सत्य–अनृत, प्रकाश–तमस्, स्वर्ग–नरक विवेचनम्
Truth and Untruth as Light and Darkness; Svarga and Naraka as Ethical Consequences
भूगुरुवाच (नारायणो जगमन्मूर्तिरन्तरात्मा सनातन: । कूटस्थो$क्षर अव्यक्तो निर्लेपो व्यापक: प्रभु: ।।
bhīṣma uvāca |
bhṛgur uvāca—nārāyaṇo jaganmanmūrtir antarātmā sanātanaḥ |
kūṭastho ’kṣara avyaktō nirlepo vyāpakaḥ prabhuḥ ||
prakṛteḥ parato nityam indriyair apy agocaraḥ |
sa sisṛkṣuḥ sahasrāṃśād asṛjat puruṣaṃ prabhuḥ ||
mānaso nāma vikhyātaḥ śrutapūrvo maharṣibhiḥ |
anādinidhano devas tathābhedyo ’jarāmaraḥ ||
Bhīṣma disse: Bhrigu declarou—Nārāyaṇa é a própria forma encarnada do universo, o Eu interior (antarātman) de todos os seres e o Purusha eterno. Ele é o imutável (kūṭastha), imperecível, não manifesto (avyakta), não manchado por qualidades, onipenetrante e Senhor soberano—sempre além de Prakṛti e inacessível até aos sentidos. Quando nesse Senhor surgiu o desígnio de criar, Ele fez nascer, de uma milésima parte de Si mesmo, um ‘Purusha’, primeiro ouvido pelos grandes rishis e célebre como o Purusha Mānasa (nascido da mente). Essa divindade primordial, nascida da mente, não tem começo nem fim, é inviolável, não envelhece e é imortal.
भीष्म उवाच
The verse teaches a Vedāntic vision of the Supreme: Nārāyaṇa is the inner Self of all, untouched and unmanifest, beyond material nature and sensory grasp, yet the sovereign source from whom creation proceeds.
Within Bhīṣma’s discourse, a citation of Bhṛgu describes how, when the Lord willed creation, He emanated a cosmic ‘Person’—the Mānasa Puruṣa—known to ancient seers as a primordial, deathless principle.