
Este capítulo apresenta-se como um discurso teológico em forma de pergunta e resposta: Brahmā pergunta a Bhagavān sobre os frutos de banhar Hari com pañcāmṛta e, em especial, com śaṅkha-udaka, a água contida na concha sagrada (śaṅkha). O Senhor responde estabelecendo uma hierarquia de substâncias rituais—leite, coalhada, ghee, mel, açúcar e água perfumada de flores—afirmando mérito crescente e resultados distintos: auspiciosidade, nutrição, remoção do infortúnio e acesso a moradas divinas. Em seguida, o ensinamento torna-se específico quanto ao calendário: o mês de Mārgaśīrṣa, com referências aos dias Dvādaśī e Pañcadaśī. A concha é descrita como uma “tecnologia ritual”: números determinados de abluções com água de concha (8, 16, 24, 108, 1008 etc.) são associados a promessas que vão da soberania mundana e realeza até longa permanência nos céus, e mesmo a libertação (mokṣa) para um grupo de devotos. O texto sacraliza a água da concha ao declarar que ela se torna semelhante à Gaṅgā e que todos os tīrthas habitam na concha por ordem divina. Descreve a iconografia da śaṅkha e as divindades que nela residem—Lua, Varuṇa, Prajāpati, Gaṅgā e Sarasvatī—prescreve oferecer arghya e circundar com a concha, destacando seus efeitos protetores contra aflições e seres hostis. Ao final, afirma-se que o banho devocional acompanhado de música auspiciosa conduz ao estado de “liberto em vida”, apresentando a devoção ritual como purificação e caminho soteriológico.
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