
Vāraṇāvatāgamana: Public Farewell, Vidura’s Coded Counsel, and Departure
Upa-parva: Vāraṇāvatāgamana (Departure to Vāraṇāvata) Episode
Vaiśaṃpāyana describes the Pāṇḍavas preparing their chariots and formally taking leave: they bow to Bhīṣma and other elders including Dhṛtarāṣṭra, Droṇa, Vidura, and Kṛpa, then honor their mothers and circumambulate in ritual respect. The citizens follow in grief, voicing concern that the king’s judgment is obscured and that the Pāṇḍavas—portrayed as unlikely to choose wrongdoing—are being displaced unjustly. Yudhiṣṭhira responds with a disciplined articulation of duty: the king is to be treated as father and foremost authority; therefore the command must be carried out without suspicion, and the citizens should return after blessings, offering help when needed. After the public disperses, Vidura privately instructs Yudhiṣṭhira through layered metaphors about concealed dangers, sharp weapons without metal, and survival through vigilance and knowledge of pathways—indirectly signaling a hostile environment and the need for strategic awareness. Kuntī then asks Yudhiṣṭhira to recount Vidura’s words; he summarizes the counsel, indicating he has understood. The chapter closes with a temporal marker and arrival: on the eighth day, under Rohiṇī in Phālguna, they reach Vāraṇāvata and see the townspeople.
Chapter Arc: In the gurukula’s proving-ground, Drona sets a razor-edged test: the arrow must fly the instant his command is given—discipline and aim must become one breath. → One by one the princes are questioned on what they see; their minds scatter across tree, branch, and sky. Only Arjuna’s gaze narrows to a single point—the bird’s eye—while Drona’s own peril (seized by a graha/crocodile-like being) presses the students toward decisive action. → Arjuna, bow drawn into a perfect circle, answers: he sees only the bird—nothing else—and at Drona’s word releases the shaft with flawless timing; the feat culminates in the slaying of the graha and the freeing of the guru. → Drona, though capable himself, accepts the rescue as the seal of Arjuna’s supremacy in focus and obedience; he grants Arjuna a supreme astra for use against non-human foes and declares that no other archer will equal him. → The gift of a ‘parama-astra’ and the proclamation of unmatched prowess foreshadow future contests and the dangerous weight of exceptional power.
Verse 1
(दाक्षिणात्य अधिक पाठका १ श्लोक मिलाकर कुल ८० “लोक हैं।) भीकम (2 अमान द्वात्रिशर्दाधिकशततमो< ध्याय: अर्जुनके द्वारा लक्ष्यवेध
Vaiśampāyana disse: Então Droṇa, sorrindo, dirigiu-se a Dhanañjaya (Arjuna): “Agora é a tua vez de golpear — observa bem este alvo.”
Verse 2
मद्वाक्यसमकाल ते मोक्तव्यो5त्र भवेच्छर: | वितत्य कार्मुकं पुत्र तिष्ठ तावन्मुहूर्तकम्
Vaiśampāyana disse: “No exato momento em que receberes a minha ordem, deves soltar aqui a flecha. Meu filho, arma e retesa o arco, fica de pé pronto, e espera por um breve instante o meu comando.”
Verse 3
एवमुक्त: सव्यसाची मण्डलीकृतकार्मुक: । तस्थौ भासं समुद्दिश्य गुरुवाक्यप्रचोदित:
Assim instruído, Arjuna — célebre por manejar o arco com ambas as mãos — puxou-o com tal rapidez que parecia formar um círculo. Impelido pela palavra do mestre, ficou de pé, pronto, fixando a mira na ave (o alvo).
Verse 4
मुहूर्तादिव तं द्रोणस्तथैव समभाषत । पश्यस्थेनं स्थितं भासं द्रुमं मामपि चार्जुन
Após um breve instante, Droṇa voltou a falar-lhe do mesmo modo: “Arjuna, vês aquele abutre pousado ali, a árvore, e também a mim?”
Verse 5
पश्याम्येक॑ भासमिति द्रोणं पार्थो& भ्यभाषत । नतु वृक्ष भवन्तं वा पश्यामीति च भारत,जनमेजय! यह प्रश्न सुनकर अर्जुनने द्रोणाचार्यसे कहा--“मैं केवल गीधको देखता हूँ। वृक्षको अथवा आपको नहीं देखता”
Vaiśampāyana disse: Quando foi questionado, Pārtha (Arjuna) respondeu a Droṇa: “Vejo apenas o bhāsa, a ave, e somente ela; não vejo a árvore, nem vejo o senhor.”
Verse 6
ततः प्रीतमना द्रोणो मुहूर्तादिव त॑ं पुनः । प्रत्यभाषत दुर्धर्ष: पाण्डवानां महारथम्,इस उत्तरसे द्रोणका मन प्रसन्न हो गया। मानो दो घड़ी बाद दुर्धर्ष द्रोणाचार्यने पाण्डव- महारथी अर्जुनसे फिर पूछा--
Então Droṇa, com o espírito satisfeito, após um intervalo que pareceu breve, dirigiu-se a ele novamente. O temível Droṇācārya falou outra vez a Arjuna, o grande guerreiro de carro entre os Pāṇḍavas.
Verse 7
भासं पश्यसि यद्येनं तथा ब्रूहि पुनर्वच: । शिर: पश्यामि भासस्य न गात्रमिति सो<ब्रवीत्
Vaiśampāyana disse: “Se de fato vês esse bhāsa, dize outra vez, com precisão, o que vês.” Arjuna respondeu: “Vejo apenas a cabeça do pássaro; não vejo o seu corpo.”
Verse 8
अर्जुनेनैवमुक्तस्तु द्रोणो हृष्टतनूरुह: । मुज्चस्वेत्यब्रवीत् पार्थ स मुमोचाविचारयन्
Ao ouvir Arjuna falar assim, o corpo de Droṇa estremeceu de alegria, com os pelos eriçados. Disse a Pārtha: “Atira!” E Arjuna, sem parar para ponderar, soltou a flecha.
Verse 9
ततस्तस्य नगस्थस्य क्षुरेण निशितेन च । शिर उत्कृत्य तरसा पातयामास पाण्डव:,फिर तो पाण्डुनन्दन अर्जुनने अपने चलाये हुए तीखे क्षुर नामक बाणसे वृक्षपर बैठे हुए उस गीधका मस्तक वेगपूर्वक काट गिराया
Então o Pāṇḍava (Arjuna), com uma flecha chamada kṣura, afiada e cortante como navalha, decepou com rapidez a cabeça da ave pousada na árvore e fê-la cair.
Verse 10
तस्मिन् कर्मणि संसिद्धे पर्यष्वजत पाण्डवम् । मेने च द्रुपदं संख्ये सानुबन्धं पराजितम्
Quando aquela empreitada foi concluída com êxito, o mestre abraçou o Pāṇḍava (Arjuna) com aprovação sincera. E convenceu-se de que o rei Drupada seria, sem dúvida, derrotado em batalha por Arjuna, juntamente com todos os seus aliados e apoiadores—afirmação do valor do discípulo e da determinação do mestre de ajustar uma antiga inimizade segundo o código da guerra.
Verse 11
कस्यचित् त्वथ कालस्य सशिष्योडज़्िरसां वर: । जगाम गड्डामभितो मज्जितुं भरतर्षभ,भरतश्रेष्ठ। तदनन्तर किसी समय आंगिरसवंशियोंमें उत्तम आचार्य द्रोण अपने शिष्योंके साथ गंगाजीमें स्नान करनेके लिये गये
Vaiśampāyana disse: Passado algum tempo, Droṇa—o mais eminente entre os descendentes de Aṅgiras—foi com seus discípulos ao rio Gaṅgā para banhar-se. Ó touro entre os Bhāratas, ó o melhor da linhagem de Bharata, assim a narrativa se volta para a conduta do mestre e a vida disciplinada dos estudantes, marcada pela pureza e pela observância do costume.
Verse 12
अवगाढमथो द्रोणं सलिले सलिलेचर: । ग्राहो जग्राह बलवाञ्जड्घान्ते कालचोदित:,वहाँ जलमें गोता लगाते समय कालसे प्रेरित हो एक बलवान् जलजन्तु ग्राहने द्रोणाचार्यकी पिंडली पकड़ ली
Vaiśampāyana disse: Quando Droṇa mergulhou na água, uma poderosa criatura aquática—um crocodilo—agarrou-o pela parte inferior da perna, como se fosse impelido pelo próprio Tempo. O episódio ressalta como forças imprevistas podem subitamente prender até os mais fortes, provando a firmeza e convocando o dever de proteção e resposta dos demais.
Verse 13
स समर्थोडपि मोक्षाय शिष्यान् सर्वानचोदयत् | ग्राहं हत्वा मोक्षयध्वं मामिति त्वरयन्निव,वे अपनेको छुड़ानेमें समर्थ होते हुए भी मानो हड़बड़ाये हुए अपने सभी शिष्योंसे बोले --'इस ग्राहको मारकर मुझे बचाओ”
Vaiśampāyana disse: Embora ele próprio fosse capaz de se libertar, instou todos os seus discípulos, como se estivesse em pressa: “Matai este crocodilo e libertai-me!” O momento ressalta a urgência de socorrer quem está em aflição e o chamado ético a agir com decisão para proteger o mestre e sustentar o dever.
Verse 14
तद्वाक्यसमकाल तु बीभत्सुर्निशितै: शरै: । अवार्य: पज्चभिग्रहं मग्नमम्भस्यताडयत्,उनके इस आदेशके साथ ही बीभत्सु (अर्जुन)-ने पाँच अमोघ एवं तीखे बाणोंद्वारा पानीमें डूबे हुए उस ग्राहपर प्रहार किया
Vaiśampāyana disse: No exato momento em que tais palavras foram ditas, Bībhatsu (Arjuna), com cinco flechas infalíveis e afiadas como lâminas, atingiu o crocodilo que havia afundado sob a água—agindo com rapidez para proteger a vida e sustentar o dever justo diante do perigo súbito.
Verse 15
इतरे त्वथ सम्मूढास्तत्र तत्र प्रपेदिरे । तंतु दृष्टवा क्रियोपेतं द्रोणोडमन्यत पाण्डवम्
Disse Vaiśampāyana: Os outros, porém, permaneceram atônitos, cada qual ficando onde estava. Ao ver o Pāṇḍava (Arjuna) prontamente empenhado numa ação eficaz, Droṇa o considerou o primeiro entre todos os seus discípulos e, naquele momento, ficou grandemente satisfeito com ele.
Verse 16
विशिष्ट सर्वशिष्येभ्य: प्रीतिमांश्वाभवत् तदा | स पार्थबाणैर्बहुधा खण्डश: परिकल्पित:
Disse Vaiśampāyana: Então Droṇa considerou Arjuna superior a todos os seus discípulos e encheu-se de afeição e alegria por ele. Em seguida, o agressor foi retalhado em muitos pedaços pelas flechas de Pārtha.
Verse 17
ग्राह: पञ्चत्वमापेदे जड्घां त्यक्त्वा महात्मन: । अथाब्रवीन्महात्मानं भारद्वाजो महारथम्
Disse Vaiśampāyana: O crocodilo encontrou a morte, soltando a perna do grande homem. Então Bhāradvāja (Droṇa), o nobre guerreiro, dirigiu-se àquele grande combatente de carro (Arjuna).
Verse 18
गृहाणेदं महाबाहो विशिष्टमतिदुर्धरम् । अस्त्रं ब्रहद्मशिरो नाम सप्रयोगनिवर्तनम्
Disse Vaiśampāyana: “Recebe isto, ó de braços poderosos—uma arma excepcional, dificílima de sustentar. É o projétil chamado Brahmaśiras, e eu o ensino a ti juntamente com o modo correto de empregá-lo e de recolhê-lo.”
Verse 19
नच ते मानुषेष्वेतत् प्रयोक्तव्यं कथंचन । जगद् विनिर्दहेदेतदल्पतेजसि पातितम्
Disse Vaiśampāyana: “Nunca, sob circunstância alguma, deves empregar esta arma contra seres humanos. Se for disparada contra um homem de pouco fulgor espiritual ou marcial, poderá, com ele, queimar o mundo inteiro.”
Verse 20
असामान्यमिदं तात लोकेष्वस्त्रं निगद्यते । तद् धारयेथा: प्रयत: शृणु चेदं वचो मम
Vaiśampāyana disse: “Meu filho, esta arma é tida nos mundos como algo extraordinário. Portanto, porta-a com disciplinado autocontrole; e escuta atentamente o que te digo.”
Verse 21
बाधेतामानुष: शत्रुर्यदि त्वां वीर कश्नन । तद्वधाय प्रयुञज्जीथास्तदस्त्रमिदमाहवे,“वीर! यदि कोई अमानव शत्रु तुम्हें युद्धमें पीड़ा देने लगे तो तुम उसका वध करनेके लिये इस अस्त्रका प्रयोग कर सकते हो”
Vaiśampāyana disse: “Ó herói, se em batalha algum inimigo não humano vier a afligir-te, então, para destruí-lo, poderás empregar esta arma no combate.”
Verse 22
तथेति सम्प्रतिश्रुत्य बीभत्सु: स कृताञज्जलि: । जग्राह परमास्त्रं तदाह चैन पुनर्गुरु: । भविता त्वत्समो नान्य: पुमॉल्लोके धनुर्धर:
“Assim seja”, jurou Bībhatsu; e, com as mãos unidas em reverência, recebeu aquela arma suprema. Então seu mestre lhe disse novamente: “Neste mundo não haverá outro homem igual a ti como arqueiro.”
Verse 132
इति श्रीमहाभारते आदिपर्वणि सम्भवपर्वणि द्रोणग्राहमो क्षणे द्वात्रिशधिकशततमो<ध्याय:
Assim, no Śrī Mahābhārata, no Ādi Parva e, em particular, no Sambhava Parva, encerra-se o capítulo cento e trinta e dois, na seção referente à “libertação” (mokṣaṇa) do episódio da apreensão por Droṇa.
The dilemma is how to reconcile obedience to the king’s directive with the perception of injustice: Yudhiṣṭhira models compliance as a dharmic norm while implicitly leaving room for prudent self-protection when conditions are unsafe.
The chapter teaches that righteousness may require both principled restraint (respect for authority and elders) and practical wisdom (recognizing risk, reading indirect counsel, and preparing to navigate adversity without public escalation).
No explicit phalaśruti appears here; the meta-function is narrative and ethical—demonstrating how dharma operates under constraint and how counsel can be encoded to preserve safety within a politically charged environment.
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