
Śivarātri-vrata (The Observance of Śivarātri)
O Senhor Agni ensina a Vasiṣṭha o voto de Śivarātri, um rito que concede tanto bhukti (fruição e prosperidade mundanas) quanto mokṣa (libertação). A observância é fixada no calendário no Kṛṣṇa-caturdaśī (décimo quarto dia da quinzena escura) que ocorre entre Māgha e Phālguna. O praticante realiza upavāsa (jejum, abstinência de alimento) no décimo quarto dia e faz do jāgaraṇa (vigília durante toda a noite) o ato central do culto. O capítulo oferece uma liturgia devocional: invoca Śambhu como doador de fruição e libertação, louva Śiva como a barca que conduz os seres através do “oceano do inferno”, e suplica por descendência, soberania, boa fortuna, saúde, saber, dharma, riqueza e, por fim, svarga e mokṣa. Ao final, o texto ressalta a acessibilidade e o poder transformador do voto: até figuras marginalizadas ou pecadoras (um caçador; o pecador Sundarasena) podem obter mérito por meio de devoção disciplinada, tema purânico de elevação pelo dharma.
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The chapter emphasizes the vrata’s calendrical placement (Kṛṣṇa-caturdaśī between Māgha and Phālguna) and the paired disciplines of upavāsa (no eating on the 14th) and jāgaraṇa (night-long vigil) as the operative ritual core.
By combining bodily restraint (fasting), sustained awareness (vigil), and focused devotion (invocation and praise of Śiva), it aligns everyday discipline with purification and grace, presenting liberation as attainable while still permitting dharmic pursuit of prosperity and wellbeing.