Adhyaya 18
Agneya-vidyaAdhyaya 1844 Verses

Adhyaya 18

Svāyambhuva-vaṁśa-varṇanam (Description of the Lineage of Svāyambhuva Manu)

Agni prossegue a transmissão enciclopédica, mudando da cosmogonia para o dharma genealógico: a linhagem de Svāyambhuva é traçada como história sagrada que legitima a ordem ritual, a realeza e o surgimento graduado dos seres. O capítulo começa com a prole de Svāyambhuva Manu (Priyavrata, Uttānapāda e Śatarūpā) e destaca a tapas de Dhruva, culminando na dádiva de Viṣṇu de uma posição cósmica duradoura (Dhruva como o polo). A linhagem segue até o aparecimento de Pṛthu a partir de Vena—arquétipo do governo do rājarṣi—quando a Terra (Vasundharā) é “ordenhada” para sustentar colheitas e vida, símbolo da extração de recursos conforme o dharma para o bem comum. Em seguida, narra-se a austeridade dos Pracetases, seu casamento com Māriṣā e o nascimento de Dakṣa, que amplia a criação por meio de filhas dadas a Dharma, Kaśyapa, Soma e outros. Os catálogos finais (Viśvedevas, Sādhyas, Maruts, Vasus, Rudras; epítetos de Skanda; e Viśvakarmā como arquiteto divino) reforçam o método purânico: listas e linhagens funcionam como índices de saber ritual, ligando cosmologia à prática social, artesanal e devocional.

Shlokas

Verse 1

इत्य् आदिमहापुराणे आग्नेये जगत्सर्गवर्णनं नाम सप्तदशो ऽध्यायः अथ अष्टादशो ऽध्यायः स्वायम्भुववंशवर्णनम् अग्निर् उवाच प्रियव्रतोत्तानपादौ मनोः स्वायम्भुवात् सुतौ अजीजनत्स तां कन्यां शतरूपां तपोन्विताम्

Assim, no Agni Purāṇa—o Mahāpurāṇa primordial—encerra-se o décimo sétimo capítulo, intitulado “Descrição da Criação do Mundo”. Agora começa o décimo oitavo capítulo, “Descrição da Linhagem de Svāyambhuva”. Disse Agni: De Svāyambhuva Manu nasceram dois filhos, Priyavrata e Uttānapāda; e ele também gerou a donzela Śatarūpā, dotada de tapas (austeridade).

Verse 2

न् भूतमुच्चावचं प्रजा इति ङ, चिह्नितपुस्तकपाठः निश्चितमिति ख,चिह्नितपुस्तकपाठः अजीजनत् सुतां कन्यां सद्रूपाञ्च तपोन्वितामिति ग, चिह्नितपुस्तकपाठः अजीजनत् सुतां कन्यां शतरूपां तपोन्वितामिति ङ,चिह्नितपुस्तकपाठः काम्यां कर्दमभार्यातः सम्राट् कुक्षिर्विराट् प्रभुः सुरुच्यामुत्तमो जज्ञे पुत्र उत्तानपादतः

“(Ele criou) os seres de múltiplas espécies e a progênie”—assim lê um manuscrito assinalado; outro traz “é certo”. Uma recensão diz: “Gerou uma filha, uma donzela de bela forma e dotada de tapas”; outra leitura assinalada dá: “Gerou uma filha, a donzela Śatarūpā, dotada de tapas”. De Kāmyā, esposa de Kardama, nasceram Samrāṭ, Kukṣi, Virāṭ e Prabhu. De Suruci, a Uttānapāda nasceu um filho, Uttama.

Verse 3

सुनीत्यान्तु ध्रुवः पुत्रस्तपस्तेपे स कीर्तये ध्रुवो वर्षसहस्राणि त्रीणि दिव्यानि हे मुने

Mas Dhruva, filho de Sunīti, praticou tapas em busca de glória; ó sábio, Dhruva (perseverou) por três mil anos divinos.

Verse 4

तस्मै प्रीतो हरिः प्रादान्मुन्यग्रे स्थानकं स्थिरम् श्लोकं पपाठ ह्य् उशना वृद्धिं दृष्ट्वा स तस्य च

Satisfeito com ele, Hari (Viṣṇu) concedeu, diante do mais eminente dos sábios, uma posição firme e duradoura. E Uśanā (Śukrācārya), vendo sua prosperidade, recitou também um verso a esse respeito.

Verse 5

अहो ऽस्य तपसो वीर्यमहो श्रुतमहोद्भुतम् यमद्य पुरतः कृत्वा ध्रुवं सप्तर्षयः स्थिताः

Ah! Maravilhosa é a força do seu tapas—maravilhoso, de fato, o que se ouviu, assombroso: pois hoje os Sete Sábios estão de pé, tendo colocado Dhruva (a Estrela Polar) diante deles.

Verse 6

तस्मात् शिष्टिञ्च भव्यञ्च ध्रुवाच्छम्भुर्व्यजायत शिष्टेराधत्त सुछाया पञ्च पुत्रानकल्मषान्

Assim, dele nasceram Śiṣṭi e Bhavya; e de Dhruva nasceu Śambhu. De Śiṣṭi, Succhāyā gerou cinco filhos varões imaculados, sem pecado.

Verse 7

रिपुं रिपुञ्जयं रिप्रं वृकलं वृकतेजसम् रिपोराधत्त बृहती चाक्षुषं सर्वतेजसम्

Ele é o Inimigo (do mal), o Conquistador de inimigos, o Puro; o de estandarte do Lobo e o de fulgor lupino. Ele rechaça o inimigo; (é) o Vasto (Bṛhatī), o Ocular/Onividente (Cākṣuṣa) e Aquele cujo esplendor é universal.

Verse 8

अजीजनत् पुष्करिण्यां वीरिण्यां चाक्षुषो मनुम् मनोरजायन्त दश नड्वलायां सुतोत्तमाः

Cākṣuṣa (Manu) gerou Manu (também chamado Cākṣuṣa) de Puṣkariṇī; e de Vīriṇī nasceram dez filhos excelentes; e de Naḍvalā também nasceram filhos dos mais nobres.

Verse 9

ऊरुः पुरुः शतद्युम्नस्तपस्वी सत्यवाक्कविः अग्निष्टुरतिरात्रश् च सुद्युम्नश्चाभिमन्युकः

Ūru, Puru, Śatadyumna, Tapasvī, Satyavāk, Kavi, Agniṣṭu, Atirātra, e também Sudyumna e Abhimanyuka—estes são os descendentes nomeados na linhagem.

Verse 10

ऊरोरजनयत् पुत्रान् षडग्नेयी महाप्रभान् अङ्गं सुमनसं स्वातिं क्रतुमङ्गिरसङ्गयम्

De sua coxa, Agneyī (consorte/filha ligada a Agni) deu à luz seis filhos de grande esplendor: Aṅga, Sumanas, Svāti, Kratu, Maṅgirasa e Saṅgaya.

Verse 11

अङ्गात् सुनीथापत्यं वै वेणमेकं व्यजायत स्थानमुत्तममिति ङ, चिह्नितपुस्तकपाठः यदत्र इति ङ, चिह्नितपुस्तकपाठः तस्मात् श्लिष्टिञ्च इति ग, घ, चिह्नितपुस्तकद्वयपाठः श्लिष्टेआराधत्त इति ख, घ, चिह्नितपुस्तकद्वयपाठः उरूरिति ख,ग, ङ, चिह्नितपुस्तकत्रयपाठः अरक्षकः पापरतः स हतो मुनिभिः कुशैः

De Aṅga nasceu, de fato, o único filho Vena, descendente de Sunīthā. Por não proteger o povo e por se entregar ao pecado, foi morto pelos sábios com lâminas de erva kuśa.

Verse 12

प्रजार्थमृषयोथास्य ममन्थुर्दक्षिणं करं वेणस्य मथितो पाणौ सम्बभूव पृथुर् नृपः

Então, para o bem dos súditos, os rishis ‘bateram’ a sua mão direita; do bater da mão do rei Vena nasceu o rei Pṛthu.

Verse 13

तं दृष्ट्वा मुनयः प्राहुरेष वै मुदिताः प्रजाः करिष्यति महातेजा यशश् च प्राप्स्यते महत्

Ao vê-lo, os munis declararam: “Em verdade, este de grande esplendor alegrará os súditos e alcançará vasta glória.”

Verse 14

स धन्वी कवची जातस्तेजसा निर्दहन्निव पृथुर्वैण्यः प्रजाः सर्वा ररक्ष क्षेत्रपूर्वजः

Ele nasceu empunhando arco e vestindo armadura, como se, com seu fulgor, consumisse todo o mal. Esse Pṛthu, filho de Vena (Vaiṇya), nascido na linhagem de Kṣetra, protegeu todos os súditos.

Verse 15

राजसूयाभिषिक्तानामाद्यः स पृथिवीपतिः तस्माच्चैव समुत्पन्नौ निपुणौ सूतमागधौ

Entre os consagrados pelo Rājasūya, ele foi o primeiro soberano da terra; e dele, de fato, surgiram os dois oficiantes hábeis: o Sūta e o Māgadha.

Verse 16

तत्स्तोत्रञ्चक्रतुर्वीरौ राजाभूज्जनरञ्जनात् दुग्धा गौस्तेन शस्यार्थं प्रजानां जीवनाय च

Aqueles dois heróis compuseram esse hino; e, por alegrar o povo, ele tornou-se rei. Por sua ação, a vaca foi ordenhada—para o bem das colheitas (e do sustento) e também para manter a vida dos súditos.

Verse 17

सह देवैर् मुनिगणैर् गन्धर्वैः साप्सरोगणैः पितृभिर्दानवैः सर्पैर् वीरुद्भिः पर्वतैर् जनैः

Juntamente com os deuses, as hostes de sábios (munis), os Gandharvas e as companhias de Apsaras; com os Pitṛs, os Dānavas e as serpentes; com as trepadeiras e as plantas, as montanhas e os povos.

Verse 18

तेषु तेषु च पात्रेषु दुह्यमाना वसुन्धरा प्रादाद्यथेप्सितं क्षीरन्तेन प्राणानधारयत्

Quando Vasundharā (a Terra) era ordenhada em cada um daqueles recipientes, ela vertia leite exatamente conforme o desejado; com esse leite sustentaram suas vidas.

Verse 19

पृथोः पुत्रौ तु धर्मज्ञौ जज्ञाते ऽन्तर्द्विपालिनौ शिखण्डी हविर्धानमन्तर्धानात् व्यजायत

De Pṛthu nasceram dois filhos conhecedores do Dharma: Antardvi e Pālin. De Antardhāna, Śikhaṇḍī gerou Havirdhāna.

Verse 20

हविर्धानात् षडाग्नेयी धीषणाजनयत् सुतान् प्राचीनवर्हिषं शुक्रं गयं कृष्णं व्रजाजिनौ

De Havirdhāna, Ṣaḍāgneyī (Dhīṣaṇā) deu à luz seis filhos: Prācīnabarhis, Śukra, Gaya, Kṛṣṇa, Vraja e Ajina.

Verse 21

प्राचीनाग्राः कुशास्तस्य पृथिव्यां यजतो यतः प्राचीनवर्हिर्भगवान् महानासीत्प्रजापतिः

Porque realizou o sacrifício sobre a terra com a relva kuśa cujas pontas estavam voltadas para o oriente, aquele venerável Prajāpati tornou-se célebre como o Grande chamado Prācīnavarhis.

Verse 22

सवर्णाधत्त सामुद्री दश प्राचीनवर्हिषः राजसूयाभिव्यक्तानामाद्य इति ख,चिह्नितपुस्तकपाठः शुभ्रमिति ग,चिह्नितपुस्तकपाठः सुवर्णाधत्त इति ग, चिह्नितपुस्तकपाठः सर्वे प्रचेतसो नाम धनुर्वेदस्य पारगाः

Savarṇādhatta, Sāmudrī e os dez (filhos) de Prācīna-barhis—(em alguns manuscritos assinalados lê-se) “o primeiro entre os manifestados pelo Rājasūya”; (noutros) “Śubhra”; e (noutros) “Suvarṇādhatta”—todos eles, conhecidos como os Pracetases, eram mestres que haviam aperfeiçoado plenamente o Dhanurveda, a ciência do arco.

Verse 23

अपृथग्धर्मचरणास् ते तप्यन्त महत्तपः दशवर्षसहस्राणि समुद्रसलिलेशयाः

Aqueles que praticavam o dharma sem desvio realizaram grande austeridade, permanecendo deitados nas águas do oceano por dez mil anos.

Verse 24

प्रजापतित्वं सम्प्राप्य तुष्टा विष्णोश् च निर्गताः भूः खं व्याप्तं हि तरुभिस्तांस्तरूनदहंश् च ते

Tendo alcançado a condição de Prajāpatis, ficaram satisfeitos e emergiram de Viṣṇu. De fato, a terra e o céu estavam tomados por árvores; e eles queimaram essas mesmas árvores.

Verse 25

मुखजाग्निमरुद्भ्यां च दृष्ट्वा चाथ द्रुमक्षयम् उपगम्याब्रवीदेतान् राजा सोमः प्रजापतीन्

E então, ao ver o fogo que saía da boca e os ventos, e ao observar a devastação das árvores, o rei Soma aproximou-se daqueles Prajāpatis e falou-lhes.

Verse 26

कोपं यच्छत दास्यन्ति कन्यां वो मारिषां वराम् तपस्विनो मुनेः कण्डोः प्रम्लोचायां ममैव च

Refreai a vossa ira. Dar-vos-ão a excelente donzela Māriṣā, nascida do sábio asceta Kaṇḍu e da apsará Pramlocā, e assim também aparentada comigo.

Verse 27

भविष्यं जानता सृष्टा भार्या वो ऽस्तु कुलङ्करी अस्यामुत्पत्स्यते दक्षः प्रजाः संवर्धयिष्यति

O Criador, conhecendo de antemão o futuro, a plasmou e disse: “Seja ela vossa esposa, ornamento da linhagem. Dela nascerá Dakṣa, e ele nutrirá e fará crescer as criaturas.”

Verse 28

प्रचेतसस्तां जगृहुर्दक्षोस्याञ्च ततो ऽभवत् अचरांश् च चरांश् चैव द्विपदोथ चतुष्पदः

Os Pracetases a aceitaram (em matrimónio); e dela nasceu Dakṣa. Dele, por sua vez, vieram à existência seres imóveis e móveis, os de dois pés e também os de quatro.

Verse 29

स सृष्ट्वा मनसा दक्षः पश्चादसृजत स्त्रियः ददौ स दश धर्माय कश्यपाय त्रयोदश

Tendo primeiro criado pela mente, Dakṣa depois gerou as mulheres; deu dez (filhas) a Dharma e treze a Kaśyapa.

Verse 30

सप्ताविंशति सोमाय चतस्त्रो ऽरिष्टनेमिने द्वे चैव बहुपुत्राय द्वे चैवाङ्गिरसे अदात्

Ele deu vinte e sete (filhas) a Soma, quatro a Ariṣṭanemi, duas a Bahuputra e duas a Aṅgiras.

Verse 31

तासु देवाश् च नागाद्या मैथुनान्मनसा पुरा धर्मसर्गम्प्रवक्ष्यामि दशपत्नीषु धर्मतः

Entre elas, os deuses, os Nāgas e outros, outrora geraram descendência por união mental. Agora exporei, na devida ordem, a criação justa (dharma-sarga) que surge por meio das dez esposas, segundo o Dharma.

Verse 32

विश्वेदेवास्तु विश्वायाः साध्यान् साध्या व्यजायत मरुत्त्वया मरुत्त्वन्तो वसोस्तु वसवो ऽभवन्

De Viśvā surgiram os Viśvedevas; de Sādhyā nasceram os Sādhyas; de Maruttvatī vieram os Maruts; e de Vasu passaram a existir os Vasus.

Verse 33

भानोस्तु भानवः पुत्रा मुहूर्तास्तु मुहूर्तजाः कण्ठोरिति ग, चिह्नितपुस्तकपाठः कर्णोरिति ङ,चिह्नितपुस्तकपाठः स दृष्ट्वा मनसा इति ख, ग, चिह्नितपुस्तकपाठः द्वे चैव भाण्डवे तत इति ग, चिह्नितपुस्तकपाठः सम्बाया धर्मतो घोषो नागवीथी च यामिजा

Os Bhānavas são filhos de Bhānu (o Sol); e os Muhūrtas nascem de Muhūrta. Além disso, nesta enumeração das divisões do tempo e de seus nomes regentes, incluem-se também Sambāyā, Dharmataḥ, Ghoṣa, Nāgavīthī e Yāmijā.

Verse 34

पृथिवीविषयं सर्वमरुन्धत्यां व्यजायत सङ्कल्पायास्तु सङ्कल्पा इन्दोर् नक्षत्रतः सुताः

Tudo o que pertence ao domínio da Terra foi gerado a partir de Arundhatī. E de Saṅkalpā nasceram os Saṅkalpas — filhos da Lua, engendrados pela linhagem de Nakṣatra.

Verse 35

आपो ध्रुवञ्च सोमञ्च धरश् चैवानिलोनलः प्रत्यूषश् च प्रभावश् च वसवोष्टौ च नामतः

Āpa, Dhruva, Soma, Dhara, bem como Anila e Anala; e Pratyūṣa e Prabhāva — estes são, por nome, os oito Vasus.

Verse 36

आपस्य पुत्रो वैतण्ड्यः श्रमः शान्तो मुनिस् तथा ध्रुवस्य कालो लोकान्तो वर्चाः सोमस्य वै सुतः

Āpa teve um filho chamado Vaitaṇḍya; do mesmo modo (houve) Śrama, Śānta e o sábio Muni. De Dhruva nasceram Kāla e Lokānta; e Varcā foi, de fato, filho de Soma.

Verse 37

धरस्य पुत्रो द्रविणो हुतहव्यवहस् तथा मनोहरायाः शिशिरः प्राणोथ रमणस् तथा

O filho de Dhara é Draviṇa; do mesmo modo (há) Hutahavyavaha. E de Manoharā nasceram Śiśira, Prāṇa e também Ramaṇa.

Verse 38

पुरोजवोनिलस्यासीदविज्ञातो ऽनलस्य च अग्निपुत्रः कुमारश् च शरस्तम्बे व्यजायत

Purojava nasceu de Vāyu (o deus do Vento) e também era desconhecido para Anala (Agni). E Kumāra—filho de Agni—nasceu num tufo de juncos śara.

Verse 39

तस्य शाखो विशाखश् च नैगमेयश् च पृष्टजः कृत्तिकातः कार्त्तिकेयो यतिः सनत्कुमारकः

Dele (Skanda/Kārttikeya) são estes nomes: Śākha, Viśākha, Naigameya, Pṛṣṭaja, Kṛttikāta, Kārttikeya, Yati e Sanatkumāraka.

Verse 40

प्रत्यूषाद्देवलो जज्ञे विश्वकर्मा प्रभावतः कर्ता शिल्पसहस्राणां त्रिदशानाञ्च वर्धकिः

De Pratyūṣa nasceu Devala; e de Prabhāva nasceu Viśvakarmā—o artífice de milhares de ofícios e o mestre construtor (arquiteto/carpinteiro) dos deuses.

Verse 41

मनुष्याश्चोप्जीवन्ति शिल्पं वै भूषणादिकं सुरभी कश्यपाद्रुद्रानेकादश विजज्ञुषी

Os seres humanos, de fato, obtêm seu sustento por meio dos ofícios—como a confecção de ornamentos e afins. Surabhī, por Kaśyapa, deu à luz os onze Rudras.

Verse 42

महादेवप्रसादेन तपसा भाविता सती स्तकपाठः धर्मश् चैवानिलोनल इति ख, ग, चिह्नितपुस्तकपाठः धरिष इति ग, चिह्नितपुस्तकपाठः मरणस्तथेति ग, चिह्नितपुस्तकपाठः जातः सनत्कुमारत इति ग, चिह्नितपुस्तकपाठः युवती इति ग, चिह्नितपुस्तकपाठः अजैकपादहिर्ब्रघ्नस्त्वष्टा रुद्राश् च सत्तम

Pela graça de Mahādeva e aperfeiçoada pelo poder da austeridade, a virtuosa Satī fez manifestarem-se as hostes divinas; ó excelso, Ajaikapāda, Ahirbudhnya, Tvaṣṭṛ e os Rudras também se revelaram.

Verse 43

त्वष्टुश् चैवात्मजः श्रीमान्विश्वरूपो महायशाः हरश् च बहुरूपश् च त्र्यम्बकश्चापराजितः

Ele é também o ilustre filho de Tvaṣṭṛ: Viśvarūpa, de grande renome; e é Hara, de muitas formas; Tryambaka (o Três-Olhos) e o Inconquistável.

Verse 44

वृषाकपिश् च शम्भुश् च कपर्दी रैवतस् तथा मृगव्याधस्य सर्पश् च कपाली दश चैककः रुद्राणां च शतं लक्षं यैर् व्याप्तं सचराचरं

Vṛṣākapi, Śambhu, Kapardī e também Raivata; Mṛgavyādha, Sarpa, Kapālī, Daśa e Ekaka—por esses nomes/formas, cem mil Rudras permeiam todo o universo, o móvel e o imóvel.

Frequently Asked Questions

It contrasts adharmic non-protection (Vena) with dharmic sovereignty (Pṛthu): legitimate kingship is defined by protection of subjects and regulated extraction of resources (the Earth ‘milked’ for public welfare).

Dhruva exemplifies tapas as a disciplined, goal-directed ritual of the self; Viṣṇu’s granting of an immovable station presents steadfastness (dhruvatā) as the fruit of sustained vow, devotion, and regulated practice.

These lists operate as knowledge indexes: they connect cosmology to liturgy (names for recitation), to social theology (divine functions), and to applied śāstras (Viśvakarmā as the archetype behind crafts and Vāstu-oriented thinking).