
Rishi: Traditionally associated with cosmological seers in AV Book 9 (often Atharvanic/Angirasic attribution in ancillary lists).
Devata: Agni; and implicitly Ṛta/Time (kāla/saṃvatsara) as cosmic principle.
Chandas: Triṣṭubh (11-syllable cadence typical of such cosmological stanzas).
AV 9.9 é um hino-enigma cosmológico que projeta prosperidade e proteção sobre a “roda” que não envelhece de Ṛta/Tempo: os meses, as estações e o curso ordenado dos mundos. Ao invocar Agni como presença ritual dentro dessa ordem cósmica, o hino alinha a vida do recitador —prole, continuidade e estabilidade— com o movimento regulado do ano.
Mantra 1
आत्मा। अ॒स्य वा॒मस्य॑ पलि॒तस्य॒ होतु॒स्तस्य॒ भ्राता॑ मध्य॒मो अ॒स्त्यश्नः॑ । तृ॒तीयो॒ भ्राता॑ घृ॒तपृ॑ष्ठो अ॒स्यात्रा॑पश्यं वि॒श्पतिं॑ स॒प्तपु॑त्रम्
Ātman — deste Hotṛ gracioso, de cabelos grisalhos; seu irmão do meio é a Pedra; seu terceiro irmão é o «de dorso de ghee». Aqui contemplei o Senhor do povo, o de Sete filhos.
Mantra 2
स॒प्त यु॑ञ्जन्ति॒ रथ॒मेक॑चक्र॒मेको॒ अश्वो॑ वहति स॒प्तना॑मा । त्रि॒नाभि॑ च॒क्रम॒जर॑मन॒र्वं यत्रे॒मा विश्वा॒ भुव॒नाधि॑ त॒स्थुः
Sete jungem o carro de uma só roda; um só cavalo, de sete nomes, o conduz. Uma roda de três cubos, que não envelhece, que não falha — sobre ela estão firmados e permanecem todos estes mundos.
Mantra 3
इ॒मं रथ॒मधि॒ ये स॒प्त त॒स्थुः स॒प्तच॑क्रं स॒प्त व॑ह॒न्त्यश्वाः॑ । स॒प्त स्वसा॑रो अ॒भि सं न॑वन्त॒ यत्र॒ गवां॒ निहि॑ता स॒प्त नामा॑
Sobre este carro estão os Sete; ele é de sete rodas, e sete cavalos o conduzem. Sete Irmãs inclinam-se juntas para ele—ali onde estão guardados os Sete Nomes das vacas.
Mantra 4
को द॑दर्श प्रथ॒मं जाय॑मानमस्थ॒न्वन्तं॒ यद॑न॒स्था बिभ॑र्ति । भूम्या॒ असु॒रसृ॑गा॒त्मा क्वऽस्वित् को वि॒द्वांस॒मुप॑ गा॒त् प्रष्टु॑मे॒तत्
Quem viu o Primogénito no instante em que nasce — aquele que tem ossos, quando o sem-ossos o sustenta? O Si-mesmo vital da terra, de seiva asúrica (asura-sṛg) — onde está ele, dizei? A que sábio se deve aproximar para lhe perguntar isto?
Mantra 5
इ॒ह ब्र॑वीतु॒ य ई॑म॒ङ्ग वेदा॒स्य वा॒मस्य॒ निहि॑तं प॒दं वेः । शी॒र्ष्णः क्षी॒रं दु॑ह्रते॒ गावो॑ अस्य व॒व्रिं वसा॑ना उद॒कं प॒दापुः॑
Fale aqui aquele que, peço, conhece a morada oculta deste Pássaro maravilhoso. De sua cabeça as vacas tiram leite; vestindo o úbere, conquistaram a água no rastro, na pegada.
Mantra 6
पाकः॑ पृच्छामि॒ मन॒सावि॑जानन् दे॒वाना॑मे॒ना निहि॑ता प॒दानि॑ । व॒त्से ब॒ष्कयेऽधि॑ स॒प्त तन्तू॒न् वि त॑त्निरे क॒वय॒ ओत॒वा उ॑
Como quem não sabe, com a mente eu pergunto por estas — as moradas ocultas dos deuses. Sobre o bezerro, sobre o touro forte, os sete fios os videntes, os tecelões, estenderam e desdobraram.
Mantra 7
अचि॑कित्वांस्चिकि॒तुष॑श्चि॒दत्र॑ क॒वीन् पृ॑च्छामि वि॒द्वनो॒ न वि॒द्वान्। वि यस्त॒स्तम्भ षडि॒मा रजां॑स्य॒जस्य॑ रू॒पे किमपि॑ स्वि॒देक॑म्
Sem saber, interrogo aqui os ṛṣi, até mesmo os discernentes; interrogo aquele que parece saber e, contudo, não é conhecedor: quem separou e sustentou estas seis regiões? Na forma do Não-Nascido — que coisa única é essa, dize-me?
Mantra 8
मा॒ता पि॒तर॑मृ॒त आ ब॑भाज धी॒त्यग्रे॒ मन॑सा॒ सं हि ज॒ग्मे। सा बी॑भ॒त्सुर्गर्भ॑रसा॒ निवि॑द्धा॒ नम॑स्वन्त॒ इदु॑पवा॒कमी॑युः
A Mãe, segundo Ṛta (a Ordem), destinou o Pai; com pensamento inspirado, no princípio, com a mente veio de fato à plena conjunção. Ela, a terrível, rica na seiva do embrião, firmemente implantada — para a invocação (upavāká) os reverentes de verdade se aproximaram.
Mantra 9
यु॒क्ता मा॒तासि॑द्धु॒रि दक्षि॑णाया॒ अति॑ष्ठ॒द् गर्भो॑ वृज॒नीष्व॒न्तः । अमी॑मेद् व॒त्सो अनु॒ गाम॑पश्यद् विश्वरू॒प्यंऽ त्रि॒षु योज॑नेषु
Atrelada estás, ó Mãe, ao timão da direita; dentro dos cercados do lar o embrião firmou-se. Mugiu o bezerro; seguindo a vaca, encontrou-a — sua forma multíplice manifestada nas três regiões medidas.
Mantra 10
ति॒स्रो मा॒तॄस्त्रीन् पि॒तॄन् बिभ्र॒देक॑ ऊ॒र्ध्वस्त॑स्थौ॒ नेमव॑ ग्लापयन्त । म॒न्त्रय॑न्ते दि॒वो अ॒मुष्य॑ पृ॒ष्ठे वि॑श्व॒विदो॒ वाच॒मवि॑श्वविन्नाम्
Sustentando três Mães e três Pais, o Uno permaneceu ereto, firme; eles faziam a cambota (aro) ceder e afrouxar. Sobre o dorso daquele Céu, os oniscientes deliberam: põem em movimento a Palavra, chamada «a não-onisciente», para confundir os insensatos.
Mantra 11
पञ्चा॑रे च॒क्रे प॑रि॒वर्त॑माने॒ यस्मि॑न्नात॒स्थुर्भुव॑नानि॒ विश्वा॑ । तस्य॒ नाक्ष॑स्तप्यते॒ भूरि॑भारः स॒नादे॒व न च्छि॑द्यते॒ सना॑भिः
Na roda de cinco raios que gira ao redor, na qual todos os mundos foram postos e permanecem — seu eixo não se gasta, embora carregue grande peso; desde o antigo não se quebra, seu cubo não se fende.
Mantra 12
पञ्च॑पादं पि॒तरं॒ द्वाद॑शाकृतिं दि॒व आ॑हुः परे॒ अर्धे॑ पुरी॒षिण॑म्। अथे॒मे अ॒न्य उप॑रे विचक्ष॒णे स॒प्तच॑क्रे॒ षड॑र आहु॒रर्पि॑तम्
Um «Pai de cinco pés», de doze formas, do Céu — assim o chamam — na metade mais distante, rico em plenitude. Então esses outros, os de visão penetrante, segundo outra doutrina, declaram-no firmemente fixado na armação de sete rodas, como de seis raios.
Mantra 13
द्वाद॑शारं न॒हि तज्जरा॑य॒ वर्व॑र्ति च॒क्रं परि॒ द्यामृ॒तस्य॑ । आ पु॒त्रा अ॑ग्ने मिथु॒नासो॒ अत्र॑ स॒प्त श॒तानि॑ विंश॒तिश्च॑ तस्थुः
De doze raios—em verdade, essa roda não se gasta com a velhice: ela rola, circundando o céu do Ṛta. Para cá, ó Agni, teus filhos, em conjunções aos pares, estão aqui firmados—setecentos, e mais vinte.
Mantra 14
सने॑मि च॒क्रम॒जरं॒ वि वा॑वृत उत्ता॒नायां॒ दश॑ यु॒क्ता व॑हन्ति । सूर्य॑स्य॒ चक्षू॒ रज॑सै॒त्यावृ॑तं॒ यस्मि॑न्नात॒स्थुर्भुव॑नानि॒ विश्वा॑
A roda com aro, sem envelhecer, desenrolou-se e avançou rolando; sobre a vastidão estendida, dez jungidos a conduzem. O olho do Sol caminha, envolto em rajas; nele todos os mundos tomaram firme assento.
Mantra 15
स्त्रियः॑ स॒तीस्ताँ उ॑ मे पुं॒सः आ॑हुः॒ पश्य॑दक्ष॒ण्वान् न वि चे॑तद॒न्धः । क॒विर्यः पु॒त्रः स ई॒मा चि॑केत॒ यस्ता वि॑जा॒नात् स पि॒तुष्पि॒तास॑त्
Mulheres são, em verdade; mas a mim as chamam homens: o cego, embora veja e tenha olhos, não o discerniu corretamente. O vidente, o filho — ele as percebeu; quem as distinguir claramente, esse seria pai do pai.
Mantra 16
सा॒कं॒जानां॑ स॒प्तथ॑माहुरेक॒जं षडिद् य॒मा ऋष॑यो देव॒जा इति॑ । तेषा॑मि॒ष्टानि॒ विहि॑तानि धाम॒श स्था॒त्रे रे॑जन्ते॒ विकृ॑तानि रूप॒शः
Dos que nasceram juntos, a um chamam o sétimo, nascido só; seis, em verdade, são ṛṣi em pares, nascidos dos deuses — assim se diz. Suas porções desejadas, devidamente postas nas moradas, resplandecem no suporte firme, transformadas em múltiplas formas.
Mantra 17
अ॒वः परे॑ण प॒र ए॒नाव॑रेण प॒दा व॒त्सं बिभ्र॑ती॒ गौरुद॑स्थात्। सा क॒द्रीची॒ कं स्वि॒दर्धं॒ परा॑गा॒त् क्वऽस्वित्सूते न॒हि यू॒थे अ॒स्मिन्
Para baixo — com o pé mais distante e depois com o mais próximo —, levando o seu bezerro, a Vaca ergueu-se. Para onde, dize, para que metade ela partiu? Onde, dize, ela dá à luz? Pois não está neste rebanho.
Mantra 18
अ॒वः परे॑ण पि॒तरं॒ यो अ॑स्य॒ वेदा॒वः परे॑ण प॒र ए॒ना व॑रेण । क॒वी॒यमा॑नः॒ क इ॒ह प्र वो॑चद् दे॒वं मनः॒ कुतो॒ अधि॒ प्रजा॑तम्
Socorro vindo de além: aquele que conhece o Pai disto (de tudo); socorro vindo de além, além destes, pelo dom excelente. Em inspiração de vidente: quem aqui proclamou a Mente divina—de onde e de que altura foi ela gerada?
Mantra 19
ये अ॒र्वाञ्च॒स्ताँ उ॒ परा॑च आहु॒र्ये परा॑ञ्च॒स्ताँ उ॑ अ॒र्वाच॑ आहुः । इन्द्र॑श्च॒ या च॒क्रथुः॑ सोम॒ तानि॑ धु॒रा न यु॒क्ता रज॑सो वहन्ति
Aos que estão voltados para nós, em verdade chamam «voltados para longe»; aos que estão voltados para longe, em verdade chamam «voltados para cá». As ordenanças que tu, ó Soma, e Indra realizastes — como jugos bem atrelados, elas carregam as regiões do ar.
Mantra 20
द्वा सु॑प॒र्णा स॒युजा॒ सखा॑या समा॒नं वृ॒क्षं परि॑ षस्वजाते । तयो॑र॒न्यः पिप्प॑लं स्वा॒द्वत्त्यन॑श्नन्न॒न्यो अ॒भि चा॑कशीति
Duas aves de belas asas, jungidas juntas, companheiras, se enlaçam ao redor da mesma árvore. Das duas, uma come o doce fruto pippala; a outra, sem comer, contempla e observa.
Mantra 21
यस्मि॑न् वृ॒क्षे म॒ध्वदः॑ सुप॒र्णा नि॑वि॒शन्ते॒ सुव॑ते॒ चाधि॒ विश्वे॑ । तस्य॒ यदा॒हुः पिप्प॑लं स्वा॒द्वग्रे॒ तन्नोन्न॑श॒द् यः पि॒तरं॒ न वेद॑
Na árvore em que pousam as belas aves comedoras de mel, e sobre a qual ela gera todos os seres — quando falam do seu doce pippala no alto do cimo, que dele não participe quem não conhece o Pai.
Mantra 22
यत्रा॑ सुप॒र्णा अ॒मृत॑स्य भ॒क्षमनि॑मेषं वि॒दथा॑भि॒स्वर॑न्ति । ए॒ना विश्व॑स्य॒ भुव॑नस्य गो॒पाः स मा॒ धीरः॒ पाक॒मत्रा वि॑वेश
Onde os de belas asas, nas sessões sagradas, entoam a porção da imortalidade que não pestaneja — eles, guardiões de todo o mundo: que o sábio entre aqui em mim; que o imaturo (o simples) não entre aqui.
It is the year/time-order (saṃvatsara, ṛta) pictured as an unaging wheel with measures like spokes and naves—showing how the worlds and life-events remain stable through regular sequence.
Agni is the ritual form of cosmic order that people can actually approach; by placing the rite in Agni, the performer aligns personal life with Ṛta’s regulated course.
In Atharvanic practice, correct knowledge of cosmic correspondences (bandhu) is protective: reciting the time-wheel’s order is meant to produce steadiness—fertility, continuity, and freedom from disruptive ‘untimely’ events.
Answers come straight from the texts, with the shlokas they draw on. Ask in your own words.
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