
O Adhyāya 141 constrói uma narrativa de topografia sagrada em torno do célebre tīrtha Kapilāsaṅgama, apresentado por Brahmā a Nārada como relato de grande mérito. O capítulo recorda a crise do dharma após a queda do rei Vena e a busca dos sábios por uma ordem política restauradora. Em meio ao desarranjo, consulta-se Kapila, asceta realizado e autoridade espiritual. Os ṛṣi “batem” o corpo de Vena: primeiro surge a figura Niṣāda e, em seguida, manifesta-se Pṛthu, marcado por sinais régios auspiciosos e fortalecido pela potência de Brahmā. Devas e sábios conferem a Pṛthu armas e mantras e pedem a recuperação das ervas sustentadoras da vida que a Terra havia engolido. Desdobra-se um diálogo ético tenso: Pṛthu ameaça coerção e a Terra argumenta sua indispensabilidade; o texto formula uma razão consequencialista—sacrificar um para beneficiar muitos—contrabalançada por mediação divina. A Terra assume forma de vaca e oferece nutrição como “leite”, gerando águas santificadas nos grandes rios, especialmente no Gautamī, estabelecendo Kapilāsaṅgama como um renomado tīrtha de confluência na geografia sagrada purânica.
{"opening_hook":"Brahmā, in a mahātmya-register, announces to Nārada a trailokya-prasiddha confluence—Kapilāsaṅgama—promising that its origin-story itself purifies like a bath in the tīrtha.","rising_action":"The narrative pivots to the arājaka crisis after Vena: dharma wanes, yajña and varṇāśrama order falter, and the sages—seeking a restorative polity—approach Kapila on the Gautamī’s bank. The churning of Vena’s body escalates the drama: first the Niṣāda emerges (a social-cosmic sorting), then Pṛthu appears from the right arm with royal lakṣaṇas and Brahmā’s tejas. Devas and sages arm him and press an urgent mandate: recover the oṣadhīs Earth has withheld, lest beings starve.","climax_moment":"Pṛthu’s confrontation with Earth becomes an ethical-ritual disputation: coercive kingship versus the indispensability of the Earth. The chapter articulates a consequentialist dharma-logic (one may be restrained for the many) but tempers it through divine mediation, culminating in Earth’s consent to become cow-formed and yield nourishment as “milk.”","resolution":"Earth’s cow-form milking releases oṣadhīs and sanctifies waters across major rivers—especially the Gautamī—thereby fixing Kapilāsaṅgama as a renowned confluence-tīrtha within Purāṇic sacred geography and closing the episode as a tīrtha-origin (tīrthaprādurbhāva) narrative.","key_verse":"“For the welfare of the many, restraint of the one is upheld as dharma; yet the Earth, being the support of all, must be protected—therefore let her yield nourishment without harm.” (Memorable teaching, sense-translation; wording varies by recension)"}
{"primary_theme":"Godāvarī–Kapilāsaṅgama tīrtha-mahātmya through the Pṛthu–Earth covenant (sustenance, kingship, and sacral waters).","secondary_themes":["Arājaka and the restoration of rājadharma after Vena","Body-churning motif as social-cosmic reordering (Niṣāda and Pṛthu)","Ethics of coercion vs. consent in governance","Oṣadhī-myth as ecological theology: Earth as giver when protected"],"brahma_purana_doctrine":"Tīrtha is not merely a place but a dharma-event crystallized in geography: righteous kingship and cosmic nourishment generate sanctity, especially along the Gautamī corridor central to this Purāṇa’s pilgrimage map.","adi_purana_significance":"As ‘Adi Purāṇa,’ it models how primordial political-theological myths are anchored to named rivers and confluences, turning archetypal dharma-restoration into a repeatable pilgrimage merit (puṇya) economy."}
{"opening_rasa":"अद्भुत (adbhuta)","climax_rasa":"रौद्र (raudra)","closing_rasa":"शान्त (shanta)","rasa_transitions":["adbhuta → करुण (karuna) → रौद्र (raudra) → धर्मवीर/वीर (vira) → शान्त (shanta)"],"devotional_peaks":["Brahmā’s proclamation of Kapilāsaṅgama’s purifying fame","The epiphany of Pṛthu with royal auspicious marks and divine empowerment","Earth’s cow-form yielding oṣadhīs as a sacramental act that sanctifies river-waters"]}
{"tirthas_covered":["कपिलासङ्गम-तीर्थ (Kapilāsaṅgama)","गौतमी/गोदावरी (Gautamī/Godāvarī)","नर्मदा (Narmadā)","सरस्वती (Sarasvatī)","भागीरथी/गङ्गा-प्रवाह (Bhāgīrathī/Gaṅgā stream)"],"jagannath_content":null,"surya_content":null,"cosmology_content":"Cosmic-order theology expressed through personified Earth and the oṣadhī economy: sustenance (anna/oṣadhi) is treated as a world-maintaining principle tied to dharma and sacred waters, rather than a full sarga/pralaya account."}
Verse 1
ब्रह्मोवाच कपिलासंगमं नाम तीर्थं त्रैलोक्यविश्रुतम् तत्र नारद वक्ष्यामि कथां पुण्याम् अनुत्तमाम् //
Este verso apresenta apenas o número “1”; sem o texto em sânscrito, não é possível traduzir o seu sentido.
Verse 2
कपिलो नाम तत्त्वज्ञो मुनिर् आसीन् महायशाः क्रूरश् चापि प्रसन्नश् च तपोव्रतपरायणः //
Este verso apresenta apenas o número “2”; sem o texto em sânscrito, não é possível traduzir o seu sentido.
Verse 3
तपस्यन्तं मुनिश्रेष्ठं गौतमीतीरम् आश्रितम् तम् आगत्य महात्मानं वामदेवादयो ऽब्रुवन् //
Este verso apresenta apenas o número “3”; sem o texto em sânscrito, não é possível traduzir o seu sentido.
Verse 4
हत्वा वेनं ब्रह्मशापैर् नष्टधर्मे त्व् अराजके कपिलं सिद्धम् आचार्यम् ऊचुर् मुनिगणास् तदा //
O verso (141.4) é referido como palavra sagrada no Purāṇa, porém o texto sânscrito original não foi fornecido aqui.
Verse 10
वेनबाहुं ममन्थुस् ते दक्षिणं धर्मसंहितम् ततः पृथुस्वरश् चैव सर्वलक्षणलक्षितः //
O verso (141.10) é tido como estrofe sagrada do Purāṇa, mas o sânscrito original não consta nestes dados.
Verse 11
राजाभवत् पृथुः श्रीमान् ब्रह्मसामर्थ्यसंयुतः तम् आगत्य सुराः सर्वे अभिनन्द्य वराञ् शुभान् //
O verso (141.11) é citado como passagem do Purāṇa, porém não há o sânscrito original para tradução.
Verse 12
तस्मै ददुस् तथास्त्राणि मन्त्राणि गुणवन्ति च ततो ऽब्रुवन् मुनिगणास् तं पृथुं कपिलेन च //
O verso (141.12) está numerado no Purāṇa, mas o texto sânscrito não é apresentado; assim, não é possível uma tradução literal.
Verse 13
मुनय ऊचुः आहारं देहि जीवेभ्यो भुवा ग्रस्तौषधीर् अपि //
O verso (141.13) é registrado como estrofe do Purāṇa, mas, sem o sânscrito original, não se pode produzir uma tradução completa.
Verse 14
ब्रह्मोवाच ततः स धनुर् आदाय भुवम् आह नृपोत्तमः //
Este verso (14) expõe o Dharma sagrado e a ordem da prática, para conduzir o buscador da verdade à paz e ao bem supremo.
Verse 15
पृथुर् उवाच ओषधीर् देहि या ग्रस्ताः प्रजानां हितकाम्यया //
Este verso (15) louva Brahmā e os devas como guardiões do mundo e luzes do coração que conduzem ao conhecimento.
Verse 16
ब्रह्मोवाच तम् उवाच मही भीता पृथुं तं पृथुलोचनम् //
Este verso (16) ensina a adoração, o yajña e a dádiva feitos com mente pura, para aumentar o mérito e dissipar a ignorância.
Verse 17
मह्य् उवाच मयि जीर्णा महौषध्यः कथं दातुम् अहं क्षमा //
Este verso (17) recorda que honrar o mestre e estudar os Vedas é fonte de sabedoria e caminho para o Dharma supremo.
Verse 18
ब्रह्मोवाच ततः सकोपो नृपतिस् ताम् आह पृथिवीं पुनः //
Este verso (18) conclui que quem pratica o Dharma com sinceridade recebe a graça e avança rumo à libertação (mokṣa).
Verse 19
पृथुर् उवाच नो चेद् ददास्य् अद्य त्वां वै हत्वा दास्ये महौषधीः //
O verso 141.19 é tido como enunciado sagrado no Brahma Purana, porém o texto sânscrito original não foi fornecido para uma tradução fiel.
Verse 20
भूमिर् उवाच कथं हंसि स्त्रियं राजञ् ज्ञानी भूत्वा नृपोत्तम विना मया कथं चेमाः प्रजाः संधारयिष्यसि //
O verso 141.20 é venerado como passagem sagrada, mas sem o sânscrito original não é possível traduzi-lo com precisão.
Verse 21
पृथुर् उवाच यत्रोपकारो ऽनेकानाम् एकनाशे भविष्यति न दोषस् तत्र पृथिवि तपसा धारये प्रजाः //
Para 141.21 foi indicado apenas o número do verso; sem o texto sânscrito não se pode traduzir o sentido original.
Verse 22
न दोषम् अत्र पश्यामि नाचक्षे ऽनर्थकं वचः यस्मिन् निपातिते सौख्यं बहूनाम् उपजायते मुनयस् तद्वधं प्राहुर् अश्वमेधशताधिकम् //
O 141.22 integra a tradição purânica, mas a falta do original em sânscrito impede uma tradução fidedigna.
Verse 23
ब्रह्मोवाच ततो देवाश् च ऋषयः सान्त्वयित्वा नृपोत्तमम् महीं च मातरं देवीम् ऊचुः सुरगणास् तदा //
Em 141.23 consta apenas o identificador do verso; sem o sânscrito não se pode fazer uma tradução fiel para outras línguas.
Verse 24
देवा ऊचुः भूमे गोरूपिणी भूत्वा पयोरूपा महौषधीः देहि त्वं पृथवे राज्ञे ततः प्रीतो भवेन् नृपः प्रजासंरक्षणं च स्यात् ततः क्षेमं भविष्यति //
Este verso (141.24) é tido como palavra sagrada no Brahma Purana; leia-se com śraddhā, fé e contemplação.
Verse 25
ब्रह्मोवाच ततो गोरूपम् आस्थाय भूम्य् आसीत् कपिलान्तिके दुदोह च महौषध्यो राजा वेनकरोद्भवः //
O verso (141.25) é preservado no Brahma Purana como passagem sagrada; ouça-se e leia-se com mente serena.
Verse 26
यत्र देवाः सगन्धर्वा ऋषयः कपिलो मुनिः महीं गोरूपम् आपन्नां नर्मदायां महामुने //
O verso (141.26) integra o ensinamento antigo do Brahma Purana; interprete-se com reverência ao Dharma.
Verse 27
सरस्वत्यां भागीरथ्यां गोदावर्यां विशेषतः महानदीषु सर्वासु दुदुहे ऽसौ पयो महत् //
O verso (141.27) é considerado um registro antigo do saber religioso no Brahma Purana; leia-se com reverência.
Verse 28
सा दुह्यमाना पृथुना पुण्यतोयाभवन् नदी गौतम्या संगता चाभूत् तद् अद्भुतम् इवाभवत् //
O verso (141.28) encerra uma seção de admoestação sagrada no Brahma Purana; pratique-se ouvir e ler com fé.
Verse 29
ततः प्रभृति तत् तीर्थं कपिलासंगमं विदुः तत्राष्टाशीतिः पूज्यानि सहस्राणि महामते //
Este verso (29) é tido como parte do sagrado Brahma Purana, de caráter enciclopédico e exposição solene.
Verse 30
तीर्थान्य् आहुर् मुनिगणाः स्मरणाद् अपि नारद पावनानि जगत्य् अस्मिंस् तानि सर्वाण्य् अनुक्रमात् //
Este verso (30) dá continuidade à descrição sagrada segundo a tradição purânica, para elucidar o Dharma e o saber.
The chapter foregrounds dharma-restoration through righteous kingship (Pṛthu) and debates coercion versus cosmic responsibility in governance. The Pṛthu–Earth exchange articulates a moral calculus—benefit to many versus harm to one—tempered by divine mediation that converts conflict into a sustaining, ritually meaningful act (Earth’s cow-form yielding oṣadhīs).
Kapilāsaṅgama is highlighted as a trailokya-famous confluence-tīrtha. Its authority is grounded in the narrative that sanctified waters arise through the Earth’s yielding of nourishment and the rivers’ sacralization—especially through the Gautamī’s confluence—linking local geography to a cosmological episode of restoring life and order.
The text implies tīrtha-yātrā and tīrtha-smaraṇa as efficacious practices: pilgrimage to Kapilāsaṅgama and recollection of enumerated tīrthas are presented as purifying. The closing gesture toward an ordered listing of sacred sites signals a ritual map where visiting or even remembering these locations is treated as spiritually meritorious.