कालनिर्णयः, युगधर्मवर्णनम्, सृष्टिक्रमश्च
Time-Reckoning, Yuga-Dharma, and the Sequence of Creation
शचीपति इन्द्र! न मैं कर्ता हूँ, न तुम कर्ता हो और न कोई दूसरा ही कर्ता है। काल बारी-बारीसे अपनी इच्छाके अनुसार सम्पूर्ण लोकोंका उपभोग करता है ।।
śakra uvāca | śacīpate indra! na mayi kartā, na tvaṃ kartā, na ca kaścid anya eva kartā | kālaḥ krameṇa svecchayā samastān lokān upabhuṅkte || māsamāsārdha-veśmānam ahorātrābhi-saṃvṛtam | ṛtu-dvāraṃ varṣa-mukham āyur veda-vido janāḥ ||
Śakra disse: “Ó Indra, senhor de Śacī! Nem eu sou o agente, nem tu o és; nem qualquer outro o é de fato. É o Tempo que, em devida sequência e segundo a sua própria vontade, experimenta e consome todos os mundos. Os conhecedores do Veda declaram que meses e quinzenas são a morada do Tempo; dia e noite, o seu manto; as estações, as suas portas; o ano, a sua boca. O próprio Tempo é a forma da duração da vida.”
श॒क्र उवाच
The verse teaches the limitation of personal agency: ultimate causality is attributed to Kāla (Time), which governs the rise and fall of beings and worlds. This supports ethical detachment—acting without egoistic doership—and frames events as unfolding within a larger cosmic order.
Śakra (Indra) speaks in a reflective, philosophical mode, addressing Indra as Śacī’s lord, and explains that neither speaker nor listener is the true agent. He then uses a vivid metaphor: Time has months and fortnights as its dwelling, day and night as its covering, seasons as its doors, and the year as its mouth—emphasizing Time’s all-encompassing sovereignty over life-span.