Adhyaya 30
Vishnu KhandaVenkatachala MahatmyaAdhyaya 30

Adhyaya 30

O capítulo, na moldura narrativa de Sūta, apresenta uma descrição lírica e topográfica do rio Suvarṇamukharī: brisas refrescantes, ondas, lótus, aves aquáticas e a atmosfera sagrada de um tīrtha. O rio é exaltado como agente de santidade que nutre os campos e sustenta os assentamentos de ascetas, e sua beleza ribeirinha sinaliza a potência espiritual do lugar. Em seguida, Arjuna avista a montanha célebre associada a Kālahastī, banha-se no rio e realiza darśana e culto a Kālahastīśvara (Śiva), sentindo a conclusão plena do rito. Prossegue pela região observando siddhas, gandharvas, yogins, eremitérios tranquilos e comunidades de munis disciplinados, destacando uma ecologia ética em que prática espiritual e paisagem se fortalecem mutuamente. A narrativa passa então à aproximação de Arjuna ao āśrama de Bharadvāja, descrito com abundância de bosques, árvores floridas, pássaros e lagos serenos. Bharadvāja o recebe com hospitalidade formal (arghya, assento, perguntas sobre o bem-estar) e recorda-se a vaca realizadora de desejos para prover alimento. O capítulo encerra com a curiosidade de Arjuna sobre a origem extraordinária e o poder do rio, preparando a explicação subsequente.

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