्णाः स्युस्त्यजान्यहिपलालवत् हृदादिकन्यासादौ स्यान् मध्ये नेत्रे न्यसेत्सुधीः
No arranjo Vaitālinī, diz-se haver dez sílabas; elas devem ser descartadas como uma égua, uma serpente e a palha. No início do nyāsa que começa pelo coração (hṛdaya-nyāsa e os demais), o praticante sábio deve colocá-las no meio—nos olhos.
Verse 27
पादादरभ्य मूर्दान्तं शिर आरभ्य पादयोः वक्षःश्रवद्रवप्लवनीथथेति ख , छ च अङ्घ्रिजानूरुगुह्ये च नाभिहृत्कण्ठदेशतः
Começando dos pés até ao topo da cabeça—e do mesmo modo da cabeça até aos pés—devem ser enumeradas as regiões do corpo. As áreas indicadas incluem o peito e a região do ouvido (e os canais de fluxo adjacentes), bem como os pontos “drava”, “plavanī”, “ītha” e “the”; e ainda as regiões do pé, joelho, coxa e virilha, e os locais no umbigo, no coração e na garganta.
Verse 28
वज्रमण्डलबूर्धे च अघोर्धे चादिवीजतः सोमरूपं ततो गावं धारामृतसुवर्षिणम्
Acima, no Vajra-maṇḍala, e abaixo, na região de Aghora—partindo do bīja-mantra primordial—deve-se então visualizar a Vaca na forma de Soma, fazendo chover correntes de amṛta (néctar) em um aguaceiro esplêndido.
Verse 29
विशन्तं ब्रह्मरन्ध्रेण साधकस्तु विचिन्तयेत् मूर्धास्यकण्ठहृन्नाभौ गुह्योरुजानुपादयोः
O praticante deve contemplar (a corrente vital) entrando pelo brahmarandhra e (depois) passando pela cabeça, pela boca, pela garganta, pelo coração, pelo umbigo, pela região genital, pelas coxas, pelos joelhos e pelos pés.
Verse 30
आदिवीजं न्यसेन्मन्त्री तर्जन्यादि पुनः पुनः ऊर्धं सोममधः पद्मं शरीरं वीजविग्रहं
O praticante de mantras deve repetir o nyāsa do bīja primordial, começando no dedo indicador e nos demais dedos. Deve visualizar a Lua acima, o lótus abaixo e o próprio corpo como a forma corporificada do bīja (mantra-semente).
Verse 31
यो जानाति न मृत्युः स्यात्तस्य न व्याधयो ज्वरा यजेज्जपेत्तां विन्यस्य ध्यायेद्देवीं शताष्टकम्
Aquele que conhece (e o realiza devidamente) isto não terá morte; para ele não haverá doenças nem febres. Deve prestar culto e recitar em japa; tendo-o estabelecido por meio do nyāsa, deve meditar na Deusa—este conjunto de cento e oito (versos/nomes).
Verse 32
मुद्रा वक्ष्ये प्रणीताद्याः प्रणीताः पञ्चधास्मृताः ग्रथितौ तु करौ कृत्वा मध्ये ऽङ्गुष्ठौ निपातयेत्
Descreverei as mudrās começando pela Praṇītā. A Praṇītā é lembrada como quíntupla. Entrelaçando as duas mãos, deve-se colocar os polegares no meio.
Verse 33
तर्जनीं मूर्ध्निसंलग्नां विन्यसेत्तां शिरोपरि प्रणीतेयं समाख्याता हृद्देशे तां समानयेत्
Colocando o dedo indicador em contato com a coroa da cabeça, deve-se assentá-lo sobre a cabeça. Isto é chamado ‘Praṇītā’ (mudrā/colocação); em seguida, deve-se trazê-lo à região do coração.
Verse 34
ऊर्धन्तु कन्यसामध्ये सवीजान्तां विदुर्द्विजाः नियोज्य तर्जनीमध्ये ऽनेकलग्नां परस्पराम्
Os duas-vezes-nascidos conhecem esta formação: elevem-se os dedos de modo que o mínimo fique ao centro; deixem-se as pontas encontrar como uma ‘semente’ (bīja). Depois, colocando-os no meio dos indicadores, unam-nos em vários pontos de contato, entrelaçados mutuamente.
Verse 35
ज्येष्टाग्रं निक्षिपेन्मध्ये भेदनी सा प्रकीर्तिता नाभिदेशे तु तां बद्ध्वा अङ्गुष्ठावुत्क्षिपेत्ततः
Colocar a ponta do dedo indicador no centro (da formação da mão) é declarado como a mudrā chamada Bhedanī. Tendo-a fixado na região do umbigo, elevem-se então os polegares para cima.
Verse 36
कराली तु महामुद्रा हृदये योज्य मन्त्रिणः पुनस्तु पूर्ववद् बद्धलग्नां ज्येष्ठां समुत्क्षिपेत्
Karālī é a ‘Grande Mudrā’ (Mahāmudrā); o praticante de mantra deve aplicá-la no coração. Depois, novamente como antes, tendo-a atado e fixado, eleve-se a Jyeṣṭhā (mudrā).
Verse 37
वज्रतुण्डा समाख्याता वज्रदेशे तु बन्धयेत् उभाभ्याञ्चैव हस्ताभ्यां मणिबन्धन्तु बन्धयेत्
Este selo é chamado Vajratuṇḍā. Deve ser aplicado na região do vajra; e, com ambas as mãos, deve ser fixado na articulação do pulso (maṇibandha).
Verse 38
त्रीणि त्रीणि प्रसार्येति वज्रमुद्रा प्रकीर्तिता प्रसार्या चेति ट दण्डः खड्गञ्चक्रगदा मुद्रा चाकारतः स्मृता
“Estender três e três (dedos)”—isto é declarado como a Vajra-mudrā. E a “Prasāryā” (o gesto estendido) é lembrada como o ṭa-daṇḍa (forma semelhante a um bastão); do mesmo modo, as mudrās da espada, do disco e da maça são conhecidas por suas respectivas formas.
Verse 39
अङ्गुष्ठेनाक्रमेत् त्रीणि त्रिशूलञ्चोर्ध्वतो भवेत् एका तु मध्यमोर्ध्वा तु शक्तिरेव विधीयते
Com o polegar deve-se pressionar (marcar) três pontos; acima deles forma-se o sinal do tridente (triśūla). Uma marca fica no meio, e a superior é prescrita como “śakti” (marca de lança/poder).
Verse 40
शरञ्च वरदञ्चापं पाशं भारञ्च घण्टया शङ्खमङ्कुशमभयं पद्ममष्ट च विंशतिः
A flecha; a mão que concede dádivas (varada); o arco; o laço (pāśa); (o símbolo de) peso/fardo; juntamente com um sino; a concha (śaṅkha); o aguilhão (aṅkuśa); o gesto de destemor (abhaya); e o lótus—tudo isso é declarado como (perfazendo) vinte e oito (itens/atributos).
Verse 41
मोहणी मोक्षणी चैव ज्वालिनी चामृताभया प्रणीताः पञ्चमुद्रास्तु पूजाहोमे च योजयेत्
As cinco mudrās—Mohanī, Mokṣaṇī, Jvālinī, Amṛtā e Abhayā—tendo sido prescritas, devem ser empregadas tanto no culto (pūjā) quanto na oferenda ao fogo (homa).
The prerequisite of establishing the rite in a defined locus (pura) and worshipping Devī as a powder/dust-drawn form (rajo-likhita), indicating a precise Tantric setup rather than abstract meditation alone.
It frames Tvaritā-vidyā as simultaneously result-bearing (bhukti) and liberation-oriented (mukti), positioning technical ritual as a disciplined means within Dharma rather than a merely worldly technique.