
O Akṣi Upaniṣad (associado ao Atharvaveda) pertence ao estrato tardio da literatura upaniṣádica. Tomando ‘akṣi’ (o olho) como símbolo, desloca a investigação do visto para o ‘vidente’: a consciência-testemunha (draṣṭṛ/sākṣin) que torna toda experiência possível. O mundo visível é mutável, enquanto a consciência que ilumina a experiência é auto-luminosa (svayaṃ-prakāśa) e imutável; este é o seu núcleo vedântico. O texto interpreta a tendência exterior dos sentidos como metáfora do vínculo com o saṃsāra e enfatiza o retorno interior por meio do domínio dos sentidos, da purificação mental e do viveka (discernimento entre o visto e o vidente) como caminho de libertação. Seu ápice é a compreensão não-dual: o ātman não é diferente de Brahman. A mokṣa não é a aquisição de um novo objeto, mas o reconhecimento da identidade sempre presente quando a avidyā se dissipa.
- Akṣi (the eye) as a symbol for consciousness: the seer is prior to the seen
- Distinction between dṛśya (objects) and draṣṭṛ (witness); the witness is not objectifiable
- Self-luminosity (svayaṃ-prakāśatva) of awareness: it illumines all experiences
- Sense-withdrawal and interiorization: turning attention from external forms to the inner light
- Discrimination (viveka) between the transient field of perception and the unchanging ātman
- Non-dual orientation: ātman recognized as Brahman
the ground of knowing
- Liberation (mokṣa) as knowledge (jñāna)
not as ritual attainment or sensory perfection
Explore the verses of this Upanishad.
No verses available for this Upanishad yet.