Adhyaya 32
Vishnu KhandaVenkatachala MahatmyaAdhyaya 32

Adhyaya 32

Este adhyāya apresenta, como discurso teológico de origem, como um rio é estabelecido numa região sem rios para o bem-estar dos seres. Bharadvāja narra que Agastya, após concluir os ritos matinais e a adoração, ouve uma voz divina invisível vinda do céu (ākāśavāṇī) declarando que uma terra sem rio carece do brilho ritual e cultural, e exortando-o a iniciar um rio benfazejo que remova o medo nascido de profunda aflição moral. Agastya consulta os sábios reunidos; eles louvam seus feitos extraordinários e pedem que ele faça surgir um grande rio para que o banho sagrado e a purificação se tornem possíveis. Agastya então empreende severa tapas, intensificando as disciplinas através de estações rigorosas; a austeridade causa perturbação cósmica e temor entre os seres. Os devas recorrem a Brahmā, que aparece no eremitério de Agastya, concede uma graça e ouve seu pedido. Agastya suplica que a terra seja santificada e protegida por meio de um grande rio. Brahmā convoca Gaṅgā e ordena que ela desça por uma emanação parcial (svāṃśa) para tornar-se um rio que purifique o povo e seja continuamente servido por sábios e seres divinos. Gaṅgā revela uma forma radiante nascida de sua própria porção, promete cumprir, e Agastya indica o percurso; o capítulo encerra-se com Agastya conduzindo essa forma de rio desde as alturas da montanha pelo caminho desejado, estabelecendo o fundamento da sacralidade da Suvarṇamukharī.

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